quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Sente-se bem informad@ acerca da Alta de Lisboa?

Sabe porque não se acaba a Av. Santos e Castro, apesar de estar a inauguração prevista para Dezembro de 2004?

Sabe porque se inaugurou o Parque Oeste em Julho de 2006 e só um ano mais tarde se iniciou a obra do eixo pedonal?

Sabe porque se inaugurou a Pista de Atletismo Moniz Pereira a 15 de Fevereiro deste ano, mas ainda não abriu à utilização do público?

Sabe porque se adia ad eternum o início da Malha 5, apesar de já há tantos anos anunciada?

Sabe porque nunca mais se constrói a malha 6, em frente ao Parque Oeste, apesar da SGAL ter dito em tempos que iria arrancar em Março de 2007?

Sabe porque é que o Centro Cultural projectado por Siza Vieira para a Alta de Lisboa muito provavelmente jamais será construído?


Todas estas e muitas mais perguntas podiam e deviam ser respondidas pela SGAL e CML (UPAL) de forma acessível a todos, sem opacidades, com frontalidade, com coragem, com lisura e respeito por cidadãos, munícipes e clientes. Infelizmente não é assim.

Quando comprou a sua casa foi seduzido apenas pelos pormenores e acabamentos, ou também por todo o projecto urbanístico que a envolvia? Venderam-lhe por quanto os sonhos futuros de boas acessibilidades, de boulevards repletos de vida, comércio, actividades culturais e desportivas?

O Viver desafiou a SGAL, no dia 2 de Maio deste ano, a dar a conhecer no seu site, em cima do acontecimento, as razões do incumprimento dos prazos, as dificuldades e atrasos da responsabilidade de entidades exteriores à empresa, a evolução dos diversos projectos, as datas previstas para lançamento e conclusão dos mesmos e todos os restantes elementos que constroem a vida deste empreendimento - os sucessos, as ideias e os objectivos. O desafio foi aceite no mesmo dia, e prometida a alteração de postura durante o Verão.

Aos habitantes de Lisboa interessa saber que linhas cosem os destinos desta cidade. Seja no Lumiar, nas Mercês ou em Santos-o-Velho. E na Alta de Lisboa, onde a CML se associou a uma empresa privada, a SGAL, para viabilizar um processo gigantesco de requalificação de uma zona degradada de Lisboa, as vontades são as mesmas e as responsabilidades iguais.

Para o bem de todos, para o interesse de todos, toda a informação devia estar disponível. A SGAL teria todo o interesse em explanar claramente as razões de tanto desaire, desilusão e angústia na sua aparente letargia. O incómodo que essa informação causaria na CML, o dano que eventualmente faria às relações entre ambas, seria muitíssimo menos prejudicial ao projecto da Alta de Lisboa do que tantos anos de adiamento, incumprimento e má publicidade. E a UPAL, mesmo fazendo parte do monstro gordo e pesado que é o Estado, tem autonomia, se os seus responsáveis assim o quiserem, para inovar os serviços, dinamizar a sua relação com o munícipe e satisfazer um desejo tantas vezes expresso pelos moradores.

Serve isto para dar por encerradas as sondagens iniciadas há pouco mais de uma semana no Viver. Tirem os leitores as conclusões devidas.



16 comentários:

Anónimo disse...

Tiago,

Seria uma excelente ideia promover uma sessão de esclarecimento (por exemplo no auditório da JFLumiar) onde estivessem presentes os representantes da SGAL, CML; UPAL, ARAL; JFLumiar e todos os interessados, para que fossem esclarecidos de uma vez por todas todas, as questões essenciais ligadas ao projecto urbanistico da Alta de Liboa, sua envolvente e acessibilidade. O que dizes ? o Viver apresentar uma proposta a todas as partes envolvidas ?

FX

Anónimo disse...

Nao sendo nenhum comentario ao post, alguem sabe o que vai surgir naquele terreno perto da JF Lumiar que fica ao lado do Eixo NS (paralelo á Azinhada da Cidade)? Existe varios estacionamentos e uma parte já tem relva, mas nao me parece que seja um jardim.

Desde de já agradeço a atençao dispensada,

Carla B.

Anónimo disse...

A Sgal só tem onze funcionários?

Anónimo disse...

Vou sabendo dos assuntos da Alta de Lisboa através deste blog. Concordo que a SGAL e a CML deviam ser mais transparentes e dar mais informações.

Anónimo disse...

ESTE COMUNICADO É PARA SER LIDO EM TODAS AS PRODUÇÕES NO DIA 19.

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Este comunicado que hoje está a ser lido em vários eventos culturais do país representa o sentimento geral dos profissionais das artes do espectáculo e do audiovisual.

SABIA QUE NÃO HÁ ENQUADRAMENTO JURÍDICO QUE SE ADEQUE A ESTAS PROFISSÕES?

SABIA QUE ESTES PROFISSIONAIS NÃO PODEM ESTAR DOENTES OU DESEMPREGADOS?

Hoje é o nosso dia de sensibilização para a intermitência.

Dizemos que somos intermitentes porque o nosso trabalho é sempre descontínuo e temporário.

Essa é a natureza das nossas profissões!

Trabalhamos sucessivamente de projecto em projecto, com pessoas diferentes e isso implica a mobilidade dos profissionais e permite a diversidade das produções.

Queremos ter acesso aos mesmos direitos e às condições básicas de qualquer trabalhador por conta de outrem. Como estes, somos profissionais especializados, cumprimos horários, num local de trabalho específico, sob a direcção duma entidade.

Por todas estas razões, precisamos de uma definição legal de intermitência, que nos permita pagar a segurança social de acordo com o salário que recebemos e que nos proteja de situações de carência. Precisamos de um contrato de trabalho adequado à nossa realidade.

No último ano, representantes das áreas da dança, do teatro, da música, do circo, do cinema e do audiovisual têm vindo a apresentar e a defender propostas concretas sobre esta questão.

Esperamos que este esforço resulte numa lei que nos sirva a todos.

Lembrem-se que apagadas as luzes da ribalta existe uma realidade que não pode continuar a ser ignorada.

Muito Obrigado e Bom Espectáculo!

Anónimo disse...

«Sabe porque é que o Centro Cultural projectado por Siza Vieira para a Alta de Lisboa muito provavelmente jamais será construído?»
Não me digam que isto é verdade!!!

Anónimo disse...

Todos os dias me interrogo sobre estas e outras questões relacionadas com a Alta de Lisboa, onde moro desde 2004 e a minha rua (José Cardoso Pires) entre os nºs 1 e 9 continua inacabada! Parece que para efeitos de IMI, estes prédios, que exteriormente não se distinguem dos edifícios PER ao lado, foram considerados de valor superior aos do condomínio fechado da Quinta das Conchas. Será que os autarcas que gerem os impostos que começámos logo a pagar, não vêem que vivemos numa zona que ameaça tornar-se num eterno estaleiro?

Anónimo disse...

Temo que essa sessão de esclarecimento, por muito bem intencionada que seja, não se venha a realizar nunca, seguindo o exemplo do famigerado Centro Cultural.
A SGAL entrou em desespero e anda a tentar vender casas ao desbarato. Sim, porque não deve ser nada fácil convencer novos compradores com os atractivos actuais existentes. Os vendedores bem se esforçam mas quando vão com os possíveis investidores upss, lá está a ciganada do outro lado da rua na sardinhada, lá está alguém a lavar a carripana no meio da rua, lá está a mitralhada do boné encostada às portas dos prédios, lá estão as carragas de lixo a amontoarem-se nos canteiros (supostos)...
Parece que por vezes lá sentem um peso na consciencia e lá dizem que "é um sucesso esta nossa nova Musgueira".

João Correia

Anónimo disse...

Ao João Correia,

A questão para mim é muito simples, a SGAL é uma empresa privada, destinada a obter lucros e como tal só tem que "arregaçar as mangas" e, juntamente com a CML/UPAL, o Poder Central e com a Associação de Residentes. desenvolver todos os esforços no sentido de fazer alguma coisa pelo seu projecto.

O problema é que esta entidade ainda não percebeu que sozinha não vai a lado nenhum e para q a viabilidade económico/financeira e social do projecto (não podem ser dissociadas)terá q se socorrer de outros intervenientes, tudo isto na mais estreita colaboração e cooperação.

- À CML caberá o cumprimento dos prazos de conclusão das infraestruturas para toda a zona, designadamente as acessibilidades (todas atrasadas), espaços verdes, instalação de serviços camarários como polos de dinamização local; cedência de espaços a preços simbólicos para a instalação de comércios e serviços privados; maior cooperação com a sociedade civil na resolução dos problemas - área de apoio social, dinamização cultural e ocupação de tempos livres para os jovens carenciados);

- À SGAL caberá o cumprimento dos prazos de execução dos projectos urbanísticos, os quais em muitos casos se encontram atrasados, não pela recessão do mercado, mas pelo incumprimento dos prazos de execução por parte da CML. Não tenhamos dúvidas de que se as acessibilidades já estivessem todas concluídas e se a CML e o Poder Central já tivessem criado projectos credíveis ao nível da reinsercção social e na vida activa (não subsidio-dependência), os imóveis vendiam-se sem qq dificuldade !!;

- À ARAL e a todos os residentes, caberá uma maior participação nos processos de decisão, através de um novo modelo de gestão para a Alta, caracterizado pela descentralização do poder dos seus actuais decisores, e simultaneamente um modelo multiparticipativo nos processos de decisão.

- Ao Governo caberá a responsabilidade da aplicação de uma solução integrada,com a participação dos restantes parceiros, a fim de encontrar soluções de "produtos" específicos destinados a reintegrar sócio e económicamente os Nanis, Quaresmas e Cristianos Ronaldos que neste momento vivem à nossa conta sem produzirem nada.
Em muitos casos julgo que seria possível colocar esta gente a criar projectos de micro-empresas que serviriam a população da zona, eventualmente empresas de limpeza, "mulheres a dias" e de segurança, quer para os blocos habitacionais, quer para outras infra-estruturas, uma vez que conhecem "os cancros" melhor do que ninguém e têm portanto uma capacidade dissuasora total/ diferente.

Sem uma solução integrada desta natureza julgo que dificilmente será possível concluir o projecto da Alta de Lisboa e julgo que será isso q o Sr. Stanley Ho terá q perceber se quiser ainda ganhar algum dinheiro por estas bandas..

Anónimo disse...

Caro Tiago,

a que propósito acha o senhor que a SGAL devia informar os moradores dos projectos e razões para atrasos? Com que direito se sente o Tiago em exigir isso à SGAL que como já foi dito aqui várias vezes é uma empresa priavada?

Anónimo disse...

Concordo em absoluto com o comentário anterior, no entanto penso que ainda poderá surgir uma forte ameaça para os moradores da Alta no caso da Portela for desactivada e seus terrenos entregues à SGAL para futuras urbanizações. Aí sim, considero que o projecto Alta irá morrer e será abandonado tal como está, sendo daqui a uns anos mostrado em outros Blogs idênticos ao Viver como a Musgueira do início do Séc XXI.

A SGAL abandonará este projecto e preferirá avançar num projecto de raiz onde não cometa os mesmos erros que cometeu aqui, excluindo à partida a habitação PER do projecto, ficando a Alta transformada numa 2ª Chelas do novo século...

Transpondo isto para o universo Carpenter, estou mesmo a imaginar: Ano 2020: os dealers ocupam os condomínios Evolution e Conchas e os blocos mais baratos estão confinados à restante população PER (de "casta" inferior), tipo carjackers, RSI dependentes e assaltantes de lojas de telemóveis e bombas de gasolina... uma Pedreira dos Húngaros na cidade de Lisboa, onde a futura esquadra da PSP servirá como "zona tampão" e onde a PSP não ousa entrar...

Digam lá q não tenho imaginação para um guião ??- Alta 2020

Ps. esta última parte teve por base uma analogia com o filme do John Carpenter "Escape from NY" de 1981 ..

PS2. um pedido de desculpa aos mais sócio-sensíveis :), aqueles q dizem que os delinquentes, toxicodependentes e afins são uns coitadinhos e q a culpa não é deles (é da sociedade, i.e, todos nós) - é a velha teoria: só qd o mal lhes bater à porta e forem assaltados é q passam para o outro extremo da barricada -

Ora bem se conheço este blog o 1º tiro vai partir da Joana, certo?

Tiago disse...

Caros dois últimos leitores anónimos,

não estou a exigir nada à SGAL, nem me passaria pela cabeça fazê-lo em nome individual. Lancei em tempos um desafio, na sequência de uma discussão acerca da falta de informação ou imprecisões na informação que circulava sobre a Alta de Lisboa. Peço-vos que sigam os links colocados neste post e no post linkado para depois, se tiverem pachorra para ler tudo, voltarem para conversarmos.

Quanto à vitimização dos deliquentes e culpabilização da sociedade por esse flagelo, não vou entrar por aí. É tão inútil discutir isso nessas bases simplistas que propõe como como insinuar que são os blogs como o Viver que ditam o fracasso da Alta de Lisboa.

Joana disse...

Eu peço desculpa de frustar as expectativas mas hoje não estou com paciência.

Anónimo disse...

pois, «T3 a menos de 150 euros» é saldos de fim de estação...
porque, por ex., não fizeram uma simples pista de skate no parque oeste? E, sobretudo, onde pára a polícia dita de proximidade, para impor alguma ideia de ordem e segurança.
Os miúdos continuam a tentar roubar bicicletas das garagens, enquanto os portões abrem e fecham...

Anónimo disse...

Alguém sabe se a SGAL decidiu, finalmente,ter um site condigno.É que este está inacessivel à vários dias.

Anónimo disse...

Leiam boas notícias (do blog All that jazz)21OUT07:

O presidente da Junta de Freguesia de São José (Lisboa), João Miguel Mesquita, elogiou, ontem, a aprovação de uma recomendação na Assembleia Municipal de Lisboa para reabilitar a sede do Hot Clube Portugal, o mais antigo clube de jazz do País, actualmente a funcionar também como escola de música. Segundo um comunicado da junta de freguesia, a recomendação foi aprovada na sessão da Assembleia Municipal de Lisboa de terça-feira, e recomenda, à Câmara Municipal de Lisboa, que incumba a própria Junta de Freguesia de São José, juntamente com Hot Clube Portugal, de estudar a solução com vista à reabilitação do edifício sede do Hot Clube Portugal, para que aí se instale a Casa de Jazz de Lisboa...