quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mais um

Ora cá vai o nosso postal de Boas Festas. Sem desejos redundantes de Festas Felizes, porque toda a gente já sabe que assim o desejamos, e porque é forte e unânime convicção dos escribas do Viver que estes votos não se devem apenas desejar e lembrar na última semana de cada ano.

A vida é demasiado curta para balanços, promessas e resoluções anuais. O tempo passa a correr, esquecemo-nos facilmente dos objectivos e depois os anos passam, passam, e não fazemos nada.

Lembrem-se lá do que foi dito no final de 2007 aqui para a Alta para verem o que se avançou nestes últimos 12 meses. Por isso talvez seja bom fazermos postais de votos no final de cada mês. Vamos tentar, mas isto não é uma promessa.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Alta de Lisboa: da utopia à realidade

Frases catitas que nos enchem de esperança:

Alta de Lisboa

Alta de Lisboa

Alta de Lisboa

Alta de Lisboa

Alta de Lisboa

Mas a realidade ainda pesa:

Alta de Lisboa
Futuro eixo central

Alta de Lisboa
Centro social da Musgueira e futuro eixo central

Alta de Lisboa
Área do antigo bairro da Musgueira Norte

Alta de Lisboa
Obras num dos troços do eixo central

Alta de Lisboa
Lisboa Condomínio embargado

Alta de Lisboa
Lisboa Condomínio servindo de suporte à "qualidade de vida" prometida

Alta de Lisboa
Pormenor do empreendimento Lisboa Condomínio inacabado

Alta de Lisboa
Arruamentos por terminar (aqui, o avanço das obras é lento)

Alta de Lisboa
2ª fase do Parque Oeste em fase final de acabamento; ao fundo, o eixo norte-sul

Alta de Lisboa
Outra perspectiva do Parque Oeste (2ª fase)

Alta de Lisboa
Edifícios da malha 6 em construção

Alta de Lisboa
Avenida Krus Abecassis

Desejos para 2009: que todos estes (e outros) projectos sejam concluídos em tempo útil!

Nota 1: todas as fotografias foram tiradas a 30 de Dezembro de 2008.
Nota 2: a área de intervenção é grande. São cerca de 300 hectares se a memória não me trai. Muito há ainda para mostrar; sobretudo no extremo norte da área de intervenção, onde abundam os caminhos cheios de lama ou de poeira, consoante a estação do ano. Estes aspectos merecem outra reportagem fotográfica num futuro próximo. Aqui fica a promessa. Não são elas, as promessas, que nos dão alento e esperança?

domingo, 28 de dezembro de 2008

Rolling Heads


Parabéns Milton Friedman, Adam Smith, Hayek, Rothbard. E condolências a todos os que messianicamente os citaram e seguiram.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Desejos para o Ano Novo - concurso de ideias

Depois de intensa discussão interna, revelamos finalmente o postal de Boas Festas do Viver. A insatisfação constante - própria dos perfeccionistas dirão os leitores que mais nos acarinham - não nos deixa felizes com o resultado.

Por isso decidimos lançar-vos o desafio: Qual a frase que melhor se adequa a um cartão de Boas Festas e Feliz Ano Novo aqui da Alta? A mais original terá honras de figurar no postal a enviar pela redacção a todos os leitores, parceiros e entidades gestoras de Lisboa.

A frase vencedora será anunciada a 29 de Dezembro.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Entrevista ao Dr. Nuno Caleia (na íntegra) - IV

Viver na Alta de Lisboa: Existem já vários anos de estudos e aprovações de projectos para a Porta Sul. Um Director do Urbanismo do Arqº Manuel Salgado anunciou um novo concurso público internacional e portanto, vamos ter que esperar mais 6 anos para uma nova aprovação e o início da obra. Isso não demonstra por parte da CML uma vontade de concluir não só a Santos e Castro, como uma ligação eficaz da Alta de Lisboa ao resto da cidade porque aí também entronca o Eixo Central.

Nuno Caleia: Esse processo já foi aprovado e lançado. Garantir até ao final do ano que vem um nó de ligação com a 2ª Circular e um nó de ligação ao Eixo Central, que numa primeira instância se considerou como uma rotunda provisória e, neste momento, é essencialmente a 1ª fase da rotunda definitiva. Este desenvolvimento não faz perigar a abertura da Santos e Castro nem a abertura do Eixo Central. Vai faseá-lo no tempo, no sentido de ter primeiro esta situação implantada no território, e aquilo que de algum modo foi a avaliação feita até ao momento. Esta solução faseada foi a forma de minimizar o dano em obra e tentar maximizar a opção final. Neste re-equacionar da decisão, há algum passo atrás em relação à Porta Sul. Mas parece-me que se podem minimizar danos e conseguir pôr as estruturas a funcionar em tempo útil. Havendo uma re-decisão, não há propriamente um impacto de ficarmos sem nada. Não.

Viver na Alta de Lisboa: Esta reformulação vai estar também ligada à reformulação da Rua das Murtas e à ligação ao Campo Grande, ou não?

Nuno Caleia: Essa questão foi por nós alertada com a necessidade de lançamento do projecto. Que o projecto definitivo integrasse o conceito da ligação ao Campo Grande, que era uma coisa que neste ponto nos parecia um bocadinho deficiente. Ainda que seja uma questão para fora da nossa área de intervenção directa enquanto Unidade de Projecto, não deixamos de referir esse aspecto: que a solução final conceba ou estabilize de que modo se chega ao Campo Grande de maneira a poder responder àquele conceito, àquela ideia, aquele princípio de prolongamento do eixo histórico por dentro do Alto do Lumiar. O eixo histórico como eixo viário, portanto, Av. Liberdade-Av. Fontes Pereira de Melo-Av. Da República-Campo Grande. E mais do que o prolongamento do eixo histórico, a fusão dos dois eixos principais. O outro eixo é o da Av. Almirante Reis–Av. Roma. Ambos se aproximam aqui na Av. Do Brasil e portanto este ideal urbanístico, digamos assim, de poder fazer a ligação aos dois eixos principais, não deixa de ser uma tentação.


domingo, 21 de dezembro de 2008

Anoitecer na Alta de Lisboa



Este é o primeiro video em formato widescreen publicado no Viver.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Há vida para além da crise?

Entrevista ao Dr. Nuno Caleia (na íntegra) - III

Viver na Alta de Lisboa: Vamos a factos concretos. Um dos casos dos que está a citar é o da Av. Santos e Castro, a parcela dos Armazéns Ruela…

Nuno Caleia: São 2 parcelas que faltam expropriar para fazer o nó dois ali da Santos e Castro e mais 2 parcelas em Loures.

Viver na Alta de Lisboa: O que é mais penoso para a CML, para os moradores ou para a Cidade: aguardar por uma situação favorável financeiramente para tratar disso ou deixar uma obra incompleta?

Nuno Caleia: Há a parcela dos Ruela e a parcela dos Pedrosa, sendo que em relação à aquisição da parcela dos Pedrosa nós já estamos à beira de realizar a escritura. A outra parcela, a dos Ruela, não faz perigar o funcionamento da Santos e Castro em plena via, dificulta essencialmente a construção do nó e depois a ligação para cima. Ou seja, não será tanto por aí que a Santos e Castro não avança. Na questão dos Pedrosa há uma dificuldade evidente pela situação do talude.

Viver na Alta de Lisboa: Qual é a previsão para a aquisição dessa fatia dos Pedrosa?

Nuno Caleia: Já tínhamos uma decisão de Câmara para essa aquisição. A aquisição foi feita em 2006. Depois, por impossibilidade registal não foi feita logo a assinatura. Houve problemas documentais que depois foram reunidos e em 2007 o proprietário já se apresentava em condições de fazer o acto registal e aí houve problemas financeiros que não permitiram resolver o problema na 2ª metade de 2007 e só tivemos essa situação negociada em 2008.

Viver na Alta de Lisboa: Atrasou cerca de 2 anos a aquisição da parcela…

Nuno Caleia: Nem sempre imputáveis à CML.

Viver na Alta de Lisboa: Que análise é que faz aos atrasos consequentes da inexistência da Santos e Castro? Que consequências exteriores acontecem?

Nuno Caleia: Para mim, o funcionamento da Santos e Castro depende da implantação da Porta Sul e da aquisição dos terrenos em falta para a execução da via da Santos e Castro. O não funcionamento da Santos e Castro tem um problema que é o de não desempenhar o seu papel de retirar do interior da Malha o tráfego que a atravessa mas não a serve, e fazer um melhor funcionamento que, por um lado serve melhor quem vai para Camarate ou para Loures e, por outro, serve melhor os moradores porque os desanuvia do trânsito. Portanto, nas ditas horas de ponta, há custos associados a essa inexecução. Por outro lado, há o custo do investimento que a CML faz. O investimento é sempre da CML. Simplesmente como estamos num trabalho público-privado a SGAL adianta alguns investimentos e faz algumas obras para depois ser ressarcida em lotes a ser pagos pela CML. Portanto, são sempre dinheiros públicos que estarão em causa.

Viver na Alta de Lisboa: A questão da parcela do pilar de Loures parece ser a mais simples de ser resolvida. Porque é que estamos há três anos com um viaduto coxo?

Nuno Caleia: Há aqui duas coisas: 1) a possibilidade de estabelecer com Loures um protocolo em que Loures colabora nessa decisão ou resolução. Mas não é tão linear ou tão simples um concelho adquirir parcelas noutro concelho 2) cooperação entre os dois concelhos no sentido de poder ser Loures a adquirir as parcelas e com essa aquisição viabilizar a implantação do viaduto e, no final, a abertura da Santos e Castro. Mas esse protocolo não chegou a concluir-se. Nós não temos esse protocolo assinado. Por isso já temos as avaliações feitas para podermos avançar com a aquisição da parcela. Está a ser feita a negociação com os proprietários no sentido de estabilizar o montante indemnizatório.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O fim do embargo ao LX Condomínio?

A notícia vem no site da RTP. Diz que vai ser discutido em sessão pública, na próxima segunda-feira.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Entrevista ao Dr. Nuno Caleia (na íntegra) - II

Viver na Alta de Lisboa: Como tem corrido essa gestão? Ou seja, como tem corrido esse contrato tripartido entre a CML, a UPAL e a SGAL?

Nuno Caleia: Há vitórias muito significativas. Há um plano que, com desvios, tem mantido a sua linha e tem vindo a ser implementado. Há atrasos que nos angustiam. Há uma linha condutora que tem estado a funcionar e há grandes objectivos que foram alcançados. Há alguns prejuízos que têm a ver com a falta de celeridade de alguns processos que fazem com que estruturas fundamentais do Plano como o Eixo Central ainda não estejam desenvolvidas e com isso todo o território fique mais coxo

Viver na Alta de Lisboa: Consegue encontrar razões para esses atrasos?

Nuno Caleia: Há razões de duas naturezas. Uma é que o modelo de desenvolvimento do Plano pressupõe que a CML toma conta de todo o território primeiro e depois o distribui. Ou seja, faz a aquisição integral do terreno e depois distribui. Às vezes este modelo de funcionamento encontra dificuldades. Se nós tivéssemos tido a capacidade de adquirir todo o território primeiro, tínhamos toda a capacidade de gerir as infra-estruturas e os timings de execução no momento que era ideal para a obra. Como não adquirimos todas as parcelas, vamos adquirindo e vamos executando, chegámos a um determinado momento em que, aquilo que não conseguimos adquirir não é de fácil aquisição (processos judiciais, jurídicos), a situação de tesouraria não está mais fácil mas isso também é conhecido e portanto, começamos a ditar outras prioridades por não termos as parcelas.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

um olhar sobre uma exposição

a exposição cité radieuse da maumaus – escola de artes visuais, patente numa loja do condomínio da torre, ao fundo da alameda da música, assume publicamente querer fundar um novo conceito de exibição, aproveitando as largas montras da loja para que o visitante, se chegado como nós antes da hora de abertura da galeria, não parta sem ver as obras pensadas a partir da "análise à condição urbana da Alta de Lisboa em relação a modelos de habitação anteriores."

no mesmo texto de apresentação do evento se lê: "a exposição reúne trabalhos de artistas que partiram de uma análise à condição urbana da alta de lisboa em relação a modelos de habitação anteriores. paradigmas da arquitectura moderna dos anos 50/60, conceitos de cidade-jardim e de arquitectura-vertical, aparecem como pano de fundo para uma reflexão sobre a contemporaneidade."

estas fotografias são um olhar sobre os objectos expostos, inspirado nos desafios da exposição. tentam romper com as noções normalizadas de um objecto visual documental e da sua função média.

Pista de Atletismo Moniz Pereira - finalmente alguns treinos

A Pista de Atletismo Moniz Pereira não tem ainda uma utilização intensiva, mas vai havendo já alguns treinos que dá gosto ver. Hoje era de 4X100m. Ficámos a perceber que a técnica de passagem de testemunho não é coisa para qualquer um.

Carta ao Director do diário PÚBLICO, publicada no Domingo

Junta de Freguesia do Lumiar em desgraça

Testemunhei, a 10 de Dezembro de 2008, pelo exterior, as terríveis condições do barracão alojado nas traseiras do edifício da Junta de Freguesia do Lumiar (Lisboa), em frente ao Supermercado Europa, que tem servido para albergar prostitutas e seus clientes, toxicodependentes, assaltantes em fuga da polícia, etc. Toda a delinquência do Lumiar conhece bem aquele ninho como escape à Polícia e o que ainda não compreendi é a razão de não deitarem abaixo aquela barraca que não serve a ninguém para propósitos construtivos, ou, pelo menos, encerrarem com tijolos e cimento as portas e janelas do mesmo! É uma vergonha para os habitantes da freguesia e, a par disso, uma humilhação para um órgão autárquico como a Junta de Freguesia do Lumiar, que não aparenta preocupação pela negligência descarada.

Na pior das hipóteses, caso o dinheiro não abunde, que organize acção de mecenato junto das empresas construtoras em Lisboa e arredores que aceitariam, de bom grado, a troco de alguma publicidade, a resolução do problema a curto prazo.

João Pedro Santos
Lisboa

[via PS Lumiar]

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O Zé

O Público de hoje traz um artigo sobre o senhor vereador Dr. José Sá Fernandes, o ex-Zé. Nele fala-se sobre a metamorfose da antiga esperança da política nacional e paladino do povo em cinzentão sem ideias próprias, repudiado pelo Bloco de Esquerda que o elegeu.



PS: É quase uma
private joke mas a peça é assinada pela Kathleen Gomes, a antiga crítica de cinema conhecida pelo ódio que gerou (alegadamente, a senhora não gosta lá muito de cinema e ganhou fama de dizer mal de tudo). Tanto que até teve direito a um blogue que lhe foi dedicado. Entretanto as autoras agora dedicam-se a martirizar o Pedro Mexia.

Entrevista ao Dr. Nuno Caleia (na íntegra) - I

Viver na Alta de Lisboa: o que é a UPAL? Para que serve a UPAL? Qual o papel que a UPAL tem na Alta de Lisboa?

Nuno Caleia: A UPAL é uma Unidade de Projecto que está ligada ao urbanismo, à gestão urbanística e ao planeamento urbano mas extravasa um pouco essas competências. Enquanto a maioria das Unidades de Projecto da CML essencialmente articula intervenções de obras particulares ao nível do licenciamento e efectua o planeamento urbanístico na vertente do Plano Municipal de Ordenamento do Território (quando ele existe), no caso da UPAL tem uma intervenção directa de uma parceria pública-privada com a SGAL na implementação de obras, de infra-estruturas e de equipamentos e na coordenação da implementação dessas obras, infra-estruturas e equipamentos. Para além dos licenciamentos das obras particulares também articula com o parceiro privado e com os serviços da CML a intervenção em obra, arranjos dos espaços exteriores, etc. Como é uma situação impar, nós todos os dias estamos a limar fronteiras na nossa área de intervenção. Ou seja, saber se nos compete a nós ou compete melhor ao serviço do lado. No meu entendimento, a unidade de projecto não deve duplicar a estrutura da CML. Não deve trazer para cá todos os técnicos de iguais valências. Então há uma estrutura de coordenação e uma estrutura de gestão.

Viver na Alta de Lisboa: Qual é o poder efectivo e decisório que a UPAL tem?

Nuno Caleia: A UPAL faz a sua leitura crítica. Há alguma capacidade de tentar sintetizar e coordenar os diferentes serviços da CML numa decisão e há o elo de ligação com a SGAL. A SGAL em vez de falar com todos os serviços da CML para cada obra, fala connosco e nós temos capacidade de intervir e de uma forma pró-activa devemos conduzir a execução das infra-estruturas ou conduzir o processo.

Viver na Alta de Lisboa: A UPAL então não faz os licenciamentos das obras?

Nuno Caleia: A UPAL faz o licenciamento. Se há necessidade de pareceres de especialidades, vai a outros serviços da CML para parecer de especialidade. Por exemplo, na fiscalização do Parque Oeste nós temos reuniões sistemáticas com os serviços do ambiente. Para mim é fundamental que a CML receba os espaços e os passe a gerir como qualquer outra infra-estrutura da cidade. Portanto, a UPAL nesse aspecto é uma entidade transitória. Não faz sentido eternizar a implementação. É importante por isso que os serviços da CML acompanhem a fiscalização. Houve situações dessas que não ocorreram no passado e deixam-nos numa posição um pouco ingrata que é: O serviço pode ter alguma resistência na recepção da obra porque não foi ouvido e é confrontado com o facto consumado. Essa resistência não pode ser eterna. A cidade precisa de funcionar. Para evitar esse mal-estar é importante que os serviços estejam presentes e nós temos a obrigação de coordenar tudo isso e o dever de levar connosco os serviços da CML mais importantes em cada uma das estruturas.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Coisas de blogger

Há quem não goste do Blogger como plataforma para a criação e edição de blogues.

Os mais sofisticados preferem o Wordpress pela adaptabilidade que proporciona a quem sabe algumas coisinhas de código.

De qualquer forma, o Blogger continua a ser uma plataforma bem simpática para quem quer começar ou se contenta com um formato mais basico.

Nos últimos tempos, desde que passou a fazer parte do império Google, o Blogger adicionou uma quantidade notável de novas aplicações que se podem imbutir nos blogues.

O Tiago esteve a incluir algumas delas no "Viver" . A partir de hoje, a barra aqui do lado já permite ver quando cada link é actualizado e tem uns favicons para melhor identificação de cada um e uma melhor leitura geral.

Outra função recente é a possibilidade de "seguirmos" outros blogs. Se forem ao Dashboard do vosso blogue poderão ver uma lista de leitura onde poderão adicionar os favoritos e depois aceder numa só página aos posts mais recentes.

Se forem a Customize, poderão ainda ver todas as novas as funções e aplicações que o Blogger tem ao vosso dispor. Algumas mais úteis que outras, é certo, mas pode ser que descubram algo interessante.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Vai ou não haver Metro na Alta de Lisboa?

O cidadão Luís Magalhães, morador na Alta de Lisboa e amigo aqui do Viver, enviou-nos por mail um alerta a todos os moradores.

As mais recentes declarações de Joaquim Reis, presidente do ML, podem indiciar um abandono dos planos antigos da passagem da linha vermelha pela Alta de Lisboa.

Citando o Diário Económico:
Sobre o cruzamento da linha Amarela com as linhas Vermelha e Verde no Campo Grande, Joaquim Reis destaca que se “pretende fazer ali um interface das três linhas”.

(imagem não oficial editada)

O que podem os moradores da Alta de Lisboa fazer?
Encolher os ombros e suspirar.
Tentar pressionar os poderes decisórios para que os planos da estação de Metro na Alta e Lisboa sejam cumpridos (independentemente da ligação final da linha vermelha).

O leitor Luís Magalhães escolheu a segunda. Talvez se cada um de nós fizer o mesmo seja mais fácil.

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Lua mais cheia dos últimos 15 anos

A última vez que os terráqueos a viram assim, 14% mais gorda e 30% mais brilhante, foi em 1993. Hoje a Lua passará, em consequência da órbita elíptica que descreve desde uns anos após o Big Bang, cerca de 30.000 Km mais próxima do nosso Planeta. Antes que perguntem o que tem isto a ver com a Alta, o Viver avança em primeira mão que a Lua passará também a esta distância encurtada aqui pelo bairro.

E já sabem, noites de Lua Cheia são ocasiões especiais, de lobisomens e outros fenómenos insólitos.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Demonstração por Redução ao Absurdo

O que sou? Que existência? O que penso? O que faço? Do que é que gosto? Que valores tenho? Em que acredito? Sou filho de quem? O que quero para os meus filhos? Tenho vontade? Tenho vergonha de ser quem sou? Estou arrependido de ter nascido? Peço desculpa por existir? Quando morrer? Minha coragem? Não me assumo? Minha identidade? Como me chamo?

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Cité Radieuse - uma exposição da Maumaus

Organizada pela Maumaus e com o apoio da SGAL realiza-se a partir de hoje a Exposição Cite Radieuse na Alta de Lisboa.

Será de Terça-Feira a Domingo das 15h às 19h até dia 22 de Dezembro e depoisde 4 a 25 de Janeiro 2009

Na Galeria Alta de Lisboa, Rua Tomás del Negro, Lote 15-3 Bloco C1750-105 Alta de Lisboa

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Ora bolas

A instalação destas bolas luminosas com publicidade a uma empresa privada na praça mais importante da capital, para além de me parecer um crime de lesa património (Que tal pendurar um "m" de hamburguer nos Paços do Concelho? Que tal condecorar com um autocolante de marca de queijo a fachada da Assembleia da República? Porque não colocar um pai natal insuflável da empresa que o inventou a subir o mastro da bandeira gigante do alto do parque?) reforça a atitude desta Câmara de se vender (barato?) a quem lhe oferecer o maior prato de lentilhas. Há legitimidade neste aluguer da coisa pública?

Não sei se é só a mim que acontece, mas quando vi estas bolas pensei no diálogo travado entre uma menina recatada e um senhor intuitivo que lhe perguntava se por um milhão de euros aceitaria fazer sexo com ele. "Por um milhão... acho que sim..." "E por 20 euros", insistia ele. "Ora, quem é que o senhor pensa que eu sou???" "Quem a menina é já ficou estabelecido na primeira pergunta; agora estamos só a acertar o preço..."

Mutatis mutandis...

sábado, 6 de dezembro de 2008

Há algo a fazer

Enquanto a Malha 6 avança, o LX Condomínio continua parado, por embargo estúpido e indecente da CML, contradizendo agora o que aprovou por sua iniciativa anos antes.

A Av. Santos e Castro apodrece há anos, esperando que Lisboa e Loures decidam um pilar, e que a CML cumpra finalmente o acordo com os Ruela.

O Eixo Central vai avançando aos poucos, construído pela SGAL, a medo, escaldada com a Santos e Castro, vendo perigosamente aproximar-se terrenos onde não pode ainda construir, que aguardam mais uma vez acção da CML. Lembrando-se também que mesmo depois de todo o Eixo concluído, faltará a ligação à 2ª circular, na Porta Sul. Mais uma vez a CML a empatar.

E o Centro Social da Musgueira ainda isolado num morro, quase 8 (oito) anos depois de ver a última barraca a ser demolida e de ter deixado de ser o centro urbano da Musgueira, mas resistindo ainda às contingências da vida (algumas impostas por quem mais o devia defender e à sua população), continuando a ser o Centro da vida de grande parte da população, fazendo um trabalho exemplar. CML, UPAL, algo a dizer?

Uma pista de atletismo que já foi inaugurada duas vezes mas que pouca gente viu ainda ser utilizada.

A Malha 5, aquele projecto do Arqº Tomás Taveira, que teria um Centro Comercial e Escritórios, fundamental para dar vida ao bairro durante o dia, criando emprego, fomentado comércio, fixando população para que a Alta de Lisboa se tornasse mais cidade e menos dormitório, adiado e adiado e adiado. Porquê? Quem investe com a falta de acessibilidades?

E o Centro de Mercadorias da DHL? Lembram-se? Mas como é possível sem Av. Santos e Castro nem os terrenos dos Ruela?


É esta a Alta de Lisboa que querem, moradores? Foi este o projecto que vos convenceu a vir viver para a Alta? Se todos dermos cinco minutos por dia das nossas vidas para tentar mudar alguma coisa acham que ajuda?

Querem sugerir acções simples que estejam ao alcance de todos?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Instituto Piaget condenado a indemnizar vítima de praxe

Ora até que enfim um tribunal condena uma Instituição de Ensino por conivência com esta coisa de grunhos. Esperemos que mais juizes tenham a decência de fazer cumprir a lei. A notícia completa, aqui.

Via TELOS.

Portugal já o 3.º país europeu nas renováveis

Do lado das boas notícias, o Expresso noticia que Portugal já é o terceiro país da UE com maior índice de produção de energia através de fontes renováveis.


Ainda há muito por onde crescer neste campo mas, de qualquer modo, é uma excelente notícia.

Road to nowhere

Entrada directa para a galeria das "melhores autarquias de Portugal": a Câmara Munipal de Vila Franca de Xira com o seu "viaduto para nenhures".

Basta dar uma voltinha pelo município de Vila Franca para ver como, ao longo dos anos, aquela zona foi um paraíso para os construtores civis.

Quem quiser construir um dossier com o tema "desordenamento urbano" tem por ali muitos exemplos.

Este caso do viaduto para nenhures é a cereja no topo da balda nesta zona à saída de Lisboa.

De ir às lágrimas a frase de Maria da Luz Rosinha, a presidente, que se refere ao exotismo do problema como "deficiências de implementação".

É mesmo engraçada esta senhora!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O Programa Local de Habitação I


A nomeação da Arq.ª Helena Roseta para coordenar o grupo de trabalho encarregue de elaborar o Programa Local de Habitação foi uma boa notícia: finalmente, mais do que um político, teremos como responsável por uma área... técnica, um técnico (mais propriamente alguém com formação técnica a que acresce a sensibilidade política).

Já a constituição da Unidade de Projecto sob cuja égide se elaborará este Plano trouxe alguma desilusão, especificamente na anunciada decisão de se recorrer exclusivamente à “prata da casa” para o preenchimento da mesma.

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Venda de artesanato local

Uma boa oportunidade de contribuir para o crescimento da comunidade do local onde habitamos e vivemos (não é bem a mesma coisa, pois não?) é aproveitar esta iniciativa do K'Cidade e ver a montra de produtos artesanais feitos por moradores da Alta de Lisboa.

Uma óptima ideia para prendas de Natal.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Margarida Saavedra (PSD) pretende reunião com Viver na Alta de Lisboa - BI cívico?

Recebemos há meses um contacto do Gabinete de Vereadores do PSD, na pessoa de um representante da Sra. Vereadora Margarida Saavedra, mostrando interesse num encontro com o Viver na Alta de Lisboa. Foi a 23 de Julho. Solicitavam um encontro com representantes do Viver para discussão da evolução urbanística da Alta de Lisboa, destacando o Parque Oeste, a Avenida Santos e Castro, a Esquadra da PSP, o terminal da CARRIS e o nó das Calvanas. Pediam também o reenvio por email do questionário enviado para todas as forças políticas da CML meses antes, alegando um impedimento no sistema informático para então não ter tido acesso.

A resposta foi pronta, no dia seguinte, a 24 de Julho. Enviámos os documentos solicitados e marcámos encontro para depois das férias.

A 26 de Setembro o Viver reiterou interesse no encontro e perguntou pelas respostas aos questionários pedidos.

O PSD respondeu a 30 de Setembro depois a "confirmar a vontade e disponibilidade dos Vereadores do PSD em reunir [connosco] e fazer uma visita às zonas já referenciadas." Acrescentava ainda que os documentos enviados tinham resposta já redigida para ser "entregue em mão pela Senhora Vereadora".

A 11 de Novembro, o Viver perguntou novamente pela data pretendida para o encontro e pediu, dado este protelamento, se as respostas ao inquérito podiam ser enviadas por email para as pudessemos dar a conhecer à população.

Nenhuma resposta foi dada pelo Gabinete de Vereadores do PSD.

A 27 de Novembro voltámos a insistir. Estamos mesmo com muita curiosidade em conhecer as ideias do PSD sobre a Alta de Lisboa.

E os leitores?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Vem aí o Pai Natal!

O Natal está a chegar e com ele as tradicionais iluminações de Boas Festas que darão mais luz e alegria às rotundas da Alta.

Foi pena terem tirado aquela feita por moradores. Ficaria tão bonita com luzinhas...

domingo, 30 de novembro de 2008

Parque Oeste, não eram 15 meses?

Pelo menos é o que está escrito no placard de aviso à entrada do estaleiro, como prazo para a conclusão da obra. Ora, se a 3ª fase do Parque Oeste começou no início de Maio de 2007, mais 15 meses, dá qualquer coisa como Julho de 2008. Já estamos no último dia de Novembro e ainda falta muito para acabar, como se vê pela fotografia acima, tirada este mês.

Não há azar, a gente espera. Mas para além de todo o optimismo e positivismo que tanta gente gosta de ver, é bom que não nos esqueçamos dos prazos, das expectativas constantemente goradas, que viemos todos viver para a Alta de Lisboa com promessas de avenidas, acessos, jardins, centros comerciais, escritórios, integração, tudo já para muito breve e que muitas das coisas previstas estão completamente paradas e as que andam, andam devagar, mais devagar do que previsto e prometido.

E ter esperança e lutar pelo que é devido não é olhar de forma pateta para as coisas e achar tudo o máximo porque "assim é que estamos a ser positivos"; é saber exigir, saber a quem exigir, saber dar um pouco de de si para construir, colaborar, querer crescer em comunidade.

sábado, 29 de novembro de 2008

Viver no fim-de-semana

Há o rio da nossa aldeia que desagua no lago do parque Oeste. E há a aldeia maior, de que a nossa aldeia faz parte e que tem um rio onde as águas do nosso hão-de ir parar. E na outra margem há outra Alta com um senhor de braços abertos assim a querer dar-se com todos, mesmo os que não querem dar-se com ele.

É um bocado como na nossa aldeia, com senhores a não quererem abrir os braços ou outros a não quererem aceitar os braços abertos. E outros senhores que acham que mandam e não gostam dos pobres e são tão pobres quanto os pobres que acham que não mandam e não gostam dos ricos.

Ou senhoras, que a pobreza de espírito é democrática e não escolhe sexo, raça ou religião.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Politiquices - Bloco diz adeus a Sá Fernandes

O Bloco de Esquerda dá um chuto em Sá Fernandes.

Sá Fernandes faz de Calimero (à boa maneira de Santana Lopes).

O PS dá miminho a Sá Fernandes.

Aqui ficam os links para as notícias sobre o assunto.

O 'Zé' deixou de fazer falta ao Bloco de Esquerda

Ah..e este senhor aqui também tem razão no que diz.

É a tal velha história de assumir erros. Está fora de moda, mas ainda há gente - um bando de chatos - que vai relembrando o conceito.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Associai-vos

Realizou-se ontem, Domingo, o primeiro encontro das Associações e Grupos Informais da Alta de Lisboa.

Estiveram presentes 17 entidades. 17 grupos de desalinhados com este tempo presente de pouca disponibilidade cívica e ainda maior desilusão pública, 17 entidades que, apesar de objectivos e finalidades diversas, têm em comum o despojamento pessoal de cada um dos seus integrantes, voluntários e voluntaristas na muito especial missão que se atreveram a assumir de contribuir para a melhoria de vida dos seus concidadãos mais próximos.

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Efeméride

A ARAL - Associação de Residentes do Alto do Lumiar, completa dois anos. Tanto tempo já, parece que foi ontem e, simultaneamente, tão pouco tempo ainda para o tanto que se tem feito e que ainda falta fazer.

O que esperam vocês, oh residentes não filiados, para dar uma mãozinha?

À Associação e dedicados membros, o Viver deseja sinceramente muitas mais efemérides e a continuação do trabalho perseverante, de sapa mesmo, na melhoria da vida neste alto.

domingo, 23 de novembro de 2008

Partiram e largaram!

Sucesso absoluto, recorde de participantes, superando muitas das provas mais antigas do calendário. 

Quando os resultados são estes, vale a pena ser carola.

Parabéns aos organizadores, parabéns aos participantes e parabéns à abrangente Alta.

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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A solução para o estacionamento indevido

Podemos não gostar muito deles (se calhar agora já gostamos por causa do Obama e isso) mas é verdade que às vezes têm boas ideias.
Poderá ser uma das soluções para o estacionamento desordenado:
Há algo de irresistível neste conceito dos autocolantes "I Park Like An Idiot" (Sou Um Idiota A Estacionar).

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Extra! Extra! Edição Especial com a reportagem fotográfica do milagre das riscas!!!






O mundo ideal: a passadeira antes da paragem de autocarro, os carros a só passarem depois dos peões...




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