segunda-feira, 28 de julho de 2008

O gueto - mais visões sobre reabilitação e integração social

E um texto algo longo mas bem escrito e estruturado. Mais um modo de ver estes temas da integração e dos bairros sociais. Está no Deictico, um blogue normalmente mais virado para o marketing e a publicidade mas que não foge a outros assuntos.

14 comentários:

Carlos José Teixeira disse...

Viva Mr.Steed,
grato pelo apontamento!

Abraço,
CJT

Ana B. disse...

Pois é! não se deixem vencer pela preguiça e leiam este texto. Vale a pena!

Acabar com uma visão assistencialista aos mais necessitados; promover um olhar e um contacto com o exterior eliminando uma cultura de "dentro de portas"; "pulverizar" os realojamentos disseminando-os e integrando-os na Cidade (evitando o modelo de realojamento massivo); como preparar e acompanhar tudo isto... são apenas algumas pistas...

Anónimo disse...

pois é!!!
os mesmos que defendem a integração estão a agora a virar as casacas!!!
ó steed, o que achas da integração de PER's na Alta? Esclarece aqui a malta pois estamos confusos com tamanha "confusão"... dá-nos o teu ponto de vista!

Pedro disse...

Anónimo entusiasmado, só uma pequena correcção: foi a "Alta" a que se refere - presumo que a habitação para classe média - que se integrou nos PER e não o contrário.

Se ler com atenção a bibliografia existente, o PUAL por exemplo, verá que foi esta que surgiu como complemento à reabilitação da zona e não o contrário.

E se as argumentações de "estrangeiro", "invasor", "ocupantes", "imigrantes" não fossem tão idiotas porque estereis, eu diria que "eles" já cá estavam; a classe média é que se mudou para cá...

Anónimo disse...

para a pessoa que se identifica como pedro...eles já cá estavam? eles quem? então o espaço público é deles? é nosso? é de todos? atenção à escrita(linguagem) está cheia de preconceitos..eles, onde é que isso já se viu...ora o planeta terra é de todos..já é um condomínio fechado cheio de problemas, de todos, mas mais de uns do que de outros...só que uns são eles e outros são aqueles e vós outros o que pensais que sois?tenham uma mente filantrópica...sejam felizes....

JRui disse...

Por acaso não sabia que em Portugal tinhamos de ter em atenção quem já "cá estava" e "quem chegou depois" quando vamos morar para um local.
Isto é claro, quando somos pessoas de bem e achamos que não somos superiores nem inferiores a ninguém.
Esta é uma abordagem nova que me deixa verdadeiramente preocupado.
Cumprimentos

Mr. Steed disse...

Primeiro: Carlos, de nada. O texto é mesmo bom, foi um prazer.

Segundo: anónimos da minha terra acalmem-se.

a intenção foi divulgar mais um ponto de vista bem estruturado, bem escrito.

não me preocupa o facto de ser contra ou a favor do que quer que seja. é essa uma das vantagens de um grupo cívico em relação a um partido político ou a uma empresa. é essa umas das grandes virtudes dos blogues.

O meu ponto de vista já o dei noutros textos e comentários aqui no Viver na Alta.

reservo-me o direito de mudar de opinião se tal for o caso sem que isso signifique o tal virar de casaca.

Isso é linguagem partidária que associa a mudança a algum tipo de benefício.

Volto a dizer, aqui não se ganha nada a não ser a satisfação que vem da escrita e da comunicação e nem sequer o meu ego se alimenta de pretensas vitórias sobre quem tem mais ou menos razão.

Estamos entendidos compadres anónimos?

Anónimo disse...

E se eles tem direito a uma casa, ela foi paga com o dinheiro dos outros, dos invasores....

Anónimo disse...

ah pois é compadre Steedy...
lá na minha terra costuma-se dizer: se não podes com eles junta-te a eles...
Será que ainda o veremos a ter como vizinho de cima ou de baixo uma família cigana vinda do Bairro da Apelação? Que tal acha da ideia? Eles a pagarem 4 aereos de renda, com bons plasmas, PSP, belos carritos e a tomarem pequeno-almoço no café... que tal tê-los como vizinhos...?
Era bom...!!! Diga lá de sua justiça!

Mr. Steed disse...

Anónimo, está a repetir-se. Já vi que não percebeu nada daquilo que escrevi.

Outro ponto importante. Nos blogues, se quiserem dar a conhecer algo que achem relevante, coloquem apenas o link para esse texto. Não façam copy/paste.

Foi por essa razão que foram apagados os dois enormes textos que aqui estavam.

Anónimo disse...

http://www.theatlantic.com/doc/200807/memphis-crime

Mas penso que so' subscritores podem ter acesso ao texto completo. Por isso fiz copy/paste.

Anónimo disse...

Muito sumariamente, o artigo na Atlantic relata uma experiencia em Memphis de"section 8 vouchers": Bairros sociais ("projects") perigosos foram arrasados e os habitantes receberam subsidios de renda para procurar casa noutros bairros da cidade.

Passados 10 anos do inicio da experiencia, verificou-se que a criminalidade aumentou de uma forma geral nos bairros que receberam populacoes com "section 8 vouchers"provenientes dos bairros sociais.

Nao existem solucoes faceis para este tipo de problemas.

O artigo da Atlantic e' longo mas vale a pena ler.

Anónimo disse...

Como diria o treinador Jorge Jesus, numa adaptação livre das suas palavras, A INTEGRAÇÃO É UMA TRETA....
Hoje vindo do trabalho, qual é o meu espanto quando me deparo com uma piscina(literalmente)à entrada do prédio, com criançada cigana estendida ao sol, e aos quais tive de pedir autorização e por favor, para poder abrir a porta e assim entrar no prédio.
Este é o brilhante plano de integração que a SGAL e a CML elaboraram, de certo com o horas e horas de árduo trabalho de planeamento social.
Primeiro foi o estendal improvisado nos sinais de trânsito, depois as almoçaradas e sardinhadas na rua com cadeiras, mesas e demais mobiliario, agora é a piscina insuflável, que mais esperar daqui para a frente....não me digam, por favor, que é o burro e a carroça....
A QUALIDADE VAI MORAR AQUI...diz a SGAL em letras gordas no Lx Condomínio....aqui onde?????

João Correia

Mr. Steed disse...

Acho que a Atlantic já se deixou dessas coisas de limitar conteúdos só para subscritores. Eu pelo menos consegui aceder ao texto completo.

É longo mesmo e está dividido em 4 páginas. Apetece imprimir e ler em papel. Pareceu-me interessante.

É verdade, não há soluções fáceis e ninguém tem a varinha mágica que possa dizer que assim vai resultar.

Muito obrigado pelo link e pelo resumo.