domingo, 29 de janeiro de 2006

Está a nevar!



Neve! A última vez que nevou em Lisboa, disseram logo nas rádios, foi a 2 de Fevereiro de 1954, há quase 52 anos. Esta imagem é insólita para a maioria de nós, que vivemos em Lisboa, mas algo me diz que o desacerto climatérico a que assistimos ano após ano, com consequências cada vez mais radicais, nos irá trazer espectáculos destes com maior frequência.

8 comentários:

Pedro Veiga disse...

Ao que parece, segundo investigações recentes, a corrente do Golfo do México está mais fraca pelo que o frio do norte consegue descer mais na latitude. No litoral de Portugal este fenómeno é raro dado que normalmente a chuva é trazida pelos ventos de oeste (quentes e húmidos). Hoje foi precisamente o contrário: veio ar humido e frio de NE o que faz cair neve em muitos locais do litoral! Estaremos nós a entrar num período do "abrupt climate change"? Serão estes os primeiros ténues sinais?
É difícil de saber ...

Tiago disse...

Lembro-me sempre do "The Day After Tomorrow", um filme tipicamente comercial, mas com especulações e efeitos especias muito interessantes a este nível.

david disse...

Realmente, ao ver a neve cair, estava tão contente como assustado. Já não se pensa na neve como algo de especial e lúdico, mas sim como um sinal de que as coisas estão a mudar. Espero mesmo que tenha sido apenas, como relatado, uma junção de diversas ocorrências pouco prováveis para a região.

Concinha da Mata disse...

Aqui também nevou....

joana disse...

Eu acho que tenho uma opinião mais "holistica" das coisas do que vocês... Se nevou em 1952 não quer dizer q as coisas estão a mudar, para mim. Quer dizer q estão como têm estado. Que é raro, mas que às vezes neva...

Além do mais, as mudanças climatéricas são "normais". Podem ser assustadoras e inconvenientes, mas são "normais". A nossa história geológica está cheia de evidências de "abrupt climate changes".

Não sei porquê isso não me assusta.

Pedro Veiga disse...

Pois está! Só que antigamente os homens e as mulheres não viviam tão dependentes dos recursos naturais como hoje vivem.
Por exemplo, qualquer alteração que implique um pequeno galgamento das águas dos oceanos sobre os estuários poderá ser uma autêntica catástrofe, sobretudo para os países mais pobres ou com a riqueza mais mal distribuída.
Os avisos da natureza são sérios e hoje já se sabe que a mãe natureza pode pregar-nos valentes sustos!

Rodrigo Bastos disse...

Bem...a natureza sempre teve o dom de nos pregar muitos sustos. Acho é que estamos é cada vez mais a por eles.

Rodrigo Bastos disse...

no meu comment anterior falta a palavra "pedir" :)

«Bem...a natureza sempre teve o dom de nos pregar muitos sustos. Acho é que estamos é cada vez mais a "pedir" por eles.»