segunda-feira, 5 de novembro de 2007

The Finger

(Peço desde já desculpa pelo tom que se vai seguir; perante palhaçadas destas é-me difícil evitar a demagogia e a irritação)

Começo este post com um seráfico mail que recebemos aqui no blog, depois de muita insistência:

Na sequência do grave acidente ontem ocorrido, vem o Gabinete do Vereador José Sá Fernandes informar que já está em curso um processo de investigação policial, no sentido de averiguar as possíveis causas do acidente, sabendo-se que o processo encontra-se igualmente em acompanhamento na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lisboa. Até à data desconhecem-se as condições em que ocorreu este lamentável acidente, sendo que as condições de segurança do Parque Oeste estão a ser avaliadas, por forma a serem apurados mecanismos mais eficazes de segurança de todos os utilizadores deste espaço verde da cidade.

Isto é que é actuação ATEMPADA E PROACTIVA!

Um mês depois da primeira catadupa de mails a chamar a atenção para o estado de abandono do parque - sem uma única resposta, sem uma única intervenção no terreno - vem o gabinete do senhor vereador (note-se: o "Zé" já não tem tempo para uma resposta pessoal, tão atarefado deve andar com o poder ou a ilusão dele, com as chafeanas esculturas para a Avenida da Liberdade ou com os entendimentos da coligação) responder que já está de dedo em riste à procura de culpados (pode olhar com detalhe para a própria mão: por cada dedo que aponta há três a apontar para si mesmo).

Não sei se me devo congratular com a eficácia da pressão da comunicação social (TVI à frente) ou com o desprezo pelo "povo" com que os representantes do povo nos brindam.

Porque é que inventa agora uma chibice à comissão de menores duns pais que devem estar pouco menos que desesperados pela desgraça que lhes bateu à porta? Fica descansado por ser vereador dum espaço que não oferece condições mínimas de segurança e socorro aos menores que o frequentam?

Senhor Vereador, este parque precisa - sempre precisou - de ser vigiado. Repare, não é policiado (pelo menos não mais do que o resto da cidade); é vi-gi-a-do. Porque, basicamente, a ideia de ordem introduz uma aparência de ordem que tende a ser seguida. Balda (falta de manutenção e conservação, pouca ou nenhuma limpeza) gera anarquia. Anarquia gera maus usos, gera destruição, que geram acidentes (não é?) que podem gerar violências. Por onde andam os vigilantes supostamente contratados?


Senhor vereador, este parque precisa de ma-nu-ten-ção. Se tivesse mandado um dos seus assessores há um mês atrás até aqui, saberia que a falta de limpeza da lago permitiu o crescimento de limos e plantas, limos e plantas que prenderam esta criança no fundo (e o próprio polícia que de lá a retirou). Saberia que há zonas deterioradas que podem causar acidentes a quem passa.

E saberia que a profundidade do lago poderia provocar acidentes mortais no caso de um menor que não soubesse nadar tivesse a desdita de dentro dele cair. Saberia que, dada a configuração do caminho que o atravessa - lajes afastadas sem guardas - uma distracção, mesmo de um adulto, pode resultar numa queda à água. E concluiria duas coisas: que a vigilância é a melhor prevenção e que, para além da limpeza imediata, são necessários ajustes ao parque para que melhor seja usufruido.


E agradeceria, reconhecido, aos cidadãos que resolveram usar do seu direito de participação e, em tempo, lhe chamaram a atenção para um problema que os seus serviços, assessores e gabinete não tiveram capacidade para identificar.

Senhora projectista, errar é humano, persistir no erro é burrice. Como muito bem sabe e parece defender, o paisagismo "bom" não é o que condiciona caminhos e usos é o que descobre o seu segredo e o utiliza - a priori ou após alguns meses de experiência - no projecto. Desde sempre este blog, ainda que incondicionalmente a favor da ideia - o parque urbano -, se bateu pela correcção do que achava serem enganos de projecto: a ausência de costas nos bancos e o seu diminuto número, a pouca atractividade que apresenta em termos de permanência dos utentes (topografia desfavorável - uma inevitabilidade? -, ausência de um bar/esplanada), a ausência de iluminação nocturna (reservada a alguns dos percursos de atravessamento), a falta de guardas junto ao lago. Não serão estes factores as principais causas para que este parque não apresente os mesmos niveis de frequência que a Quinta das Conchas apresenta? Não corresponderia um acréscimo de visitantes a um acréscimo de atenção que, entre outras ocorrências, poderia ter evitado ou minimizado um acontecimento como o de ontem? Estaremos à espera de uma outra ocorrência nocturna para entendermos que, com ou sem luz, o parque - como caminho mais curto entre dois pontos - continuará a ser utilizado depois do pôr-do-sol e, como tal, precisa de ser bem iluminado?

Persistirão projectista, SGAL e CML na ideia de que são os utentes que se devem cingir às condicionantes do parque e não a inversa? Quantos mais acidentes e baixos índices de ocupação serão necessários para vos convencer do contrário?

25 comentários:

Anónimo disse...

Lembram-se da ponte de Entre-os-Rios? Pois. Foi uma grande infelicidade, provocou a demissão de um Ministro de Estado (o MAI da altura). E a culpa morreu solteira. Pagaram indemnizações. Houve alguma vergonha.
Pelos vistos está tudo, não na mesma, mas pior: agora é só «fingertips» (sem desprimor para a banda do mesmo nome).

É só paleio, responsabilidade, em PT, significa «delegação» ou «sacudir de poeira dos ombros». EUUUuuuu???? NÃÃãaooo: O ZÉ...mas o ZÉ POVINHO, claro!

Cininha disse...

Qualquer curso de água, nomeadamente lagos inseridos em parques públicos, deve estar devidamente protegido do acesso, em particular por parte de crianças. Isso significa que tem de possuir, pelo menos, uma cerca de protecção em seu torno. Já nem menciono guardas, manutenção, iluminação, limpeza dos lagos, controle sanitário da água,...
Não percebo como este facto não é óbvio para quem projecta e constrói infraestruturas que devem servir as populações! É raro o parque neste país que apresenta este tipo de preocupação que não devia ser excepção mas regra. Veja-se o Parque das Conchas: passam por lá seguramente centenas de crianças e os dois lagos continuam completamente desprotegidos!
Estamos à espera de quê: outro acidente?

Anónimo disse...

É claro que existiu negligência: das entidades responsáveis pelo parque, dos pais, das crianças mais velhas que acompanhavam a vítima, mas também de quem assistiu ao sucedido e em vez de agir para salvar a criança chamou o 112 e ficou à espera.

j. pereira disse...

O post está bem escrito e enuncia bem o que falta no parque em questão. Por isso acho um pouco excessivo o comentário de "cininha" a pedir "cercas à volta dolago" - por favor, já viu como ficaria? Não é só neste país que os lagos não têm cerca (felizmente!) - já viu o lago do Hyde Park com cerca ou o Vondelpark ou qualquer um em Berlin ou ...?

No post, apenas aponto o dedo (lá está) a uma certa "pessoalização" da atribuição de culpas. Claro que o vereador dos espaços verdes é responsável pelo parque, mas já repararam que quando o Sá Fernandes está em causa são todos rápidos a apontar-lhe o dedo (mais uma vez). No atropelamento no Terreiro do Paço ninguém se lembrou de dizer que o "vereador Marcos Perestrelo não faz falta".

Pedro disse...

Pois não. Mas o vereador Perestrelo não se pôs em bicos dos pés na campanha a dizer que fazia falta. Não se assumiu como porta-voz do povo de Lisboa. Não construiu a sua imagem à volta de rábulas judiciais em nome do bem-estar da população e da qualidade de vida na cidade. Nem se baldou a responder aos mails que desde o principio de Outubro lhe chamam a atenção para o problema.

É um problema de expectativas prometidas e não cumpridas, não sei se está a ver...?

Anónimo disse...

uhttp://dn.sapo.pt/2007/11/06/cidades/alta_lisboa_lago_vigiado.html

J.Alves Pereira disse...

Em relação a esta matéria não posso deixar de notar o exagero das posições relativas ao vereador Sá Fernandes, em quem, já agora, não votei. A atitude de "mata" e "esfola" tomada pela maior parte dos participantes escamoteia algumas questões relevantes:
1. O vereador não está há tempo suficiente no cargo para conseguir fazer uma verdadeira diferença. Quantos de nós conseguiriam, em meia dúzia de meses, alterar o funcionamento de uma máquina tão inercial como a câmara?
2. Não se pode esperar que seja o vereador a decidir se uma determinada intervenção se vai realizar, ou seja, não é a ele que cabe decidir se o parque é limpo, se o escorrega é seguro, se a caixa da areia está desinfectada, se as árvores estão podadas, etc.. A ele cabe-lhe fazer a gestão global e dar directrizes porque é um cargo POLÍTICO. Nesta altura ainda não está apurado se ele não deu de facto essas indicações.
3. O sítio está assinalado e é recorrente ver crianças (muitas vezes com familiares adultos) a tomar banho no lago. Não existe responsabilidade em educar uma criança a desrespeitar um sinal que está mesmo ao lado dela? Já assisti à colocação de uma cadeira no centro do referido lago para servir como plataforma de saltos para a água... O que é que se queria mais, qua a água fosse desinfectada?
4. OS acidentes, infelizmente, acontecem. Podemos cair de um passeio para a estrada (também não tem guarda), podemos cair em buracos, etc... Não podendo eliminar, resta produzir codições que minimizem a sua probabilidade de ocorrência.

Cumps a todos

J. Alves Pereira disse...

Já agora gostaria de acrescentar que espero, sinceramente, que a criança se safe e possa vir a voltar a brincar naquele parque.

Tiago disse...

Caro J. Alves Pereira,

1. Pelos visto JSF não só não consegiu alterar a inércia da CML, como foi também tomado por ela. Não responder a qualquer email sobre este assunto desde há mais de um mês a esta parte, como sugerimos aqui, revela má educação, desinteresse, arrogância e incompetência. Vir dizer agora para para os jornais que todos os emails anteriormente recebidos foram respondidos revela também muito má consciência pelo que aconteceu no Domingo, mas também muita desonestidade.

2. Tive a oportunidadde de conversar com funcionárias da CML que vêm regularmente ao Parque fazer relatórios de tudo (vandalismo, falta de manutenção, árvores mortas). Não sei se têm espírito crítico para propôr soluções que tragam mais pessoas para o parque. Fiquei a saber que se sentem impotentes nas suas funções. Que enviam os relatórios para a CML mas que tudo continua na mesma. Disseram-me também que as cartas e emails dos moradores seriam muito mais eficazes. Perguntei-me a mim mesmo porque raio existem aquelas funcionárias que escrevem tanto para não ser lidas. Devem ser as tais inércias da CML que o JSF ainda não conseguiu alterar.

Mesmo assim, recebendo relatórios e emails dos moradores, cabia a JSF querer saber mais sobre o assunto e tomar a decisão política de intervir no Parque. É ELE O RESPONSÁVEL.

3. Ninguém está aqui a propôr transformar os lagos em praias fluviais. Leia com mais atenção o que foi escrito. Enquanto a vigilância do parque foi assegurada por moradores do bairro não se viu vandalismo nem as crianças corriam riscos banhando-se nos lagos.

4. Pois acontecem, e cabe aos governantes, depois de avisados, tomarem as decisões que minimizem esses riscos. JSF preferiu ocupar-se de outros assuntos e deve estar bem arrependido disso.

Tiago disse...

Acrescento também que segundo a notícia saida hoje no DN (http://dn.sapo.pt/2007/11/06/cidades/alta_lisboa_lago_vigiado.html), JSF afirma que "A Câmara de Lisboa equaciona ainda a hipótese de reforçar a vigilância do local com um elemento da Polícia municipal, para coadjuvar o vigilante privado que já lá exerce funções, disse ao DN fonte do gabinete do vereador Sá Fernandes, com o pelouro dos Espaços Verdes."

Coadjuvar o vigilante privado? Qual vigilante privado??? Ao contrário de JSF, que nunca cá veio, todas as pessoas que frequentam o parque ou moram perto garantem que nunca cá foi visto qualquer vigilante privado. Esse facto foi também referido nos avisos que fizemos a JSF há mais de um mês.

Helena disse...

Pergunto-me se a Arquitecta do Parque Oeste não terá também alguma culpa nesta história toda.
Lembro um post antigo deste blog, em que foi referido a intransigência (e caprichos)da Arquitecta face a algumas resoluções para alguns problemas do parque, alegando que as mesmas deturpariam o projecto original do Parque.
Ora gostaria de confrontar a arquitecta com o acidente ocorrido ontem para ver se ela continuaria defender a perfeição da sua obra.
Na minha opinião, esta é mais uma negligência a juntar ao pote dos culpados.

Tiago disse...

Pois claro que sim. Aliás, se lêr os dois últimos parágrafos deste post verá que essa questão é focada.

Anónimo disse...

Já agora, os irmãos do menino afogado estaão a ter acompanhamento psicológico? Deve ser uma situação muito dramática. Só porque foi um e não 30 ou 50, há alguém a tratar desse assunto?

O VIVER presta serviço público (sabem que há legislação que equipara os e-mails à correspondência em papel, obrigando as entidades públicas a responser (julgo que o prazo é 15 dias...)?

J. Alves Pereira disse...

Tiago, a sua resposta é muito objectiva e eu concordo COM TUDO o que escreveu. Acho é que procura de responsáveia à força não deve ser o orientador do processo.
Eu concordo com a alteração de alguns aspectos focados e sobretudo com a inexistência de vigilância. Mas também acho fazer obras e gerir actividades e processos envolvem, por natureza, riscos que não é possível eliminar.
Quero dizer que aquele espaço se estivesse todo terraplanado teria muito menos riscos mas alguém quer isso? A partir do momento em que se decide fazer lá uma obra desta natureza estão a criar-se novos riscos que não existiam mas que se aceitam em função dos ganhos obtidos, ou seja, eu passo a correr o risco de cair nas pedras ou a aleijar-me nos bancos de cimento pelo simples facto de eles lá estarem.
Já agora deixo um exemplo, passaria pela cabeça de alguém pôr vedações nos lagos do jardim da fundação Gulbenkian? Não existe lá risco? Existem vigilantes em permanência? Existe iluminação à noite?
Mais uma vez noto que sou, naturalmente e como não podia deixar de ser, a favor da correcção das situações detectadas mas de outra forma que não o apontar de dedos como se tivesse sido o vereador a empurrar a criança.
Cumps

Tiago disse...

Caro J. Alves Pereira,

a proposta das vedações nos lagos não saiu de nós. Foram comentários de leitores. E tb não encaramos a terraplanagem como solução. Mais uma vez, peço-lhe que releia os nossos posts. Basta o último e o de há um mês e tal, onde no fim incitamos ao envio dos tais email que o Vereador JSF preferiu ignorar. Pequenas alterações poderiam fazer uma grande diferença na utilização deste parque. Não sei se já cá veio, se já passeou pelo parque, se sentiu o que lhe estou agora a dizer, mas é provavel que essas alterações, tranzendo e fixando mais população no usufruto do parque, tivessem salvo esta criança no Domingo passado. Por isso, por esse desprezo a que foram votados as solicitações de há mais de um mês, por toda a arrogância demonstrada desde sempre pela arquitecta, pela SGAL e CML, todos deviam ter agora algo a dizer. E talvez devessem dizer um pouco mais do que responsabilizar os pais por não estarem por perto. Se tiverem inteligência e honestidade para isso, claro.

J. Alves Pereira disse...

Caro, Tiago

Com o que escreveu agora concordo na íntegra e assino por baixo.
Culpabilizar uma única pessoa pareceu-me sempre demasiado simplista e demasiado fácil.

Não posso, ainda, deixar de notar que a pressão feita por todos, e em particular por este blog, tem sido uma ajuda preciosíssima para o progresso da Alta. "Keep up the good work".

Saudações

Anónimo disse...

Caríssimos,

Há ainda uma outra solução para o caso aqui tratado do lago: é fazer como no Parque das Conchas - retira-se a água e transforma-se o espaço num deserto ... afinal de contas até já lá tem as palmeiras mortas , não me parece que vá disvirtur a paisagem..

Na minha óptica a responsabilidade é exclusivamente da CML, a saber:

1º Aprovou um projecto realizado por uma arquitecta paisagista (???)que não cumpria determinados requisitos que deveriam ser obrigatórios para um local que vai servir uma população residente que se presume venha a ser de pelo menos 20.000 pax, designadamente :

- vigilância
- papeleiras;
- bancos de jardim;
- zonas de sombra;
- café/restaurante;
- eventualmente um espaço de lazer criado através de protocolo entre a CML/Freguesia e entidades de apoio à reinserção social (ex: cybercafé; mediateca; biblioteca,ATL etc);
- parque infantil;
- Iluminação nocturna, etc.

2º. Ao aprovar esta obra sabia por antecipação que estava a criar um "elefante branco" e que não ia ser utilizado pela esmagadora maioria da população, por todos os motivos anteriormente enunciados.

3. Ao ser constantemente alertada quer pelos próprios serviços, quer pelas queixas e reclamações dos particulares, a CML nada fez, aliás neste processo, questiono-me ainda de qual a finalidade das J. Freguesia ? quais os seus papéis e âmbitos de intervenção ? o D. Nuno só soube ir à inauguração com Prof. Carmona para ver os palhaços ?? e a defesa dos intereses dos munícipes que o elegeram ???

4º Inexistência de manutenção do espaço, que levou à transformação do lago num pântano repleto de limos, lixo e objectos submersos que podem ter estado na origem do acidente.


PS- Culpar os pais parece-me algo injusto pois a ser verdade o facto do próprio agente da PSP ter ficado preso no lodo, na prática esta situação poderia ter acontecido com qualquer pessoa que deliberada ou inadvertidamente tivesse caído ao lago...por outro lado, todos nós já fomos crianças e temos q reconhecer q nessa fase muitos de nós com certeza dissemos aos nossos pais algumas mentiras inofensivas só para ir brincar com os amigos, pelo que se torna muito difícil de controlar a 100 % os movimentos das crianças, a não ser que se queira q estejam em casa à frente da PS3 a divertire-se à brava, enquanto devoram um McDonalds e um hot dog ...

FX

Manuel Sousa disse...

É lamentável o oportunismo de quem aproveita uma situação pessoal dramática, ainda por cima de uma criança, para a luta partidária. O Sá Fernandes tem o pelouro há dois meses. Não tem qualquer responsabilidade na construção do parque. Encontrou a generalidade dos espaços verdes e miradouros da cidade sem tratamento e abandonados há cerca de um ano pela anterior vereação. Pouco tempo depois de ter competências no pelouro mandou pagar e reactivar os contratos de limpeza e tratamento dos espaços verdes. Pediu aos serviços técnicos para estudarem soluções para vários espaços em degradação, nomeadamente para o parque aqui em causa. Esse trabalho ficou pronto há uma semana. O Vereador já declarou publicamente que vai pôr em prática essas medidas de modo a melhor as condições de segurança. Pois bem, perante isto tudo, é vergonhosa a campanha (certamente não desiteressada partidariamente) que alguns estão a fazer. Fica tudo dito, quando até se sugere que o "Zé" não devia ter feito campanha eleioral ou, fazendo-a, não se devia ter evidenciado muito! Mas porquê? E o que é que isso tem a ver com o acidente? Não fazendo campanha não teria havido acidente? É uma vergonha, meus senhores, porque misturar baixa política com problemas sérios é de quem não tem escrúpulos. Só espero que os espaços verdes da cidade melhorem urgentemente e que não haja mais acidentes. E, finalmente, que a criança se salve e fique bem.

Anónimo disse...

Tiago
Mas porque é que não se candidata à CML, se em 2 meses voce resolveria todos os problemas do Parque?
E já agora quantos e-mails é que os tais moradores preocupados enviaram ao vereador Proa sobre o assunto?
E que respostas tiveram?
E o que foi feito por ele?
Ou este parque nasceu há 2 meses?
Francamente, basta de demagogias barata!

Anónimo disse...

Está tudo explicado. Se Manuel Sousa diz que Sá Fernandes só tem o pelouro há 2 meses, e se o executivo tomou posse há 3, deve ter estado de férias durante 1 mês, em alguma altura. Certamente em Outubro, precisamente o mês em que foram enviados emails sem resposta. Certo? Vão ver que a resposta é essa. Caixa de correio entupida por estar de férias. Agora em Novembro regressou ao trabalho, e deu-se a coincidência da criança cair logo no dia antes de poder responder aos emails.

Tiago disse...

E pronto... Há uns meses vieram atirar calhaus às janelas aqui da redacção porque eramos defensores do BE. Depois porque éramos dos Cidadãos por Lisboa. Depois porque éramos da CDU.

O post que o Pedro escreveu, aquele do mundo a preto e branco, é infelizmente lúcido. Há quem precise de rótulos para pensar. A leitura é feita sempre a duas cores. Ou concordas comigo ou és inimigo, ou és dos meus, ou és dos outros. Há muitos anos, quando andava na primária, lembro-me dos desenhos que muitos fazíamos nos tempos livres serem performances visuais de uma qualquer guerra de um monte para outro, vistos de perfil, sem perspectiva, e no céu escrevíamos "Bons" de um lado e "Maus" do outro. Os bons ganhavam sempre. Já larguei esses bonecos desde os 8 anos. Mas entristece-me ver adultos ainda a pensar assim.

Não é objectivo deste blog ou dos seus colaboradores atacar José Sá Fernandes. Não o conheço pessoalmente e nada tenho contra o cidadão JSF. Mas é realmente desagradável tê-lo visto tão pró-activo enquanto cidadão, enquanto vereador da oposição, e vê-lo agora tão diferente por quando finalmente tem poder para actuar. Quando finalmente podia cumprir as expectativas que criou nos seus votantes. Acho preocupante que se esteja sempre a apelar à participação dos cidadãos na vida pública, para que colaborem com as governações na construção da cidade e país, mas depois quando se é pró-activo, quando se alerta a tempo e horas para os problemas e previsibilidade de acidentes, ser uma festa quando se obtém uma resposta.

Este parque foi inaugurado há mais de um ano, mas este blog muito antes disso que o debate publicamente. Nós estamos de consciência tranquila. Seria bom que todos estivessem.

Anónimo disse...

Caro Anónimo da 23H59m,

A Câmara tomou posse a 1 de Agosto, mas aconselho-o a ver a data da publicação do despacho de delegação de competências para os vereadores com pelouro (não foi há três meses, pois não?). Só a partir desse momento é que os vereadores podem intervir no respectivo pelouro.

Se fosse um pouco mais preocupado com o rigor das suas afirmações do que com a ironia, talvez não dissesse tantas asneiras.

Cumprimentos.

Anónimo disse...

Só uma achega, em relação à questão das datas...

Alguém sabe quando foram dispensados os guardas (moradores da zona) que estavam no parque?
E quando (e por quem?) foi adjudicado o serviço de rondas (e não vigilância permanente) à empresa de segurança privada?

Anónimo disse...

Foram dispensados no tempo do Carmona/Prôa.

Anónimo disse...

Saiu um comunicado do gabinete do Sá Fernandes sobre o acidente. Está em: http://gentedelisboa.blogspot.com/