sábado, 10 de novembro de 2007

Uma leve brisa na alvorada

Numa notícia distribuída ao final da tarde e que se pode ler, por exemplo, aqui, a Lusa dá conta do seguinte:

"O Movimento Cidadãos por Lisboa apresenta na próxima reunião de câmara várias propostas para aumentar a segurança rodoviária na cidade (...)
(...)
No Alto do Lumiar os vereadores do movimento assinalam um "cruzamento perigoso" na junção da avenida Helena Vaz da Silva com a rua Arnaldo Ferreira onde se cruzam "dezoito faixas" que obrigam a "atravessamentos muito longos" e mais sujeitos a acidentes.
Os Cidadãos por Lisboa afirmam que se trata de "um dos locais de maior risco de acidente rodoviário de toda a zona do Lumiar" e invocam um estudo que "propõe a construção de uma rotunda como forma de resolução deste problema", ressalvando que devem ser preservados os terrenos do Parque das Conchas, um espaço verde junto ao nó rodoviário.
Ainda na zona do Lumiar, o movimento defende a colocação de lombas junto das passadeiras nas avenidas Krus Abecassis e Helena Vaz da Silva, propensas a "situações recorrentes de corridas ilegais" nocturnas."
Depois da visita de Sá Fernandes, agora o agendamento de duas propostas de resolução dos pontos mais perigosos do traçado rodoviário da Alta - e que surge sem ser a reboque de mais um infeliz caso mediático - enche-nos de esperança de acreditar que, de facto, começa a existir um esboço de democracia participativa na cidade de Lisboa. É só um esboço, continuam muitos passos por dar, quer no aprofundamento do espírito comunitário dos seus habitantes, quer na consciência de que só participando se pode exigir, quer na percepção, por parte do poder, que o paradigma de só ouvir os eleitores durante as campanhas eleitoras está a mudar.
Fica também - perdoe-se-nos a imodéstia - o pequeno orgulho de sentirmos ter tido este blog carola e os seus magníficos leitores uma participação relevante (se não única pelo menos iniciática) nesta primeira vitória. Pelo que continuarão a contar connosco e, principalmente, continuaremos a contar convosco para dar continuidade ao que, nos tempos difíceis nos parece ser uma utopia sem personalidade jurídica e que, nos tempos como os de hoje, nos parece uma maluquice cheia de sentido.
(E vou acabar antes que a escrita se me engasgue, embargada pela emoção.)

7 comentários:

Anónimo disse...

"Depois da visita de Sá Fernandes, agora o agendamento de duas propostas de resolução dos pontos mais perigosos do traçado rodoviário da Alta - e que surge sem ser a reboque de mais um infeliz caso mediático..."

Ahhh não?! É preciso ter lata...
Se o Movimento não nada atrás dos casos mediáticos eu sou o Pai Natal...

Anónimo disse...

Dado a classe política (ok, isso já não existe, só boys, girls e 'in betweens') manifestar falta de convicções, de interesse pela res pública - é mais o interesse pela 'coisa': o poder -, de criatividade e conhecimento da vida real, fora das redes privativas dos gabinetes, assembleias e prime time noticioso, os movimentos formais ou informais de cidadãos são uma espécie de estados gerais permanentes, verdadeiras bolsas auscultação das ideias públicas. Mas não tenhamos ilusão, é apenas porque os movimentos acedem às redes (internas, reais, do poder ou mediáticas, da vox populis) que eles «existem» e «contam».
Já agora, que é feito da ARAL?

Outra nota: a loja do Lumiar dos CTT mantém-se aberta «à peine», segundo um empregado me confidenciou. Por isso, sem «pressão», não haverá nos próximos anos correios no Alto do Lumiar. Se fosse só a correspondência (a internet encurta distâncias)...
De qualquer forma, parabéns ao VIVER por estar vivo e de boa saúde, depois da silly season estival - que também cumpriu a sua função.

Anónimo disse...

Ho ho ho, os meninos que não acreditam no pai Natal, acreditam em quê? No partido?
Não fosse o Viver na Alta fazendo a sua lista daquilo que precisa e o Pai Natal não poderia advinhar.
Tem toda a razão Pedro, sem a vossa carolice a nossa não adiantava nada. Esperemos agora que as propostas sejam aprovadas.
LJ

Anónimo disse...

Mais fácil do que a rotunda no topo da R M Helena Vaz da Silva, Av. Álvaro Cunhal, Alameda das Conchas e R Arnaldo Ferreira, pareceria ser cumprir uma das «Boas ideias para 2007» deste Blog: a passadeira a meio da R M Helena Vaz da Silva...

Joana disse...

E o cruzamento Helena Vaz da Silva x Estrada da Torre (aka Azinhaga da Musgueira).

Anónimo disse...

Julgo que o meu e-mail e a resposta da CML lhes responder às questões anteriormente colocadas....

Agora é esperar (sentado) para ver ....

FX


para dsrt@cm-lisboa.pt
cc jflumiar@mail.telepac.pt
data 17/10/2007 13:48
assunto Passadeiras na Alta de Lisboa
enviado por gmail.com

Exmos Senhores,

Venho por este meio alertar para a necessidade de se proceder à instalação de passadeiras na Av. Helena Vaz da Silva, situada na Alta de Lisboa. Com efeito, sendo actualmente a via mais movimentada desta zona de Lisboa, com uma extensão superior a 300 m, com uma população residente em número crescente, tendo a totalidade dos espaços de comércio e serviços em funcionamento e ainda com um elevado movimento de veículos e pessoas, esta via apenas dispõe de uma passadeira em cada uma das suas extremidades, sendo que inclusivamente estas se encontram com a pintura quase imperceptível, uma vez que não são usadas as tintas de "relevo" em cor branca cf. é aliás habitualmente utilizado pelos serviços da CML.
Como agravante desta situação, registe-se que apesar de em certos locais os passeios terem sido desnivelados aquando da sua construção, antecedendo desta forma a colocação das respectivas passadeiras, as mesmas nunca foram instaladas. Para evidenciar esta situação remeto em anexo um conjunto de fotografias que evidenciam a reclamação que aqui apresento. Para além desse aspecto, torna-se incompreensivel o facto de terem sido instaladas passadeiras nas ruas transversais à citada via (vide foto), enquanto que na via principal nada foi realizado.

Recordo mais uma vez que se trata de uma zona com diversos cafés, lojas, paragens da Carris e com escolas num raio de 200 mts, pelo que os riscos de atropelamentos são elevados e reais.


Por último apresento 2 fotos respeitantes à instalação de um bloco de cimento na mesma via (junto ao cruzamento com a Estrada da Torre), o qual não só retira parcialmente a visibilidade dos veículos, como não apresenta qualquer objectivo que justifique a sua colocação, impondo-se assim a sua remoção. Por outro lado, é incompreensíivel que não se proceda simultaneamente à abertura das 2 vias em cada um dos sentidos na Estrada da Torre, uma vez que as obras ao longo dessa via foram concluídas há largos meses, não fazendo sentido que se aguarde pela resolução jurídica do processo de expropriação que envolve a CML ao proprietários dos terrenos junto ao colégio S. J. Brito.


Aguardando por uma resposta urgente da parte de V. Exas. às situações descritas,

e a resposta ..

cc municipe
data 05/11/2007 16:42
assunto Passadeiras na Alta de Lisboa

Exmo. Senhor,

Em resposta ao seu email de 17 de Outubro de 2007 informamos que:

- em relação às passadeiras, o assunto já foi tratado através de um outro processo e aguarda-se apenas a execução; foi dado conhecimento à Junta de Freguesia;

- quanto ao bloco de cimento a SGAL já foi contactada para substituição do referido bloco.

Com os melhores cumprimentos,
O Departamento de Segurança Rodoviária e Tráfego.

Anónimo disse...

Muito gratos pelo vosso pronto esclarecimento. Aguardamos a execução. Assim, sim.