quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Boas intenções


45000 (quarenta e cinco mil) portugueses mostram-se hoje indignados com o fosso entre ricos e pobres que aumenta de ano para ano. Segundo números avançados pelo PÚBLICO, um sexto da população mundial (um quinto em Portugal) vive em condições de pobreza extrema, não tendo acesso a medicamentos nem à educação básica. Por outro lado, 12 por cento da população global - ou seja, o grupo dos 22 países mais ricos do mundo, onde se inclui Portugal - consome 80 por cento dos recursos naturais disponíveis.

E o que vão então fazer estas 45000 pessoas que se chocam com crianças famintas, gentes sem acesso à educação e cuidados médicos básicos? Juntar-se-ão numa iniciativa chamada "Levanta-te" que decorrerá durante o dia, organizada pela OIKOS no âmbito da "Campanha Pobreza Zero", com mais de 2000 acções em todo o país e que assinalam o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza. As crianças e jovens até ao univesritário que aderiram à iniciativa irão vestir de branco. Na Alameda da Universidade, pretende-se reunir [centenas de estudantes universitários numa cama gigante para que os participantes se "deitem juntos" e "despertem juntos contra a pobreza". Para participar nesta curta sesta, explicam os organizadores, os estudantes terão apenas de se dirigir à tenda da Associação PAR, situada ao cima da Alameda, para levantar o número de participante e uma almofada insuflável.] Em Telheiras, pelas 17h30, outra mole de gente se juntará para dar uma monumental assobiadela contra a pobreza.

No âmbito das iniciativas de empresas, realça-se a TMN que se propôs a enviar a todos os seus clientes SMS de alerta para que participem na iniciativa.

9 comentários:

Anónimo disse...

E que tal este apoio à luta contra a "pobreza":

Elimine-se o "subsidio da preguiça" e atribua-se o respectivo valor para o aumento do salário mínimo nacional?

Ao menos quem trabalha não ficaria com a sensação de andar a sustentar "preguiçosos" (para não dizer outra palavra)...

Noutros países (ditos de desenvolvidos e outros que nem por isso) incentivam-se instituições de apoio a populações desfavorecidas mas que procuram incutir nelas a ideia de que podem (e devem) ser pessoas produtivas para a sociedade, em vez de apenas mendigarem pelas ruas e vitimizarem-se de pobres...

A pobreza não existe... cria-se e cultiva-se. Dá sempre mais jeito viver-se "às custas" do que trabalhar por isso!

Anónimo disse...

A pobreza cria-se e cultiva-se? Onde, no Biafra, no Sudão, na Etiópia, na Índia, no Bangladesh, no Brasil?

Anónimo disse...

Em todo o caso, se percebi os intentos do Tiago, também acho ridículas estas iniciativas. O que estarão a fazer amanhã os estudantes univesitários que hoje "despertam para a pobreza"? A ir de pópó para a faculdade?

Pedro disse...

Boa! E depois deste pretexto podemos voltar aos nossos hábitozinhos?

Joana disse...

"A pobreza não existe... cria-se e cultiva-se". Realmente, quem diz isto deve viver numa redoma. Isto não é de quem olhe o mundo.

Anónimo disse...

Eu acho q deveríamos combater a pobreza já.

Todas as pessoas deviam doar um salário por ano a uma instituição de pobres, ou então dormir alguns minutos para os media filmarem, tanto faz, o q acharem q ajuda mais os pobres.

Tansos.

Anónimo disse...

Caro tiago,

Julgo que não terá sido de propósito que comparou a "pobreza" que exite em portugal com Pobreza extrema em que vive um sexto da população mundial. Certamente foi apenas uma força de expressaõ.

Relativamente á iniciative, não percebi muito bem como é que a inicitiva organizada pela OIKOS contribui para a redução da pobreza.
Os estudantes vestidos de branco conseguem transformar os pbres em cidadão produtivos e integrados na nossa sociedade?

Miguel

Tiago disse...

Caro miguel,

julgo que não terá sido de propósito que me atribuiu a autoria da comparação entre a pobreza extrema em que vive um sexto da população mundial e a probreza que existe em Portugal e que o Miguel colocou entre aspas. Certamente foi uma leitura pouco atenta do post. Leia lá bem o que escrevi, por favor. Apenas cito a notícia do Público.

Aliás, abstive-me de colocar no post qualquer juizo de valor, por muitos que tenha a propósito de iniciativas destas. Não me parece difícil perceber qual a minha opinião sobre o assunto, mas preferi não escrever o óbvio.

Anónimo disse...

Caro Tiago,

Julgo que é perfeitamente natural atribuir-lhe a autoria do texto, por duas simples razoes:
- Não colocou nenhuma parte do texto entre aspas, como se faz nas citações.
- o Seu texto é diferente na forma e no conteudo do que está no Público

Tambem julgo que lhe posso atribuir a comparação entre a "pobreza" que existe em Portugal e pobreza extrema que existe em muitos paises. Posso atribuir porque que o Tiago os compara directamente. O Público chama "pobreza extrema" a uns e "pobreza" a outros. Distingue-os, portanto,

Se na sua resposta, o Tiago queria dar a entender que o Público é que pretendia confundir o incomparável...acredito, há bastante tempo que o Público se transformou num pasquim. Isso não justifica que o Tiago tenha feito pior.

E não precisavamos desta troca de comentários, bastava ter feito a correcção que, é evidente, que os dois tipo de probrza não são comparaveis e que colocara informação desta forma é, deliberadamente, falacioso.

miguel