sábado, 10 de maio de 2008

O que nós somos e o que somos nós?

"Portugal é o único país do Ocidente que espera do Estado a sua salvação. A política não criou um português diferente, como tanta gente (boa ou má) sonhou: um português tolerante, democrático, solidário, com autonomia e iniciativa. A política mascarou o português que por aí anda com alguns sinais de civilização." (Vasco Pulido Valente, in Público, 09-05-2008)

Pois bem: o que somos nós e em que nos tornámos?

Continuamos bovinamente à espera que a CML inverta posições só porque qual senhora de Fátima ou aparição teológica outra, lhe desceu a Luz da Verdade sobre os ombros e lhe fez ver o caminho?

Continuamos a protestar apenas e quando o buraco da nossa rua alastra o suficiente para pôr em perigo a suspensão do nosso carro comprado a crédito?

Resmungamos com a falta de maneiras ou de civilidade dos vizinhos oriundos dos PER sem por um momento pensarmos em estabelecer pontes e, activamente, contribuirmos para uma integração que melhoraria drasticamente essa civilidade?

Esperamos resignados que o País mude sem que, para isso, seja preciso nós mudarmos primeiro?

Elegemos a política como o primeiro de todos os males sem, por um momento, nos interrogarmos que podemos ser nós a mudar a política, que a política é função do bem-estar dos cidadãos, causa última e única para a sua existência?

Ruminamos ou actuamos?

Agimos ou reagimos?

Depreciamos ou apreciamos?

Calamo-nos ou exercemos o nosso direito à indignação, o nosso direito à intervenção, o nosso direito a tomarmos nas nossas mãos o nosso destino?

16 comentários:

Vítor disse...

Avançamos! Vou repetir o meu comentário ao último blogue:
"Julgo que a maior parte dos leitores deste blogue já estão cientes das causas para os problemas da Alta. Está tudo muito bem analisado. Se calhar o que falta agora é trazer as câmaras (da TV) para esta zona da cidade. Há algum tempo o Tiago deixou várias mensagens a volta da necessidade de acção, dando a entender que medidas concretas seriam iniciadas. Quando?
Vamos esperar mais 6 ou + x anos?
O medo que as nossas vozes dissonantes possam desvalorizar os nossos queridos investimentos ainda fará sentido? Haverá muito mais a perder? Que eu saiba foram feitas promessas e criaram-nos expectativas que nos levaram a sermos os primeiros a investir nesta zona da cidade. Se a Musgueira virou Alta foi graças a todos nós. Mas, o policiamento é feito pelos seguranças dos prédios. As necessidades de creches são preenchidas com a iniciativa privada. E para tudo o resto somos obrigados a procurar a solução fora de qualquer oferta camarária ou da SGAL. Ser-se jovem e pertencer à classe média apenas acarreta obrigações nesta cidade? Não há quaisquer direitos? Com tudo parado (empreendimentos, infra-estruturas, etc.), vale a pena ainda esperar? Haverá autarca lisboeta que, sem maioria à vista, queira desperdiçar 20000 votos??? Se calhar com eleições à vista é agora ou…. então daqui a +10 anos! Já sei!!!! Quando o aeroporto sair!!! Mas daqui até lá a minha filha já terá 18 anos. Queria melhor para ela..."

Tiago disse...

Leitor Vítor,

Procurei em vão o seu nome nos comentários aos posts que referiu, os tais que incitavam os moradores, instituições, associações e moviemntos cívicos da zona a juntar-se para actuar contra a passividade da CML e SGAL. O encontro de todos os que se associaram será anunciado esta semana. Ainda há tempo para mais se juntarem. Daqueles com vontade de fazer as coisas em vez de mandar os outros fazer. Está connosco?

Vítor disse...

desde há 2 semanas que conheci o blogue, comentei 3 vezes. Mas esta é uma conversa esteril. Só enfada. No que diz respeito a contar comigo. Obviamente q sim.

Anónimo disse...

4.5.08
10:25 (JPP)

DESEMPREGO



Pelo meu intratável e malévolo esquerdismo genético, que evidentemente nos ex-esquerdistas é considerado um defeito de carácter (nos direitistas, antigos fascistas ou "situacionistas", pelos vistos não é, porque ninguém os acusa de estarem presos psicologicamente ao seu passado, bem pelo contrário podem ser democratas sem mancha e sem memória), sempre insisti nas campanhas eleitorais em que participei em visitar as fábricas, em encontrar os trabalhadores "à saída das fábricas" e em escapar ao interminável percurso pelas "instituições de solidariedade social", ou seja, lares de idosos cujo director era dos "nossos".

Poucas coisas mais deprimentes aconteciam do que ouvir um zeloso director a falar com uma velhinha - "sabe que a Mariazinha tem noventa e cinco anos e ainda canta, canta aqui ao senhor deputado, canta" - e desejar veemente que a terra se me abrisse à frente e enviasse a senhora Maria para o Céu, onde certamente está, e a mim para o Inferno, porque entre as suas piores penas não está assistir à humilhação alheia, de quem já não tem defesa do seu querer. Talvez a senhora Maria gostasse daquela última atenção e seja eu que esteja enganado, mas é por essas e por outras que abomino o populismo e não sirvo para certas coisas.

Voltemos à "saída das fábricas", lugar que se tornou maldito depois do dr. Menezes dizer que aí estaria em permanência. Nessas campanhas eleitorais passei por várias grandes fábricas, não só em dimensão como no número de trabalhadores que, já na altura, não abundavam no país, cuja desindustrialização fizera desaparecer muitas que a nossa sempre débil industrialização tinha feito. Todas essas fábricas, todas sem excepção, desapareceram nos últimos dez anos. Em tão poucos sítios é possível ver a história a fazer-se como se fosse um filme acelerado. Estava lá ontem, hoje já não está.

Eu, que sou portuense, sabia que poucas coisas se abatem mais rapidamente do que as grandes fábricas. No Porto, tudo o que era amplo espaço urbanizável nas décadas de setenta e oitenta estava no lugar vazio de uma grande fábrica, quase sempre têxtil, e as novas urbanizações para a classe média alta tinham o nome das fábricas como a William Graham na Avenida da Boavista. (ver foto) Desaparecidas as fábricas têxteis de Salgueiros, da Torrinha, das Sedas, para além das fábricas de fósforos e de cerveja, a cidade substituía as imensas construções fabris por apartamentos. Num artigo do Expresso, um dos primeiros escritos em Portugal sobre a salvaguarda do património industrial, ainda tentei que se preservasse alguma coisa da Fábrica de Salgueiros, um exemplar típico da arquitectura industrial então em ruínas, mas o efeito do artigo foi que o que sobrava foi deitado abaixo logo a seguir, não fosse haver alguém que se lembrasse de prestar a atenção à nova (por cá) concepção de arqueologia industrial e dificultasse o caminho aos bulldozers.



Esta semana, com o despedimento de centenas de trabalhadores da Yasaki Saltano de Gaia, recordei-me de outra grande fábrica desaparecida, a Clark"s de Castelo de Paiva, uma daquelas onde estive "à saída da fábrica". Por muito boa vontade que se tivesse em fazer política, distribuir uns papéis, falar com pessoas, na "saída das fábricas", a Clark"s era um sítio péssimo para o fazer. A saída era espectacular, mas muito, muito, rápida. Nos breves momentos que durava, um mar de raparigas, mulheres jovens e na meia-idade, o maior número de gaspeadeiras que alguma vez vi na vida, saía como uma mola das portas interiores e corria, literalmente corria, para os portões e desaparecia pelas ruas e caminhos, em motocicletas, algumas em carros. Dez minutos depois, não havia ninguém e os papéis dados à pressa no meio daquelas almas fugidias desapareciam com elas tão depressa como a noite se punha.

A corrida tinha uma razão de ser, iam para casa o mais cedo possível cuidar dos filhos e do marido, cuidar da casa, não tinham tempo a perder com políticas. Como na Yasaki Saltano, a maioria dos trabalhadores são trabalhadoras, mulheres, muitas bastante jovens, muitas com poucas qualificações e que abandonaram a escola antes do tempo, a face visível do "insucesso" e do "abandono escolar", para irem trabalhar e constituir família numa idade em que os mais abastados ainda se arrastam pelo 12.º ano ou pelos primeiros anos da universidade e vivem em casa dos pais. A atracção do emprego e da família, da "sua" família, marido e filhos, não é apenas motivada pela necessidade económica, mas sim pela procura de autonomia, de uma vida própria na teia demasiado densa das famílias ainda próximas da ruralidade. Castelo de Paiva não é propriamente o centro do mundo urbano e Gaia ainda tem muitas aldeias.

O desemprego é devastador para todos, mas é-o mais para estas mulheres jovens e de meia-idade. Não é apenas a sua condição económica, a sua condição de vida que é afectada, é também a sua autonomia como mulheres, a sua capacidade de terem no salário e no emprego uma vida e uma dignidade próprias como mulheres, num mundo em que esta afirmação ainda é crucial. Recebida a notificação do desemprego, passado o período da agitação, as notícias e contranotícias de que pode haver um plano de integração na fábrica ao lado, ou a cinquenta quilómetros dali, que pode haver um supermercado que as aceite prioritariamente, que a câmara vai cuidar delas, que os sindicatos vão obter uma melhor indemnização, etc., etc., chega uma altura em que acabou. Acabou mesmo, está desempregada.

Nesse momento, em que o dinheiro que se levava para casa começa a faltar, a mulher começa a fazer contas e a cortar nas despesas. E não corta no pão, no infantário, na luz, na casa, no telemóvel - há-de vir a cortar - corta nas suas despesas, nas despesas consigo. Vai menos vezes ao cabeleireiro, arranja-se menos, compra menos roupa, tudo coisas que parecem fúteis para quem tem tudo, mas que representam um caminho para uma menor auto-estima, um desleixo que pode vir a crescer com os anos, se passar definitivamente de operária a dona de casa. É um caminho invisível, um passo atrás em que ninguém repara a não ser as próprias.

Elas sabem o que é não ter emprego, ou ter que mudar para outro emprego menos qualificado, mais solitário, mais dependente, socialmente menos reconhecido. Elas sabem que podem fazer menos coisas sozinhas, com o seu dinheiro, sem prestar contas a ninguém. Elas sabem o que significa ficar mais dependente do marido ou dos pais, ter menos esperança para os filhos, desistir de coisas que achava até então possíveis: umas férias baratas no Algarve, um carro melhor, mais visitas às lojas do Arrábida Shopping, não para ver as montras, mas para entrar lá dentro e comprar aquela roupa para o "bebé", ou aquela blusa. E sabem que saem menos e vêem mais televisão.

O desemprego pode suscitar mil e uma discussões teóricas, e ser inevitável como "destruição criadora", como "reconversão" da nossa economia, como efeito de políticas erradas que assentam na ilusão de um "modelo social europeu" insustentável face à natalidade e à globalização, tudo isso. Também eu penso que a deslocalização das fábricas é inevitável e que muito tecido industrial que temos não resiste à realidade da economia actual e que, com a nossa baixa qualificação da mão-de-obra, não temos a plasticidade para encontrar alternativas que tornem "criadora" a "destruição" schumpeteriana. A trabalhadora da Yasaki Saltano que disse que ia aproveitar a "oportunidade" para completar o 12.º ano tem toda a razão e aponta o caminho, mas nem por isso deixa de ter todas as dificuldades e não é certo que possa vir a poder utilizar as suas novas qualificações.

Mas nem por não se ter qualquer solução a curto prazo, a sociedade, nós todos, devemos deixar de olhar para cada um destes desempregos colectivos de mulheres sem a preocupação de vermos e sentirmos a devastação que ele tem por trás, o atraso social que isto significa para Portugal. Estas mulheres não vão educar os seus filhos da mesma maneira, vão reproduzir melhor o Portugal antigo do que preparar o novo. Elas sentem que falharam, tinham algumas ilusões que perderam. Mas nós falhamos mais se não temos a consciência de fazer alguma coisa. Porque se pode, na acção cívica, no voluntariado, no mundo empresarial, na política, fazer muita coisa por estas mulheres. O que é preciso é vê-las e à sua condição e não as cobrir com o manto diáfano da inevitabilidade. A começar pelo Governo, que mais uma vez se vai voltar para o betão e não para as pessoas.

(Versão do Público, de 3 de Maio de 2008.)

Anónimo disse...

Curiosamente falei há dias na Acção Popular e ninguém dos habituais comentadores fez qualquer tipo de comentário a uma arma que se antevê para o caso vertente, de um enorme poder.
E quando isto acontece, desconfio dos propósitos das forças em presença e das suas verdadeiras intenções.
Numa guerra, contam-se as armas todas e nenhuma fica de fora até à elaboração da forma a dar à guerra.

Por isso acho estranha a postura dos ofendidos.

Se estivesse do lado dos ofensores estaria relativamente tranquilo.

Relembrando o que escrevi:

A Lei 83/95, de 31/08 ( http://www.dre.pt/pdf1sdip/1995/08/201a00/54645467.PDF)regulamenta o Direito de Acção Popular enunciado na Constituição da República Portuguesa (artº52º,nº3 da C.R.P.) e que é um instrumento essencial de concretização da democracia participativa.
Penso que seja uma solução a integrar em contexto de apreciação para a tentativa de resolução deste problema já que parece haver "excesso de inteligência" ao atirarem-se para a frente e logo na 1ª abordagem as cláusulas de rescisão.
Isso não é bem assim e revela isso mesmo e apenas, só esperteza.
Esquecem-se os direitos das pessoas e isso começa por ser muitissimo grave.
Há que analisar à luz do direito vigente a legitimidade dessas fantásticas e tão bem sabidas cláusulas rescisórias.

Domingo, 20 de Abril de 2008 12H39m WEST
_________

Quanto atribuimos a assuntos desta importância termos aplicáveis aos bovinos como "ruminamos"( percebendo agora porque a Lei e a Constituição não podem ser entendidas ), pela falta de estilo, diria que, ou se aperfeiçoam as formas do discurso ou o destino parece estar à partida traçado.

Assim não.

Anónimo disse...

AVANTE CAMARADA AVANTE
TODOS JUNTOS
VENCEREMOS!!!!

AVANTE CAMARADA AVANTE!!!
CONTRA TUDO LUTAREMOS!!!

Anónimo disse...

Com que então o futuro da Alta de Lisboa está na mãos dos moradores. Acho isso simplesmente aberrante.

Mas então a SGAL é uma coitadinha? Então a SGAL não têm um lobbie suficientemente forte que lhe permitar inverter a ordem das coisas?. Então o Stanley Ho não pode perder uma meia hora por semana do seu precioso tempo para defender o seu investimento nesta zona?

De qualquer forma concordo que os moradores se devam organizar e unir, pois a SGAL não está com unhas para tocar esta guitarra.

Tiago disse...

Ai, que confortável é mantermo-nos no lado escuro da cidadania, sugerindo aos outros que façam o que nós não temos capacidade de fazer.

Compreendo que algumas pessoas tenham ideias que considerem válidas as atirem para o ar à espera que alguém as aproveite. Mas lutar por alguma coisa talvez seja um bocadinho mais do que isso. Porque se fazer só isso é compreensível, já não o é depois lamentar que ninguém tenha aproveitado as ideias.

Anónimo disse...

Quando não nos agrada a critica somos inseridos no "lado escuro da cidadania"?
A cidadania não tem lados escuros.Voçê é que acaba de os criar, a meu ver bastante mal.
Não estou mesmo nada de acordo com o seu comentário, lembrou-me um termo usado há uns anos - déficit democrático.

Anónimo disse...

E se nao concordarmos com as accoes dos outros?
E se naturalmente e democraticamente nao estivermos ao lado de quem grita AVANTE CAMARADA AVANTE?

Anónimo disse...

É livre de o fazer e mesmo que eventualmente não partilhe da sua ideologia, caro cantor do AVANTE CAMARADA AVANTE, tudo farei para que possa continuar a ter o direito de o fazer, porque isso só acontece em Democracia e é imprescindível que continuemos a viver nela.
Afine a voz e cante portanto.

Anónimo disse...

AVANTE CAMARADA AVANTE
TODOS JUNTOS
VENCEREMOS!!!!

AVANTE CAMARADA AVANTE!!!
CONTRA TUDO LUTAREMOS!!!AVANTE CAMARADA AVANTE
TODOS JUNTOS
VENCEREMOS!!!!

AVANTE CAMARADA AVANTE!!!
CONTRA TUDO LUTAREMOS!!!AVANTE CAMARADA AVANTE
TODOS JUNTOS
VENCEREMOS!!!!

AVANTE CAMARADA AVANTE!!!
CONTRA TUDO LUTAREMOS!!!AVANTE CAMARADA AVANTE
TODOS JUNTOS
VENCEREMOS!!!!

AVANTE CAMARADA AVANTE!!!
CONTRA TUDO LUTAREMOS!!!AVANTE CAMARADA AVANTE
TODOS JUNTOS
VENCEREMOS!!!!

AVANTE CAMARADA AVANTE!!!
CONTRA TUDO LUTAREMOS!!!AVANTE CAMARADA AVANTE
TODOS JUNTOS
VENCEREMOS!!!!

AVANTE CAMARADA AVANTE!!!
CONTRA TUDO LUTAREMOS!!!

já está mais afinado??!!

Anónimo disse...

Está melhorzinho,pode melhorar entretanto e até vir a cantar no proximo encontro da zona.

http://www.marxists.org/history/ussr/sounds/lyrics/anthem.htm

Ana B. disse...

Independentemente da animada troca de galhardetes que assistimos aqui, é bom constatar que nenhum dos comentadores que me antecedem está disposto a assistir de camarote ao fracasso da Alta e não prescinde do seu direito à indignação de que falava o Pedro. Pode haver diferenças na forma de o fazer, mas por isso se torna tão importante elencar e partilhar todas as opções.

Quanto ao direito de Acção Popular, não me lembro de alguém o ter posto de lado à partida. É um direito constitucional pouco conhecido ou, pelo menos, pouco exercido, por falta de regulamentação até há poucos anos atrás. Seria bom que todos pudessemos ter um maior conhecimento sobre este e outros instrumentos para que possam efectivamente constituir opções. Talvez quem se lembrou dele possa dar mais esse contributo. Não me parecem legítimas as outras ilações que tira. Nós por aqui, gostamos de suscitar a discussão e ouvir o que todos têm para dizer. Gostamos de contar com todos.

Anónimo disse...

Bom dia.
AS pessoas que vieram para aqui viver fizeram-no convictas de que a SGAL e a CML iriam honrar os seus compromissos. Era suposto as instituições não mudarem de opinião e não rasgarem ou boicotarem compromissos assumidos.
Desde quando é que começaram a poder fazê-lo? E os munícipes não podem? Temos que assistir impávidos e serenos à CML criar um monstruoso buraco financeiro com a EXPO, do qual levará 50 anos para sair, e, não contente com isso, pagar os estádios do Benfica e do Sporting? E o IMI a aumentar?

Proponho que saiam da reunião de moradores duas resoluções:

1 - Pôr um processo à CML por gestão danosa do NOSSO dinheiro (O Dr. Sá Fernandes já não deve estar disponível para isso, pois não?)

2 - Cautelarmente, suspender a partir de Outubro o pagamento de IMI (que , como alguém disse, é muito superior ao pago na Av. de Roma. Porquê?).


Parecendo que não, estas duas coisas são possíveis de fazer, desde que sejamos muitos e firmes.

Este é um assunto muito sério, na medida do possível contenham a troca de galhardetes e os assuntos que se desviam do essencial.

Um abraço a todos.

Pedroo disse...

Não liguem a essa carpideira do VPV. Ele e outros "intelectuais" têm uma acção bastante maléfica ao conseguirem convencer muita gente de que coisas como o "espírito colectivo", etc. dos portugueses, existem. Balelas.