sexta-feira, 15 de setembro de 2006

A tal nova rotunda

Aqui está a nova rotunda que liga o acesso Sul à Alta de Lisboa, vindo de Calvanas, ainda Av. Santos e Castro (antes da inauguração da futura via-rápida) com a Av. Eugénio de Andrade que vem do Parque das Conchas e liga à Av. Helena Vaz da Silva.

O percurso foi feito numa hora simpática, ao meio-dia, já sem o atafulhamento da hora de ponta. A alternativa é boa e mais saudável: andar a pé e de transportes públicos.


19 comentários:

Pedro Veiga disse...

Mesmo os autocarros ficam parados no trânsito, por isso só a pé ou de bicicleta.

joana disse...

E têm sugestões para quem leva um miúdo de 2 anos? É que eu sou muito bem capaz de caminhar 10 minutos até ao metro, mas não à velocidade do meu filho e não consigo levando ao colo (embora amanhã talvez tente!).

Isto está cada vez mais caótico...

joana disse...

E, já agora, se todas as pessoas largassem o carro e apanhassem o autocarro, também não imagino o que aconteceria... Apesar do número imenso de pessoas que opta pelo transporte próprio, os autocarros não vão vazios! Ontem, o 108 (novamente na E. da Torre) não conseguiu meter toda a gente que estava na paragem e houve pessoas que tiveram que esperar o seguinte (que provavelmente chegou nas mesmas condições).

A Carris também tem um papel importante na resolução deste problema. Ao considerar viável apenas carreiras que vão lotadas não dá qualquer oportunidade/espaço (literalmente) para que novas pessoas ponderem o autocarro como alternativa.

Fiquei também a saber hoje que há muitas reclamações em relação à recente restruturação da rede da Carris. Já ouvi muito comentário na rua, mas parece que a Junta de Freguesia da Lapa está a encabeçar um protesto/negociação com a Carris (juntamente com mais 8 Juntas de freguesia de Lisboa). O Lumiar não está entre elas, infelizmente.

Pedro Veiga disse...

Isto está a rebentar pelas costuras porque não há coordenação nenhuma entre os vários meios de transporte público. O cidadão é que se trama ao ficar entalado no trânsito. Ou grama com um apertão nos transportes, ou vai a pé pelas azinhagas acima com o risco de ser atropelado ou esmagado por um TIR. Precisa-se urgentemente de soluçãos para este caos, porque assim não há desenvolvimento harmonioso. É caricato ver o engarrafamento que já chega às portas das garagens dos condomínios de luxo da Alta de Lisboa. É ver aquelas altas cilindradas no pára e arranca a consumir gasóleo e gasolina e a lançar kg e kg de gases para a nossa atmosfera! E viva o progresso!

Jibóia Cega disse...

Hj de manha fiquei estarrecido com a fila: estava a 20 metros da minha garagem!!! Costumo ir de carro da Rua Helena Vaz da Silva até ao metro da Quinta das Conchas mas voltei a guardar o carro e fui apé atravessando a Quinta dos Lilazes. Isto é absolutamente inadmissível! A dita rotunda é uma vergonha e a interrupção do transito da mini-estrada paralela à Santos e Castro uma inconsciência, pois levava muito trânsito que nada tem a ver com a Santos e Castro. Isto simultaneamente ao corte da Alameda das Linhas de Torres. Ou seja onde havia 3 alternativas já por si congestionadas, passa a haver uma!!
Eu encabeço um protesto de que maneira for se mais alguém se quiser juntar!

juditeh disse...

Joana que tal usar um carrinho chico ou maclaren para criancas ultra leve. Sei bem quao dificil e essa situacao.
Tiago conduzir e filmar?!!!! reduzir de velocidade ao entrar numa rotunda, talvez, nao??? ; )

Tiago disse...

Bem... Já não bastava a C. reclamar com a minha condução e confundir constantemente perícia com imprudência, agora vejo a minha dedicação à coisa pública ser julgada. Se a ACAM vê este video ainda apresenta queixa...

Não se apoquentem; não nasci em Chernobyl, mas fui raptado em pequenino e passei a infância num circo chinês. Desenvolvi grande coordenação motora e um sexto sentido apurado.

Puma disse...

A carris e verdade tem culpa 1 fase deveria ser mudar a cidade por cores como já esta e as carreiras ficavam todas iguais 2 fase proximo ano seria mudar faseadamente cada zona de cor 1 cor de cada vez e não tudo ao mesmo tempo.

Pedro disse...

Parafraseando o Rodrigo: há que ter paciência e esperar pelo concluir do projecto urbanístico da Alta para que tudo o que foi planeado entre em efectividade! Não podem esperar que sejam os novos eixos construidos por si só a assegurar um escoamento rápido e eficaz das centenas de veículos que saiem da urbanização. A 2ª Circular não está já saturada? As saídas da Norte-Sul idem-idem? O problema não são as rotundas provisórias, é a falência do modelo de grandes concentrações urbanísticas nas periferias com a maioria dos postos de trabalho concentrados no centro da cidade. E tenham esperança: há mais de vinte anos que os habitantes do Lumiar perdem mais de meia-hora para passar o Campo Grande (e agora, com o acréscimo do tráfego vindo da Alta é quase uma hora) e, no entanto, mantêm a convicção de um dia deixar de ser assim!

Pedro Veiga disse...

Claro que os engarrafamentos são impossíveis de extinguir com este modelo absurdo de desenvolvimento da cidade! Agora há que ter em atenção que esta operação de alterção dos traçados das vias foi feita sem pensar na circulação geral da zona. Foi algum cérebro com um parafuso a menos que tomou esta decisão! Os grandes engarrafamentos devem estar nos locais apropriados (2ª circular, eixo norte-sul, etc),e não na rua que faz falta para ir à farmácia ou aos correios. Tenham paciência, senhores responsáveis!

Rodrigo Bastos disse...

Pedro,

Olha que o contexto não é concerteza o mesmo. Honra-me que me cites mas agradeço que coloques no contexto correcto :)

Diáriamente eu não sou abrangido por "esta questão", pois ando a pé e de metro e quando vou à boleia, costumo sair antes da "hora de pico".

Será que não foram demasiadas alterações ao mesmo tempo?

- Obras de requalificação da Alameda de Linha de Torres que implicaram a existência de um desvio pela Alta de Lisboa que vai terminar na Estrada da Torre.
- Colocação da mini-Rotunda no acesso à Alta pela 2ª Circular/Av Brazil.
- Fecharam o "atalho" que servia de entrada e saida da Alta via Vieira da Silva.

Pedro Veiga disse...

Rodrigo,

É isso mesmo! Muitas obras e nenhuma coordenação entre elas.
O percurso filmado pelo Tiago mostra é ilustrativo da má condução do processo urbanístico da Alta de Lisboa. Assim se lixa a vida a muito milhares de pessoas que têm necessidade de ir trabalhar todos os dias!
Está prevista chuva no fim da semana que vem (5ª e 6ª feira), o que significa caosx2 ou caos ao quadrado.
Será que não há ninguem suficientemente inteligente na CML, UPAL ou SGAL?
Foi para isto que elegemos estes autarcas?
É para isto que pagamos os impostos cada vez mais pesados?

Pedro disse...

Pedro,

Os autarcas não têm nada a ver com isto. Limitam-se a confiar - como é seu dever - nos técnicos da autarquia que apresentam ou aprovam, conforme os casos, estas soluções.
Quanto à simultaneidade das obras, continua a ser para mim um mistério como é que se continua a achar natural esta conflituidade entre as mesmas e a necessidade das populações de terem disponiveis corredores funcionais de trânsito. A CML tem um departamento que é responsável pela gestão das diversas empreitadas de infraestuturas a decorrer na cidade - realiza-se inclusivamente, desde há muitos anos, uma reunião semanal de coordenação com as várias concessionárias para tratar deste aspecto. E... "isto" que vocês referem continua a acontecer. É de facto um mistério. Mas, repito, a culpa não é dos autarcas. O que é que eles podem fazer - contratar substitutos? Duplicar os técnicos da edilidade? Bater-lhes? Despedi-los? pedir à ordem para promover processos disciplinares? Em Portugal? É melhor olhar para ao lado e pedir paciência às pessoas.

ST disse...

De facto o trânsito anda caótico para estas bandas. Muitas obras e muitas alterações simultâneas:
- Obras de reconsturção da Alameda das Linhas de Torres
- Construção da mini-rotunda e eliminação do atalho
- Regresso às aulas e à vida citadina em pleno
- Alteração da rede da carris
- mais obras e outros afins

Não quero assustar mais, mas avizinham-se tempos muito difíceis. As obras na Alameda são em duas fases e apenas estamos na 1ª fase. A seguir será o troço entre a Rainha D. Amélia e o Campo Grande. Não sei datas aos certo, mas mais tarde ou mais cedo o trânsito na Av. Padre Cruz também será condicionado (senão cortado) para a construção do viaduto de ligação do Eixo Norte sul. Alguém sabe para quando o início do Eixo Central ou da Malha5? Com sorte e com atrasos, coincidem todas as obras, com a chuva e o frio à mistura.

Pedro Veiga disse...

É de facto um mistério isto estar a acontecer tudo ao mesmo tempo!
Se calhar os responsáveis decidiram que era melhor apertar com tudo ao mesmo tempo para ver se tudo entra definitivamente nos eixos. Só que quem se lixa é que tem de se deslocar diariamente para o trabalho às horas de ponta.
Se pensarmos que o pico do caos poderá ser só em 2007 (ou 2008?), atendendo ao calendário previsto das várias obras em curso... ficamos pouco animados.
Buerk! Fugi eu da linha de Sintra com um grande esforço financeiro e estou outra vez metido nesta "lama" da má gestão urbana! Se pudesse fugia outra vez, mas desta vez para bem longe desta falsa urbanidade!

Pedro Veiga disse...

Actualmente até Massamá está com uma qualidade de vida muito superior a isto!
Isto assim não interessa a ninguém!

joana disse...

Olha, os meus pais que vivem na margem sul põe-se no trabalho em 35 minutos, com o comboio (carro ate à estação, parque para carro incluido no preço do passe mensal, comboio ate entrecampos onde a estação está integrada com o metro e metro ate ao trabalho).

Claro que antes do comboio, não imaginas o transito caótico até cacilhas para apanhar o barco! Não há duvida que a solução para os transportes públicos são as vias exclusivas que é o que acontece com o metro, o comboio, o barco...

Volto a sugerir que se ouça a entrevista a Jaime Lerner no site da TSF, no programa Pessoal e Transmissivel. A abordagem à rede de transportes públicos de Curitiba é brilhante. Os autocarros são praticamente o mesmo que o metro (exclusivos, frequentes), sem os custos de criar uma infraestrutura subterrânea como é o metro.

Pedro Veiga disse...

Obrigado Joana,

Por acaso já conheço esta entrevista. Que burros que somos, não conseguimos copiar os bons exemplos!
No início de Setembro do ano passado ainda morava em Queluz. Ia a pé para a estação e conseguia chegar ao trabalho em 45 a 50 minutos, com todo o trajecto incluído (porta a porta), graças às vias exclusivas do metro e do comboio!
Hoje, se apanhar o aurocarro mais o metro, morando na Alta de Lisboa e trabalhando no mesmo local, levo à hora de ponta, seguramente, muito mais de uma hora! Estou a perder!

Tiago disse...

Essa entrevista está aqui:

http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2005/11/jaime-lerner-o-homem-que-ama-as.html

A entrevista é longa, mas vale mesmo a pena ouvi-la com atenção e pensar na nossa cidade. Se querem ouvir a parte dos transportes, cliquem no segundo ficheiro, a partir dos 4 minutos. Tem TUDO, TUDO a ver com o problema que temos hoje em dia por cá.