segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Boas ideias para 2007 - Eixo pedonal



Uma das propostas interessantes do projecto da Alta de Lisboa é o Eixo Pedonal (a azul no mapa), que ligará a já existente rotunda Sul do futuro Eixo Central, ao Montinho de S. Gonçalo.

O projecto inicial estava inicialmente a cargo da SGAL, ao abrigo do contrato que deu origem à Alta de Lisboa, foi entretanto alterado por proposta da CML (UPAL), com o objectivo de o tornar num elemento excepcional de vivência urbana pedonal. Este novo projecto, por ter custos acrescido em relação ao inicial, implicaria então uma partilha de orçamento entre CML e SGAL, à imagem do que foi feito com o incremento de uma terceira faixa de rodagem em cada sentido na Av. Santos e Castro.

Construída a 1ª fase do Parque Oeste e aberta ao público em Agosto de 2006, ficou o Eixo Pedonal por concluir, parte dele entretanto entaipado, no troço que separa os Jardins de S. Bartolomeu e o Condomínio do Parque. Será a SGAL a realizar a obra, mas aguarda provavelmente pelas verbas da CML, o que pelo depauperado cofre da autarquia lisboeta, poderá levar muito tempo a acontecer. Será a “muito curto prazo”, dirão alguns, mas até agora, o elemento de fruição pedonal da Alta de Lisboa encontra-se em cascalho.



Este eixo pedonal interessa ao projecto, seja a proposta apresentada, ou outras, em calçada portuguesa, por exemplo, ou mesmo em cimento liso que tão simpático é para as bicicletas. O cascalho e terra é que não são decerto o acabamento final pretendido. Cabe à SGAL e CML (UPAL) conjugar vontades para melhor servir os moradores.

17 comentários:

João Baptista disse...

Há mais um factor a ter em conta para esta urgência - o acesso ao páteo sul do J.S.Bartolomeu. Quem mora nos B's deste lado tem que dar uma grande volta para poder aceder à entrada do prédio.

É urgente que este troço seja terminado rapidamente! Vou começar a indagar a SGAL por isto.

Cumps,
JB

ana disse...

Nao sei se o cimento liso e a forma mais bela de cobrir esse passeio, mas e certamente o melhor para carrinhos de bebe.
Bicicletas e peoes nao conbinam bem!

Pedro Veiga disse...

Ai combinam, combinam! Carros e peões é que não combinam!

Pedro disse...

Bicicletas e peões não combinam bem???

O que é que isso quer dizer?
Temos de ter pistas separadas para carros, pessoas, bicicletas e animais de estimação?

Basta ir a Amsterdão (exepmlo mais conhecido) para perceber que peões combinam muito bem com bicicletas, patins e skates. Penso que estamos a falar do mesmo: segurança.

Pedro Santos disse...

A ser utilizada calçada portuguesa esperemos que tenha uma qualidade de material um pouco superior à pedra utilizada na Alameda da Música (nos Condomínios da Torre), caso contrário sugiro a utilização de carrinhos de bébé e bicicletas com amortecedores.

Tiago disse...

Ana, é perfeitamente conciliável a utilização de bicicletas e peões. A holanda é um exemplo paradigmático. Consegue-se sempre encontrar potenciais perigos seja no que for, mas parece-me muito, mas muito mais perigosa a utilização de automóveis na cidade.

Enfim, as bicicletas têm sido vítimas em Portugal de algum preconceito e receio infundado que nos mantém nos antípodas de Amesterdão.

Anónimo disse...

Eu percebi a preocupação. Tem razão de ser. Na Holanda os peões não andam no meio das pistas para bicicletas e cá... bem, só é preciso ir ao Campo Grande para ver o que acontece.
RS

Tiago disse...

É uma questão de hábito e ordenamento desse tipo de tráfego. Claro que se se proibir a utilização de bicicletas é tudo muito mais fácil, mas vale a pena ir por aí?

Rodrigo Bastos disse...

A meu ver a preocupação da Ana faz sentido e também não devemos misturar os peôes com as bicicletas pois a problablidade de haver acidentes (atropelamentos) também é alta e como tal não combinam.

Na Holanda e noutros paises "ciclo-friendlys" os peões não caminham nas ciclovias pois existem passeios próprios para o efeito.

Anónimo disse...

Não é uma questão de proibir as bicicletas, é uma questão de educar as pessoas por forma a ultrapassar os mais de 50 anos de atraso mental e tacanhez em que vivemos. Se não se conseguem educar os automobilistas por forma a não deixarem os carros em cima dos passeios, o que pode ser feito à força e a doer, como se vai educar os peões a usarem apenas os passeios e não pistas?
RS

Tiago disse...

Gsotava de saber quantos acidentes já houve nesta cidade por atropelamento de peões por bicicletas. Acidentes graves. E com automóveis? Vá lá, percebo que a circulação desordenada dezenas de bicicletas por minuto em passeios cheios de gente dá provavelemnte muitos acidentes, mas se fosse esse o caso havia justificação sólida para a criação de ciclovias. O que acontece agora é que não temos ciclovias que se apresentem, e a utilização de bicicletas é ainda feita por pouca gente, comparada a utilização na Holanda.

No Parque das Conchas vai muita gente passear de bicicleta. Já viram algum acidente grave? Se sim, acham que se deve então proibir ou condicionar a utilização de bicicletas?

Anónimo disse...

Em minha opinião, justifica-se a via dedicada a peões sempre que se preveja um tráfego de bicicletas intenso e que traga problemas de segurança.
Hoje temos o exemplo od Parque das Naçoes onde a bicicleta chega a ser perigosa. Bem falta faz, nalguns trajectos, uma via dedicada para a bicicleta.
Por outro lado, nun país que se começa a habituar à bicicleta, mais vale pecar por excesso e prever pistas para alguns locais. Em especial em locais que estão a ser feitos de raiz, como a Alta, e onde custa quase o mesmo colcoar uma pista ou uma calçada (se calhar a calçada até custa mais)

Rodrigo Bastos disse...

Calma! Não estou a dizer que temos de banir as biclas! :).

O que estou a querer dizer é que partindo do pressuposto que se deseja massificar a utilização das bicicletas como veiculo de transporte verdadeiramente alternativo dever-se-á ter o cuidado de não as misturar com os peões. A criação de ciclovias não é somente importante para se promover um bom relacionamento entre as biclas e veiculos motores mas também para garantir que exista uma convivência harmoniosa das mesmas com os peões.

Carlos disse...

O Eixo Pedonal é um projecto de extraordinária importância para a Alta de Lisboa. Permite ligar de forma privilegiada, cómoda, segura, original, os dois lados da Urbanização, unindo a primeira rotunda do Eixo Central ao local de maior altitude do PUAL – o Montinho de S. Gonçalo – onde o PUAL prevê um núcleo de equipamentos emblemáticos.
Além disso, é um exemplo claro de um urbanismo e de uma forma de fazer cidade que merece destaque, que deve ser evidenciada e concretizada. Desde que conheço a Alta de Lisboa que considero que há três projectos que em termos urbanísticos a tornam diferente: os três Parques Urbanos, o Centro de Distribuição de Mercadorias e o Eixo Pedonal.
Foi entendimento da Câmara e da SGAL, em 2003, que o projecto do Eixo devia merecer um destaque e um empenho acrescidos para que rapidamente ele fosse uma realidade. Devia ter uma linguagem, uma aparência e um ritmo que marcasse a diferença, nomeadamente, na forma de conviver e de se impor à rede viária. Neste aspecto, foi claro desde a primeira hora que se teria de encontrar uma forma de o Eixo, nomeadamente na Av. Eng. Krus Abecassis, se impor, devendo ser claro ao automóvel que estaria a entrar num território do peão, abrandando a sua marcha.
De forma a mostrar todo o empenho da CML no Eixo, a UPAL desenvolveu um conceito desenhado, que veio a merecer a concordância da SGAL e cujos temas adoptados na estereotomia do pavimento se inspiravam na música, explorando as noções de ritmo, compassos e notas, neste último caso traduzidas pela cor. Procurou-se garantir personalidade e dinamismo através do contraste de cores e materiais, tendo-se optado pelo piso em lajetas de betão colorido tipo “soplacas” e em módulos de 20m.
Quanto à iluminação, considerada fulcral, é caracterizada por diversos tipos, cumprindo cada uma a sua função: “leds” (no inicio e nos extremos onde o Eixo se desmaterializa) feixes de luz direccionados (com a função de “faróis” orientadores do peão), luzes rasantes (orientadoras do percurso e por isso constantes ao longo deste) e luzes estratégicas (nas árvores modelando volumes, no mobiliário urbano, conferindo leveza, no muro junto à Quinta da Musgueira, evidenciando reentrâncias e saliências).
Ao longo do Eixo e servindo-lhe de remate surgiriam bancos corridos em betão (com costas, repito, com costas e outros também sem costas…). Sendo um espaço linear de passagem com 5 m de largura, foi entendimento que o Eixo viveria muito do enquadramento vegetal que lhe fosse dado pelas ocorrências marginais, pelo que deverão ser plantadas árvores em alinhamentos não regulares por forma a evitar a monotonia, tendo sempre em atenção a melhor localização das respectivas sombras em relação ao utente.
Para o Verde Urbano junto ao Empreendimento Colina de S. Gonçalo pensou-se num pequeno parque à escala de bairro, tirando partido do potencial de animação urbana que o local possui (forte densidade habitacional, proximidade de um hotel e de um núcleo de diversos equipamentos), que constituiria um fórum onde se poderiam cruzar diversos interesses e actividades, tratando-se de uma praça em forma de concha, cuja imagem ponto de partida foi a praça do Centro Pompidou em Paris, cujo fulcro seria um elemento construído, que poderia funcionar como palco, painel suporte de exposições, ou simples pala. O pavimento da praça permitiria diversas actividades, desde skate e patinagem até ao simples passeio a pé.
A área verde propriamente dita, devido à sua inclinação, seria em socalcos cujos muros serviriam de suporte a caminhos. Em paralelo e como forma alternativa de alcançar o ponto mais alto da Alta de Lisboa e vencer 35 m de desnível e 130 m de extensão, pensou-se num elevador que para além de cumprir a sua função, poderia ser um receptáculo para informações úteis, exposições, jogos de luzes.
Este conceito desenhado recolheu o acordo da SGAL e dos diversos serviços da CML, tendo posteriormente sido aprovado o respectivo projecto. Os custos acrescidos face ao compromisso contratual a que a SGAL estava obrigada deveriam ser, obviamente, repartidos pelas Partes: CML e SGAL.
O custo final desta empreitada só foi obtido em princípios de 2006, depois do projecto de execução ter sido finalizado pela UPAL, aguardando a SGAL desde essa altura uma resposta definitiva, conclusiva e razoável da UPAL à forma de repartição dos custos extra, que permita concretizar este projecto único, de extrema importância para a Alta de Lisboa.
Infelizmente, como muitos outros, também este projecto tem merecido nos últimos tempos pouca atenção e, sobretudo, pouca capacidade de decisão da CML-UPAL que são essenciais para concretizar e desenvolver a Alta de Lisboa ao ritmo que merece e que merecem as cerca de 20.000 pessoas que aqui residem. A fase em que o Projecto se encontra, depois de concluído o Realojamento, depois do avanço nas acessibilidades, nas zonas verdes e nos equipamentos, não se compadece com hesitações e ausência de decisões, sob pena do Projecto se atrasar ainda mais, hipotecando de forma comprometedora muitos dos seus aspectos mais relevantes e que tornam a Alta de Lisboa diferente. O Eixo Pedonal é um deles.

Nuno Martins CSG disse...

O eixo pedonal vai arrancar - segundo notícia de 5/4 no site da sgal (que diz resumidamente o que foi dito no comentário anterior).

Cool!

Anónimo disse...

Afinal trata-se de um eixo pedonal ou de uma ciclovia.Parece-me que são coisas diferentes e que há quem as esteja a confundir.

André disse...

Boa tarde,
vou ser morador na Colina de S. Gonçalo e só agora vi que o passeio pedonal vai acabar no montinho de S. Gonçalo, mesmo por trás da minha casa.
Alguém me sabe dizer se este passeio vai subir o monte ou vai terminar lá em baixo? De facto vi que estavam a aplanar o terreno na base do monte anteontem. Espero que este passeio suba o monte, pois como está agora está bastante feio.