domingo, 30 de novembro de 2008

Parque Oeste, não eram 15 meses?

Pelo menos é o que está escrito no placard de aviso à entrada do estaleiro, como prazo para a conclusão da obra. Ora, se a 3ª fase do Parque Oeste começou no início de Maio de 2007, mais 15 meses, dá qualquer coisa como Julho de 2008. Já estamos no último dia de Novembro e ainda falta muito para acabar, como se vê pela fotografia acima, tirada este mês.

Não há azar, a gente espera. Mas para além de todo o optimismo e positivismo que tanta gente gosta de ver, é bom que não nos esqueçamos dos prazos, das expectativas constantemente goradas, que viemos todos viver para a Alta de Lisboa com promessas de avenidas, acessos, jardins, centros comerciais, escritórios, integração, tudo já para muito breve e que muitas das coisas previstas estão completamente paradas e as que andam, andam devagar, mais devagar do que previsto e prometido.

E ter esperança e lutar pelo que é devido não é olhar de forma pateta para as coisas e achar tudo o máximo porque "assim é que estamos a ser positivos"; é saber exigir, saber a quem exigir, saber dar um pouco de de si para construir, colaborar, querer crescer em comunidade.

sábado, 29 de novembro de 2008

Viver no fim-de-semana

Há o rio da nossa aldeia que desagua no lago do parque Oeste. E há a aldeia maior, de que a nossa aldeia faz parte e que tem um rio onde as águas do nosso hão-de ir parar. E na outra margem há outra Alta com um senhor de braços abertos assim a querer dar-se com todos, mesmo os que não querem dar-se com ele.

É um bocado como na nossa aldeia, com senhores a não quererem abrir os braços ou outros a não quererem aceitar os braços abertos. E outros senhores que acham que mandam e não gostam dos pobres e são tão pobres quanto os pobres que acham que não mandam e não gostam dos ricos.

Ou senhoras, que a pobreza de espírito é democrática e não escolhe sexo, raça ou religião.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Politiquices - Bloco diz adeus a Sá Fernandes

O Bloco de Esquerda dá um chuto em Sá Fernandes.

Sá Fernandes faz de Calimero (à boa maneira de Santana Lopes).

O PS dá miminho a Sá Fernandes.

Aqui ficam os links para as notícias sobre o assunto.

O 'Zé' deixou de fazer falta ao Bloco de Esquerda

Ah..e este senhor aqui também tem razão no que diz.

É a tal velha história de assumir erros. Está fora de moda, mas ainda há gente - um bando de chatos - que vai relembrando o conceito.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Associai-vos

Realizou-se ontem, Domingo, o primeiro encontro das Associações e Grupos Informais da Alta de Lisboa.

Estiveram presentes 17 entidades. 17 grupos de desalinhados com este tempo presente de pouca disponibilidade cívica e ainda maior desilusão pública, 17 entidades que, apesar de objectivos e finalidades diversas, têm em comum o despojamento pessoal de cada um dos seus integrantes, voluntários e voluntaristas na muito especial missão que se atreveram a assumir de contribuir para a melhoria de vida dos seus concidadãos mais próximos.

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Efeméride

A ARAL - Associação de Residentes do Alto do Lumiar, completa dois anos. Tanto tempo já, parece que foi ontem e, simultaneamente, tão pouco tempo ainda para o tanto que se tem feito e que ainda falta fazer.

O que esperam vocês, oh residentes não filiados, para dar uma mãozinha?

À Associação e dedicados membros, o Viver deseja sinceramente muitas mais efemérides e a continuação do trabalho perseverante, de sapa mesmo, na melhoria da vida neste alto.

domingo, 23 de novembro de 2008

Partiram e largaram!

Sucesso absoluto, recorde de participantes, superando muitas das provas mais antigas do calendário. 

Quando os resultados são estes, vale a pena ser carola.

Parabéns aos organizadores, parabéns aos participantes e parabéns à abrangente Alta.

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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A solução para o estacionamento indevido

Podemos não gostar muito deles (se calhar agora já gostamos por causa do Obama e isso) mas é verdade que às vezes têm boas ideias.
Poderá ser uma das soluções para o estacionamento desordenado:
Há algo de irresistível neste conceito dos autocolantes "I Park Like An Idiot" (Sou Um Idiota A Estacionar).

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Extra! Extra! Edição Especial com a reportagem fotográfica do milagre das riscas!!!






O mundo ideal: a passadeira antes da paragem de autocarro, os carros a só passarem depois dos peões...




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Ultima hora: A passadeira mudou de sítio outra vez!

Desculpem interromper este momento tão lindo do post outonal do Pedro mas...she's alive!

A passadeira? Qual passadeira? A passadeira! Não é uma passadeira qualquer ah não senhoras e senhores, meninos e meninas, laides and gentes, madamas e mussius! É a passadeira mágica!

A verdadeira!

A real!

A que nunca se sabe onde estará!

Hoje está aqui, amanhã está ali. Aqui, ali, aqui, ali.

Verdade, caríssimos leitores, a passadeira da Helena Vaz da Silva - a tal que já mudou de sítio 3 vezes - acaba de mudar novamente de local.

E o passeio? Pois o passeio também mudou! Já esteve para cima? Então agora está para baixo. Estava para baixo? Então agora está para cima.

Ah admirável Alta de Lisboa que tais passadeiras tendes!

Outono no Parque



De trivialidades conscientemente usava e abusava aquela canção dos Fúria do Açúcar. Que no Outono há folhas sempre a cair / E a chuva faz os prédios ruir, e tal. Pois é. E há a porcaria da hora que é mudada e, num repente, passamos a achar que é hora de jantar aquela hora que, no Verão, ainda dava para ir para a praia. E o aproximar do fim do ano.

Pois, mas isso é - como dirá a minha amiga futura presidente - para os que passam a vida a encontrar desculpas para não apreciar o bom que os dias têm para nos oferecer.

No Outono há o cheiro assado das castanhas, ainda que devidamente normalizadas pela UE e policiadas pela asae (só falta proibirem os assadores por emitirem carbono para a atmosfera):



E há, ah pois há, o parque, o bosque, o encanto das Conchas que muda diariamente ...






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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A ver os meninos passar

A conselho do nosso leitor jrui, um destes dias levantei-me cedo e fui ver a mais recente atracção turística da Alta de Lisboa: a entrada dos meninos no Colégio S.Tomás.

Desde o clássico do cinema "A entrada dos empregados na fábrica Lumiére" dos irmãos Lumiére, que não via algo tão interessante.

Uma avenida empestada de carros em segunda fila e criancinhas a sair de todo o lado, dos jipes e SUV's da classe média alta de Lisboa. Mãezinha ou paizinho páram, saiem do carro, toca a abrir portas e é um fartar de petizes a sair por qualquer lado (normalmente do lado esquerdo para dar mais emoção).

A polícia manda o trânsito parar e junta-se ali uma fila jeitosa (e é mesmo só uma porque a faixa da direita está ocupada pelos que vêm deixar as crianças).

É um espectáculo interessante e prometo que um dia destes volto lá mas de banquinho e merenda para poder ficar mais tempo.

Enquanto tentava evitar mais uma porta e adivinhar se iam aparecer crianças à frente do carro estacionado mesmo antes da passadeira, veio-me á cabeça uma ideia disparatada.

Que tal se a direcção do Colégio S. Tomás pensasse em arranjar um sistema mais seguro e ordeiro de largada e recolha de alunos? Assim de repente, sei lá, antes da curva existe uma outra entrada, que tal construir aí um ponto de encontro para papás, mamãs, filhotes e SUV's? Que tal a PSP abdicar do espaço de estacionamento exterior que ocupou e cedê-lo ao colégio? Que tal não permitir o estacionamento de veículos imediatamente antes da passadeira?

São disparates, eu sei. Ou, como diria uma simpática vereadora, medidas pouco dignas. Peço desculpa.

Workshop Prova de Vinhos

Venho dar conhecimento de um evento a decorrer hoje que poderá ser do vosso interesse. Trata-se de um Workshop Prova de Vinhos. Fica a sugestão para algo diferente.

De notar que as receitas angariadas revertem a favor de actividades nas escolas.

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O petróleo, como recurso geológico finito

peak oil curve

Entre muitas adaptações que vamos ter que fazer na nossa vida futura destaca-se a urgente adaptação a um novo “modelo energético”. Quase não restam dúvidas de que a nossa civilização estará prestes a atingir o pico de extracção de petróleo à escala mundial. O ano em que isso acontecerá ninguém ainda sabe ao certo embora os dados mais fidedignos apontem para a próxima década, entre 2010 e 2020.

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Partida... largada... fugida!!!

É já no próximo Domingo 23 que se realiza a 2ª edição da prova "Luzia Dias" aqui no Alto.



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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Cascata do Parque Oeste de novo em funcionamento

Diz que faltava um parafuso algures. Vamos lá ver até quando ficará a cascata a funcionar, tal como as bombas de água necessárias para a circulação que reduzirá a sedimentação e o crescimento de algas e limos.

Mooviz.org - novo site de cinema estreia hoje!

Abre hoje ao público o novo site de cinema, o Mooviz.org, com a interessante proposta de “citizen journalism”, ou, dito de outra forma, “made by the people and for the people”.

Promete. Pela equipa, pelo conceito, pelo congregar de motivações e gosto pelo cinema.

P.S. Vão tentando. Os senhores da organização dizem que é só lá para a tarde, que ainda estão a afixar uns posters e a limpar umas coisas para os convidados. Mas que lá a meio da tarde já podem entrar.

domingo, 9 de novembro de 2008

Comida

Jamie Oliver cresceu no Essex, no pub dos pais e foi aí que descobriu a paixão pela comida.

Em 1998 tornou-se uma estrela de televisão e criou o que se pode designar como um pequeno império. Livros, lojas e os programas que têm amplificado as suas mensagens e um estilo próprio, não só no Reino Unido mas também noutros países.

Desde o início da sua carreira mediática que Jamie demonstrou ser um homem de causas:
Acolheu quinze jovens desempregados com poucas qualificações e tentou que se transformassem em chefs. Em alguns casos conseguiu.

Fez campanha a favor da melhoria da alimentação nas cantinas escolares.

Mais recentemente, a propósito das notícias recorrentes acerca do aumento da obesidade, decidiu ensinar os britânicos a cozinhar.

É disto que fala o artigo do Público sobre Jamie Oliver.

O estilo, como tudo na vida, não agrada a todos, tal como as campanhas que tem realizado.

Podemos sempre afirmar que beneficia destas acções, que corre atrás do que lhe dá popularidade para vender mais livros, videos e tudo o mais.

Pois podemos.

Eu prefiro ver o lado positivo destas acções. Acho piada ao Jamie.

Largo do Rato

O Largo do Rato já foi uma praça bonita e calma e eu tenho a sorte de ainda me lembrar dela assim, antes das obras que o Eng. Krus Abecassis mandou fazer na década de 1980.

Agora um estudo com certificação científica comprova o que o senso comum já dizia. Não se pode viver em cidades assim. Isto não é solução para as pessoas, e é nas pessoas, sem armadura de lata à volta, que se tem de pensar quando se decide o que fazer na cidade.

A notícia vem no PÚBLICO e pode ser lida mais abaixo.

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sábado, 8 de novembro de 2008

Peter Hall no ciclo de conferências a Cidade no Séc. XXI

Um dia, a Alta de Lisboa terá vida, estatuto, solidez e massa crítica para organizar também um ciclo de conferências desta dimensão. Dirão os leitores o que falta, no bairro, nos seus habitantes, em todos nós. Mas por enquanto estas coisas acontecem noutros bairros, como o Parque das Nações.

Começou anteontem, com Sir Peter Hall, reconhecido urbanista, autor do bestseller Cities in Civilization, o ciclo de conferências A Cidade no Século XXI, organizadas pelo Parque Expo, mas infelizmente não pudemos estar presentes porque o tempo tem sido curto para todos. O PÚBLICO traz hoje a notícia. As próximas conferências, que esperamos ter oportunidade de assitir, podem ser conhecidas clicando no cartaz. A notícia pode ser lida clicando no "Ler mais".

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Update

[ABCnews.com]
04:00

Obama wins, bring on Jack Bauer?

If they could, YES WE CAN,

Vamos fazer da Alta e desta cidade um sítio melhor.

(O reverendo Jesse Jackson em lágrimas no meio da multidão. Oprah em "ebulição". Um passo para sermos todos mais iguais.)

04:20

O discurso de McCain é o de um senhor. Chegou 8 anos atrasado à nomeação do Partido Republicano.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Loiky afogou-se há um ano. O que foi feito desde então?

(Fotografia enviada pelo leitor Francisco Oliveira)

Um ano depois do afogamento de Loiky, com nove anos de idade, quais destas medidas foram implementadas?

Can they?


Dela já se disse que todos os cidadãos do planeta deveriam participar, tal a influência que os seus resultados têm em todo o mundo.

Nela torcemos como se o nosso clube ou o nosso partido estivessem envolvidos. 

Uns seguem o coração (como a maioria da esquerda europeia, apoiante de Obama), outros a razão (como Pacheco Pereira o social-democrata que apoia McCain com o pensamento na política externa americana mais favorável para a Europa). Poucos ficam indiferentes.

Daqui a umas horas abrem as urnas (as físicas, já que a votação por correio começou há mais de uma semana) para a eleição do novo Presidente dos Estados Unidos da América.

Desde há alguns meses tenho tido o privilégio de receber as crónicas de um grande amigo, radicado por agora na Flórida, interessado seguidor do processo eleitoral americano e, declaradamente e desde o início das Primárias do Partido Democrata, convicto apoiante de Barack Obama. Ex-deputado às nossas Assembleias Constituinte e da República, durante muitos anos (no pré e no pós 25 de Abril) interveniente político e cívico, ex-militante partidário, possui a experiência para melhor percepcionar o intricado mundo político norte-americano. 

Para os que sentirem a tentação de não esperar pelas notícias matinais e resolverem seguir noite fora o desenrolar da noite americana, aqui ficam algumas dicas enviadas pelo Fernando Sousa Marques:

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Estado nacionaliza mercearia do Sr. Francisco

A mercearia do Sr. Francisco desde cedo mostrou sinais preocupantes de sustentabilidade. Gestão de stock irracional, encomendas de mercadorias excessivas face à procura, marketing pouco adequado à clientela do bairro, administradores contratados na família sem CV adequado às funções. Na semana passada duas mil unidades de tomate enlatado passaram de prazo e rebentaram em pleno armazém. O golpe foi demasiado duro para a mercearia do Sr. Francisco que se viu obrigada a declarar falência. Não há azar, o Estado nacionalizou a mercearia do Sr. Francisco e vai continuar a haver couves e batatas para todos os vizinhos.

Também o Banco Português de Negócios (BPN) não resistiu à crise financeira e apresenta agora um buraco líquido estimado em 300 milhões de euros. O Banco de Portugal tentou que outro banco privado tomasse conta do prejuízo, mas fontes próximas da administração de um dos principais candidatos confessou ao Viver: "A malta não anda aqui a brincar, não é?", e assim o BPN vai ser nacionalizado pelo Estado Português.

domingo, 2 de novembro de 2008

Evolução dos Projectos

Por se tratarem de dois projectos em curso muito aguardados, aproveito para partilhar umas fotos da evolução das obras do Parque Oeste e no Eixo Central.