terça-feira, 12 de agosto de 2008

A propósito da ocupação do espaço público

Há uns tempos levantaram-se vozes contra a ocupação de espaços públicos por empresas.

Agora, esta notícia do Expresso, dá conta das normas de segurança impostas pela presença da embaixada de Israel que transformaram uma rua do centro de Lisboa num check-point.

Pergunta óbvia: e mudarem a embaixada para um bunk...er...vivenda, longe de zonas residenciais?

5 comentários:

Tiago disse...

Qual será a contrapartida desta anexação do território português pelo Estado de Israel? Irá finalmente ser dado uso à SuperEsquadra do Alto do Lumiar para o fim que foi criada, mas com agentes da Mossad?

Anónimo disse...

Aquele local tem uma história trágica associada dado que nos anos 70, depois do 25/04 houve um forte atentado ao Embaixador de Israel, onde o guarda-costas da PSP faleceu e o motorista levou uma rajada de 14 tiros no peito.
Salvou-se o Embaixador devido ao facto do motorista ter conseguido, depois de ter aqueles tiros todos, acelerar o carro para sair dali até à Rua a seguir, onde uma pessoa que vinha a passar ao ver aquele cenário teve um ataque cardíaco.
Entre os terroristas, porque esse é o nome dessa gente, contava-se uma mulher e nunca foram apanhados.
As medidas de segurança justificam-se porque o Estado de Israel luta desigualmente contra os cobardes que matam inocentes.
Nesses anos tambem Yasser Arafat veio a Lisboa e como lider terrorista - opositor e organizador do terrorismo contra o Estado de Israel - foi autorizado a andar de pistola à cintura.
A Mossad não o neutralizou aqui apenas por respeito a Portugal.
Portugal assume por vezes posições incompreensíveis.
Realmente,os serviços dessa Embaixada de Israel não deveriam nunca estar ali,quer pelo perigo para eles, quer para a população próxima.
E neste caso a palavra perigo assume a sua interpretação maior.
Mas se a CML autorizou, está autorizado, certamente estudaram a situação e em face do histórico decidiram que esta era a melhor opção.
A CML apenas faz o que é melhor para a população(pelo menos é o que tenho ouvido dizer).
Curiosamente não é o que tenho observado.

Anónimo disse...

Corroboro... aliás só o monsieur Soares e a sua pandilha é q recebiam de braços abertos esses terroristas aquiem Portugal, o q levou a Mossad a eliminar o Sartawi na reunião da Internacional Socialista, em Montechoro... A nossa desgraça como país já vem de longe mas sem dúvida que esses senhores e em particular no passado mais recente o Engº Tonecas completaram as condições conjunturais para o abismo ...

Pedro disse...

Em Portugal, penso que é do conhecimento público, somos todos iguais perante a lei... uns são mais iguais do que os outros, mas isso é pormenor.

Quanto às acusações de "terrorismo", dependem claramente de quem as emana: todos os "heróis" (e as aspas servem apenas para indicar que é um título, não um adjectivo, sem exprimir qualquer tipo de opinião) de Israel foram "terroristas" nas palavras do Exército Britânico que deles sofreram emboscadas, atentados e assassinatos. Só para dar um exemplo: Menahem Begin foi um dos "criminosos" mais procurados pelos Britãnicos e, 40 anos depois, foi recebido com todas as honras devidas a um primeiro-ministro de um país soberano. Tal como Arafat. Ambos os lados lutam por convicções e em nome da sua "pátria", usando as armas que têm disponíveis.

E, Steed, concordo contigo. Se existe perigo público, a CML/Estado Português deveriam discutir um espaço alternativo para a localização da embaixada, onde os cidadãos ficassem menos expostos. Os EUA mudaram a sua há uns anos para um sítio mais resguardado, onde a segurança pode trabalhar à vontade sem transformar cada passante - cidadão de pleno direito - num incomodado suspeito (pela minha experiência pessoal: quando visito amigos que vivem na rua da embaixada israelita, tenho sempre a sensação de que, se fizer um gesto brusco, me vão cair 3 mossads em cima (então se fôr depois de férias na praia...)).

Privatizar uma rua - a qual, sendo espaço público, não o poderia ser por natureza - é mais um pauzinho na engrenagem da relação entre o poder e o cidadão. Nem o nosso presidente, apesar da proibição de voos por questões de segurança, à volta da sua casa de férias chegou tão longe.

Mr. Steed disse...

A Mossad eliminou o Sartawi? Pensava que tinha sido obra de um tipo chamado Yousef Al-Awadi a soldo da Abu Nidal.