terça-feira, 16 de outubro de 2007

Moção apresentada por Cidadãos por Lisboa pela segurança no Eixo Norte-Sul com aprovação unânine

A leitura do último parágrafo deste post, como o Vereador Manuel João Ramos aqui comentou, levou os Cidadãos por Lisboa a apresentar ontem uma moção na Assembleia Municipal, entretanto aprovada por unanimidade.

Diz a moção:

1 - Street racing no novo troço do Eixo Norte-Sul

Considerando que:

Após a inauguração do último troço do Eixo Norte-Sul, no passado dia 10 de Outubro, começou já esta via a atrair os chamados “street racers”, especialmente na zona do viaduto sobre o Lumiar, sobrepondo-se o som das viaturas transformadas à eficácia das barreiras sonoras e provocando grande número de reclamações por parte dos moradores da zona;

Venho por este meio propor que:

A Câmara Municipal de Lisboa delibere, não só uma apertada fiscalização desta via por parte da PSP, como a instalação urgente de medidas de controlo e abrandamento de velocidade em permanência.

Lisboa, 12 de Outubro de 2007

Os Vereadores
“Cidadãos por Lisboa”
Manuel João Ramos



Esta leitura atenta dos blogs revela de parte dos Cidadãos por Lisboa uma postura louvável de querer servir a população, procurando conhecer os seus problemas e actuando para a sua resolução. Um bom exemplo para todos os que se esquecem rapidamente do significado de «causa pública».

Aproveito para alertar que o street racing existe também na Alta de Lisboa, com ocorrência frequente na Av. Nuno Krus Abecassis e na Rua Helena Vaz da Silva. Não sendo especialista na matéria, proponho para resolução imediata e eficaz deste problema que põe em causa a segurança dos moradores a implementação de passagens de peões desniveladas, com cerca de 20cm de altura, como existem em milhares de cidades europeias e muitas portuguesas também. Não faço ideia se é a melhor solução, se agrada à maioria dos moradores, mas não tenho dúvidas que o street racing seria impossível.

31 comentários:

pedro sky disse...

Passadeiras com 20 cm de altura?
Totalmente de acordo mas apenas com uma ressalva: correcta sinalização e iluminação das mesmas.
Eu próprio, que só excedo limites de velocidade em AE (140 km/h) já apanhei várias destas passadeiras mal sinalizadas e cruzá-las a 40 km/h é mau demais para o carro e para quem lá vem dentro.
Ficando isso assegurado, passadeiras com 20 cm em TODAS as ruas de "carácter residêncial" se me é permitido o termo.

Anónimo disse...

Caro Tiago,
Sou uma Cidadã por Lisboa filiada. (Explico abaixo o que isso significa, para depois regressar aos problemas da Alta.)
Não pertenço, nem alguma vez pertenci qualquer partido. Se a alguma coisa pertenço é a Lisboa, já que entendo que uma boa cidade só se faz, se os seus cidadãos quiserem fazer dela uma boa cidade, integrando-a, contruindo-a, vivendo-a para o bem e para o mal. Fazendo dela um ser vivo. E há coisas de que gosto tanto em Lisboa que me comovo até às lágrimas, como há coisas que me enervam tanto que me apetece insultá-la. Nestas últimas eleições para a CML decidi investigar o que seriam os Cidadãos por Lisboa. Descobri que eram gente como eu. E filiei-me. Querendo isto dizer, continuando a fazer por Lisboa o que sempre fiz, passei a assinar pelos Cidadãos por Lisboa. E tive a sorte de o poder passar a fazer a tempo inteiro. O que quer dizer, fazer
exactamente o que este blog faz: olhar para Lisboa (não só para a Alta, mas também, os blogs sobre esta cidade são a sorte grande de Lisboa e de quem quer saber como ela está de saúde) e trabalhar por ela. Sem qualquer outro compromisso. É isso que se faz no gabinete da CML dos Cidadãos por Lisboa.
Regressando ao que vos interessa:
se puderem chegar a uma conclusão, entre todos os da Alta, sobre o que vos resolveria o problema das ruas de "carácter residêncial", digam. Por aqui faremos as propostas, moções ou etcs.

Anónimo disse...

20cms??? Já percebi que o Sr. Tiago tem um jipe todo-o-terreno e pode-se dar ao luxo de andar a subir paredes, mas, e nós, que temos carros? O que fazemos? Chamamos um reboque para nos vir buscar o carro a casa e para o trazer quando temos de ir a algum lado? Ou passamos a deixar o carro na 2ª circular e vimos a pé para casa?
RS

Pedro disse...

Bom, dá para perceber que o autor deste último comentário, se não é um "racer", pelo menos não gosta de travar junto às passadeiras. Se o fizesse, de certeza que compreenderia que a proposta aqui apresentada não lhe faria mossa nenhuma ao Ferrari.
(NOTA: A sobreelevação proposta não é súbita; é precedida e completada por duas rampas concordantes; para quem vem devagar não causa dano nenhum)

Anónimo disse...

chamam-se lombas sinusoidais e podem ver foto no "menos 1 carro"

http://menos1carro.blogs.sapo.pt/52911.html

luisa

Tiago disse...

Pensei que com o video a mostrar a lomba de 20cm com rampas em declive fosse suficiente para ilustrar a proposta. Tenho pena que não fosse, leitor RS.

As que vi na Provence este ano(perdoem-me a referência os que não gostam de argumentos/assuntos extra-Alta de Lisboa) são bastante mais eficazes que a que está no video e na fotografia proposta do blog menos1carro. Esta até me parece um pouco perigosa porque se o carro não parar levanta vôo, mas às vezes as fotografias criam alguma ilusão de óptica.

(Com grande sentido de oportunidade, neste preciso momento, enquanto escrevo este comentário, arrancou furioso um motociclista, em alta velocidade, na avenida onde moro, a Krus Abecassis.)

Sobreda disse...

Na sequência do 'post' da Luísa divulgando a notícia do Miguel (MC) em 'menos1carro', aproveito para recordar um outro artigo anterior sobre o mesmo assunto das "passadeiras elevadas" publicado há quase dois meses no URL http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/08/passadeiras-elevadas.html

Um mês depois, e a propósito de uma campanha de rebaixamento de passeios pela CML, voltamos a contrapor uma medida contrária, comentando as opções no URL http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/09/o-passeio-do-equvoco.html

Nele o vereador da CML e presidente da ACA-M comentou que a sugestão "em ruas locais, pelo menos, faz todo o sentido, inclusive elevando todo o cruzamento".

Ou seja, não há aqui qualquer ideia 'peregrina' ao defender-se as comuns (pelo menos em cidades estrangeiras) passadeiras elevadas. Há antes opções: entre facilidades de circulação rodoviária ou mobilidade pedonal em segurança.
Ou será que a vida das pessoas deixou de ter valor?

Cumprimentos.

Anónimo disse...

Concordo plenamente com a colocação de passadeiras elevadas, designadamente na Av. Nuno Kruz Abecassis. Aliás já tinha enviado mails sobre o assunto para o e-mail do munícipe. A Avenida é uma autêntica "pista" e é necessário colocar semáforos e passadeira de peões elevadas para obrigar os automobilistas a circularem mais devagar.

Acresce que com a abertura do Eixo Norte Sul o trânsito na citada avenida aumentou muito e não há praticamente passadeiras de peões.

Ana Marques

Anónimo disse...

(off topic)

Sem querer menosprezar a questão das velocidades nas ruas residenciais e, para a qual penso que a resposta é mesmo a das passadeiras sobre-elevadas (até pela mobilidade que permite ao peão, ciclista e portadores de deficiências), creio estar em ordem um outro ponto de discussão para os habitantes não só da Alta como de toda a zona do Lumiar.

Por ventura saberão que obras estão a decorrer dentro do espaço do aeroporto, junto da futura (definitiva) Santos-e-Castro?
Pois bem explico:
São obras de re-instalação de todos os reservatórios de combustível que actualmente estão junto da área "industrial" e militar do próprio aeroporto.
Recordam-se do "acidente" decorrido aqui há uns dias, nos quais umas belas toneladas de fuel foram parar (eu diria mais foram despejados) no rio Tejo?

Fica o tópico...

Anónimo disse...

Caros Bloggers,

Compreendo as razões apontadas em alguns dos post anteriores mas considero que tb. não podemos ser fundamentalistas e inundar toda a Alta de Lisboa de bandas sonoras, até pq. uma coisa é uma banda sonora "aqui e ali" e outra coisa são bandas sonoras em todos as passadeiras !!! além disso, seria mais interessante que este movimento de solidariedade às bandas sonoras apresentasse uma reclamação à CML pelo facto de uma grande parte das passadeiras da Alta se encontrarem por pintar ou com a tinta quase imperceptível, isso sim seria uma boa iniciativa, e em função dos resultados obtidos então estudarem-se as alternativas adequadas a cada caso.

Aproveito o momento para referir que possivelmente à custa das fotos e da reclamação apresentada no Canal 17B, a SGAL está a retirar as placas metálicas no cruzamento dos "4 caminhos" junto ao parque das Conchas e da Av. Helena Vaz da Silva, a qual retirava totalmente a visibilidade à entrada do cruzamento. Esperemos que seja verdade, afinal nem tudo pode ser mau...

Anónimo disse...

@Tiago
Eu não sou contra as passadeiras elevadas, sou contra os exageros que fomentam radicalismos (como o da minha resposta). O valor que apresentou não é condizente com a legislação anterior e tenho dúvidas se o será com a actual. O DL 123/97 de 22 de Maio mencionava no anexo I, capitulo I, ponto 1.2 que a altura do lancil nas imediações de passagens de peões é de 12cm, por forma a facilitar o rebaixamento até aos 2cm. O actual DL 163/06 de 8 de Agosto, apenas menciona no anexo, capítulo 1, secção 1.6, ponto 1.6.1 que a altura do lancil nos locais de passagem de peões não deve ser superior a 2 cm.
Do ponto de vista da lei é fácil perceber que as lobas deverão ter 10 a 12 cm. Para o valor que apresenta seria necessário ou levantar os passeios ou rebaixar o asfalto, por forma a que os lancis passem a ter 20 a 22cm. Penso que não é necessário enumerar aqui as desvantagens de ter passeios com 20 a 22cm de altura, ou é?

@Pedro
Não me conhece, pois não? Não sabe que eu uso o meu carro uma ou duas vezes por semana, pois não? Não sabe que não é rara a semana em que eu não percorra maiores distancias a pé e de transportes do que de carro dentro de Lisboa, pois não? Não sabe que eu tenho carta há 15 anos e nunca atropelei ninguém, pois não?
Se soubesse não tinha dado a resposta que deu. No entanto, já que tem o cuidado de se preocupar com o meu Ferrari, vou-lhe pedir que o esqueça e se preocupe antes com a integridade física da minha pessoa e de milhares de outras, entre as quais algumas centenas de crianças, que diariamente são obrigadas a circular pelo meio da rua Arnaldo Ferreira. Uma rua em que os passeios são ao nível da estada, o que representa para os automobilistas uma autorização tácita para estacionar em ambos os passeios que a ladeiam. Acredite que vai achar o seu tempo mais bem empregue.

@Todos
Gostaria de vos convidar a verificar o que foi feito na rua Arminda Correia, de preferência levem o carro e circulem na rua uma mão cheia de vezes, e depois digam se a solução vos parece adequada. Pessoalmente acho que 4 passadeiras elevadas numa rua com cerca de 85 metros é um exagero e que as mesmas se encontram mal feitas. (Pronto, lá vou ser acusado outra vez de ser um “racer”…)
RS

Pedro disse...

Anónimo ferrarista,

Verifico que fez marcha-atrás no seu veículo de animosidade contra as sobreelevações das passadeiras (não sei se foi porque ficou à espera do reboque para lhe transportar a máquina ou se foi numa daquelas raras semanas em que percorre maiores distancias a pé e de transportes do que de carro dentro de Lisboa (não sei se é assim ou ao contrário - as suas triplas negações deixaram-me baralhado (acontece! a iliteracia pega-se de caixa de comentário para caixa de comentário!)).

Se bem compreendi este seu último comentário, o seu problema não tem tanto a ver com o alteamento das passadeiras, antes com o rebaixamento dos passeios - como eu o compreendo!. Já reparou que, se alterarem os passeios, dos 12 cm regulamentares para os 20 cm propostos pelo Tiago, mata duas lebres com uma só empreitada? Não só os carros deixam de conseguir estacionar junto aos atravessamentos pedonais como a redução de velocidade trará uma maior segurança ao peão que atravessa.

Já me preocupei o suficiente?

Anónimo disse...

a iliteracia pega-se de caixa de comentário para caixa de comentário!
^
Concordo plenamente. O seu comentário é a cereja no topo do bolo.

As lombas, tal como deu por exemplo a do vídeo, não têem 20 cm. Têem cerca de dez. Se não tivesse lido o meu texto da maneira que lhe convem tinha percebido. Como não leu... saiu-se com esta.
É pena...
RS

Anónimo disse...

Continuo a propor redução da largura das faixas. Como querem que o povo português, amigo das velocidades, ande devagar em verdadeiras autoestradas locais como as nossas avenidas da Alta? A Expo reduziu a largura das faixas nas margens laterais junto aos passeios e tem semáforos nas faixas centrais. Isso ajuda a reduzir. Bom, bom, era ruas de ua faixa em cada sentido mas de tipo pedonal, em que os carros parecem extraterestres em passeios centrais, tal é a sensação das ruas serem só para peões. Corre-se o risco da Alta se tornar em 3ª circular de alta velocidade...Venham as lombas e os semáforos de velocidade controlada. E concordo com o amigo 'ferrari' quanto à rua de acesso à quinta das conchas - é um perigo para as crianças e peões em geral e os carros abundam. Ao contrário, na Alameda das Conchas, ao cimo, o estacionamento está vazio apesar do portão do jardim que existe a meio da Alameda.

Sim, retiraram os 'tapumes' do entroncamento da Vieira da Silva! Ao Viver o devemos certamente!!!

Pedro disse...

Desculpe lá ó RS mas o seu bolo confundiu-me de todo. Então não foi o Tiago que propôs lombas com 20 cm de altura? Não foi vc que citou o DL 123/97 de 22 de Maio que "mencionava no anexo I, capitulo I, ponto 1.2 que a altura do lancil nas imediações de passagens de peões é de 12cm"?

Anónimo disse...

Que tal o movimento cidadãos por Lisboa pressionar para o METRO servir os «quantos mil?» cidadãos residentes/votantes da Alta (que até vai ter um shopping, se é isso um om motivo).
A 'gente' agradece e vota em vós nas próximas autárquicas.
E, já agora, a freguesia (privativa)da Alta do lumiar.Era logo uma corrida às casas e às lojas!

Anónimo disse...

E aí eu deixava o meu pobre e cansado ferrari em casa... e passva por cima das lombas - de dez ou vinte cm - que existam, porque agora...ele é mais carros!

Anónimo disse...

E aí eu deixava o meu pobre e cansado ferrari em casa... e passva por cima das lombas - de dez ou vinte cm - que existam, porque agora...ele é mais carros!

Sobreda disse...

Caro anónimo off-tópico, das 10h27.

Quanto à questão do depósito de combustível das obras de expansão do aeroporto da Portela, e a propósito de uma notícia da Lusa, havíamos já alertado em 8 de Fevereiro para esse problema no artigo "Portela expande-se para junto da Av. Santos e Castro" do URL http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/12531.html

Na altura, partira-se da análise do “Resumo Não Técnico de Estudo de Impacte Ambiental” (EIA), apresentando-se uma previsão sobre um conjunto de medidas de segurança a acautelar.

Também o artigo "Estudem a Portela no URL http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/90142.html
se refere a outras deliberações da AML e a um Manifesto e a uma Petição do Forum Cidadania.

E hoje, perante a irreversibilidade da obra, estarão de facto os responsáveis pela obra a seguir as medidas de segurança do EIA? Não seria importante determinar se a fiscalização desta obra pública estará a actuar no terreno?

Cumprimentos

Anónimo disse...

O Metro na Alta só se a EPUL construir um condomínio finesse como fez em Telheiras e no qual foi construída uma estação a 150 mts da estação do C. Grande. O TContas "partiu-lhes a cabeça" de todas as maneiras mas o q é um facto é q se fez e não rolaram cabeças como seria suposto acontecer num país civilizado !!!

Anónimo disse...

Venham de lá as lombas, os semaforos e tudo aquilo que seja necessário para limitar a velocidade com que se circula nas estradas,sobretudo dentro das localidades.Já vai sendo tempo de os portugueses se preocuparem mais com as pessoas do que com a "máquina".Já agora,o mesmo conselho para quem supostamente governa as nossas cidades e este país.Quem serão as "mentes iluminadas" que constroem edifícios com recantos escondidos,avenidas (como a Krus Abecassis)sem limitadores de velocidade,jardins sem iluminação ou vigilância,entre outras coisas junto de bairros de realojamento?Só quem vive em condominios fechados e não conhece a realidade destes bairros.Só quem constrói casas para os outros e em bairros onde nunca viveria.
Bem haja, ao Viver.Faz pela Alta enquanto a SGAL desfaz.

Anónimo disse...

O meu nome é Vânia e acabei de ler os vossos comentários e a minha opinião é a seguinte:
Acho que vocês só falam de carros, de carros e de carros, não se preocupam com os cidadãos, mesmo havendo uns que até mencionam e revelam uma certa preocupação com os cidadãos, no final acabam sempre por falar nos seu preciosos carros (podendo ser danificados com as lombas de 20 cm) Não acham que vocês deviam se preocupar mais com as pessoas? Em vez de se preocuparem com os bens materiais?
A minha opinião é a seguinte:
As lombas de 20 ou 10 cm não são uma boa ideia para travar a velocidade no Lumiar em Lisboa nem no resto do mundo! Vocês já pensaram se o carro for com mais velocidade (mais 50km) e o carro passar por uma lomba dessas e for um pião a passar o acidente é mais grave porque apanha partes mais vitais do corpo humano (Órgãos vitais encontram-se a cima da cintura) o carro a apanhar velocidade e com a elevação da lomba ele vai fazer um salto provocando lesões mais graves no acidentado, logo se existir acidentes (que é isso a nossa discussão e não o que acontece aos carros, porque apesar de vocês conduzirem, alguma vez vocês também são piões, nem que seja para ir a um café e ter de atravessar a rua), as consequências serão mais elevadas do que se a lomba não tiver elevação.
A minha solução é existirem sensores de controladores de velocidade em que o sinal fica vermelho se ultrapassar mos o limite de velocidade. Eu também conduzo e sei que isso funciona, nos reduzimos a velocidade para não parar mos no sinal, porque perdemos mais tempo se parar mos, do que se reduzirmos um pouco a velocidade.

Tiago disse...

Não percebo. Piões na Alta? Daqueles com 5cm de altura, que giram e giram, depois atirados ao chão com um cordel?

Gostei de a ler, Vânia, e introduziu uma questão importante na discussão. O que já ouvi da boca de especialistas é que as lombas, as tais sobreelevadas com o comprimento de uma passadeira de peões, são o mais eficaz para:

1º garantir a segurança dos peões
2º reduzir a velocidade dos automóveis nas zonas residenciais
3º ao reduzir a velocidade e rotação do motor, reduz-se a poluição sonora e atmosférica
4º ao reduzir-se a velocidade, os automobilistas andam menos stressados ao volante, melhorando o ambiente da cidade subsituindo bad vibes com good vibes.

Percebo o seu ponto, um tresloucado que decida fazer street racing apesar das lombas no preciso momento em que passa um peão na rua não só destrói o seu carro como mata o peão. Mas não mataria também sem a lomba? E não há mais probabilidade de haver street racing e atropelamentos a alta velocidade se não houver lombas do que se houver?

Pedro disse...

A solução que a Vânia apresenta é uma boa solução, ainda que me pareça que ela seja mais eficaz para vias rápidas (ehr... a Krus Abecasis já é uma via rápida, não é? Pelo menos à noite...) do que para ruas de bairro.

Penso que, na ordenação rodoviária da Alta, o urbanista se deverá ter preocupado em distribuir vias com várias velocidades de tráfego de acordo com os percursos que definiu. Assim se justificam os perfis que apresentam, uns mais largos e com mais faixas, outros mais estreitos. As ruas a que nos temos referido serão as colectoras de trânsito das restantes - por estarem ligadas aos pontos de acesso às grandes vias da cidade (N-S, Santos e Castro, 2ª Circular) - e por isso deverão ter capacidade para escoar uma maior caudal de veículos - o que, obviamente, implica mais largura e maior velocidade. Acredito que os projectistas não terão pensado no uso lúdico-nocturno das mesmas que se verifica agora - deveriam ter considerado isso?

Semáforos - restritivos de velocidade ou temporizados para controlar os cruzamentos - ainda que eficazes, poderão comprometer definitivamente os fluxos rodiviários programados. Constituindo uma excelente notícia para os peões, seria uma medida incoerente e injusta para os moradores automobilistas, já que, em simultâneo, não seriam oferecidas alternativas em termos de transportes públicos para compensar as novas dificuldades nos deslocamentos.

As lombas também correm o mesmo risco ainda que, pelas suas características - só diminuem a velocidade, não causam paragens - sejam menos influentes nesses movimentos globais.

Gostava muito de conhecer a opinião do projectista - ou de quem teve influência nestas decisões viárias a nível de projecto - quanto à introdução de redutores de velocidade nos trechos em causa. E, já agora, se tivesse uma ideia melhor e mais eficaz de agrado da maioria...

Tiago disse...

Sempre me disseram, na UPAL e SGAL, que o Eixo Pedonal teria prioridade face à Av. Kruz Abecassis, fazendo sentir aos automobilistas, ao cruzá-lo, que estavam a entrar em domínio dos peões. Nesse sentido, a solução escolhida seria a sobreelevação do eixo, tal como se propõe aqui para outras vias da Alta de Lisboa. Ou seja, aparentemente a questão que colocas, Pedro, está estudada e numa das principais vias rodoviárias da Alta, com acesso directo ao Eixo Norte-Sul.

As lombas que conheço, as tais com 20cm (medidos a olho), com rampas de cada lado e uma largura de cerca de três metros (também medidos a olho), não obrigam o carro a parar, mas impedem-no de se fazer ao desnível a mais de 30km. Parece-me uma velocidade perfeitamente suficiente para circular pacificamente e em segurança.

Sei que o estudo que a TIS realizou para a mobilidade da Alta de Lisboa tinha umas simulações em computador, com obstáculos variáveis (semáforos, lombas, rotundas), para testar a fluidez. Parece-me que só com o recurso a uma ferramenta dessas é que se poderá chegar a conclusões mais fiáveis. Nunca vi o estudo nem os modelos de simulação em computador, para grande pena minha.

Era importante a SGAL e UPAL darem a sua opinião sobre este assunto.

Anónimo disse...

eles so lêem o viver - quando muito - e ficam caladinhos que nem ratos senão cai-lhes o carmo e a trindade. pois se não respondem ao consumidor vão postar em blogs?
querem lá saber.
É verdade o escândalo do metro de telheiras para servir meia dúzia, aposto, de 'amigos'. não faz sentido nenhum aquele traçado acabar ali. Devia prosseguir, que tal até à colina/portas do sol em benfica???

Joana disse...

Tenho dúvidas que o "carro" se iniba de invadir o espaço do peão. Já vi, várias vezes, carros a "circular" na Alameda da Música. Um espaço exclusivamente pedonal. Até é calcetado. É ter carros a circular no passeio. E não são os street racers que o fazem. É quem tem ali a porta do prédio e resolve, não sei, ir lá despejar as compras, ou família, ou algo assim. Poupar uns metros... Que podem até ser poupados entrando na garagem.

Tiago disse...

Uma invasão dessas, ao longo do eixo, não acrdito. Com motas, talvez, mas carros? Quando estava a falar de diferenciação de espaços era pela sobreelevação do eixo pedonal em relação à Av. Krus Abecassis, passando a mensagem ao automobilista que aquele espaço, apesar de ser comum, era de prevalência pedonal.

Joana disse...

Eu sei e percebo-te. O que te dei foi um exemplo de espaço não comum, exclusivamente pedonal e, ainda assim, invadido. E por carros, sim. Não é frequente, claro, mas já vi algumas vezes. E a carrinha da ProteVIPS ou como é que se chama, já vi a faze-lo mais de 1x, em pleno dia, sem ser para averiguar qq situação. Como se aquilo fizesse parte da "ronda".

Anónimo disse...

Ok. Joana,

Vamos então colocar lombas de 20 cm tb. nos passeios, que tal parece-lhe bem ? e já agora que estamos numa de lombas, se calhar até devemos instalar umas quantas à entrada das lojas e tb. no patamar dos nossos prédios, sim pq esses indivíduos que descarregam as compras são uns assassinos !! assim ficaremos definitivamente protegidos ! depois só poderemos ser atacados pelo ar, mas quem sabe se uma rede sobre toda a Alta nos proteja tb. de pombos , gaivotas e fãs do Bin Laden...

Anónimo disse...

Se bom senso e cidadania chegas~sem, estaríamos todos ricos. Há sempre soluções de compromisso - julgo que é o que se pretende com a sondagemdo viver: auscultar para encontrar a posição de equilíbrio, em conjunto. Em PT todos queremos ser donos da razão (e não sou um anjinho papudo de boticelli), o que é resultado do nosso individualismo, por isso somos tão pouco tolerantes no discurso mas tão passivos na acção.