quinta-feira, 29 de junho de 2006

As árvores do Parque Oeste



Nos trabalhos da 2ª fase do Parque Oeste são necessários movimentos de terra para fazer a passagem superior que ligará a pista de Atletismo Moniz Pereira, a Norte da Av. Krus Abecassis, à continuação do já existente Parque Oeste a Sul da mesma avenida e a Este do Eixo Norte-Sul. Cardealmente confusos?

Orientem-se aqui


Mas as árvores que estão na primeira fotografia resistirão à 2ª fase do Parque Oeste? Estão incluídas no projecto? Ou terão de ser abatidas para a construção da tal passagem por cima da Av. Krus Abecassis? Algumas já foram infelizmente cortadas, mas não sabemos se por razões fitosanitárias ou por implicações com a obra. Seria uma pena se o projecto da Arq. Isabel Aguirre não tivesse previsto a preservação as árvores já existentes no terreno e que levaram tantos anos a crescer.

Vamos aguardar nos próximos dias para ver o que irá acontecer. Ou alguém acha que se devia fazer qualquer coisa antes que seja tarde demais?

12 comentários:

joana disse...

Em Coimbra, na zona ribeirinha, segundo uma amiga que lá mora há vários anos, havia um laranjal. Há 1 ou 2 anos, abateram tudo, requalificaram a zona, com relva, arte urbana, alguns bares, e várias árvores ainda mto pequenas. Mas sabes o que são? Laranjeiras.

Ao menos no Alqueva transplantaram muitas oliveiras para outras zonas do país (http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=5691&iCanal=1&iSubCanal=66&iLingua=1), por exemplo. Não percebo pq não se faz mais este tipo de coisas (nao tenho conhecimento tecnico sobre o assunto, mas desconfio que é preguiça).

Pedro Veiga disse...

Ainda por cima eram choupos em plena força de vida! Algo errado se passa na cabeça destes arquitectos, planeadores, câmara, UPAL e SGAL. As árvores deveriam de ser sagradas! E estes planos urbanísticos deveriam estar adaptados aos locais e não o contrário. Por isso é que temos estas situações ridículas e criminosas. As árvores boas e adaptadas vão abaixo. Mais acima no novo parque colocam umas espécies exóticas que acabam por morrer por falta de cuidados (como é o caso das palmeiras e de muitos cedros do Parque Oeste).

Ana Louro disse...

E nestes casos não se poderia intentar uma providência cautelar?

Tiago disse...

Providência cautelar? Desculpem lá se desmancha prazeres, mas não será exagerado e talvez contra-producente? Acho que se devia tentar conciliar as árvores existentes e o futuro Parque Oeste, dando conta à SGAL desta questão e fazendo a SGAL chegar à arquitecta essas preocupações. Uma providência cautelar pode implicar um atraso ainda maior no Parque e isso não me parece benéfico para ninguém.

Rodrigo Bastos disse...

Por curiosidade, já alguém falou/comunicou ou pediu esclarecimentos à SGAL sobre esta questão? Espero que a SGAL e a Srª Arqª não tenham dado inicio a este projecto sem antes visitar o local onde o vão implementar.

No caso da providência cautelar é sempre uma hipótese a colocar em cima da mesa e penso que foi isso que a Ana quis dizer.

Pergunta de quem nada percebe deste assunto: Estas árvores não podem ser plantadas noutro local?

Ana Louro disse...

Não seria para se parar a obra do parque, mas sim evitar o abate das árvores (se medida liminar, medida cautelar ou providência cautelar, já não sei). E mesmo que parasse a obra não sei se viria mal ao mundo, dadas as circunstâncias. Vou enviar agora um mail à UPAL sobre isto a ver o que dizem. A não ser que já tenha ido tudo abaixo...

Rodrigo, acho que podem ser transplantadas, a menos que a desculpa seja que não estejam saudáveis, o que não acredito.

Paula disse...

É engraçado as árvores souberam eles cortar mas os barracos/pombais que se encontram mesmo ao lado deixaram-os ficar!!! Não percebo! Será considerado algum tipo de arte urbana?

Tiago disse...

Vamos lá a esclarecer uma coisa: foram cortadas umas árvores, mas a maior parte delas ainda lá está. As da primeira imagem. Não sei se vão ser aproveitadas ou abatidas. Alguém quer tentar saber?

Ana Louro disse...

A maior parte ainda está de pé (embora já não sejam muitas), mas se o problema é a possibilidade de virem a ser deitadas abaixo, se ficarmos à espera que elas sejam abatidas depois já deve ser tarde. Não leves a mal, Tiago, mas se assim não fosse não percebo porque levantaste o problema. Entretanto já pedi informações sobre o assunto ao vereador António Prôa e também pelo email do munícipe...
E hoje resolvi enviar de novo emails sobre outros assuntos pendentes, nomeadamente passadeiras em falta e parques infantis degradados, para os vereadores respectivos e email do munícipe. Vamos ver quanto tempo mais é necessário esperar (não pelas respostas mas pela resolução dos problemas).

Tiago disse...

Ana, eu não estou completamente convicto nesta questão. Ou seja, gosto de árvores, acho que o Parque Oeste tem poucas, acho que as plantadas são poucas e levam muito tempo a crescer e far-me-ia pena ver abater este conjunto de choupos. Por isso levantei a questão sem saber nem acusar quem quer que fosse da intenção de os abater. De facto alguns já o foram, não sei porquê, mas estou com esperança que os que sobram sejam aproveitados. Como não sou o único morador da Alta de Lisboa não me passava pela cabeça fazer uma acção qualquer, fosse interpor uma providência cautelar, ou atar uns panos pretos à volta das árvores sem perceber se havia mais pessoas a queres discutir o assunto. Daí ter chamado à atenção para os choupos aqui. Para que as pessoas discutissem, dissessem o que achavam. A discussão rendeu nove comentários, o que é poucochinho, e fiquei com a ideia que havia quem pensasse que as árvores já tinham sido abatidas. No fundo ainda nenhum de nós sabe bem o que vai acontecer. São vão abatar ou aproveitar as árvores, e quais os prós e contras de cada uma destas opções.

Ora o que tu acabaste de fazer, enviar os emails, etc, é uma forma de participação cívica muito mais útil que eu ter levantado a questão aqui, é certo. E estás de parabéns. Mas fico todo contente por o post já ter servido pelo menos para isso.

Ana Louro disse...

Afinal parece que levaste a mal o meu comentário, Tiago. Fico triste se assim foi. Eu não disse nem penso que o teu post tenha sido inútil ou menos útil do que o envio de emails. Antes pelo contrário, penso e digo que os teus sempre, bastante oportunos e pertinentes. Não o fiz para merecer parabéns e nem foi por causa do post que enviei os emails. Se contabilizar todos os que já enviei acho que dá uma média de um por semana ao ano. Por isso não têm sido nada úteis e também por isso vou colocar um post já a seguir sobre a necessidade da criação de uma associação ...

Tiago disse...

Não levei nada a mal, nem disse que o post era menos útil que os esforços dos cidadão directamente juntos das entidades públicas com qualquer ironia magoada. Já o tenho dito várias vezes: fazer um blog é um exercício de alguma diletância. É fácil passar pelo local, tirar umas fotografias, chegar a casa, escrever meia dúzia de linhas e pôr tudo online. Mas o trabalho que as associações de moradores fazem, os centros sociais, as fundações, os cidadãos com capacidade de iniciativa que telefonam e mandam emails é o que acabam por dar frutos, apesar de ser muitas vezes menos visível.

Neste caso, pareceu-me que os esforços encetados para esclarecer a situação das árvores foram suscitados pela leitura e discussão do post, pelo que obviamente não foi inútil tê-lo feito. No entanto és capaz de ter razão quanto ao peso institucional na associação de moradores no contacto com CML e JF, e o mote para a criação da AM é assim benvindo.

Vá, vamos lá dar uma passa neste cachimbo da paz.