segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A rotunda foi retirada

Desalento.

Depois de mais de um ano a fazer telefonemas, enviar emails e cartas para a CML a alertar para o perigo de um cruzamento com 18 faixas que provocou vários acidentes, não recebendo qualquer acção ou mínima demonstração de preocupação ou vontade em resolver o problema, um grupo de moradores da Alta de Lisboa, transversal a classes sociais, afinidades políticas, movimentos ou colectividades, fez uma rotunda pelas suas próprias mãos.

As reacções não podiam ter sido melhores. Os utentes aprovaram. A rotunda funcionava, o trânsito fluía, a segurança aumentou enormemente.

Mas hoje a meio da manhã os blocos de plástico e os 4 sinais de rotunda colocados nos postes foram retirados.

Foi a morte de uma rotunda que viveu dois dias e meio.

Alguém anda a sabotar o projecto da Alta de Lisboa. Quem?

13 comentários:

Anónimo disse...

incrível... para fazer uma rotunda demoram anos, para retirar uma rotunda, trabalham logo 2a feira de manhã. é pena.

Anónimo disse...

Só podem estar a brincar...
E com segurança não se brinca!
A negligência é uma atitude grave... será necessário um acidente mortal para agirem, como foi o caso da escola D. José I...?
Ou talvez não frequentem aquele cruzamento, ou até talvez o evitem como eu o fazia antes da rotunda...!

Anónimo disse...

Boa tarde a todos,

partilho da opinião geral de que este é um cruzamento extremamente perigoso. Não entendam este meu comentário como uma crítica depreciativa sobre a acção tomada pelo grupo que construiu a rotunda (iniciativa com a qual concordo e dou os parabéns). Mas a rotunda tinha de ser retirada, imaginem que existia um acidente, de quem era a culpa? A rotunda é ilegal... Como é que as companhias de seguros iam reagir a uma ocorrência destas? Quem assumia o prejuízo? Em última instância podemos estar a falar de um processo conta quem lá colocou a rotunda.

Mr. Steed disse...

instância a instância, se lá morrer alguém num acidente (batam na madeira) a CML, a SGAL, a UPAL e demais também podem ser processadas por negligência?

Ou como no caso da miúda atropelada em frente à escola?

as companhias de seguros costumam verificar a legalidade da configuração das vias em que ocorrem os acidentes?

Joana disse...

Apesar da rapidez guinessiana com que os serviços públicos [a sério? públicos?] agiram esta manhã, eu acho que eles teriam sido ainda mais rápidos se tivessem optado por legitimar a rotunda (sinalização oficial nas ruas e sinalização de rotunda no centro da rotunda) ao invés de a retirarem.

E ficava toda a gente contente e acabavam-se as questões da legalidade.

SURREAL disse...

Claro que podiam ter deixado a rotunda. Podem tanta coisa e muito mais perigosa, e não podiam ter deixado a rotunda? Come on.... Se se sentissem responsáveis pelo mal que pode advir da rotunda, tb se deviam sentir responsáveis pelo mal que pode advir da falta de rotunda. Não foi por isso. Acredito que tiraram a rotunda por questoes burocraticas, ou por alguem achar que não podiamos começar a dar o (mau?) exemplo. é pena mesmo assim, fazia tanta falta.

Anónimo disse...

Eu optaria por "voltar à carga".

Anónimo disse...

Tiraram-na por pura inveja...!
As ideias ou fluem da rua manuel marques ou nada feito....

Anónimo disse...

Eu também repetiria o "feito" baptizando-a de Rotunda das Tormentas... vamos a votos para escolher o nome ?

Anónimo disse...

pintada no chão e todos respeitam. E voltar a pintar. E voltar a pintar...

Ou fazer uma petição e juntar à nossa luta a junta de freguesia, apelar a um ministro qualquer...o alberto costa mora perto da tobis.

Faz-se justiça!

Ana B. disse...

Até acho que a observação do anónimo das 16H00 é certeira. Até percebo que a rotunda tivesse que ser retirada. Não creio que tenha sido retirada para proteger de um eventual processo aqueles que ousaram construí-la, mas antes para dizer o que aqui também nós já dissemos: condenar este tipo de procedimentos ad-hoc que poderão dar a entender que é legítimo a cada um de nós alterar a seu bel-prazer o sentido de uma via, colocar um semáforo em determinado sítio ou qualquer outra intervenção no espaço público, fruto da imaginação e da criatividade. Se o intuito era esse... penso que a mensagem já foi recebida.

Esperava, no entanto, que a questão de fundo tivesse assumido outra importância e fosse merecedora de outro zelo. E essa, a questão de fundo, tem a ver com a segurança das pessoas e continua a ser desprezada.

Os moradores já tentaram comunicar as suas necessidades através de várias linguagens (do email à inovadora rotunda). A Câmara ainda não conseguiu explicar a sua inércia relativamente a este assunto. Nem sequer tentou, e assim é difícil ter autoridade.

Parece-me que o objectivo dos moradores não é nem nunca foi o de medir forças, mas este diálogo de surdos não ajuda...

Anónimo disse...

Existe total razão, quando se pede para seguir os protocolos.

Mas tem de existir um tempo util para as coisas acontecerem.

Não pode ser 10 anos para se fazer justiça sobre os casos. Isso passa a ser injustiça.

Depois não se admirem que alguns virem fundamentalistas e coloquem bombas na paz adquirida.

Ana Rita disse...

Foi uma forma de mostrar que não se brinca com o poder. Nem que seja com o poder da inércia, da incompetência.