quinta-feira, 19 de julho de 2007

AEROPORTOS

Congonhas, viu nascer o seu aeroporto num altura em que a cidade terminava longe. Como siameses, aeroporto e urbanizações circundantes cresceram em exponencial até os limites de um coincidirem com o término expansionistas das outras.


Congonhas é, hoje em dia, um terminal viário incrustado numa das cidades mais populosas do mundo.


Há 11 anos, um avião de uma companhia nacional caiu, 25 segundos após levantar vôo, num bairro próximo.


Ontem, um avião da mesma companhia, entrou aparentemente em aquaplaning quando aterrava e precipitou-se sobre a avenida contígua, chocando com um prédio.


Como Congonhas, o aeroporto de Lisboa foi implantado quando a cidade fenecia bem ao longe. Perto, só o Bairro da Encarnação, um notável exemplo de urbanismo "auto-suficiente", uma obra social de propaganda do regime, ainda hoje em dia um lugar com uma qualidade de vida acima da média de Lisboa - uma espécie de Alta de Lisboa dos pequeninos, versão anos 40. Como em Congonhas - mas com a discrição de um país sem capitalismo exacerbado - Lisboa cresceu e envolveu o seu aeroporto. Controladamente nalguns casos - mantendo distâncias de alguma segurança como nos Olivais ou na Alta de Lisboa - sem supervisão noutros - como no bairro do Pote d'Água ou em Camarate. Como em Congonhas, um pequeno avião caiu sobre um bairro residencial uns segundos após descolar (lembram-se de 1980?). Como em Congonhas, quase todas as diversas rotas de aterragem sobrevoam a cidade, os seus edifícios, os seus moradores. Dependendo da direcção do vento, é possível perceber a frequência de aterragens e decolagens, o ruído que produz é quase um sinal de normalidade, uma garantia de que a vida continua.


Portugal discute há mais de 30 anos a inevitabilidade de um novo aeroporto, fora de portas. Ultimamente, com a decisão governamental de tornar irreversível a sua construção, o país que pensa parece ter-se dividido em três partidos: os que advogam a sua implantação na Ota; os que advogam a sua implantação o mais perto possível da cidade; os que defendem a adaptação de uma base militar existente para aeroporto complementar, com a manutenção do aeroporto principal em Lisboa - como a esmagadora maioria dos candidatos à presidência da Câmara nas eleições do passado Domingo.


Esgrimiram-se argumentos económicos, técnicos, afectivos, de conforto. Há muito que não oiço falar do único que me parece imbatível: o da (in)segurança de todos os que utilizam a cidade.


Por mais que gostasse de continuar a ter o aeroporto mesmo aqui à mão quando viajo, de ouvir ao longe o bruá de quatro reactores em pleno esforço de descolagem, de ver o aparentemente lento aproximar da pista de mais um Airbus, de me surpreender (como me surpreendi no passado com o Concorde) com a passagem de uma ave rara sobre os céus de Entrecampos, de saber que, economicamente, a sua existência tão perto do centro da cidade, é uma mais-valia importantíssima, perante este argumento fico sem resposta.


Lisboa vai perder agora o seu aeroporto. A alternativa será perdê-lo na sequência de um grave acidente sob pressão da opinião pública .


E quanto aos moradores da Alta: qual é a vossa perspectiva perante a desactivação da Portela? Concordam com a proposta de Costa da transformação do seu espaço em jardim (parque)? Preferiam um prolongamento urbano da Alta, cerzindo-a com a Encarnação, Olivais e Expo? Como convivem actualmente com o ruído? E vocês, oh pretéritos moradores das Calvanas, da Musgueira, actuais moradores do Bairro da Cruz Vermelha - que memórias podem oferecer da proximidade do aeroporto, que memórias têm dos passeios até lá? Paravam nas Calvanas para ver os aviões erguer-se e aterrar? Aquele mundo tão perto e tão longe que se adivinhava para além da cerca e do muro de eucaliptos, aquele mundo que se dizia guardado à noite por cães ferozes que destroçavam os incautos que o resolviam invadir (não vos contavam histórias destas?) o que vos dizia, o que era para vocês?

18 comentários:

Anónimo disse...

mas alguém tem dúvidas que as casinhas vão nascer no espaço do aeroporto como cogumelos?

grande espaço verde? deixem-me rir. e no pai natal o costa também pensa que a gente acredita?

e depois lá teremos mais umas dezenas de milhares de carros a entrar e sair desta zona...

Pedro Veiga disse...

Dizem que o novo aeroporto deve ser construído para cobrir o aumento do fluxo de passageiros. O problema é que o crescimento previsto para os próximos anos está errado, dado que o preço do combustível vai subir a um ritmo exponencial durante os próximos anos. Este aumento de custos vai certamente inibir um aumento das viagens de avião e, portanto, um colossal aeroporto novo não será necessário.
Esta afirmação baseia-se no aumento vertiginoso no consumo de petróleo a nível mundial. Segundo os maiores peritos mundiais o planeta Terra não tem condições para fornecer petróleo a um ritmo muito mais elevado do que o faz actualmente. Os grandes jazigos petrolíferos que actualmente satisfazem o grosso da sede mundial em petróleo estão todos a dar sinal de exaustão! Grande parte dos maiores produtores de petróleo têm os seus volumes de extracção em franco declínio. Por exemplo, o Reino Unido, já é importador de petróleo quando ainda há meia dúzia de anos o exportava! Ainda há uns dias atrás apareceu uma notícia sobre a subida do preço do petróleo brent (do mar do norte). Foi dito que o preço do brent estava a subir porque havia dificuldades no aumento da produção . Ora, o que realmente se passa e que foi ocultado, é que grande parte dos jazigos de petróleo do Mar do Norte estão em franco declínio nos quais se inclui o brent!
Aliás, a lista de países cuja produção está a baixar a ritmos elevados é cada vez maior, o que significa que o nosso planeta tem cada vez menos capacidade em satisfazer as nossas necessidades em petróleo. Chama-se a isto o limite geológico de um recurso energético, que neste caso específico é conhecido como o pico do petróleo("oil peak" em inglês). Este fenómeno já é conhecido desde a década de 1940, devido aos trabalhos científicos de um senhor chamado King Hubbert (geofísico de formação).
O crescimento económico assente num consumo avassalador de energia fóssil tem os seus dias contados porque a Terra tem os seus limites! Portanto, qualquer grande projecto que se baseie num aumento do consumo de combustíveis fósseis deve ser analisado com precaução, à luz do conhecimento do comportamento dos recursos naturais da Terra. Em relação a isto ninguém deve ficar indiferente, porque a nossa vida está dependente da forma como gerimos os parcos recursos do nosso planeta que é a nossa única morada no universo (por enquanto)!

Joana disse...

Eu tb acho que os grandes interesses imobiliários estão na Portela e não na Ota. E que, à maioria, tanto faz Ota ou Alcochete desde que não seja Portela + 1, onde devem, realmente, crescer muitas casinhas.

Como moradora na Alta/Lisboa confesso que, efectivamente, a segurança é o que mais me preocupa em ter um aeroporto dentro da cidade. Em termos de poluição sonora acho q a Alta não é mto afectada. Embora em Alvalade, por exemplo, seja terrível.

O ideal era estar longe da cidade, mas com acessos, com metro. Não tão longe qto a Ota.

Anónimo disse...

Viva, encontrei este link, onde se podem ver os projectos arquitectonicos para Lisboa, de entre os quais o de Taveira para a malha da Alta de Lisboa entre a QUinta das Conchas e o Aeroporto da Portela...
Vale a pena espreitar:

http://www.lx-projectos.blogspot.com/

Anónimo disse...

De todas as condicionantes que poderão ser colocadas à manutenção do aeroporto de Lisboa em funcionamento, penso que o argumento da falta de segurança (ou risco de perda de vidas humanas) é sem dúvida o mais fraco. Estatisticamente, e independentemente da frieza que uma análise desse tipo comporta, demonstra-se que morrerão certamente muito mais pessoas em desastres de viação na auto-estrada a caminho de um aeroporto ultra-periférico do que como consequência de acidentes aéreos num aeroporto citadino.

Num país pequeno como o nosso, a descentralização dos aeroportos das principais cidades tem como consequência quase directa que se acabe com os vôos regionais - alguem estará disposto a fazer a longa viagem até à Ota para apanhar um avião para o Porto ou para Faro?

Muitas cidades europeias, em países muito mais ricos e evoluidos do que o nosso, como Paris, Londres, Milão, etc, etc. têm um aeroporto dentro da cidade, de que tiram grandes vantagens (turisticas e económicas) porque criam nessas zonas interfaces de transportes (ligações de metro, de comboio para a periferia, autocarros, etc.), o que espantosamente nunca sucedeu em Lisboa (só agora se está a iniciar a extensão do metro ao aeroporto, com ligação à gare do oriente), ou seja, andámos uma série de tempo com as desvantagens às costas sem tirar partido das possíveis vantagens...

Relativamente à Alta de Lisboa, independentemente do que possa vir a suceder, penso que a proximidade ao aeroporto já teve uma grande virtude: a limitação da altura dos edifícios por causa dos tectos aéreos, que possibilita que mesmo assim, na maior parte do território, não existam torres desproporcionadas e impeditivas de uma vivência mais "terra-a-terra" de cada bairro.

Anónimo disse...

Caríssimos,

Em relação ao tema em debate,alerto para q tenham atenção, não vá o "cromo" q vos acusou de serem apoiantes do Zé e da Roseta voltar ao ataque desta vez a acusá-los de apoiantes do Costa :))).

Falando mais a sério: de acordo com uma amiga funcionária do INAC e simultaneamente moradora na Alta, em nenhuma situação a nossa zona faz parte das rotas dos aviões, pelo q o risco de um avião nos cair em cima é muito reduzida (excepção feita se o Sr. Bin Laden entender atacar-nos..!! sim nós, pq não?? moradores da antiga Musga, actual Alta de Lx, são a personificação dos inimigos do Islão :)))

Em relação à opinião da Joana, discordo q a localização do novo aeroporto seja indiferente, não só pelos custos envolvidos em cada um das propostas, como tb da distância, uma vez q a Ota fica a mais de60 km de Lx e não estou a ver espaço para a construção de uma linha de caminhos de ferro dedicada a esse fim, não só pelos custos, como da inexistência de espaço para a sua cobnstrução.

Por último, julgo q a entrada em força do Sr. Ho na SGAL não foi inocente....uma vez q desde há muitos anos é uma figura muito envolvida com todo o aparelho do PS. Não me admirava nada q tivesse obtido informações internas de q a Portela ia ser desactivada...estão a imaginar o q seria o Sr. Ho com terrenos da Alta expandidos até à Portela ???? €€€€€

Joana disse...

Eu não acho q a localização Ota ou Alcochete seja indiferente, se estivermos só a discutir o aeroporto. Acho é que é indiferente para quem tem os seus interesses no potencial imobiliário da Portela. Acho que aí é que está o "dinheiro grande" (tradução literal). E nesse aspecto tanto faz a nova localização desde q não seja Portela + 1.

Pedro disse...

Viva, debate!!!
Sim senhor até posso acreditar que existe quem tenha apetite pelos terrenos da Portela para imobiliário mas... construir habitação para vender a quem?
Não sei se repararam que a população está a decrescer e cada vez é mais difícil escoar a construção nova. Não repararam ainda no abrandamento de construção na Alta e nos fogos que ainda há por vender?

Anónimo disse...

quem faz estas negociatas não é para amanhã

o aeroporto só sairá dali daqui a uns 10/20 anos

e depois constroi-se quando for conveniente...

quando a alta começou os apartamentos vendiam-se como rebuçados, e esses tempos voltarão

aos juros altos e os ordenados baixos outros tempos se seguirão

e é aí que os especuladores "atacam"

Arnaldo Santos disse...

Sou a favor de duplicar a pista da Portela, realojando os moradores da Alta de Lisboa

Anónimo disse...

Ora vejam lá o que anda a SAGAL a dizer: É BARATO!, mas vai ser adiada a alta de lx...:

«Fruto de uma parceria entre a Câmara de Lisboa, detentora de grande parte dos terrenos, e uma empresa privada constituída para o efeito, a Sociedade Gestora do Alto do Lumiar (SGAL), a Alta de Lisboa pertence em grande parte ao magnata macaense do jogo Stanley Ho. Outro dos sócios é a construtora A. Silva & Silva. Em troca da entrega faseada dos terrenos camarários a custos baixos, esta sociedade escolhida pela autarquia através de concurso comprometeu-se a urbanizar 80 por cento dos terrenos livres das freguesias do Lumiar e da Charneca. Isto incluía não só os prédios, como os equipamentos necessários - escolas, centros de saúde e equipamentos desportivos, por exemplo - e respectivos arruamentos.



O director financeiro da SGAL, Neil Walker, explica que, para que tudo ficasse pronto em 2015 a empresa teria de vender 700 casas por ano. Mas há cinco anos que a procura está muito aquém deste patamar: em 2002 só foram vendidos cem apartamentos, no ano passado apenas 215 e de Janeiro até agora 80. A sociedade diz ter neste momento 600 unidades para vender, 370 das quais em construção.



Os preços são aliciantes: há T1 a partir dos 125 mil euros. "São próximos dos que se praticam na Amadora", explica o presidente da Unidade de Projecto da Alta do Lumiar, que é o serviço camarário que fiscaliza o cumprimento do plano de urbanização aprovado pela autarquia. "Até Odivelas tem preços mais altos desde que lá chegou o metro", salienta Neil Walker.»

in http://malha201.blogspot.com/2005/09/sgal-actualiza-site.html

Anónimo disse...

construir na Portel dava um novo impulso à Alta, já imaginaram as vistas sobre o mar da palha?...gosto do aeroporto perto de casa, mas se calhar a zona ganhava em consistência - como a Expo...

Anónimo disse...

Pedro,

Construissem na Portela uns condomínios de luxo e ia ver se aquilo não se vendiam que nem rebuçados...

Arnaldo,

Então depois de alojarem milhares de pessoas no PER e de simultaneamente criarem a Alta (uma área de 300 ha) é que se ia demolir tudo para expandir o aeroporto, estamos no Ruanda , ou quê ? e se o tráfego daqui a 40 anos crescer ainda mais manda-se demolir o quê ? o Campo Grande? Alvalade ? Confesso que deveria ser engraçado aterrar na Av. da Liberdade para seguir a pé até ao Chiado, mas por favor não nos faça rir...estamos a falar de assuntos sérios.
Lisboa nunca teve um acidente de aviação a sério pois caso isso já se tivesse verificado não existiriam tantos apoiantes da manutenção da Portela. Pq. é q ninguém fala desses riscos de acidente, da poluição e do ruído causado por um aeroporto dentro da cidade ?? vai ser necessário acontecer uma desgraça idêntica à de SP, ou mesmo às duas de Madrid para os nossos políticos virem dizer q sempre defenderam a saída da Portela ???

Em relação à entrevista com o D. Financeiro da SGAL, mna minha opinião o grande problema da SGAL é que está a demorar demasiado tempo a lançar mais condomínios de luxo idênticos ao das Conchas, pois seria sucesso garantido e catapultaria as vends nos outros segmentos..

Arnaldo Santos disse...

Anónimo das 11H27:
Como sempre, quem "manda bocas" assina como anónimo, o que é ilucidativo.
Uma eventual 3ª pista na Portela seria possível realojando o Prior Velho, Sacavém e Apelação.
Seria uma pista com orientação Este Oeste.

ASilva disse...

Caro Arnaldo,

O meu nome é irrelevante uma vez que estamos a discutir ideias para a cidade, mas se lhe facilita a vida pode tratar-me por Silva (como o nosso presidente:)
Fico muito mais tranquilo com a sua sugestão, afinal bastava "só" realojar o Prior Velho, Sacavém e a Apelação, nada de mais... já agora, a urbanização da Portela e a ponte Vasco da Gama tb. tinham q ser deslocalizadas, ou estão bem ali ??? se verificar, nos outros países que tiveram de criar novos aeroportos, a estratégia não foi mantê-los nos centros das cidades, deslocalizando os moradores para os subúrbios... aliás estou certo q o novo aeroporto q se prevê venha a ser construído em SP (foi anunciado pelo presidente Lula no seu recente discurso) não será certamente construído em plena Avenida Paulista (ok, segundo a sua teoria bastava para o efeito demolir meia dúzia de torres de escritórios, mas digamos q não era muito racional:)). Para mim o objectivo é retirar o aeroporto do centro da cidade(não o colocando obviamente a 60 km de distância, como no caso da Ota), eliminando dessa forma o impacto ambiental ao nível da poluição atmosférica, de ruído e dos riscos de um grave acidente. Para si o objectivo é ter um aeroporto eternamente no centro da cidade, custe o q custar, doa a quem doer !!! são concepções diferentes para a cidade...e reforço a minha teoria: para si far-se-iam eternamente tantos alargamentos à Portela qtos. os necessários, até q Lisboa fosse só Portela e tudo resto fosse periferia ....

Ana B. disse...

Pedro,
Tenho estado à espera que alguém comente o que era "ir ver os aviões" há uns anos atrás, no tempo das Musgueiras. Tive oportunidade de conhecer quem fizesse esse ritual quase diariamente e também eu fui, mais do que uma vez, ver os aviões junto à rede do aeroporto.

Não era só nas Calvanas. Era em vários locais, também junto à Charneca, entre a Santos e Castro e a dita rede de delimitação do aeroporto.

Era um lugar curioso, onde havia de tudo um pouco. Os que ficavam dentro do carro, tipo drive-in, a observar os aparelhos a descolar ou a aterrar; os que saíam do carro e com as mãos penduradas na rede ficavam horas a imaginar a viagem que tanto ansiavam e que provavelmente nunca fariam; os que namoravam sob uma noite estrelada; os namorados que discutiam violentamente dentro do carro e passavam horas naquilo; os que bebiam cervejas e comemoravam alguma coisa; os que tinham conversas profundas e profícuas; os que simplesmente ali estavam... como que anestesiados... a pensar na vida.

As lembranças que tenho são estas. Um quadro humanizado, diversificado, nunca solitário embora com muita solidão a marcar presença.

Agora que me fizeste pensar nisso, acho que era isso mesmo: uma escapatória, um cantinho privado, que contrastava com um bairro denso e com pouca privacidade. Uma janela para o mundo onde, no imaginário, tudo era possível.

Pedro disse...

:-)))
Faz um bom par com o quadro que tenho na memória dos tempos em que era permitido ir beber um café ao terraço do aeroporto da Portela!
Há qualquer coisa de evocativo na levantar e aterrar dos aviões, como bem disseste, principalmente para quem traz nos genes esse desejo de partida tão intrínseco dos portugueses. Outros mundos, os nossos sonhos, ou só a possibilidade de outra vida.
Obrigado pela partilha.

a passarola disse...

Construir um novo aeroporto?

Com que dinheiro?

Conhecem melhor aeroporto que o Tejo?

E os hidroaviões para que servem?

Ou melhor os aviões híbridos para que servem?