sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Mais um caso de um ataque "surpreendente" de um cão de raça Rottweiler, desta vez uma criança de 20 meses, sobrinha do dono do cão. Vale a pena ler a peça, no DN; encerra em si a repetição do estúpido argumento tantas vezes usado pelos donos de cães de raças perigosas: serem dóceis ou agressivos depende apenas da educação. Mas este, pelos vistos, não gostou que lhe mudassem os hábitos:

"A minha mãe levou a Eva ao colo até à viatura, a pouco mais de 20 metros da casa, e colocou-a no chão para ajeitar a cadeirinha. A miúda começou a chorar e foi nessa altura que o cão se aproximou dela, cheirou-a e atacou-a subitamente", relatou o tio da Eva, sublinhando que "foi tudo horrível, um verdadeiro filme de terror, com a minha mãe a tentar desesperadamente afastar o Apolo da menina, deitando-se por cima dela para a proteger". André estava em casa e assim que ouviu os gritos correu imediatamente em direcção ao carro, tendo conseguido afastar o cão, o qual, "repentinamente, ficou dócil como sempre foi. Não sei o que terá acontecido", relatou, argumentando que "o comportamento do animal pode ter a ver com o facto de ele saber que é preso sempre que a minha sobrinha sai à rua". [...]

De acordo com André Fernandes, a menina, que vive com o pai (separado da mãe) na moradia dos avós paternos, "nunca sai à rua com os cães soltos". "Temos sempre essa preocupação", garantiu, contando que, ontem, "por azar", o carro da sua mãe, Aurélia, de 50 anos, (que ficou em estado de choque), não estava estacionado, como habitualmente, em frente à porta de casa.


Este é só mais um caso, entre tantos. Para quando a proibição total para cães de raça perigosa? O que interessa à vítimas que o comportamento agressivo do cão tenha sido pontual, surpreendente, nunca antes manifestado, se, mesmo assim, só isso bastou para a levar à mutilação, desfiguração ou mesmo morte?

49 comentários:

Anónimo disse...

espero que nao haja nenhum destes animais, nos jsb.

Meow disse...

Antes de mais devem ser os pais a perceber que a presença de um animal perto da criança é uma situação perigosa.

Anónimo disse...

meow
desculpa
mas nao creio que o crime seja cometido aqui pelos pais ou as criancas.
o crime e da responsabilidade do cao e do seu dono.
O cao deve andar sempre de trela em zonas publicas e/ou comunitarias.
obviamente que o cao pode sempre se soltar. Nunca entro num elevador com um cao, mesmo com trela. Se posso mudo de passeio. E se nao posso, ponho-me sempre entre o cao e os meus filhos.
Nunca deixo nenhum se aproximar e aviso sempre o dono do cao que nao gosto de caes e que podem ser "cute" mas nao perto dos meus filhos.
Claro que me chamam nomes e me dao no minimo olhares reprovadores. mas e assim a minha vida depois de ter sido atacada por um cao de caca em Portugal quando tinha 6 anos!

Anónimo disse...

embora a comparacao seja idiota
o comentario da meaw relembra-me uns comentarios em que se dizia que a culpa da mulheres serem violadas era estas andarem de mini-saia!

Tiago disse...

E o que dizer dos casos, já acontecidos, das crianças que vão pela mão dos pais, e se cruzam com um Rottweiler que vai pela mão do dono, e são atacadas mais uma vez "surpreendentemente"?

Ou dos cães que fogem dos donos e andam pelas ruas até que, contra todas as expectativas, até porque sempre foram cães dóceis até ao momento, atacam uma vítima indefesa?

O que se alega nestes casos? O cão não estava à espera de ver um semáforo a passar do verde para o vermelho e irritou-se? Viu um grilo passar na rua e ficou descontrolado, desfazendo a primeira pessoa que pode abocanhar? Aqui o problema é do semáforo e do grilo, como no caso da criança de 20 meses o problema foi o carro estar estacionado num local diferente do habitual?

Será que também posso ter um tigre em casa, domesticado numa excelsa escola de treino na Suiça, e levá-lo a passear à rua?

Alexa disse...

Lamento muito o que sucedeu... mas a proibição total da existência destes animais não é uma solução para o que se tem vindo a passar em Portugal e noutros países.
Terá o Homem assim um ascendente tão superior relativamente às outras espécies para proibir a existência das mesmas? Ou será que não foi por acção directa do próprio Homem que essas outras espécies se transformaram no que são hoje?
Basta ver o exemplo das deturpações genéticas que são efectuadas nos cães usados para lutas.

Não sou dona de nenhum cão perigoso, nem de nenhum outro tipo de cão (apenas tenho gatos), mas digo e repito o suposto "estúpido argumento tantas vezes usado pelos donos de cães de raças perigosas": o comportamento destes animais depende, na grande maioria dos casos (salvo excepções genéticas conhecidas), da educação que os seus donos lhes dão.
Na zona onde moro reside também um ex-funcionário da GNR, que, quando se aposentou, trouxe para viver consigo um rotweiller que com ele trabalhou. Apesar de todos os estereótipos existentes em relação a esta raça de cães e à própria profissão do seu dono, o facto é que neste caso preciso o animal é do mais obediente e inofensivo que existe.

Estes casos de ataques a pessoas são graves, sim... Mas não podemos generalizar tanto com opiniões demasiado radicais, correndo o risco de virmos a erradicar do cima do Terra todos os animais, supostamente, agressivos.

Não será o próprio Homem muito mais agressivo?

Desculpem, mas não podia ficar calada perante o que li.

Tiago disse...

Alexa, eu não estou a propôr o extermínio dos Rottweiler. Estou a dizer que há inúmeros casos de cães, que mesmo treinados e tratados por pessoas de boa índole, têm por vezes comportamentos agressivos nunca antes tidos. O que há que avaliar é se se justifica a licença de posse para cães com um poder tão destruidor como estes.

Porque se pode, então qual é o limite da agressividade e potência destruidora permitida por lei? Há leões e tigres domesticados, mansos, dóceis, habituados à presença humana.

Alexa disse...

Tiago, então devo ter interpretado mal quando disse "Para quando a proibição total para cães de raça perigosa?"...

Tiago disse...

Alexa, tem razão, fui pouco claro. Devia ter dito "Para quando a proibição total para a posse de cães de raça perigosa?". Mas daí a confundir "proibição" com "extermínio"...

Anónimo disse...

"Terá o Homem assim um ascendente tão superior relativamente às outras espécies para proibir a existência das mesmas? Ou será que não foi por acção directa do próprio Homem que essas outras espécies se transformaram no que são hoje?
Basta ver o exemplo das deturpações genéticas que são efectuadas nos cães usados para lutas."

Alexa, absolutamente que sim. Todas as racas caninas foram derivadas a partir do lobo num curto espaco de tempo. Talvez menos de 50000 anos. E muitas foram criadas desde a epoca victoriana, nao por "deturpacoes geneticas" mas pela seleccao natural e artificial (feita pelos homens). E' alias uma interessante questao bilogica, sobre evolucao, como tanta diversidade foi criada em tao curto espaco de tempo, mas isso ja e' desviar do assunto...
Portanto, o "rotweiller" nao e' um legado de Deus ou da Natureza e' uma criacao do Homem. A unica razao que eventualmente nao justifique o seu exterminio e a compaixao que os humanos devem ter por todos os seres vivos (e sobretudo os caes, sem duvida "o melhor amigo do Homem") Mas ha que por as vitimas dos rotweillers no outro prato da balanca...
PD

Alexa disse...

Tiago, nunca falei em extermínio... possivelmente, também, me compreendeu mal.

Está consciente do que implica a "proibição total para a posse de cães de raça perigosa"?
O que se faria, então, com esses cães? Tem medidas/propostas alternativas?

Sabe que, actualmente, já existe um imenso número de animais abandonados no nosso país (incluindo cães de raça perigosa)?

O que sucederia então com a tal "proibição"?
Um consequente agravamento do número de casos de abandono destes animais... e o seu consequente "extermínio", como diz.
A menos que os libertássemos todos na "selva" ou nos bosques!

Alexa disse...

PD, muito obrigada pela sua precisão e esclarecimento.

De qualquer modo, parece-me que o que menciona sobre a selecção artificial efectuada pelo Homem sobre outras espécies, não justifica que lhe dê poderes de vida e de morte sobre essas mesmas espécies (apesar de ser isso que, actualmente, sucede com o meio ambiente em geral, mas isso já é outro assunto).

Compreendo o que diz sobre "pôr as vitimas dos rotweillers no outro prato da balança"...
O que me assusta hoje em dia, num certo discurso mediático e generalista, é o alarmismo eminente em relação, não só aos rotweillers, mas, também, a qualquer outro cão que morda ou ataque alguém.
Logicamente que já terão percebido que não aprovo estes ataques e penso que os donos têm uma grande cota parte de responsabilidade... mas receio muito por estes pretensos alarmismos que podem degenerar em pânico geral e psicose colectiva contra os cães em geral.

Rodrigues disse...

Não podia concordar mais com a Alexa.

Meow, não te percebo... Quando tiveres filhos *vês-te livre* do Nilo?!

Meow disse...

Talvez eu tenha percebido mal, mas penso que os donos do cão e os pais da criança eram as mesmas pessoas. Sabendo que a raça Rottweiler é considerada perigosa, os pais, que também são os donos do cão , deveriam ter o máximo cuidado.

Rodrigues,

como ainda não pensei em ter filhos não consigo responder-te o que faria, ao certo, com o Nilo. De qualquer das formas, qualquer que fosse a opção, seria sempre com vista à segurança da criança.

Meow disse...

Ah! Sim, anónimo das 12h31, essa comparação é completamente descabida.

Anónimo disse...

oh meow... por acaso é daquelas que deixa o seu cão e gato evacuarem nos pátios do condomínio ? e mesmo que apanhe... acha que as crianças que ai brincam não estão sujeitas aos virus? o melhor será lavar...

será que gostaria que eu fosse avacuar no seu apartamento??? mesmo que eu levasse um saquinho de plastico???

DarkOverLord disse...

Deixem-me apenas lembrar uma certa leviendade sobre o assunto.

Tenho, aliás não tenho, mas é como se fossem minhas, duas cadelas.
Uma é arraçada de PitBull, mas muito ligeiramente, a outra é arraçada de Pastor Belga com Labrador.

As duas são muito protectoras e brincalhonas.
A arraçada de PitBull é muito dócil, mas um pouco CIUMENTA, tanto que quando o meu sobrinho está lá em casa, ela não deixa ninguém ralhar, repreender ou agarrar o miúdo, não se atira a nós, é um facto, mas rosna e achamos que se fossemos mais além ela, possivelmente, se atiraria a nós para proteger o miúdo, mas o mesmo já se passou ao contrário, o miúdo estar a querer chegar-se a mim, e ela colocar-se no meio e arreganhar a beiça, só como aviso ao miúdo.

Uma outra situação, poderá ser esta.
Alguém sabe os antecedentes do animal e do seu dono?!
Porventura o dono terá omitido, inconscientemente, que poderia nesse mesmo dia ter repreendido o animal por um qualquer motivo e o animal ter-se ressentido?!
Ou até mesmo na altura que o dono deveria dar a sua "atenção" diária ao animal, não o fez, e por conseguinte, o animal ter-se ressentido com isso e ter ficado com ciúmes?!

Qual é a única coisa que nos diferencia dos ditos animais irracionais?! Tão simples quanto isto: Nós temos a percepcção da morte, eles não.

Não me digam que é a fala, ou termos pensamento, ou o que for...Todos os animais têm, condicional ou incondicional, racional ou irracional, todos nós temos.

Estas distinções entre animais perigosos e não perigosos, é uma vara de duas pontas.

Será pelo porte? Pela apetência para a violência?

Se for pelo porte, coitadinhos dos Serra-da-Estrela, Malamutes, São Bernardos, etc...
Apetência para a violência, coitados dos chiuauas, caniches, etc...

Meus/minhas amigos(as) não nos esqueçamos que apenas estamos a aprender a domesticar a natureza há poucos milénios, e mesmo assim ela de vez em quando dá-nos a volta...

Um PitBull, apesar do que dizem, é um animal dócil e muito protector dos seus(donos e derivados) mas como todos nós, também temos personalidade, uma espinha dorsal, pelo menos eu tenho e não gosto muito de seguir a manada, os animais também o são.
Logicamente, o dono deste tipo de animais de bom porte(fortes e musculados) têm que ter uma boa disciplina e muitas regras que nunca podem ser quebradas...
Tal como nós, ou somos todos auto-didactas e não nos sociabilizamos?!

Eu não estou a querer ofender ou denegrir ninguém aqui no fórum, apenas para dar que pensar que as coisas tal como alguém aqui disse: As coisas não são tão lineares como se julga.

Só para deixar esta nota de rodapé:
- A Pena de Morte foi abolida na Europa, porquê?! Talvez por causa dos direitos humanos, e os animais?! São menos que nós?!

Abraços e beijinhos.

DarkOverLord disse...

Tenho uma estória sobre o assunto, que aconteceu com uma colega minha.

Ela tinha um cão, nasceu o filho, o filho e o cão eram inseparáveis(pronto, na altura de deitar e comer, claro está, cada um para o seu lado).

Certa vez, a criança estava ao colo da sogra/mãe da minha colega, e o cão de pé em frente à criança, a dar, supostamente, o seu quinhão de atenção, se calhar, à criança.
A criança brincou com o cão como costumava fazer, festas e tal, puxões nas orelhas, brincadeiras de criança.
O cão, poderá não ter gostado de uma de duas coisas:
- Ou das brincadeiras às quais estava habituado faz 2/3 anos(idade da criança) com a criança;
- Ou teve ciúmes da criança estar ao colo da senhora.

O certo que aconteceu, é que de um momento para o outro o cão mordeu a criança na cara e pescoço.
Como é uma criança, mesmo que não o fosse, acho que aconteceria o mesmo a qualquer um de nós da maneira como foi mordido.
Acertou-lhe no pescoço um pouco ao lado da carótida/vulgo jugular, bem como bochecha do menino.

Muitos gritos e apuros para todo lado, criança levada para o hospital, tratada e etc...E o animal?! Resta dizer que já não CO-HABITA neste mundo.

Certo é, que, quando a minha colega me contou isto, e do que fez ao animal, chamei-a de estúpida(+/-), foi mais chamar-lhe IGNORANTE.

Apesar do animal e a criança terem crescido juntos, isso não quer dizer que eles se dê bem sempre...Afinal temos irmãos contra irmãos em alguns casos do dia-a-dia.

Nunca se esqueçam de uma coisa quando se tem animais: Se os respeitarmos e formos coerentes na sua educação, tal como se de um filho se tratasse, eles irão nos respeitar.

Meow disse...

Caro anónimo,
se insiste em saber, o meu gato habita apenas e só no meu apartamento. Os meus convidados sabem, a priori, que tenho um gato em casa e tomarão a decisão de entrar ou não, quando convidados.

Anónimo disse...

Por acaso, numa parte da minha vida,tive formação como tratador treinador de cães de guerra. Ataquei cães para ser atacado (protegido é claro)e conheço a força de maxilares no meu braço direito de cães Pastores Belgas,Pastores Alemães, Rottweiller's e Bouvier's da Flandres. Com essa especialidade estudei psicologia comportamental de canídeos e fui treinado para observar indíces de agressividade pela observação do olhar do animal.
Eu acho, na minha modesta opinião que é um acto da maior irresponsbilidade e ignorancia permitir este compromisso vivencial em colectivo próximo de pessoas e animais. Sobretudo quando há crianças.
Não se faz.É muito perigoso.Há imensos registos de ataques de cães não considerados perigosos.
O cão de um lado e os Filhos do outro e o cão até pode vir rotulado de "cão santo" mas há uma momento infeliz que vários vectores se juntam e pode ser esse combinado que pode provocar o ataque do cão.
A técnica é a separação.
E já agora para esclarecimento dos presentes, se alguma vez estiverem numa situação desta natureza em que é necessário desconcentrar o ataque do cão, sobre a pessoa ou sobre a criança, a uníca coisa que funciona com indice de sucesso superior a 80% é apertarem-se os testículos do animal tendo como consequência imediata a abertura da boca do cão.Resultava com cães de guerra quando se atacavam mutuamente por falha dos treinadores. Outra técnica para cortar a agressividade face ao ataque é em vez de fugir com o braço, tentar invadir a boca do animal empurrando a mão contra a garganta do animal,impedindo a dentada e provocando o engasgue do animal mas reconheço que para isto é necessária coragem, algum treino e sorte,muita sorte.E sobretudo, nestas situações, normalmente age-se por instinto,raras são as pessoas que tem sangue frio para discernir.
Crianças de um lado.
Animais de outro.
Quanto aos gatos,Deus fez o gato para que o homem pudesse acariciar....o tigre.

Anónimo disse...

Um darkoverlord com um pitbull...este blog esta a ficar um pouco gotico ;)

Anyway, obrigado pelas dicas e estou absolutamente de acordo com o anonimo das 18h31. E preciso nao esquecer que muitas destas racas (pitbulls, terriers, rotweillers, etc) foram precisamente seleccionadas para desenvolverem a agressividade do animal, para situacoes militares, espectaculos macabros de luta entre animais, guarda de quintas, etc... e um animal destes esta completamente desajustado num ambiente urbano a viver num apartamento. Eu diria que e mesmo cruel ter um animal destes num apartamento. Nao e apenas por ser de grande porte (alguns terriers sao bem pequenos e sao do piorio), e' a agressividade que esta nos genes deles e que a qualquer momento pode saltar ca para fora...
PD

Tiago disse...

Alexa e Rodrigues,

Tenho a sorte de não ter esta opinião contra a convivência entre pessoas e cães de raça tipo rottweiller e pittbull baseada numa qualquer tragédia pessoal ou familiar. Espero que a vossa posição, que tento compreender à luz da simpatia pela causa da defesa dos animais, não se altere radicalmente se um dia uma destas notícias lamentáveis, mas demasiado frequentes, estiver relacionada mais de perto convosco.

A National Rifle Association promovia nos EUA a livre compra de armas por qualquer cidadão baseando a sua posição na defesa das liberdades cívicas do povo norte-americano. Viram concerteza o Charlton Heston, que foi presidente da NRF durante 5 anos, no Bowling for Columbine, do Michael Moore, a falar sobre isto. Parte da argumentação do livre acesso a armas de fogo pela população baseia-se no direito das pessoas se defenderem e acredita firmemente que todos terão o bom-senso de não usar a arma para os fins errados.

No filme, Michael Moore procura depois no Canadá encontrar pontos em comuns e diferenças. E constata que apesar de o número de armas distribuido pela população ser semelhante, os índices de violência e criminalidade são completamente diferentes, pondo portanto em causa o bom-senso dos norte-americanos.

No caso dos cães de raça tipo Rottweiller ou Pitbull, a situação é parecida, excepto, obviamente, no facto de o cão ser um animal, um ser vivo. Fala-se muito da perigosidade do animal, mas sobretudo do bom-senso do dono, que o pode educar para o afecto ao próximo ou como cão de guerra. Existe porém outra pequena diferença: as armas não disparam sozinhas e alguns cães têm acessos de fúria destruidora apesar da educação exemplar que tiveram.

Parece-me irresponsável falar-se de Rottweilers ou Pitbull como cães de companhia quando a sua potência de ataque é suficiente para causar a morte na vítima. Posso estar errado, mas nunca li notícias de ataques de cães com o mesmo grau de gravidade com Dalmatas, Labradores, Golden Retriever, por exemplo.

Portanto, convém distinguir, na defesa da livre convivência entre pessoas e animais, quais destes oferecem mais garantias de não colocar em perigo a vida de terceiros.

E deste modo, parece-me que, com tantos casos de ataques letais de Rottweiler e Pitbull, apesar de toda a legislação existente sobre chips, açaimes, trelas, devia obrigar-nos a reflectir sobre o que fazer para nossa segurança.

Acrescento que estes tipo de cães já é usado também para assaltos na rua.

O que fazer entretanto é a pergunta, legítima. E difícil de responder. Talvez começar por proibir a criação deste tipo de cães e a sua venda livre. Tal como as armas de fogo, exigir-se ao dono a posse de uma licença de porte de um cão com estas características e passar a aplicá-la daqui a um período suficiente largo para que a população canídea actualmente existente possa fenecer tranquilamente junto dos seus donos, sem ser necessário esse tipo de políticas traumatizantes sugeridas retoricamente pela Alexa como o abandono, o extermínio ou a concessão da liberdade nas conhecidas selvas portuguesas. Este tipo de soluções, para além de desumano, seria irresponsável dada a natureza dos animais, a tal potência de ataque agressivo. Famintos, traumatizados pelo abandono, seriam uma ameaça ainda maior sobre todos os que com eles se cruzassem. Até lá, até esse lento mas calmo desfalecimento, a esterilização de grande parte dos exemplares seria necessária para garantir a não natural continuidade da espécie fora do tal regime legal a aplicar no futuro.

Sei que algumas coisas que acabo de escrever são politicamente incorrectas, que me estou a pôr mesmo a jeito para levar pancada nos comentários, mas é uma proposta entre muitas possíveis de aparecer. Gostava agora de saber da Alexa e da Rodrigues que soluções propõem para estes ataques não existirem e para que todas as pessoas se sintam em segurança e tranquilas.

Anónimo disse...

É muito bonito falar dos direitos dos animais, mas e os direitos das pessoas? Eu até tenho cães em casa e sempre tive mas se por acaso algum dia morderem em alguém, coisa que nunca fizeram,no máximo fazem uma feridinha não arrancam um pedaço e muito menos se atiram directamente ao pescoço como fazem inatamente este tipo de cães.Na Alta há bastantes cães de raças perigosas,muitos deles acompanhados por crianças ou jovens que mal os conseguem segurar e que os soltam para correr no Parque Oeste.Será que não podemos passear no parque?Quem controla estas situações?Qualquer um pode ter um cão perigoso só para se sentir mais poderoso lá no bairro?Se estes cães podem habitar os nossos bairros não há forma de impedir estes ataques porque são inesperados até quando se trata de cães treinados.Alguns países optaram pela esterilização das cadelas destas raças e é a única forma de proteger as pessoas não dos cães que não têm culpa mas dos donos dos cães que são irresponsáveis.Qualquer um cria cães perigosos e qualquer um compra cães perigosos.Se não se pode andar na rua armado também não se pode andar com um cão destes.

Anónimo disse...

Antigamente , na década de 60/70 em 100 habitantes 5 tinham animais, até porque a vida não permitia porque saía caro e o dinheiro escasseava. Hoje em cada 100 animais apenas 5 tem donos como deve ser e por isso acontece o que acontece.
E isto porque ter animais se tornou uma moda, uma certa imagem de "status" e, entre estes existem com certeza pessoas que tem muito amor aos seus animais, sem dúvida, não se coloca a questão.Mas não é suficiente.
O que acho que é fundamental é saber-se se os animais estão vacinados.
Saber-se se os animais são educados e a avaliar-se pela quantidade de fezes de cães espalhados pelos passeios da Alta de Lisboa,não há qualquer dúvida, existem por aqui muitos proprietários de cães com muito má educação e uma policia não actuante e não sensibilizada para este fenómeno.
E sobretudo ter sempre no telemóvel o nº da psp local e chamar a psp sempre que surjam situações que colidam com os direitos das pessoas à sua tranquilidade e segurança e ter sempre a coragem de saber dizer " esse cão devia andar açaimado" que esta também é uma forma de cidadania. A educação dos outros que se esquecem por vezes que os outros existem.

Anónimo disse...

http://dn.sapo.pt/2008/02/16/sociedade/pais_bebe_e_donos_cao_podem_acusados.html

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1319653

Anónimo disse...

Penso que uma solucao equilibrada seria a proibicao deste caes em centros urbanos. Podia ser um regulamento local ao nivel das camaras. Acho que estes caes ate podem ser muito uteis para guqardar quintas, etc..mas nao em centros urbanos, nao em apartamentos...
Tiago, nao acho a comparacao destas racas perigosas com armas de fogo muito acertada (talvez tambem porque falaste do M.Moore que me poe logo os pelos em pe). As armas de fogo nao disparam por si proprias. Mais acertada seria a comparacao destes animais com uma bomba relogio, prontamente armadilhada e em contagem decrescente. Para cada um destes animais so' nao sabemos quanto tempo falta no "relogio" para a "explosao".
PD

Alexa disse...

Tiago,

Passando à frente da comparação que fez com as armas, que, também, não me parece muito acertada; penso que, apesar de não concordar com este seu post nem com alguns comentários que fez (como já deve ter percebido), curiosamente, ao menos numa coisa parecemos estar ambos de acordo: nas medidas e alernativas para fazer face a esta situação.

Uma delas, como já mencionou, seria a proibição da criação destes animais. Na medida em que, na maioria dos casos, essa criação é efectuada por "criadores" que apenas o fazem pelo intuito de ganharem dinheiro com estes animais ao vendê-los para lutas (trabalho num bairro social onde isto sucede diariamente, por isso, sei do que estou a falar), realizando "deturpações" na própria espécie para que fique ainda mais agressiva.

Outra sugestão, tal como o Tiago menciona, seria a esterilização destes animais. Bem como a aplicação a 100% da legislação existente relativamente a cães considerados perigosos, ou seja, que os seus donos os tenham vacinados, devidamente registados nas Juntas de Freguesia, com licença de posse, e que, apenas, possam sair à rua açaimados.

Sou uma defensora da causa animal, sem dúvida alguma; tal como o sou, também, da causa humana e dos seus direitos e liberdades (senão não teria escolhido a profissão que hoje exerço), no entanto, tal como já disse, parece-me que há que ter contenção e não gerar alarmismos demasiados com este tipo de situações.

1º. Porque, tal como já referi, por uns pagam os outros, e conheço, pelo menos 2 casos de cães (rafeiros e não perigosos) que morderam aos seus donos e foram abatidos... precisamente, devido ao alarmismo generalizado com este tipo de casos dos ataques de rotweillers e pitbulls.

2º. Porque, apesar da sábia explicação que o Anónimo das 18h31 de 15/02 nos prestou, continuo a considerar que, face ao que se passa actualmente no nosso país (e em particular quanto a esses jovens que possuiêm cães perigosos apenas pelos estilo), a grande culpa não é dos animais... mas sim dos seus donos.
Os animais continuam apenas a ser o elo mais fraco (apesar de perigosos, agressivos, descontrolados e tudo o mais que aqui referiram) quando comprados com o Homem.

Senão vejamos...

Gostaria de saber se já algum dos presentes visitou o Canil/Gatil Municipal de Lisboa? E, em caso afirmativo, se já viram quais as condições desumanas em que lá mantêm estes cães perigosos (e, já agora, todos os outros animais)?

Se nunca lá foram, vou-vos contar, então, um caso que conheci bem de perto...
Uma rapariga sem-abrigo, que deambulava pela zona onde resido, tinha ficado com uma cadela pitbull que aparecera abandonada e esvaída em sangue à porta de um consultório veterinário.
A cadela nunca fez mal a ninguém (apesar do suposto comportamento agressivo) e adorava esta moça.
Um dia, um rapaz toxicodependente com quem esta rapariga se dava, chama a polícia, invocando que a cadela se atirara a ele e o mordera na mão. Digo-vos que vi a sua mão com os meus próprios olhos e o que ele ali tinha era carne esfolada na palma da mão, como quando caimos e nos aleijamos (nada mais, nada menos, ou seja estava a mentir).
A polícia vem, toma conta da ocorrência e a cadela é levada para o Canil/Gatil Municipal de Lisboa (que, como qualquer pessoa que já lá tenha entrado sabe, não passa de um antro de morte desumano, onde os animais são maltratados, não têm as mínimas condições e os funcionários são os seres mais insensíveis que já tive oportunidade de conhecer).
Durante mais de 15 dias, a cadela fica fechada numa espécie de jaula minúscula, saindo as suas patas traseiras e dianteiras por entre os orifícios do arame da jaula.
Durante esses mesmos 15 dias, a rapariga visita a sua cadela e vê-a definhar a cada dia que passa. Durante essas visitas, os funcionários deste espaço municipal (pago pelas contribuições de todos nós, lisboetas) não se coíbem de à frente da rapariga bater na sua cadela e noutros cães que lá se encontravam (possivelmente, motivados pelo facto de a rapariga ter um ligeiro atraso mental).
Quando, finalmente, se consegue retirar a cadela deste antro de morte (graças à intervenção de um veterinário, que também defende a causa dos animais), a cadela tornara-se agressiva e começa a tentar atacar todos os homens com quem se cruza na rua, atitude que nunca tivera.
Teve que ser abatida.

Serve esta triste história para vos ilustrar a minha opinião mencionada no ponto 2 deste comentário... que a culpa é dos humanos e não dos animais (estes podem até ter genes agressivos e tudo o mais, mas, em última instância, é o Homem que tem poder sobre eles).
Se algum dos presentes entendido nestas raças me conseguir explicar de outra forma o que se passou com este caso, então, mudarei de opinião... mas, até lá, mantenho a minha forme convicção.

Anónimo disse...

Ainda sobre os cães de guerra e talvez muitos de nós ainda não o saibamos porque há uma espécie de vergonha sobre o assunto, os Ingleses durante a II Guerra Mundial nos desertos do Norte de Africa treinaram centenas, talvez milhares de cães pastores para ataques suicidas. A técnica era deixar os animais sem beber e sem comer durante 2/3 dias e depois davam-lhes de comer debaixo de tanques Ingleses a trabalhar.(É aterrador estar próximo de um tanque de guerra a trabalhar) Conta-se que em muitos ataques efectuados pelo Afrika Korps de Rommel estes foram neutralizados porque os Ingleses acoplavam minas magnéticas ao dorso dos cães e estes quando ouviam tanques a trabalhar "sabiam" que era lá que estava a comida e corriam para os tanques Alemães provocando o rebentamento das minas e dos tanques e do coitado do cão.
Podem ver o assunto levemente aqui:
http://www.dogtimes.com.br/guerra.htm.
Vi cães saltarem de aviões sem pestanejarem, vi cães efectuarem salvamentos na àgua, vi o que nunca pensei poder ver e que me marcou quanto às capacidades do cão por exemplo dar uma pedra a cheirar ao "...." e posteriormente atirá-la para um rio com alguma corrente e esse cão nadar até ao local,mergulhar e trazer a pedra.
O cão é uma das mais perfeitas máquinas vivas da natureza e por isso quase é necessário um "curso de pilotagem" para se controlar esse também, tão grande amigo do homem.
Mas há que ter a noção das distâncias.
Não favorecer nunca a possibilidade de um acidente com crianças.
Há raças que parecem dar-se muito bem com crianças e outras menos bem. Sómente por isto a protecção deve ser total.
Dir-me-ao alguns que há cães que entram em casas a arder e que vão buscar crianças.
Eu digo que está bem, muito bem mesmo, mas mantenho tudo o que disse.
Uma vez tive de tratar um cão pastor com uma ferida de dentada numa pata.O veterinário ensinou-me o que havia a fazer e deixou-me o equipamento e eu, que não estava apenas com medo, estava aterrado com aquela situação porque aquele cão não fazia de conta que era mau,era mesmo muito mau sendo a sua apresentação 1º o ataque e depois o ladrar. No 1º dia demorei a imobilizar o cão e a colocar-lhe um açaime e quando iniciei o tratamento que consistia numa injecção, apertar a pata para saída de pus e posteriormente inundar a ferida de tintura de iodo. A reacção do cão perante a dor fazia impressão. Ao 3º dia chamei o cão, ele veio sem açaime até ao pé de mim enquanto preparava o tratamento e posicionou-se para o receber encostando o seu focinho à minha cabeça e a latir baixinho e fiz o tratamento todo e ele permitiu tudo.É claro que eu estava sempre a pensar que era a seguir que eu ia ficar sem cabeça, mas era o risco.
Risco que hoje não se pode correr com crianças porque qualquer cão deste tipo querendo tira a vida imediatamente quando ataca o pescoço e sacode lateralmente a vítima partindo-lhe imediatamente a coluna vertebral.
Perante o extremismo da anulação das raças perigosas questiono-me se essa será realmente uma posição de um ser que deve ter a supremacia sobre os animais e que utilizando a força desta forma não está senão a legitimar a sua incontornável incapacidade de corrigir o problema?
Será essa a solução?
Acabamos então com os tigres, leões, tubarões,cascáveis e mais 1001 espécies muito mais perigosas?
Será assim? Custa-me pensar na afirmativa.

Anónimo disse...

"Acabamos então com os tigres, leões, tubarões,cascáveis e mais 1001 espécies muito mais perigosas?"

Nao, mas tambem nao temos essas especies como animais de estimacao nos nosso apartamentos, pois nao?

Alexa. a sua historia e muito triste e comovente mas nao explica nada. O facto de cadela ter sido mal tratada, nao explica o seu comportamento apos. Sao apenas factos circunstaciais. E' bem possivel que a cadela tivesse, mais cedo ou mais tarde, a mesma reaccao mesmo sem ter sido mal tratada. Quanto aos fucionarios da CML que bateram na cadela e nos outros animais, merecem o despedimento sumario, julgamento e pena de prisao.

Repito a minha sugestao. Nao sera necessario exterminar determinadas raca, apenas proibir a sua existencia como animais de estimacao em ambientes urbanos. Contunuarao a existir como caes de guarda/quinta, nas forcas de seguranca, etc
PD

Anónimo disse...

O cão de raça se tiver bem treinado, ataca quando tem que atacar e protege quando tem que proteger. Estes cães são uma arma, por isso a emissão das suas licenças deveriam ter um tratamento equivalente a uma arma de fogo.

Alexa disse...

"Quanto aos fucionarios da CML que bateram na cadela e nos outros animais, merecem o despedimento sumario, julgamento e pena de prisao."

Anónimo das 19h30 de 16/02, está visto, pelo conteúdo do seu comentário, que desconhece completamente o que se passa no Canil/Gatil Municipal de Lisboa!

Extrapondo um pouco o assunto, para terminar numa metáfora sobre este próprio post...

Como seria bom vivermos num mundo ideal em que quem faz o mal é punido, como o Anónimo sugere!
O problema é que não só não têm vindo a ser punidos esses funcionários, como a situação se arrasta há longos anos, apesar das queixas que eu e outros como eu temos feito!

Talvez seja uma elação a retirar, para o que se passa com a questão dos cães perigosos... Já alguém fez mais alguma coisa, para além de escrever posts em blogs e deixar comentários (em alguns casos anónimos) em blogs?

Anónimo disse...

nao sei
a alexa ja fez?
podemos seguir-lhe as pisadas.
o que sugere?

Tiago disse...

Alexa, tenho pena de a ver querer terminar a participação neste debate com essa postura de superioridade moral sobre as restantes pessoas. De repente lembrei-me de um debate televisivo entre dois candidatos nas legislativas onde no final, quando o assunto abordado foi o polémico tema do aborto, um deles achou que lhe ficava bem puxar para si toda a legitimidade e autoridade para opinar sobre o assunto, já ele tinham uma filha, sabia o que era o sorriso de uma criança, e o outro não era pai nem iria ser, não conseguindo esconder que estava a pensar na não-assumida-mas-por-todos-sabida homosexualidade do adversário político. De repente, de candidato defensor da tolerância e das diferenças, revelou em si uma pequena ponta de homofobia.

Então só pode falar, comentar ou escrever posts num blog acerca dos ataques violentos de cães de raças perigosas quem lida directamente com eles no seu dia-a-dia? Está a sugerir que se um de nós for atacado na rua por um rottweiler perde o direito de se indignar se for engenheiro civil de profissão e dedicar o tempo livre à filatelia, ou se for serralheiro e optar por passar os tempos livres com os seus filhos, em vez de se dedicar à "causa animal"?

Nunca aqui se quis discutir o extermínio de animais, muito menos animais de companhia. O que se quis discutir foi a perigosidade crescente (para si próprio, para os familiares e para todos os que se cruzem) de se poder ter como animal de companhia um cão com potencia de ataque mortal. Cheguei a falar na necessidade de bom-senso dos donos, comparei a questão, pela letalidade dos ataques, à das armas, ressalvei que a arma não dispara sozinha (e mesmo assim houve quem não o lesse), mas que havia cães que, num repente, contrariavam todo o comportamento dócil do passado e causavam danos irreversíveis à vítima. E, a ver pelas notícias, estes ataques não são feitos por peixinhos de aquário, gatos persas ou fiéis podengos. Portanto, não os ponha no mesmo saco.

Eu gostaria de poder andar nas ruas a pé e saber que todos os animais que por mim passem não possam causar-me um dano maior que uma irritante mordidela, se o dia lhe tiver corrido mal. Desfigurações, fracturas ou mesmo a morte, para mim, não são apenas "lamentáveis", como disse a Alexa no seu primeiro comentário.

Alexa disse...

Tiago: lamento se entendeu dessa forma o meu comentário... não foi essa a intenção.
Mas, na maioria das vezes, os espaços da internet levam-nos a perceber de outra forma o que escrevemos. Também alguns dos comentários que aqui foram deixados, me poderiam levar a entender erradamente que este era um blog demasiado "elitista", quando alguém comentou até já haver a presença de um gótico com uma pitbull.
Mas, de forma alguma, estou a terminar aqui a minha intervenção, Tiago. Parece-me é que, qualquer comentário que seja contra aquilo que aqui foi escrito no post, é logo "destruído" sem que se pense no que a pessoa está a dizer.
Gosto de acompanhar o desenvolvimento deste blog e aqui continuarei a vir, apesar de poder não partilhar tudo o que aqui é escrito/dito... mas isso é a democracia e o vivermos todos juntos com as nossas diferenças, correcto? E assim é que deveria ser sempre! :)

Anónimo das 12h41: Se calhar percebeu-me mal...
O que quis dizer foi que, tal como mencionei no comentário anterior, em relação à situação do Canil/Gatil Municipal de Lisboa, sim, já fiz algo... juntamente com um grupo de pessoas enviámos um relatório-queixa (com fotografias e uma série de outros materiais de testemunho) ao vereador responsável por esse serviço, apelando a que a situação fosse alterada.
Apesar de, como já salientei, não partilhar o que aqui foi dito em relação aos "cães perigosos", a sugestão que vos posso deixar (sem querer estar a demonstrar qualquer tipo de superioridade moral - mas entendam como melhor vos aprover), se querem de facto fazer algo por esta situação, é que tentem fazer algo de semelhante: reunam testemunhos de casos que se tenham passado na cidade de Lisboa com esse tipo de cães, ou até mesmo do que se passa em bairros bem perto da Alta de Lisboa com as lutas de cães e enviem uma queixa formalizada à C.M.Lisboa, solicitando o vosso direito à segurança, enquanto cidadãos que vivem em Lisboa.

O que vos parece?

Anónimo disse...

Parece-me bem.Todos temos direito à segurança e alguém deve zelar por ela, se não são as autoridades quem será?
Deixo aqui um episódio que se passou comigo, um cão de raça doberman (que todos os dias vinha sozinho à rua, porque os donos não tinham tempo ou paciência para o passear e simplesmente abriam-lhe a porta)atirou-se a mim deitando-me ao chão.Ver um cão daquele porte correr para nós e saltar-nos para cima não é um susto menor.Telefonei para a policia informando que o cão andava solto e sozinho na rua e contei o que sucedera.Do outro lado apenas me perguntaram se o cão me tinha mordido.Como não o tinha feito só com muita insistência minha concordaram em dirigir-se ao local,coisa que apesar da longa espera nunca chegaram a fazer.Se a policia não tem de controlar estas situações quem tem?A quem recorrer?Temos de estar sujeitos a ser atacados e só depois a policia actua?Se é necessário um atestado psicológico para porte de cão de raça perigosa quem inspeciona essas situações?Se o cão me tivesse mordido era abatido, como não mordeu ficamos à espera que morda em alguem para o fazer.Parece-me que devemos prevenir e não remediar o que não tem remédio.

Tiago disse...

Alexa, fico feliz por a ter interpretado mal, então. É verdade, muitas vezes damos ao que lemos entoações diferentes das que quem escreveu ouviu, e isso pode dar às palavras sentidos, intensidades e intenções diferentes.

Fico tb feliz que não queira terminar o debate, seja este ou outro qualquer.

Este blog não se pretende elitista, nem sei bem o que queria dizer com isso (desta vez abstenho-me de tentar encontrar significados nas suas palavras). O que nós escrevemos nos posts é uma coisa (que pode ser acertadíssima ou um redondo disparate), mas as caixas de comentários estão abertas a todos os que queiram. Se fosse elitista no sentido mais comum do termo, este blog nem seria aberto ao público, mas apenas para leitores inscritos. Não é esse o nosso interesse. O que cada leitor diz é da sua inteira responsabilidade e espero que isso não seja atribuído ao blog.

Quanto à "destruição" dos argumentos, que prefiro não encarar com esse lado negativo, é a consequência natural de estarmos a discutir ideias. Desde que não caiamos no insulto pessoal, ou numa discussão viciada e intelectualmente desonesta, falseando os argumentos do outro para os rebater, acho lindamente que tenhamos opiniões diferentes. As caixas de comentários servem mesmo para isso, quando o post não agrada ao leitor, este é o primeiro a querer "desmontar" ou "destruir" a nossa opinião. Às vezes as coisas aquecem, mas isso até tem alguma piada.

Volta sempre!

Anónimo disse...

Alexa,

A piada darkoverlord+pitbull- gotico foi minha. Levou um :) a seguir que significa pretender ser piada. Se calhar nao teve piada nenhuma. Desculpe a minha incoveniencia. Alias nao tenho nada contra os goticos, muito pelo contrario, na musica gostei e gosto muito do Nick Cave, Bauhaus, Cult, do Punk e pos-punk, dos Ramones, Cure, Sioux and the Banshees, Joy Division, etc. bem como as bandas nacionais inspiradas por estes movimentos, Xutos e descendentes...

Agora, deixe-me apenas dizer que depois dos recentes acontecimentos, deste post do Tiago e respectivos 33 comentarios, continuar a por expressao caes perigosos entre aspas, tentando relativizar a perigosidade deste animais, revela no minimo um bocadinho de teimosia...

Mas pronto, espero que tenha sido apenas mais uma "ma' interpretacao", neste caso, minha. Alias, cheguei 'a pouco a casa e estou bem com o Mundo. Acabei de ver/ouvir o Alfred Brendel com a MET/James Levine e a Deborah Voigt para encerrar em beleza. Foi no Carnegie Hall. Nao vi nenhum cao perigoso, mas todos os espectadores ganiram, aplaudiram e choraram por mais. O Brendel fez um "encore" a solo no seu penultimo concerto em NYC.
Desculpe se estou a ser outra vez um pouco "elitista"...
PD

Alexa disse...

Tiago, muito obrigada!
Voltarei sim :)

Espero que, mesmo não concordando com o que aqui foi dito, a sugestão que deixei ontem às 21h55 possa ser um contributo para algo que decidam fazer.

Um abraço

Anónimo disse...

Já comuniquei à PSP e Polícia Municipal, em Setembro de 2007, a existência de vários pessoas que fazem passear os seus cães de grande porte soltos pelo Parque Oeste. Por muito que me digam que não mordem, não é tolerável eu ter de restringir a minha actividade física no dito parque por me deparar com cães de raças potencialmente perigosas sem trela.
Cada um deve usufruir dos direitos que a lei lhe concede, inclusivé o de ter cães, grandes ou pequenos, mas a lei também afirma categoricamente que os cães de raça potencialmente perigosa devem sempre circular com meios de contenção. desculpem lá o blá blá seguinte, mas pode ser que alerte os mais "incautos". Pode ser que um dia tenham de pagar uma multa bem pesada.

DL 312-2003
Artigo 8.º
Medidas de segurança especiais na circulação

1 - Os animais a que se refere este diploma não podem circular sozinhos na via pública ou em lugares públicos, devendo sempre ser conduzidos por detentor maior de 16 anos.

2 - Sempre que o detentor necessite de circular na via pública ou em lugares públicos com os animais a que se refere este diploma, deve fazê-lo com meios de contenção adequados à espécie e à raça ou cruzamento de raças, nomeadamente caixas, jaulas ou gaiolas, ou açaimo funcional que não permita comer nem morder e, neste caso, devidamente seguro com trela curta até 1 m de comprimento, que deve estar fixa a coleira ou a peitoral.

3 - São excepcionados do disposto no número anterior os cães potencialmente perigosos usados como guarda, defesa e maneio do gado em explorações agro-pecuárias, bem como os usados durante provas de trabalho e desportivas e os detidos por organismos públicos ou privados que os usem com finalidade de profilaxia ou terapia social.

4 - As câmaras municipais, no âmbito das suas competências, podem regular as condições de autorização de circulação e permanência de animais potencialmente perigosos e animais perigosos nas ruas, parques, jardins e outros locais públicos, podendo determinar, por razões de segurança e ordem pública, as zonas onde seja proibida a sua permanência e circulação e, no que se refere a cães, também as zonas e horas em que a circulação é permitida, estabelecendo as condições em que esta se pode fazer sem o uso de trela ou açaimo funcional.

Artigo 17.º
Contra-ordenações

1 - Constituem contra-ordenações puníveis pelo presidente da câmara municipal, com coima cujo montante mínimo é de (euro) 500 e máximo de (euro) 3740 ou (euro) 44890, consoante se trate de pessoas singulares ou colectivas:

a) A falta da licença a que se referem os artigos 3.º e 4.º;
b) O alojamento de animais perigosos ou potencialmente perigosos sem que existam as condições de segurança previstas no artigo 7.º;
c) A circulação de animais perigosos ou potencialmente perigosos na via pública ou em outros lugares públicos sem que estejam acompanhados de pessoa maior de 16 anos de idade ou sem os meios de contenção previstos no artigo 8.º;
d) A falta de seguro de responsabilidade civil previsto no artigo 13.º

Lista a que se refere a alínea b) do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 312/2003, de 17 de Dezembro

I) Cão de fila brasileiro.
II) Dogue argentino.
III) Pit bull terrier.
IV) Rottweiller.
V) Staffordshire terrier americano.
VI) Staffordshire bull terrier.
VII) Tosa inu.

Anónimo disse...

Boas.

Tenho um exemplar de "cão potencialmente perigoso/perigoso" em casa. Um Rottweiler de seu nome Alex com um ano e meio.

Conheço a sua proveniência (conheci pai e mãe, vi registos dos pais e avós ambos premiados em concursos de cães - campeões de Gibraltar, Portugal e Espanha). Quero com isto apenas dizer que provém de uma linhagem de cães física e psicologicamente comprovadamente boa.

Registado, vacinado, "chipado", "segurado", açaimado cada vez que sai da porta de casa (pelo sim pelo não, não arrisco multa) e com trela curta de cabedal forte.

É considerado pelos 3 veterinários que com ele convivem/conviveram um cão dócil, com bom-feitio (digo conviveram pois levo o cão a uma clínica veterinária com vários veterinários, nem sempre é visto pelo mesmo veterinário). Aqui e ali demonstra realmente o seu feitio protector, dominante, de cão de guarda. Nunca atacou ninguém (não digo que nunca o faça, é um animal; espero que se algum dia o fizer que seja para defender alguém que esteja a ser violentado, assaltado, etc).

Brinca com miúdos, qualquer um que venha ter com ele ou vá a passar na rua, leva uma lambidela se eu o deixar.
Brinca com outros cães, se forem jovens então, fica o resto do dia (assim fosse possível) a brincar. Com cães adultos, dá-se muito bem com os que já conhece desde pequeno, com outros, e que sejam de semelhante porte, revela a sua tendência dominante.

Considero-me uma pessoa equilibrada do ponto de vista psicológico e tenho porte físico pelo menos suficiente (acima de 1,80 m e 90 Kg) para dominar um cão das raças consideradas "potencialmente perigosas /perigosas" (só são considerados perigosos aos olhos da lei, depois de um ataque confirmado com queixa apresentada nas autoridades competentes - tenho os decretos-lei em casa que li de uma ponta outra, embora não os saiba de cor.)

Sempre tive cães toda a minha vida, nos meus avós. Sempre brinquei com eles, assim como todos os meus amigos. Hoje não é diferente com o Alex.

A responsabilidade é sempre dos donos, sempre!

Da educação que se lhes dá, do saber mostrar-lhes qual a posição deles na hierarquia da família.
São cães que realmente necessitam de um dono atento, calmo e sereno, que não vacile na hora de o ensinar, que mostre o que pode e não pode fazer, que lhe dê atenção e carinho quando deve e que o castigue quando tem de o fazer.
Os cães são como um adolescente que precisa de ser guiado.


Não são raças para inexperientes sem dúvida nenhuma.

Está na forja (será que já saiu?) uma nova regra que irá implicar, caso se torne realidade ,exame de aptidão física e psíquica para se poder ser dono de um cão destas raças.

Concordo, uma velhota ou uma pessoa mais frágil (menos forte se preferirem!) psíquica ou fisicamente não tem, capacidade para dominar um cão destes numa situação limite.

E é nisso que teremos de pensar.

"Consigo fazer aquela curva a 200 Km/h no meu carro sem ter um acidente? Consigo sim, tenho carro para isso. Mas se me aparece outro pela frente, tenho "mãos" para o dominar???"

É isto que teremos de saber antes de pensarmos em ser um orgulhoso dono de um animal magnífico como é (no meu caso) um Rottweiler.

A raça é equilibrada em si, tal como um pastor alemão, e tantos outros. Não é por acaso que as forças de segurança pelo mundo inteiro têm cães destes nas suas fileiras. Se fossem desequilibrados ou não merecedores de confiança, nunca estariam nessas funções.

Concordo que tenha de haver um conjunto de regras mais restritas para se poder ter um cão assim.

Não concordo com os critérios demasiado vagos adoptados para elaborar essa lista de raças.

Conheço 4 veterinários, e desses 4, nenhum concorda em pleno com os critérios adoptados. Pecam sempre por defeito. Existem mais raças que teriam de ser obrigatoriamente incluídas no lote.

Um exemplo entre vários, um Dobermann, ou ainda uma raça Portuguesa, o Serra da Estrela. São cães de guarda, de grande porte (Serra da Estrela de porte enorme), com bastante força na mandíbula para desfazer um braço a qualquer adulto. Não precisam de ter a força extrema de um PittBull. Têm a suficiente.

Por tudo isto e pela experiência de ter um, e conhecer vários donos de outros cães com esse porte, digo que TODOS os cães deveriam andar de trela.

TODOS os cães de grande porte, acima de determinado peso médio característico da raça, com uma mordedura de "x toneladas", com temperamento marcadamente dominante, deveriam andar de ançaime (é assim que aparece escrito a palavra no registo da Junta de Freguesia), coleira estranguladora (estranguladora não precisa de ter "arame farpado" nem espigões virados para dentro - isso são coleiras de castigo - basta uma simples corrente como se vendem em qq Jumbo e afins) e trela curta.

Todos os cães deveriam ter vacinas em dia, chip de identificação (é barato e simples de se pôr, dura o resto da vida do animal, em caso de abandono ou que o animal se perca, mais facilmente é identificado o dono) seguro (uns míseros 45€ por ano?? - no caso de um cão destes aqui em discussão - outras raças é mais barato).

Muita chatice seguramente seria evitada.


E agora outra coisa.

Claramente a mordedura de um Caniche faz um estrago bem inferior à de um Rottweiler.

No entanto, sempre "ouvi dizer" (e mitos urbanos há-os de todo o género) que não eram de confiança, nunca deixar uma criança perto de um, pode-se virar à criança. De qual falo? Caniche. Tão fofinho e pequenino. No entanto quando um caniche morde não é notícia de jornal, nem sequer abre telejornais.

Não vende! Não é apelativo! Não é um "CÃO ASSASSINO"!!

Já um Pittull só de olhar para ele impõe respeito. Mesmo que nunca tenha mordido. Mesmo que o Caniche ao lado dele já tenha mordido 5 ou 6 pessoas.

O PittBull no único dia em que morde abra telejornais. Claro que o estrago pode ser MUITO maior. Sem dúvida!

Mas isto é de modas.

Agora já não há pedófilos? Parece-me que continuam a existir algures. Mas não são notícia. Já saturou! Já rendeu muita página de jornal! Já não vende tanto. Logo não se fala.

Aquando da Maddie. Alguma vez se viu tamanho frenesim dos media? Em Portugal? Com uma criança desaparecida? NUNCA. E os pais de outras crianças desaparecidas há mais anos vieram realmente dizer que pena não terem feito o mesmo por eles... Mas não vendia tanto!! Estes até pelo Papa foram recebidos! Agora já não vende tanto, deixa-se um bocado de lado...

E podemos falar de tantos outros tipos de casos que passam de moda.

Já me alonguei demasiado, e peço desculpa pelo testamento.

Mas gostei de ler as opiniões aqui expressadas (concorde eu com elas ou não) e tentei deixar o meu contributo para uma discussão que se quer construtiva e racional, sem alarmismos.

Só mais uma:

Lembram-se daquela mulhar de Leste que foi morta em Sintra por 3 (Alegadamente) Rottweiler's?

Ao que parece eram apenas arraçados de Rottweiller. Mas se dissessem 3 Rafeiros grandes não vendia. E que acham da pobre mulher ter sido atacada?
Eu pessoalmente acho que foi uma tragédia! Sejam quais forem as circunstâncias.

Mas tentando analisar sem tentar de maneira alguma branquear a horrível situação:

Os cães tinham fugido lá da quinta onde pertenciam há 3 dias (se bem me lembro).
Concerteza andariam esfaimados.
3 dias sem comer.
Fora de casa.
Assustados por tudo isso.
Um cão assustado reage muito mal geralmente.
Em matilha sentem-se protegidos uns pelos outros.
O que um fizer, os outros acompanham.
A senhora assustou-se (quem não se assustaria?
De madrugada, num descampado, ver 3 cães enormes a vaguear sem dono a vista...) e provavelmente desata a correr para trás.
O que faz um cão qd vê uma pessoa a correr? Corre atrás.
Umas vezes para brincar, outras vem o instinto predatório ao de cima, e a pessoa passa a ser uma "presa em fuga".

Lembro-me de ver no "África Minha" uma situação semelhante com um desfecho completamente diferente. Ela é surpreendida por um leão e qd vai para se virar e fugir, ouve a voz dele a dizer para que não se mexa nem corra. Ele tem uma espingarda é certo, mas não a dispara. Porquê? À partida o animal não irá atacar. A não ser que ela desate a fugir. Aí passa ao papel de "presa". É assim que funciona.
Por muito que os cães sejam amansados ao longo de décadas de selecção, terão sempre o seu instinto lá. Uns mais que outros. Óbvio.

Por todos estes factores conjugados, aliados a um dono COMPLETAMENTE IRRESPONSÁVEL, deu-se uma tragédia daquelas.

Não deve ser permitido a qualquer indivíduo(a) ter um cão deste género em sua posse. Não deve. Ou não devia.
Para o bem da própria raça.

Se existem cães Rottweiler que são cães de terapia para pessoas mentalmente diminuídas (animais certificados) quer dizer que não serão todos maus.

Ou as pessoas de etnia Cigana são todos aldrabões ou ladrões ou traficantes de roupa, etc? Sabemos que muitos o que vendem lá nas feiras é falsificado ou roubado. Mas existirão decerto muitos tb que apenas levam a sua vida sem recorrer a estratagemas pouco legais.

Mas existe a tendência em generalizar. É mais confortável para as "nossas" mentes (que se entenda bem o "nossas" - da sociedade em geral) estereotipar uma etnia (pessoas) como aldrabões ou uma raça (animais) como assassinos.

Bastante ainda ficará eventualmente por dizer.

Entendo e aceito alguns comentários receosos apoiados em situações bem reais de quem não gosta ou de quem abomina cães deste tipo. Mas daí a dizer acabe-se com eles... Proibam-se!

A distância ainda é grande.




Abraço a todos os que lerem isto.

Sérgio

Anónimo disse...

O problema é que o anónimo anterior é uma espécie de "ave rara"perdoem-me a expressão.Na Alta há dezenas de cães destas raças e nenhum tem um dono como o Sérgio.Nunca vi um cão açaimado e por vezes nem trela têm.Como nos podemos proteger destes donos? Só se lhe tirarmos os cães, uma vez que são totalmente irresponsáveis.Todos sabemos que muitos destes cães são usados em lutas e para assaltos e não são por isso dóceis como o Alex.
Su

Alexa disse...

Gostei muito de ler o que escreveu, Sérgio!
E dou-lhe os meus sinceros parabéns por ser um dono consciente e, sobretudo, responsável pelo seu animal (coisa que já é rara em Portugal, onde quer com cães ou com gatos, passou-se a ter uma atitude demasiado leviana - já para não dizer irresponsável -, que propicia o seu abandono)!

Al_fazema disse...

Belo post Sérgio.
Os cães ladram e a caravana passa ;)

Nuno L.

Anónimo disse...

O problema é se um desses cães parar de ladrar e ferrar o dente numa das pessoas que passa na caravana, não é?

Al_fazema disse...

Se for numa caravana cheio de pessoas que elegeram o desaparecimento da Maddie como o acontecimento do Ano em 2007,(com larga margem )e que não passam cartão a n crianças que desaparecem todos os anos, se calhar penso duas vezes se será um problema.

Se uma pessoa com o seu carro tiver um acidente e matar, vá lá, 5 pessoas, devia-se acabar com os carros ? Ou essa pessoa não devia poder conduzir mais ?(depende das circunstâncias do acidente).
O que acho engraçado nestas notícias sobre ataques de cães é muitas pessoas querem logo acabar com os cães, erradicar o problema.Fantástico! Agora percebo como é que o Salazar foi eleito o maior português de sempre.
Parece que esta sociedade em vez de evoluir, cada vez mais dá passos atrás.

Nuno L.

Paula Couto disse...

Boa noite!

O que me leva a participar pela primeira vez neste blog, é a dor que me causa a intolerância reinante entre os homens, os preconceitos face principalmente ao desconhecido ou ao que é receado!

É o medo que condiciona os homens e os leva a ter comportamentos reactivos e pouco conscientes (tal como o cão na experiência de Pavlov)!

Na vida e em todas as experiências existe um lado sombra, que não devemos ignorar e que devemos saber gerir. Mas a Luz e a Sombra estão sempre presentes em todas as questões! Fazer parte de um ciclo evolutivo com um propósito construtivo é certamente participar com uma atitude de tolerância , de responsabilidade mas com discernimento, abertura de espírito, sem atitudes preconceituosas ou ideias compradas, tantas vezes sem se ter experiência directa com os assuntos sobre os quais se opina!

Quantos dos que levantam as vozes contra estas raças, têm convivência, com estes cães considerados perigosos?

Perigosos e letais são os homens que tantas vezes inconscientemente e sem responsabilidade, querem por que é moda ter animais, mas que não têm maturidade para assumirem suas opções!

Quantos dos que têm animais não se cansam quando o cachorro passou para a idade adulta e já não é um peluche? Quantos se cansam dos gatos dos pássaros e os abandonam?!... A espécie humana é de tal modo intolerante que raças se cansam de raças, etnias exterminam etnias, os pais se cansam de filhos tantas vezes violentando-os psicologicamente quando não fisicamente e os filhos abandonam pais em idades avançadas! Crimes gratuitos e passionais se multiplicam... e falamos de raças perigosas?!?!?!

Não sejam intolerantes!

Sejam amorosos!

Não brinquem aos deuses, querendo definir o que merece ou não a vida! Sejam responsáveis pela energia que emitem, pois certo e sabido é que aquilo que pomos em marcha tem sempre retorno para nós mesmos!

Mirella Dantas disse...

http://mirelladantas.blogspot.com/

Anónimo disse...

Olá novamente.

Obrigado pelos comentários ao meu comentário, passe a redundância.

Tento realmente ser um bom dono, o melhor dono para o meu Alex.

Venho só deixar uma achega, se proibirem Rottweiler's e todos os outros 6 perigosos, este (vejam o vídeo do youtube) fica de fora, e como este outros irão aparecer garantidamente, agora pesquisem um pouco e vejam bem se o caminho é a proibição ou apenas a selecção de quem pode ser dono destes meninos.

http://www.youtube.com/watch?v=HMr0gP2cDmg&feature=related

Ass.: Sérgio

Anónimo disse...

Olá a todos, o comentario que eu gostava de deixar é simples, era muito bonito que algumas das pessoas que deixaram aqui comentários, antes de dizerem tanta barbaridade junta, se informassem primeiro acerca do assunto, talvez assim não conseguir dizer tanta asneira junta. Mas é tipico do Portugues falar do que nao sabe e quando vê tudo a "bater no ceguinho" em vez do ajudar, ajuda sim a bater ainda mais.

Já agora, o que acham do cometário a este assunto feito pelo Srº Miguel Sousa Tavares?

Muito bom, não é (foi) ?

Pois claro é mais um a falar do que não sabe, por isso é que a TVI foi bombardeada de reclamações nesse dia..

Aprendam a ser humildes e admitam que muitas vezes crtiticam negativamente o que desconhecem.

Já agora, houveram ataques de cães de raças y, x ou z. Pois houve e sempre haverá, acidentes acontecem, não podem é culpar as pobres raças que não têm culpa nenhuma.

Preocupem-se mas é com combater a Pedofilia, os malucos que andam aí nas estradas a matar pessoas, ou porque estão a conduzir bêbados ou porque pensam que o carro que conduzem é um avião e vão a todo o custo a ganhar velocidade para ver se conseguem levantar voo, porque é que não se esterilizam os pedofilos?? Estes sim um verdadeeiro perigo, apanham um ou dois anos e voltam cá para fora para continuar a dar cabo da vida de crianças e suas familias..

Pois é, e depois os cães é que são maus...

Cumprimentos a todos