segunda-feira, 9 de julho de 2007

Cidadãos em Lisboa

Saude-se a vontade (dentro dos limites possíveis da política e de uma campanha eleitoral) da candidatura "Cidadãos por Lisboa" de dar voz às diferentes vozes de cidadãos que insistem em romper a desmobilização que a vidinha induz e em lutar por algo mais que a satisfação dos seus problemas ... de umbigo.


Hoje, numa volta necessariamente rápida (porque os tempos da comunicação social assim o obrigam) mas aparentemente proveitosa, a campanha voltou a passar pela Alta de Lisboa, dedicando a sua atenção aos problemas da mobilidade e das acessibilidades viárias.


Especialmente focados os atrasos na construção da Porta Sul, a paragem dos trabalhos na Santos e Castro e, principalmente, o "funil", aquela saída em forma de azinhaga protegida, companhia diária para todos os que pretendem entrar ou sair da Alta via Ameixoeira /Lumiar.

(Pedro Veiga)



Correspondendo a um amável convite do nº2 da lista, Manuel João Ramos, responsável pelos assuntos de mobilidade e o único candidato que, até agora, se disponibilizou para responder ao nosso questionário, o Viver esteve presente, intervindo para esclarecer os presentes quanto aos acessos e sua relação com a envolvente bem como para apontar as responsabilidades nos atrasos na finalização dos acessos que, quase esmagadoramente, pertencem - desta vez não à SGAL! - mas à senhora dona Câmara Municipal (a história (quase) completa da Santos e Castro, aqui).


Aproveitando a ocasião, foi também percorrida a rede viária do Lumiar paralela às obras da Norte-Sul tendo sido verificado por todos o abuso para a população residente que será a presença de uma infra-estrutura daquela dimensão por cima das suas cabeças tendo Helena Roseta evidenciado a implantação do viaduto "bem por cima da Junta de Freguesia e do mercado". Vá lá, que não sou só eu a achar isso...


Assim tivessem os outros candidatos a mesma disposição em ouvir... e talvez para a Alta se avizinhassem dias melhores.



7 comentários:

Anónimo disse...

Perdoe-me Pedro. Eu acho que anda um pouco desfasado da realidade.

Já leu os jornais de hoje? Têm passado os seus olhos pelo blog da ARAL (está linkado neste blog)?

Rita

Tiago disse...

Não há dúvida que a Alta de Lisboa figura agora no mapa político dos candidatos. Grande, enorme diferença de atitude em relação há dois anos atrás. Provavelmente porque agora há cidadãos a mobilizar-se, a escrever cartas, a constituir-se em associações de moradores, a fazer blogs, a enviar listas de perguntas para os candidatos, a exercer legitimamente os seus direitos de opinião, mesmo que isso incomode algumas pessoas.

Dois anos fazem uma grande diferença. Apesar dos atrasos no plano, parece-me que estamos no bom caminho no plano da cidadania.

Tiago disse...

E já agora, Pedro, obrigado pelo post e por teres ido falar dos problemas dos acessos da Alta de Lisboa e representar o blog.

Pedro disse...

Ana,não percebo a indignação do seu comentário. Foi por eu não ter referido a ARAL? Foi por o post parecer (e fica mesmo só pelas parecenças) encomiástico em relação à candidatura Cidadãos por Lisboa? Foi porque das minhas palavras se pode inferir que os candidatos não têm disposição para ouvir, quando, na realidade, até vos ouvem? Ou foi por a Ana achar que se avizinham melhores dias para a Alta?

De qualquer maneira, estou com o Tiago: nota-se uma diferença em relação há dois anos, não sei se fruto da maior participação dos cidadãos, se das candidaturas independentes, se da maior "concorrência". Seja pelo que fôr, isso é bom. Mesmo que muito seja mais fogo-de-vista do que a procura de soluções para os problemas da cidade.

Rodrigo Bastos disse...

Penso que a Rita se estava a referir a este parágrafo (pelo menos eu gostaria de o comentar): "Assim tivessem os outros candidatos a mesma disposição em ouvir... e talvez para a Alta se avizinhassem dias melhores."

Notem que alguns candidatos vieram efectivamente ao Alto do Lumiar, nomeadamente:

- Arq, Helena Roseta;
- Dr. António Costa;
- Dr. Carmona Rodrigues;
- Dr. Fernando Negrão;
- Dr. José Sá Fernande;
- Os candidatos da lista da CDU:
- Dra Rita Magrinho;
- Dr. Manuel Figueiredo.
- Na próxima Quarta-feira estamos a tentar confirmar a presença do Dr Pedro Quartin Graça.

- Espero não me ter esquecido de nenhum :) -

Todas estas visitas foram publicitadas nos mais variados diários de campanha e media. Isto já para não falar na informação que foi passada pelas Associções e instituições de acordo com os meios que tiveram à sua disposição.

Acho que o Tiago tocou num ponto muito importante quando se referiu ao facto de existirem no Alto do Lumiar outros parceiros activos, nomeadamente: Associações de moradores, Instituições, moradores, etc. etc, etc. A maioria dos moradores do Alto do Lumiar não tem a minima noção da existência desta estrutura e é na minha opinião importantissimo começar-se a mostrar as mesmas não só nos nos suportes digitais mas também no plano real do Alto do Lumiar. O GCAL (Grupo Comunitário da Alta de Lisboa) é exemplo disso mesmo e há que o observar e dar-lhe valor.

Há muita gente útil e competente a trabalhar no Alto do Lumiar e acho que se está a ir no bom caminho (que ainda vai levar algum tempo a percorrer). Na minha opinião precisamos pelo menos de:

- Mais Cidadania;
- Maior vontade política;
- Melhor qualidade política;
- Mais parceiros comunitários;
- Objectivos comuns.

Obrigado Pedro pois todos os contributos positivos são importantes!

Abraços,

PS: Já estava com saudades de comentar :)

João Tito disse...

O Rodrigo já disse quase tudo, claro que o importante agora é ver como vai ser esse interesse dos candidatos (presidente e vereadores) após as eleições. De todas as maneiras há já uma grande vitória, que é a da informação, tenho a certeza que todos eles conhecem agora melhor a Alta de Lisboa, os seus problemas e as suas virtudes.

Pedro Veiga disse...

É bom que que os políticos olhem para esta zona de Lisboa como parte integrante da cidade e não como um subúrbio sem qualquer interesse. Apesar do colossal investimento feito nos últimos anos no território da Alta de Lisboa (público e privado), a zona continua a ter deficiências graves que atrasam o seu desenvolvimento.
Vamos ver se estas preocupações políticas se traduzirão em algo de concreto nos próximos anos.