segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Azinhagas

Desde o passado mês de Setembro todos os habitantes da Alta de Lisboa e zonas circundantes têm notado um aumento considerável dos engarrafamentos nas chamadas “horas de ponta”. As causas para este aumento do trânsito já aqui foram referidas há cerca de um ano. Mais recentemente este problema do aumento de forma exponencial do trânsito automóvel foi também noticiado neste blog a 15 de Setembro de 2006.
Outro aspecto relacionado com este problema prende-se com as ligações entre a Alta de Lisboa e as zonas circundantes, como é o caso do Lumiar ou da Ameixoeira. A ligação com a Ameixoeira é muito deficiente estando actualmente a atravessar um período crítico nas horas de maior trânsito rodoviário. Com o aumento da frequência dos autocarros da carris a ligação entre a Alta de Lisboa e Ameixoeira (estação de metro) melhorou consideravelmente (carreiras n.º 3, 701 e 777). Todavia, a passagem de veículos pesados e ligeiros pelas azinhagas da cidade e de S. Bartolomeu tornou-se num verdadeiro pesadelo para os motoristas, condutores e passageiros, dado que é impossível o cruzamento de dois autocarros nestas ruas estreitas. A fotografia em baixo foi obtida no domingo passado (8 de Outubro). O estado das vias dá uma ideia aproximada da dificuldade que é manobrar um veículo pesado nestes poucos metros de via disponíveis.

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Ligação azinhaga da cidade com a azinhaga de S. Bartolomeu

A solução deste problema está provavelmente enclausurada numa gaveta perdida esperando por melhores dias.

Por sua vez, o arranjo da Alameda das Linhas de Torres avança muito lentamente. Se a 8 de Outubro de 2006 o estado das obras é este:

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Alameda das Linhas de Torres, 8 de Outubro de 2006

Cabe perguntar aos responsáveis para quando se prevê a conclusão do arranjo desta via?

Enquanto as obras se prolongam no tempo os problemas vão aumentando. Nos dias de chuva ou de greves dos transportes públicos o trânsito fica completamente entupido na Alta de Lisboa. Os moradores continuam à espera do tal “segredo que Lisboa guardou para o fim”.

12 comentários:

Pedro disse...

As acessibilidades continuam a ser o ponto fraco da Alta de Lisboa. Se verificarmos com atenção e apelarmos à nossa memória, as vias de circulação para fora/dentro da Alta de Lisboa são exactamente as mesmas que há 10 anos. Agora há é mais buracos, desvios e improvisos. Com o avolumar do número de pessoas a viver na urbanização não seria de esperar outra coisa senão o caos total.
Seja como for estou optimista pois acredito que a entrada em funcionamento do Eixo Norte Sul e da Avenida Santos e Castro vai resolver o problema. O Eixo está quase, a Santos e Castro nem por isso...
Até lá recomendo a todos os moradores da Alta que pressionem constatemente a SGAL no sentido de rapidamente avançarem com a Avenida Central (exlibris de tod o projecto!!!). Para bem da própria SGAL.

Pedro Veiga disse...

Exactamente! Por isso é que é bom ir lembrando que o caos ainda não acabou. Este canal é um óptimo meio para ir fazendo alertas no sentido de informar sobre o estado real das coisas. A propaganda só diz maravilhas, mas convém saber com é a realidade diária de quem mora nestas bandas.

Tiago disse...

Convém saber a quem cabem as responsabilidades das várias obras. À SGAL cabe iniciar a construção do Eixo Central. O tramo Sul já começou.

A Santos e Castro está dependente da CML. É a SGAL que a está a construir, mas os atrasos devem-se à lentidão da CML em tratar das expropriações que faltam para se concluir a obra.

O eixo Norte-Sul é da responsabilidade das Estradas de Portugal e da CML, mais uma vez no que toca às expropriações.

Carlos disse...

Já agora convém acrescentar que para a SGAL conseguir avançar com o Eixo Central no tramo do meio é preciso que desapareça o "Centro de Saúde" situado junto ao Centro Social da Musgueira, o qual vai ser transferido para o Condominio da Torre. Essa transferência estará dependente há vários meses apenas, repito apenas, da assinatura de um "protocolo" de entendimento (certamente muito díficil!!!) entre a CML e a ARSLVT. Além do óbvio certamente um centro de saúde mderno e bem equipado será seguramente mais útil a todos do que aquele "barracão". Por outro lado, é fundamental resolver a questão da Porta Sul ou Nó de Calvanas e mais uma vez a última palavra cabe à CML.
Finalmente, quanto à Azinhaga de S. Bartolomeu era interessante saber-se qual a decisão da CML para aquela via e acessos envolventes que estão fora da área de execução da Alta de Lisboa e da SGAL, nomeadamente, os tão desejados prazos de inicio e conclusão.

Pedro disse...

Embora esteja de acordo que as responsabilidades não são só da SGAL é importante termos sempre em vista que é a SGAL a promotora da Urbanização. Mesmo que haja responsabilidades de outras entidades (nomeadamente CML), cabe à SGAL dialogar / pressionar essas entidades. O que vejo é um atitude arrogante da SGAL, apenas preocupada em vender casas.
É obrigação da SGAL avançar rapidamente com a Avenida Central (por onde devia ter começado) e pressionar a CML na questão da Santos e Castro.
Basta ver a sinalização patética de quem sobe os primeiros 500 mts na actual Santos e Castro para perceber que a SGAL está no gozo e certamente nem dialoga com a CML. Aliás se o dialogo fosse regular, a CML não avançava com as actuais obras na Alameda Linhas Torres antes de estar (no mínimo) o Eixo Norte Sul em funcionamento.
Temos de ser nós a pôr estes gajos a mexer!!! E parabéns ao blog como plataforma para troca de informações e ideias.

Tiago disse...

Tudo bem, mas também nós, moradores, cidadãos, eleitores, contribuintes, podemos, e devemos, ter uma palavra a dizer. A SGAL tem um objectivo comercial legitimado pelo acordo que assinou com a CML, o PUAL. Investe visando o lucro. Poder-se-á dizer que esse lucro lhe chegaria mais depressa se soubesse pressionar a CML para desbloquear a burocracia inútil. Mas não sei se não o faz. Sei é que somos nós que pagamos os ordenados aos 10000 funcionários da CML que foi criada para servir a cidade e a população, somos nós que alimentamos esta máquina que não visa o lucro mas que se mostra indiferente ao andamento das coisas, aos atrasos nos projectos, ao desconforto dos munícipes. E isso parece-me intolerável por nossa parte. A SGAL tem obrigação de construir casas com a qualidade que apregoa, tem a obrigação de servir o melhor possível e de forma justa os seus clientes. A CML tem a obrigação gerir as contas públicas, de fazer mexer a cidade, de regular correctamente o crescimento da cidade. Mas quando uma entidade pública serve mais a si própria do que aos que diz representar, estamos muito mal. E são as pessoas, as principais prejudicadas dessa incompetência e laxismo, a ter de fazer ouvir o desagrado.

Sérgio disse...

Queria só acrescentar que, em minha opinião, tem de estar a haver, decididamente, uma pressão da SGAL sobre a CML. O que pode estar a acontecer é a CML ignorar, ou pelo menos não relevar na proporção pretendida, as solicitações da SGAL. Recordemos 2 episódios bastante sugestivos desta situação:
.Relatório e Contas da SGAL
.Obras na Alameda das Linhas de Torres

No primeiro caso, a SGAL imputa muita da responsabilidade pela sua situação financeira ao incumprimento por parte da câmara de 'compromissos assumidos' por aquela, que dizem respeito à cedência de terrenos e conclusão de infra-estruturas, como se pode ler aqui.

No segundo caso, na sequência do agravamento das condições de circulação e do natural protesto dos habitantes, a SGAL emitiu um comunicado em que diz muito claramente não ter responsabilidade sobre o ocorrido e que a decisão de avançar para o caos foi unilateral (aqui).

Assim, num espaço de tempo relativamente curto, a SGAL apregoou de viva voz que o seu relacionamento com a CML não está de boa saúde, mais concretamente, que aquela entidade anda surda.

Quando lemos isto, que perspectivas podemos ter sobre um aumento de pressão da SGAL sobre a CML? Parece-me que, na realidade, esta é a opção limite de quem já não pode efectuar mais pressão pelas vias 'normais' - o recurso à comunicação social - e um forte indicador de que temos que ser nós a assumir uma parte da pressão sobre a CML.

Pelo contrário, parece-me de duvidoso efeito pressionar a SGAL em matérias em que aquela está evidentemente espartilhada. Não é que não haja justificação - é a SGAL que vende o projecto, não a CML - mas reduzir a questão ao contrato celebrado com a SGAL é ignorar o projecto e todas as responsabilidades que nele tem a CML; é, parece-me, abdicarmos da nossa própria responsabilidade enquanto habitantes de Lisboa de chamar a atenção para o que está mal e exigir que se cumpram os nossos direitos enquanto cidadãos desta nova zona da cidade.

Tiago disse...

Onde é que assino, Sérgio? É isso mesmo!

tuBo em cima disse...

venha o abaixo assinado a entregar na câmara
Mónica

Ana Sousa disse...

Sou moradora no CP e desde a passada semana um grupo de condominos junto com a Administração do Condominio colocou á nossa disposição um abaixo assinado ( podem vê-lo em www.condominiodoparque.net/portal)que a grande maioria dos residentes têm vindo a assinar. Será em breve entregue na Câmara.
Penso que seria uma boa ideia e mais uma forma de pressão se outros condominios fizessem o mesmo.

iceberg disse...

As obras da Alameda das Linhas de Torres tinham uma duração prevista de 3 meses, com início a 20 de Agosto de 2006. No placard da junta de freg do Lumiar, junto ao Pingo Doce, está la agora um aviso, sem qq explicação adicional, a dizer que vão terminar (previsão)..a 30 de Junho de 2007....E ninguém vai preso....

Anónimo disse...

São (foram)3 meses num sentido(D.Amélia -Lumiar), vão ser mais 3 no sentido contrário e depois mais 3 no troço D.Amélia -C.Grande e finalmente mais 3 no sentido inverso ( e isto se tudo correr bem).Por acaso no site da Junta de Freguesia do Lumiar isto já vinha assim descrito , pelo que o placard referido é que leva ao engano.Se acabar a 30 de Junho já vai ser uma sorte e é preciso que não chova muito ou não faça muito frio ou não neve ou outra coisa qualquer que não estava prevista!