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segunda-feira, 2 de março de 2009

Carnaval no Alto do Lumiar


Um leitor enviou-nos um video feito na 3ª feira de Carnaval passada. Uma filmagem de um grupo de cerca de 50 adolescentes a brincar ao Carnaval, numa guerra de balões de água.

Nada de muito diferente do que fiz na adolescência quando vivia no Bairro Alto. O pessoal combinava o combate, estabelecia as regras, juntava-se em dois ou três clãs, pensava em esquemas para abastecer de munições (balões de água na maioria das vezes, mas havia alguns ovos também). Depois era a excitação das batalhas, das emboscadas, a adrenalina de ser surpreendido por uma tropa guerrilheira, o arrepio ao ouvir os balões rebentar a centímetros, a euforia de conseguir encharcar o adversário, de lhe acertar com o balão em cheio na testa. Havia os líderes, os estrategas, os malucos capazes das mais arrojadas ousadias. E também os danos colaterais, alguns por descuido, outros por parvoíce. Os mais ajuizados acalmavam os excessos e os ânimos que se exaltavam, pediam desculpa em nome do grupo, os menos miolados condenavam a benignidade da brincadeira.

E havia quem se chateasse a sério. Uns que tinham alinhado na guerra, mas revelavam mau perder, e outros que nada tinham a ver com aquilo e eram alvo da nossa estupidez. No video vê-se uma cena dessas, lamentável. E disse-nos o leitor que houve outras menos violentas, mas também desagradáveis. É pena, mas disso há em todo o lado.

São previsíveis os comentários negativos sobre o bairro e a sua população adolescente desocupada. Eu continuo a achar que estas coisas têm sempre lados desagradáveis e evitáveis, mas que são sobretudo, para além de naturais, importantes para o desenvolvimento dos miúdos. Soluções para os excessos? Melhor oferta educativa e recreativa para a população. Clubes, Associações ou Instituições que promovam iniciativas de grupo no dia-a-dia e não apenas esporádicas. Passar códigos de conduta e princípios de respeito pelo próximo não é mais difícil nestes jovens do que nos meninos dos melhores colégios. E existem muitos líderes e modelos fortes ali no meio que devem ser orientados e consciencializados do papel importante que podem ter.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Prédio na Rua Manuel Marques

Caro Tiago,

Tenho antes de mais a agradecer-lhe uma vez mais a sua amabilidade em ter publicado o meu e-mail no seu blog.

Um leitor suscitou o interesse em ver a maquete final do edifício em construção, razão pela qual a remeto em anexo.

Subscrevo-me com os melhores cumprimentos e desejos de muito sucesso para o seu blog,

Pedro Pinto

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

CML não esclarece munícipes

O leitor e vizinho Pedro Pinto reparou que o prédio que está a ser construído na Rua Manuel Marques, mesmo em frente à SGAL, ali já na zona da Quinta do Lambert, não tem nem o perfil nem a altura dos seus prédios contíguos.

Procurou obter esclarecimentos mas o email enviado para a CML a 6 de Janeiro não mereceu até hoje qualquer resposta.

O Viver não estranha o silêncio. Os contactos com a CML, salvo rara e honrosas excepções, costumam ser frustantes. Com sorte, dependendo de quem se apanha ao telefone, consegue-se conversas hilariantes como aquela do "Arq. Manuel Salgado? Não conheço... É mesmo para este departamento que deseja ligar?"

Segue então o mail enviado por Pedro Pinto para a UPAL:


De: Pedro Pinto
Enviada: terça-feira, 6 de Janeiro de 2009 17:55
Para: 'DMGU - UPAL'
Assunto: Edifício em construção na Rua Manuel Marques



Exmos. Senhores,

Após ter já estabelecido contacto com a arquitecta Sara Godinho, venho por este meio apresentar por escrito algumas questões relativas à construção do futuro edifício número 17 da Rua Manuel Marques. Apesar de ter acompanhado desde Março de 2008 as movimentações no terreno, não me foi possível encetar um contacto com o departamento da UPAL antes do mês de Dezembro, já que não tinha conhecimento do projecto do imóvel.

1. No passado dia 28 de Dezembro, fui averiguar com mais algum detalhe o edital do edifício, havendo constatado que se encontrava incompleto. Em primeiro lugar, é referido que o imóvel possuirá 12 pisos, embora não se indique se esse número se refere aos pisos acima da cota soleira ou ao total, encontrando-se apenas entre parêntesis letras que deverão remeter para uma legenda que não acompanha o edital. Seguidamente, não só o espaço relativo à cércea não foi preenchido como também o prazo da obra se refere a 2009, e não a um dado número de meses, conforme é usual.

2. Tenho a lamentar que o edital dite que o alinhamento da cércea do edifício seja feito com base no lote de gaveto, com o número 23, onde se encontra instalado o Millennium BCP. Dever-se-ia ter em conta que a Rua Manuel Marques apresenta uma continuidade para sul, caracterizando-se os imóveis numerados de 1 a 15 por apresentarem apenas 7 pisos acima da cota soleira, razão pela qual o edifício em construção deveria seguir o alinhamento do lote contíguo, com 9 pisos acima da cota soleira, fazendo-se assim uma ponte mais harmoniosa entre um e outro lado da rua.

3. De acordo com o projecto do edifício publicado numa brochura publicitária da imobiliária que o deverá comercializar, o imóvel em construção adquire uma estética totalmente diferente tanto do lote contíguo como do edifício que serve de base ao seu alinhamento. Por exemplo, note-se que a partir do piso 7 a fachada do novo edifício apresenta uma saliência bastante pronunciada, algo que apenas ocorre no piso 9 no lote que acolhe o Millennium BCP. Além disso, a arquitectura do imóvel em construção é totalmente diferente nos pisos 7 a 10 face aos inferiores, não se revelando uma solução minimamente harmoniosa.

4. O número de pisos previstos acima da cota soleira prevê a edificação de 10 pisos de habitação, bem como de outro para a acesso ao edifício, totalizando 11 pisos na fachada principal. No entanto, de acordo com as indicações recolhidas junto da arquitecta Sara Godinho, o número de pisos acima da cota soleira deverá ser de 12, não se respeitando uma vez mais os 9 pisos que o lote contíguo apresenta acima da cota soleira.

5. Com a estética adoptada, pode verificar-se que o edifício em construção irá avançar mais alguns metros ao passeio público do que o lote contíguo, apesar de não utilizar o comprimento total do terreno que se encontrava vedado há já alguns anos. No entanto, com a largura em excesso, desde logo se pode deduzir que a implantação do imóvel não é agradável em vários ângulos, especialmente visto da zona do Millennium BCP e do Pingo Doce, uma vez que não tem em conta de que a rua apresenta uma continuidade para sul.

6. Foi ainda edificado a poente do edifício um pequeno escritório há cerca de 15 anos, com apenas 4 pisos acima da cota soleira. Com a construção desde novo imóvel, que apresenta mais 7 ou 8 pisos do que o escritório e mais 2 do que o lote contíguo, não só não parece ser cumprida a regra dos 45 graus como também a distância entre o edifício em construção e o escritório é francamente diminuta, devendo rondar os 6 metros. Caso se prolongue a cércea do lote contíguo ao terreno onde se encontra em construção o novo edifício, obter-se-ia, sem quaisquer avanços, uma distância de mais de 10 metros, de acordo com as medidas efectuadas através do site Lisboa Interactiva.

Pede deferimento.



Agradecendo desde já a vossa atenção, subscrevo-me com os melhores cumprimentos,

Pedro Pinto

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Plano da CML prevê investimento de 7.000.000 € para a Alta de Lisboa em 2009

O leitor e amigo Luís Magalhães enviou-nos um email dando conta do documento Grandes Opções do Plano 2008-2012, da CML, onde, já para 2009, consta uma verba de 7.000.000€ para o Alto do Lumiar.


Para 2010 estão previstos investimentos de cerca de 22 milhões de euros.

Tanto para 2009 como 2010, o Alto do Lumiar é a zona lisboeta que mais investimento camarário recebe no capítulo "aquisição e construção".

Porém, já em 2007 estavam orçamentados 19 milhões de euros para o Alto do Lumiar, que acabaram por não ser aplicados.

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sábado, 13 de dezembro de 2008

Vai ou não haver Metro na Alta de Lisboa?

O cidadão Luís Magalhães, morador na Alta de Lisboa e amigo aqui do Viver, enviou-nos por mail um alerta a todos os moradores.

As mais recentes declarações de Joaquim Reis, presidente do ML, podem indiciar um abandono dos planos antigos da passagem da linha vermelha pela Alta de Lisboa.

Citando o Diário Económico:
Sobre o cruzamento da linha Amarela com as linhas Vermelha e Verde no Campo Grande, Joaquim Reis destaca que se “pretende fazer ali um interface das três linhas”.

(imagem não oficial editada)

O que podem os moradores da Alta de Lisboa fazer?
1º Encolher os ombros e suspirar.
2º Tentar pressionar os poderes decisórios para que os planos da estação de Metro na Alta e Lisboa sejam cumpridos (independentemente da ligação final da linha vermelha).

O leitor Luís Magalhães escolheu a segunda. Talvez se cada um de nós fizer o mesmo seja mais fácil.



----- Mensagem encaminhada de Luís Magalhães -----
Data: Tue, 02 Dec 2008 12:42:54 +0000
De: Luís Magalhães
Assunto: Fwd: Nova fase de expansão do Metro de Lisboa - Urgente reflexão
Para: gab.presidente@cm-lisboa.pt, gab.manuel.salgado@cm-lisboa.pt, gab.vice.presidente@cm-lisboa.pt, gab.lcc@cm-lisboa.pt, gab.psd@cm-lisboa.pt, gab.cpl@cm-lisboa.pt, gab.pcp@cm-lisboa.pt, aml@cm-lisboa.pt

Ex mas. Senhoras e Ex mos. Senhores autarcas de Lisboa,

Envio a V. Excelências cópia da minha mensagem evidenciando preocupação sobre notícia vinda a público sobre a nova fase de expansão do Metropolitano de Lisboa, enviada para os gabinetes do Ministério das Obras Públicas e da Secretaria de Estado dos Transportes.

Agradeço a vossa atenção, uma vez que sois intervenientes no estudo prévio destas grandes obras.

Atenciosamente
Luís Magalhães

----- Mensagem encaminhada de Luís Magalhães -----
Data: Thu, 27 Nov 2008 23:32:04 +0000
De: Luís Magalhães
Assunto: Nova fase de expansão do Metro de Lisboa - Urgente reflexão
Para: gset@moptc.gov.pt
Para: gmoptc@moptc.gov.pt


Ex ma. Senhora Secretária de Estado dos Transportes,

De acordo com as notícias vindas a público sobre o estudo da nova fase de expansão do Metro de Lisboa, não posso deixar de expressar a minha preocupação com a afirmação do Senhor Presidente do Metropolitano de Lisboa. Passo a transcrever parte da notícia publicada no Diário Económico:

"Sobre o cruzamento da linha Amarela com as linhas Vermelha e Verde no Campo Grande, Joaquim Reis destaca que se "pretende fazer ali um interface das três linhas"."

Se acontecer o que a noticia revela, a nova fase de expansão do Metro deixa de fora o maior bairro de Lisboa, diria mesmo, o maior bairro do país, a Alta de Lisboa. O interface das três linhas de metro no Campo Grande, se for feita com ligação directa da linha vermelha a partir da futura estação do aeroporto da Portela, deixa cair o antigo projecto de estação no eixo central da Alta de Lisboa, tão só a 5ª avenida do eixo principal da capital, e que serviria potencialmente os mais de 30 mil moradores do bairro. Estima-se que entre 2015 e 2020 habitem no bairro mais de 60 mil pessoas e lá trabalhem mais de 9 mil.

A solução pensada agora desmonta também a estratégia de fazer da linha vermelha uma circular limítrofe do concelho, que ligaria às restantes linhas na coroa mais afastada da cidade e proporcionaria uma ligação rápida entre as duas zonas mais populosas da cidade, Alta de Lisboa/Lumiar a Benfica/Colégio Militar.

A solução que aponto não é nova. Há anos que é referida:

- em 2008, no estudo de impacte ambiental do troço da linha vermelha para Campolide;

- em 2006, pela Câmara Municipal de Lisboa, na proposta de revisão do PDM;

- em 2004, na intervenção do Ministro das Obras Públicas, na inauguração da extensão Pontinha-Falagueira do Metropolitano de Lisboa, da qual passo a transcrever parte: "Linha Vermelha será, ainda, a que vai receber maiores ampliações.


Deste modo:

- foram já concluídos os estudos e será brevemente apresentada a candidatura ao Fundo de Coesão para o seu prolongamento entre a Gare do Oriente e o Aeroporto da Portela (os concursos internacionais serão lançados no 4º trimestre deste ano), prevendo-se a conclusão da obra no final de 2007;

- está já em estudo a ligação entre a estação do Lumiar e a futura estação do Aeroporto, que a partir de 2009 irá servir a zona da Alta de Lisboa e estabelecer correspondência com a Linha Amarela e foi já analisada uma possível ligação a Sacavém;

- foram também já dadas instruções ao Metropolitano de Lisboa para estudar as opções de extensão a partir do Lumiar, levando em conta as orientações decorrentes dos estudos de reestruturação do Sistema de Transportes da Área Metropolitana de Lisboa, recentemente realizados.

Deste modo, a Linha Vermelha constituir-se-á numa dupla circular que, com as outras linhas radiais, se constituirá numa verdadeira rede, melhorando significativamente a cobertura da área urbana de Lisboa e a conexão entre as linhas, permitindo percursos mais racionais.";

- em 1998, no Plano de Urbanização do Alto do Lumiar (Quadro n.º 3 da Resolução do Conselho de Ministros n.º 126/98)

Seguem em anexo comprovativos destas referências.

Espero que esta reflexão contribua para uma solução sensata do vosso grupo de trabalho.

Atenciosamente
Luís Magalhães

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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Em Roma, sê romano.

Do nosso leitor e amigo Rui Sousa, chega-nos uma fotografia linda tirada a 24 de Agosto, bem a propósito do post da fina linha amarela.

(Av. Helena Vieira da Silva, mesmo em frente ao Pingo Doce. 24/8/2008)

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sábado, 19 de julho de 2008

Alameda da Música - espaços verdes?

Bom dia,

Sou leitora habitual do vosso blog e aprecio o carácter interventivo e simultaneamente de coesão social que tem. Por isso mesmo, venho pedir-vos o vosso apoio no sentido de denunciar uma situação que se passa no nosso bairro e que se prende com os espaços verdes.

Infelizmente não tenho como documentar a situação em causa com fotos porque não tenho os meios para o fazer, mas conhecendo a vossa determinação, certamente tratarão de o fazer. Trata-se de um pequeno espaço verde junto ao café “Bacano” que já foi objecto de alguns posts vossos. Se tiverem oportunidade, convidava-vos a visitá-lo e constatarem como se encontra absolutamente abandonado com a relva morta, as árvores sem qualquer tipo de tratamento ou manutenção. A rega só hoje começou a funcionar após cerca de 2 meses sem que uma pinga de água saísse dos aspersores. Aspersores. Sistema de rega que permite que a mesma se faça por aspersão, certo? Errado, estes jorram água inundando o jardim e o pavimento em vez de, pelo menos, chegarem às árvores que estão no alto dos montículos e são os únicos seres vivos que teimam em sobreviver.


Naturalmente disto foi dado conhecimento à Junta de Freguesia (anexo os e-mails mais recentes que enviei), mas aparentemente a única medida tomada depois de muita insistência por parte de outro vizinho, foi a rega que funciona tal como descrevi. A mim própria não foi dado qualquer tipo de resposta.

Apelava à vossa intervenção na esperança de que se consiga fazer algo por este espaço que é de todos. Obrigada.

Com os melhores cumprimentos,
Ana Ferreira





Exmos. Senhores,

Como poderão ver pelo e-mail infra, comuniquei-vos uma situação que se passa na nossa freguesia no dia 26 de Junho. Passado quase um mês sem qualquer tipo de resposta ou de acção para resolver o problema abaixo descrito, vejo que o sistema de rega do jardim começou a funcionar esta manhã. Uma vez que a relva por falta de rega secou por completo, não tendo qualquer possibilidade de recuperação, tinha esperança que pelo menos se salvassem as poucas árvores que teimam em sobreviver. Contudo, os aspersores não estão em condições jorrando água e derramando-a sobre o pavimento de cimento que é o que menos necessita de ser regado. Com os aspersores a funcionar desta forma, a água certamente não chegará às árvores.

É lamentável que ninguém venha verificar o estado e funcionamento do material, nem sequer fazer uma limpeza periódica ao jardim que frequentemente acumula lixo sem que as entidades competentes façam alguma coisa por isso. É lamentável que exista uma empresa municipal que se dedique exclusivamente aos espaços verdes dos PER e que os restantes fiquem ao mais completo abandono pela Junta de Freguesia que deveria olhar por eles. Será necessário criar-se outra empresa municipal que trate dos espaços verdes que não pertencem aos PER, confirmando-se assim a incapacidade da Junta de Freguesia de dar conta do recado? Por último, é lamentável que o munícipe se dirija à sua Junta de Freguesia através de um e-mail publicado no respectivo site e não receba qualquer retorno às suas preocupações.

Pergunto: quando serão consertados os aspersores para que a rega do jardim se processe correctamente?

Quando plantarão relva para substituir aquela que deixaram morrer?

Quando cuidarão das árvores existentes que, sem estacas, correm o risco de não sobreviver?

Quando plantarão árvores para substituir aquelas que, também por falta de tratamento, sucumbiram?

Agradeço que me seja dado efectivo retorno a este e-mail e naturalmente algumas respostas às perguntas que aqui coloco.


Com os melhores cumprimentos,
Ana Ferreira

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De: Ana Ferreira
Enviada: quinta-feira, 26 de Junho de 2008 23:47
Para: 'info@jf-lumiar.pt'
Assunto: Espaços verdes
Importância: Alta


Exmos Senhores,


Sou moradora no Condomínio da Torre (malha 15.2) e é com profundo pesar que tenho visto o pequeno jardim existente no início da Alameda da Música, onde se situa a Farmácia Alto do Lumiar, degradar-se a cada dia que passa. Já não bastava terem sido destruídas algumas das árvores que aí foram plantadas e serem praticamente deixadas ao abandono as restantes que teimam em vingar, como agora a relva secou por completo por falta de rega.

Como é possível que se trate tão mal os nossos poucos espaços verdes e que têm a difícil tarefa de tornar mais agradável o espaço que os cidadãos habitam? Deixar em total desmazelo, sem qualquer tipo de manutenção estes espaços contraria tudo quanto é política de cidade e sobretudo de bairro.

Por favor façam alguma coisa pelos espaços verdes da nossa freguesia, em especial do Alto do Lumiar que tantas vezes parece estar votado ao abandono e ao esquecimento por parte da maioria dos nossos autarcas.

Na expectativa de ter um retorno a este meu pedido que considero legítimo, apresento os melhores cumprimentos,

Ana Ferreira

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terça-feira, 17 de junho de 2008

Sá Fernandes fez bem?

Pequeno desafio de debate aos leitores do Viver, proposto pelo leitor Mr. Steed:

Sá Fernandes fez bem em ceder os espaços verdes a empresas privadas em troca de benfeitorias nesses mesmos espaços? E na Alta, gostaria de ver alguns dos espaços públicos melhorados no âmbito do mecenato?

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sábado, 22 de março de 2008

Antenas de telemóvel

Recebemos na nossa caixa de email a seguinte carta, que desejamos, dada a importância do assunto, ser merecedora de um debate informado e esclarecedor por parte dos leitores :


Exmos Srs.

Tive conhecimento há poucos dias conhecimento que na reunião de um condomínio vizinho foi aprovada a colocação de uma antena de telemóvel da Optimus no telhado desse empreendimento.

Tenho ouvido dizer que o campo electromagnético destes equipamentos representa perigo para a saúde dos moradores dos prédios vizinhos.

Gostaria de saber se estas informações correspondem à verdade e se, caso o perigo para a saúde exista, podem os moradores prejudicados contestar e/ou impedir a instalação da antena.

[...]

Aguardando a vossa colaboração,
[leitor devidamente identificado]

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Tampa de contador partida na R. Adriana Vecchi finalmente reparada

From: [leitor devidamente identificado]
To: municipe@cm-lisboa.pt ; gic@epal.pt ; epal@epal.pt ; info@jf-lumiar.pt
Cc: viveraltadelisboa@gmail.com
Sent: Wednesday, February 20, 2008 12:49 PM
Subject: RE: TAMPA DE CONTADOR PARTIDA

Exmos. Senhores

Por ter verificado que já se encontra reparada a tampa em questão, não quero deixar de apresentar os meus agradecimentos pelo facto, apesar de entender que a demora ocorrida foi excessiva e perfeitamente evitável.

Temos todos de ser muito mais rápidos na correcção de situações anómalas pois somente dessa forma será possível atenuar alguma má imagem de serviços que se mostraram ausentes ou excessivamente demorados.

Há que fazer portanto, muito melhor.

Pela minha parte continuarei a contribuir , dando conta das situações que entender deverem ser corrigidas, como neste caso procurando que o acidente não acontecesse entre os meus vizinhos e os seus Filhos e restantes transeuntes, numa área predominantemente visitada por crianças.

Com os meus cumprimentos e agradecendo,

[leitor devidamente identificado]



NR. O primeiro email enviado sobre este assunto, pelo mesmo leitor, data de 24 de Agosto de 2007. Foram necessários 6 meses para o problema ser resolvido.

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Cheias na Alta de Lisboa 1.0


Olá "Viver na Alta"
O que vejo da minha janela nesta manhã chuvosa, é socialmente constrangedor...
Envio-vos umas fotografias para testemunharem a falta de civismo de muitas pessoas a quem são dadas boas infraestruturas...
Pode também observar-se o que a chuva faz a zonas onde faltam boas drenagens ou onde estas estão por limpar.
Irónico é pensar que muitos dos carros que vemos nas fotografias a passar o parque oeste, são afinal modelos todo terreno...!
Teresa Sequeira
Condomínios da Torre 15.5

[Obrigado Teresa, disponha sempre.]










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quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Diferenças entre automóveis, autocarros e bicicletas

(cliquem na imagem para a ver mais de perto)

Juntou-se um grupo de pessoas e fez-se a experiência, numa rua de Münster, na Alemanha, de ver quanto espaço ocupavam se cada uma estivesse sozinha num automóvel, todas juntas num autocarro ou cada uma de bicicleta. Diferenças entre transportes colectivos e individuais.

[fotografia gentilmente enviada pelo leitor Luís Vilhena]

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terça-feira, 27 de novembro de 2007

Pela utilização de bicicletas na Cidade

A FPCUB está a pedir a todos os utilizadores de bicicleta em Lisboa para que dêem sugestões e apresentem reclamações sobre alguns aspectos concretos sobre a utilização da bicicleta na cidade de Lisboa. Este pedido surge com carácter de URGÊNCIA e tem como data limite esta quinta-feira, dia 29, para que os dados recolhidos possam ser enviados pela FPCUB aos órgãos competentes.

As sugestões que se pretendem obter devem corresponder às necessidades reais de cada pessoa, e não tanto ao que cada um idealiza para a cidade, de forma a justificar os eventuais investimentos que decorrerão desta consulta pública. Assim, pretende-se recolher informação sobre os seguintes pontos:

- Estações de Metro prioritárias para a colocação de estacionamento de bicicletas. Interessa saber quais as estações mais importantes, ou seja, onde cada pessoa sente mais a falta destas infra-estruturas por via da sua utilização regular. Podem, e devem, ser apresentadas queixas sobre a má localização do estacionamento para bicicletas nas estações de Metro onde já exista e o que motiva essa reclamação (se já vos foi roubada alguma bicicleta, por exemplo).

- Percursos diários dos utilizadores. Interessa saber quais as zonas da cidade com maior tráfego de bicicletas. (Para quem me conhece e sabe o trabalho que estou/estive a fazer na FPCUB, posso dizer que contribuirei com os percursos das pessoas que entrevistei com total descrição de nomes, locais de trabalho e de residência. Se alguém não quiser ver o seu trajecto divulgado, que me contacte. Para todas as pessoas que não entrevistei, criem os vossos trajectos através dos sites do Bikely e/ou do Google Maps).

Enviem as vossas contribuições para: fpcub@fpcub. pt

Ricardo Sobral
http://bicicletanacidade.blogspot.com/

[enviado amavelmente por email pelo vizinho Luís Vilhena]

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terça-feira, 9 de outubro de 2007

O Viver feito pelos seus leitores

O Viver feito pelos seus leitores é uma nova rubrica deste blog, hoje inaugurada apesar de não ser a primeira vez que publicamos aqui fotografias ou textos recebidos por email.

O leitor FX enviou uma série de fotografias e uma lista do ponto de situação de várias zonas da Alta de Lisboa. As fotografias, por serem tantas e de interesse relevante, resolvemos entregar ao director do CanaLta 17 que adorou a ideia de as passar em video com música dos Radiohead (era o que ele estava a ouvir quando recebeu o email e não convém contrariar gajos impulsivos). O resumo das situações, por acharmos uma boa síntese, publicamos também na íntegra a seguir ao video. Muito obrigado ao leitor FX pelo valioso contributo.

Esta é uma vertente que gostaríamos muito de ver desenvolvida no Viver. Este espaço é para si, caro leitor, vizinho, cidadão da Alta de Lisboa ou outra parte do planeta. Se quiser expôr uma situação, colaborar com o blog, juntar-se a nós neste trabalho de cidadania, envie-nos um mail com fotografias ou videos e texto a acompanhar. Será um prazer para toda a redacção dar eco do seu empenho cívico.


O Viver feito pelos seus leitores #1




No que se refere ao Parque Oeste, registe-se o facto das palmeiras estarem "clinicamente mortas" (mesmo antes de nascerem)... o vandalismo dos grafittis, os charcos de água estagnada, a relva por aparar, o caminho que atravessa o parque num estado lastimoso, com um bloco de betão no meio; a vegetação seca em outros locais e umas fotos curiosas de um batizado no jardim ...

Nas Conchas o lago sem água, os buracos na relva (será q temos toupeiras na Alta ???) a fonte vazia, etc.

Na zona envolvente:

1. inexistência de uma passadeira junto à descida que dá acesso ao parque das Conchas e ao condomínio com o mesmo nome;

2. Placas de metal que retiram visibilidade junto ao cruzamento, tornado mais perigoso o trânsito nesse local;

3. Inexistência de passadeiras na Av. Helena Vaz da Silva ( para além de uma em cada extremidade), mesmo com os desníveis dos passeios em pelo menos 2 locais destinados a esse efeito (em frente à paragem da carris e + outro);

4. Bloco de cimento junto ao cruzamento da Av. Helena Vaz da Silva com a Estrada da Torre e q retira grande parte da visibilidade, sem q se perceba a utilidade da sua colocação;

5. Telas inestéticas colocadas junto ao campo da malha no Condominio da Torre (alguém já viu alguém a usufruir daquele espaço para essa finalidade ???, não seria mais útil tornar aquele espaço um local de vários desposrtos tipo futebol, basquete, etc ?? )

Cumprimentos e continuação de bom trabalho no Viver

FX

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