sexta-feira, 15 de setembro de 2006

O CAOS DO TRÂNSITO na Alta de Lisboa

Os nossos urbanistas estão de parabéns! Conseguiram tornar a Alta de Lisboa num inferno automobilístico nas horas de ponta da manhã, desde que ligaram a Av. Eugénio de Andrade com a Av. Santos e Castro através de uma minúscula rotunda que não está dimensionada para o pesado tráfego automóvel. As fotografias falam por si. Isto é o verdadeiro exemplo de uma cidade insustentável! As fotografias retratam a manhã de hoje, 15 de Setembro de 2006, com Sol e sem chuva.

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Avenida Kruz Abecassis

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Condutores desenrascados a fugir ao caos através do futuro Passeio de Lisboa

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Rua Eduardo Covas ( a servir de Av. Santos e Castro)

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Av. Helena Vaz da Silva e ao fundo Av. Eugénio de Andrade

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Rotunda minúscula que faz a ligação entre a Av. Eugénio de Andrade e a Av. Santos e Castro

Ex.mo. Sr. Professor Doutor Carmona Rodrigues:
Não se esqueça dos moradores da Alta de Lisboa! Eles também pagam impostos como a grande maioria dos portugueses.

12 comentários:

Tiago disse...

E quanto tempo dura este percurso, Pedro?

Pedro Veiga disse...

Durou cerca de 40 minutos!

joana disse...

Pedro, hoje esperei 50 min. pelo 108 na Estrada da Torre.

Imagino que na segunda feira (já que hoje termina a última quinzena de férias habitual) as coisas ainda piorem...

Pedro Veiga disse...

pois,pois... vão mesmo piorar e com a chuva a ajudar. Pode ser que seja só mais um ou dois invernos...

Rodrigo Bastos disse...

Pois...o caos está mesmo instalado.

Rodrigo Bastos disse...

Origem: Paços do Lumiar
Destino: Rua Helena Vaz da Silva
Data: 15/09/2006 por volta das 17:30
Duração: 45 minutos

A maior parte do tempo passou-se na Estrada da Torre...

Ricardo disse...

Será que a alternativa vai ser a pista se ski? Não estou para fazer 200 metros de carro em 25 minutos muitas vezes...

Pedro Veiga disse...

Que tal preparar um abaixo assinado e começar a escrever para os jornais e televisões? Isto tem que ser denunciado! Agora é que a SGAL e toda a cambada de especuladores imobiliários vai deixar de vender casas na Alta de Lisboa! Fomos enganados mas isto não vai ficar assim!

Ricardo disse...

Confesso que não sou adepto de pressão mediática.Teríamos 30 segundos de fama mas a que preço? Entendo que se pode protestar com outro tipo de pressão, sem elementos externos.
Por exemplo, encher a sede ou o stand de vendas da SGAL com os seus clientes... Cada semana, um condominio apresentava-se ordeiramente durante hoooras.... com os 10 (?) condomínios organizados, a SGAL teria de agir. Na verdade, seria como um convivio de vizinhos a estragar a imagem da SGAL.

Pedro disse...

Mas estavam à espera de quê? Porque é que a Alta haveria de ser diferente dos restantes acessos à cidade? Só porque iria ser habitada, na sua maioria por licenciados esclarecidos? Ora adeus.

E, já agora, começo a ficar farto dessa demagogia da "cambada de especuladores imobiliários". A actividade imobiliária é uma actividade benemérita ou é uma actividade que visa o lucro? E alguém é obrigado a comprar casas a preços especulativos? E não é opinião geral dos compradores da Alta de que a relação qualidade/preço é boa? Em que que ficamos?

Pedro Veiga disse...

O problema é a descoordenação entre as várias obras em curso. Irá sempre haver engarrafamentos porque Lisboa, como muitas outras cidades do nosso país, não comportam o número de automóveis a circular, sobretudo nas horas de ponta.
No caso da Alta havia soluções que deveriam ter sido implementadas quando se cortam ruas devido às obras que estão decorrer. Uma dessas soluções possíveis era a criação de vias exclusivas a transportes públicos e a veículos de emergência que poderiam ser a verdadeira alternativa, convidando as pessoas a deixar o carro em casa. Há imenso espaço livre (terrenos baldios) que pode ser usado para esse fim enquanto não são terminados os principais eixos rodoviários. O caos que se começou a viver nesta semana resulta apenas do corte de uma via provisória que dava acesso ao centro da zona de intervenção. Fizeram este corte sem pensar que a Av. Santos e Castro está em construção e que a Alameda das Linhas de Torres está em obras de beneficiação. Ou seja, reduziram de 3 para 1 o número de vias disponíveis para a circulação. Imaginemos que há uma urgência a uma hora de ponta? Por onde vai circular com a rapidez necessária uma ambulância ou um carro de bombeiros?
Ninguém é obrigado a comprar casas a preços especulativos, mas acontece que a especulação já invadiu bem fundo o nosso país. Todos ganham com isto menos o cliente final que paga a casa a preços muito exorbitantes. A Alta tem uma relação preço/qualidade considerando o plano das obras que já deveriam estar feitas e não estão. Devido aos atrasos essa relação favorável deixou, em minha opinião, de existir. Hoje estou consciente que me enganei, fui enrolado pela propaganda, pois quando assinei o contrato de promessa de compra e venda (em 2001), tinha uma ideia muito diferente da realidade que estou a viver. Isto porque não considero como único parâmetro de qualidade de vida a casa para onde vi morar.
Este caos há-de passar, com a chegada da Primavera ou do Verão de 2007. Mas penso que se poderia evitar estas situações difíceis se existisse maior coordenção e outra visão por parte das entidades responsáveis (SGAL, UPAL, IEP, CML, CARRIS, METRO, etc.).
De qualquer forma vou tentar saber junto da UPAL o que se passa ao certo com a mudança dos esquemas de circulção no Alto do Lumiar. Assim poderei ter mais elementos úteis que possam ser válidos para a procura de soluções.

Tiago disse...

Pequeno contributo para a discussão acerca da "cambada de especuladores imobiliários":

Aceitando-se ao limite a lógica do lucro, do investimento e da especulação, comprar uma casa, não a habitar para a vender a seguir por mais uns milhares de contos a um papalvo qualquer é perfeitamente legítimo. E realmente, com a oferta superior à procura, ninguém é obrigado a comprar a um especulador.

Mas se tivermos em conta que uma coisa é investir e construir um prédio de habitação, exercício empreendedor por natureza, e outra é investir apenas na compra antecipada de uma fracção para a revender sem qualquer uso ou melhoramento, parecem-me duas formas diferentes de procurar o lucro. A segunda depende da primeira. É aparentemente parasita.

Pois, mas será só? Não estarão os empreendedores à espera da venda antecipada de apartamentos na planta para ter liquidez para as obras desse mesmo prédio?