sábado, 6 de outubro de 2007

Esplanadas na Alta de Lisboa

Para que os lugares de uma cidade sejam vivenciados é preciso haver coisas que chamem as pessoas para a rua. Uma cidade sem oferta variada convida a população a isolar-se em casa, a ver televisão ou a fazer blogs. A esplanada no café O Bacano, junto à Alameda da Música, é uma mais-valia para a Alta de Lisboa.

28 comentários:

Pedro disse...

Aposto que tomaste o pequeno-alomoço lá hoje. E que foi um acontecimento!

Cláudio disse...

Adorei o nome do café! É bem bacano!

Anónimo disse...

A observação indirecta do "Eu" através do recurso ao retrovisor encantaria certamente Kierkgaard no auge da sua angústia pelo desamparo absoluto onde lógicamente teria dificuldade em perceber onde estaria o acontecimento num ....simples "pequeno-AlOmoço"

Anónimo disse...

Lamento é que esta forma de sociabilidade e convivencia que esta esplanada proporciona seja apenas "um luxo" utilizado pelos que não habitam no CT, o ambiente e os seu frequentadores, fazem questao que assim seja.
Desafio a qualquer um de vós a morar num dos blocos proximos dessas esplanada e depois venham falar de "uma mais-valia".
A Musgueira continua a ser so de uns.

Anónimo disse...

Pois é.Também ja tinha ouvido histórias do incómodo causado pelos frequentadores desse local principalmente aos que moram por cima.
É uma tristeza conviver com pessoas assim que fazem questão em segregar-se a elas próprias.
Não há nada a fazer a não ser esperar a acção do tempo.
A culpa continua a ser e muito dos mesmos de sempre.

Anónimo disse...

Incomodo?
Nao sera essa a palavra mais certa para qualificar o estado de espirito, contudo, nao moro por cima do cafe porque se assim fosse garanto que a Policia visitaria o CT muitas mais vezes do que tem feito ate agora, ainda assim a esplanada e o seu ambiente afecta a todos quantos tem as suas janelas viradas para esse espaço que é aprazivel.
Bacano é sem dúvida o Paulo, contudo, com uma loja aberta ao publico tambem lhe é dificil barrar a entrada a todos os clientes e segregação nao assenta a todos aqueles que aqui compraram casa , pois todos sabiamos ao que vinhamos, mas com boa vontade podemos ( pelo menos assim tento há 4 anos) conviver com todos, o que me conduziu tambem a outra conclusão: por vezes são os meus vizinhos ( pessoas intelectualmente desenvolvidas) a tomarem condutas bem mais nefastas do que os proprios Musgueirenses.
Educação não é de todo formação
Cumprimentos

Tiago disse...

De repente lembrei-me de outra mais-valia para a Alta de Lisboa, o Eixo Norte-Sul, tão ansiado pelos moradores desta moderna urbanização. É uma boa pergunta para a próxima sondagem: Preferia ter defronte da sua janela uma esplanada pública ou uma autoestrada de seis faixas?

Ana B. disse...

Pois eu vou ao Bacano de vez em quando e levo os amigos. Também gosto do Paulo, da esplanada, do bitoque que lá fazem e normalmente, do prato do dia. A esplanada é bem simpática. Além disso é a única da zona, o que ainda a torna mais apetecível nos dias de sol. Nunca tive qualquer problema. E se só uns é que lá vão é porque os outros não vão... Passem a ir ao Bacano e o ambiente e os frequentadores mudarão necessariamente. Também concordo com o último anónimo que diz que muitas vezes são os vizinhos os mais desadequados.

Anónimo disse...

Ana B., deixo aqui um desafio: vamos todos mostrar que é possivel tornar o Bacano e a sua esplanada num local aprazivel para todos os condominos da Torre, e no proximo Sabado de manhã irmos todos beber o tal cafezinho na esplanada ( se assim o tempo o permitir), e deste modo tentar inverter a clientela menos "simpatica" do cafe.Acho que o próprio Paulo iria gostar.
Deixo aqui o desafio
Cumprimentos
Carla

Ana B. disse...

Obrigada pelo convite e pelo desafio, Carla.

Como disse antes, eu já frequento regularmente o Bacano e a sua esplanada. Já o considero um local aprazível. Penso que poderia ser um local aprazível para mais pessoas, se estas estivessem dispostas a lá ir, frequentar o espaço com naturalidade, no seu dia a dia. Os ambientes são as pessoas que os fazem, e os modos de estar e as posturas de cada um são referências inevitáveis para todos os que ali passam, porque ninguém vive sozinho no mundo e porque o homem é um ser social. Por isso acredito que os ambientes menos simpáticos podem mudar e que todos aprendemos uns com os outros. Tudo depende do contributo que cada um estiver disposto a dar, começando por frequentar ou não o café.

Não penso que nada haja a fazer "a não ser esperar pela acção do tempo", mas um dia de ocupação em massa da esplanada, tentando a total substituição de uma clientela por outra, não me parece também que dê grande resultado. Um amigo meu diz que não é o "Dia sem Carros" que faz com que as pessoas deixem de conduzir. É certamente um alerta para o problema mas fica-se por aí, sem mais transcendência. E se a tomada de posição for dura, corre o risco de ser mal recebida. E no nosso caso,Carla, é mais ou menos isso. Não é um dia de ocupação da esplanada do Bacano que a vai caracterizar ou descaracterizar. Aposto antes numa normal, pacífica e natural frequência do espaço. Os resultados serão mais consistentes e perdurarão no tempo.

E não deixa de ser curioso que, estando o Bacano localizado numa loja do Condominio da Torre, não sejam os condóminos da Torre a frequentá-lo.

Cumprimentos

Anónimo disse...

Ana B, quanto a este último paragrafo estou inteiramente de acordo, e também não sei explicar o porquê.
Tenho por habito ir conhecer cada nova loja que abre aqui no condominio, e dou como exemplo a pastelaria que temos, com um fabrico excelente bem como pão, (onde me atrevo a dizer que poucos condominos ja provoram um bolo).
A minha ideia não era no sentido de "ocuparmos" a esplanada, mas convidarmos, por exemplo outro vizinho com quem possamos dar-nos melhor , e beber um cafe, e se cada um de nos, por bloco tivesse essa iniciativa, com regularidade, acredito que as coisas iria alterar moderadamente ( mentalidades e culturas não se alteram pela opressão, pela imposição ou descriminação).
O novo cafe a Horta apresenta-se com uma vertente diferente, com a possibilidade de o cliente ter acesso á internet, o que pode também ser vector importante. Todos nós tentamos evoluir , e em comunidade e só desta forma se obtem resultados.
Gostei da sua perspectiva social.
Obrigado por ter respondido.
Boa noite e uma boa semana
Carla

Ana B. disse...

É isso mesmo. Frequentar regularmente os espaços que estão à nossa disposição, perder receios (sobretudo do desconhecido)e convidar outros a faze-lo. Não sabia da net no café da Horta. Que boa notícia! Tenho a certeza que há muitos vizinhos que, não sendo tão dinâmicos como a Carla, não conhecem o café, assim como não conhecem os óptimos bolos de que fala. E é uma pena. Mas agora que falou nisso, pode ser que quem nos lê lá passe a ir. E já ganhámos mais uns... assim espero.

Desejo-lhe igualmente uma boa semana, cheia de vizinhos afoitos a descobrir as coisas boas da Alta.

Anónimo disse...

E agora uma outra questão, aliás duas: quando abre a nova esquadra da PSP, que aparentemente está concluída? E o edíficio em frente, vai substituir a Escola Secundária D.José I?

Anónimo disse...

substituir... LOL mas mm mt alto LOL

Anónimo disse...

anónimo das 01:05,

Tata-se de um colégio de dondócas chamado S. Tomás e pela manhã e ao final da tarde está sempre apinhado de "Tios e Tias" com as sua carrinhas em 2ª fila à espera da catrefada de filhos hiper-religiosos, sei lá .....

Náná disse...

Este colegio ja fazia parte do plano de ordenamento que pode consultar no site da CML.
Ainda no mesmo site podera ter uma ideia do projecto da Alta de Lisoa, ao nivel de infraestruturas, espaços verdes, polos comerciais, hotel, etc.
É desta heterogeneidade que se compoe uma comunidade activa e diversificada.
É um factor positivo.
Cumprimentos
Carla

Anónimo disse...

Peço imensa desculpa pela ousadia, mas deve ter visto algum plano de ordenamento recente, pq originalmente ali estava uma escola publica, daquelas para os residentes e não para pessoas q fazem 30 km para colocar os filhos na escola.

Querem colocar ali um colegio? fazem bem, depois do publico ser realizado, ou então abram o colegio para os residentes e não para pessoas de fora.

Náná disse...

Caro Anonimo,
tive acesso ao Plano de Ordenamento Municipal no inicio de 2004, onde este estabelecimento de ensino privado ja estava contemplado, enquanto tal, contudo, no mesmo projecto, foi possivel ainda identicar 2 estabelecimentos de ensino público, um primário e um secundário, em outro local do Alto do Lumiar.
Mas respeitando a sua afirmação, admito que não tenha analisado correctamente o projecto, contribuindo para tal, o meu total desconhecimento sobre gestão urbanistica e analise de projectos,nem sempre o que nos possa parecer o é, factualmente foi.
Cumprimentos
Carla

Anónimo disse...

"É desta heterogeneidade que se compoe uma comunidade activa e diversificada."
Concordo plenamente. E em vez de fazer "30 km para colocar os filhos na escola", venham morar para a Alta. Precisamos de "investment bankers" para compensar o pessoal do graffiti...

Anónimo disse...

Ao anónimo do post do dia 10/10 às 05:40,

Acha mesmo que os "Tios e Tias" do Colégio de S. Tomás vêm mesmo morar para a Alta ?? Acha que os S. Joãobritinhos tb moram no Lumiar ???? tanta ingenuidade q por aí vai ... só falta confirmar que a quota de inscrições que o Colégio S. Tomás se comprometeu a distribuir pela comunidade local mais desfavorecida (atenção: crianças efectivamente dispostas a aprender e não Nanis e C. Ronaldos) seja atribuída aos filhos dos funcionários da escola, tal como o S.J. Brito tb. faz, embora a tal não seja obrigado, visto os terrenos não lhe terem sido atribuídos com base nesse compromisso.

Enquanto uns felizardos têm uma escola em frente a uma super-esquadra fantasma (sabe-se lá até qd. - Viver: q tal uma reportagem sobre esse assunto ??), próxima do Metro e de outras acessibilidades, os moradores da Alta ficam em escolas degradas e com péssimo ambiente, tais como o Liceu situado na Estrada da Torre, a escola primária junto ao C. Torre e afins. Que justiça é esta ??
Heterogeneidade? deixemo-nos de tretas - desigualdade, isso sim !!!

Anónimo disse...

"Acha mesmo que os "Tios e Tias" do Colégio de S. Tomás vêm mesmo morar para a Alta ??"
E porque nao ?
Muitas das jovens familias residentes na Alta (p.ex. nos JSB, que conheco) ja tem os filhos em escolas privadas. E nao tenho duvidas que a proximidade de boas escolas privadas (Tomas, J.Brito, S.Cecilia, Externato das Doroteias, etc) e uma mais valia para a Alta.
Os "Tios e Tias" virao para a Alta se a SGAL apostar em fazer apartamentos de qualidade para o segmento alto. Provavelmente venderao mais facilmente um T4 de 300m2 por 1 milhao euros do que os T2/T3 de 80 m2 por 200000.
Acho que ja e altura da SGAL deixar de fazer a promocao pelo "preco barato" e apostar em empreendimentos de qualidade.
A "desigualdade" e positiva se puxar a zona para cima.

Joana disse...

Puxar a zona para cima seria PUXAR PARA CIMA quem está em baixo e não COLOCAR EM CIMA de quem está em baixo. A primeira solução puxa a média para cima, mantendo desvios padrões mto pequenos; a segunda puxa a média para cima, mas com desvios padrões brutais.

Anónimo disse...

A Economia e' como um sistema de vasos comunicantes. A vinda de pessoas com maior poder de compra para a Alta melhora o comercio local, aumenta o numero de empregos e cria mais oportunidades economicas e sociais para todos. Nao me preocupa haver um grande desvio padrao (desiguladade entre "ricos" e "pobres") se TODOS tiverem oportunidades para melhorar a sua situacao economica e social, de acordo com a capacidade e merito de cada um.
O que alguns dos comentarios sobre o C.S.Tomas revelam e' que muita gente continua a admirar o igualitarismo, apesar da historia de empobrecimento generalizado das sociedades que adoptaram este sistema social.

Anónimo disse...

Alto lá,
quanto a mim, colégios privados venham eles.
O que está em causa é a cedência de espaço público (e já agora quem pagou o projecto de arquitectura?) e invasão de um jardim público, transferindo o que estava destinado a uma nova escola pública, num sítio privilegiado (frente à PSP - segurança nas escolas!) para uma entidade privada, surgida do nada, que tinha prometido serviço no braço da prasta aos «pobrezinhos» que trocou por um lucrativo investimento na Alta servindo-se dos «ricos».
Eu pago impostos, eu pago casas dos pobres, estradas, escolas públicas e...pela degradação destas, inda sou forçado a pagar colégios privados aos meus filhos, no fim do que me sinto «pobre» (literalmente), poi ordenado de classe média estica não chega para tudo...
Esperava ter uma escola pública com bonito edifício em lugar seguro, fui defraudado e vou continuar de ter os meus filhos, fora da Alta,num colégio privado.

Anónimo disse...

Qual é a Alameda da Música? Bonito nome.

Anónimo disse...

é a rua no C. Torre que atravessa todas as malhas (incluíndo o PER) e onde existe relva sempre cheia de lixo, as paredes graffitadas, os parques infantis destruídos e as placas de fibrocimento esfaceladas, agradável não é ???

Náná disse...

Nao é agradavel para ninguem, mas volto a dizer que quando adquirimos as habitações nao o fizemos com uma venda nos olhos, também é um facto que o Estado tem um papel preponderante neste aspecto, uma vez que estava previsto um apoio socio-cultural de reinserção social dos habitantes dos PER, programa esse que nunca foi posto em pratica.
Mas chamo a atenção de todos para estes mesmos actos de vandalismo e falta de civismo se manifestarem precisamente nos edificios que não são PER, Vejam como os espaços verdes que ladeam os PER se encontram bem cuidados , bem como as entradas dos edificios.
Sera uma mensagem escamuteada que nos querem transmitir com esses actos?
Carla

Náná disse...

Nao é agradavel para ninguem, mas volto a dizer que quando adquirimos as habitações nao o fizemos com uma venda nos olhos, também é um facto que o Estado tem um papel preponderante neste aspecto, uma vez que estava previsto um apoio socio-cultural de reinserção social dos habitantes dos PER, programa esse que nunca foi posto em pratica.
Mas chamo a atenção de todos para estes mesmos actos de vandalismo e falta de civismo se manifestarem precisamente nos edificios que não são PER, Vejam como os espaços verdes que ladeam os PER se encontram bem cuidados , bem como as entradas dos edificios.
Sera uma mensagem escamuteada que nos querem transmitir com esses actos?
Carla