segunda-feira, 28 de abril de 2008

Todos pela Alta, 2º round

Mais uma chamada para os leitores que se queiram juntar ao grupo já formado. Um grupo constituído por moradores, associações, instituições e movimentos que têm como convicção comum a validade do Plano de Urbanização do Alto do Lumiar para Lisboa, e que nutrem ainda uma réstea de esperança, vontade e inteligência para procurar soluções para os preocupantes atrasos do projecto, os silêncios cobardes e respostas vazias que CML e SGAL, principais actores deste projecto, têm dedicado à última parte da cidade projectada com coerência e saber.

Mais uma semana a juntar vontades. Na sexta-feira, envia-se um mail a combinar reunião.

15 comentários:

Vítor disse...

Quando aderi ao projecto da Alta, comprando aqui casa, fi-lo com alguma reticência. Tinha sérias dúvidas de que um projecto tão ambicioso, que junta reinserção social e urbanismo, enquadrado por capital privado e uma câmara extremamente politizada, poderia ser levado a bom porto. Contudo, o relativo sucesso doutro megaprojecto,a Expo, levou a que ultrapasse estas dúvidas. Mas o meu erro, foi de não ter percebido que o "quase" sucesso da Expo apenas se deve ao mediatismo da mesma. Falta à Alta esta projecção, que tão facilmente a leva a ser esquecida por quem de direito, sobretudo pela câmara.
Mas estando "metido" neste projecto da forma mais directa, isto é, vivendo na Alta, gostaria de participar em todas as acções que possam ajudar à sua concretização. Contudo, tenho várias dúvidas. Qual é a verdadeira dimensão do atraso do projecto e o risco de abortar? Em que pontos ele terá mais risco de abortar: arruamentos, acessibilidades (eixo-central), introdução de serviços e apoios sociais? Sendo uma das partes interessadas no seu desenvolvimento uma empresa de capital privado, qual é em última instância o garante e o responsável pela realização do projecto?

Tiago disse...

Várias coisas preocupam: a ausência ainda do Eixo-Central e todas as malhas envolventes, o adiamento de anos da malha 5, o abortar do centro de mercadorias, a ausência sequer de projectos para a zona norte da Alta de Lisboa (para quê avançar com projectos se os já existentes não saem do papel?), a paragem da obra do LX condomínio, a condenação ao purgatório da Av. Santos e Castro. Também preocupa a insistência da SGAL em apostar em malhas habitacionais e nada em malhas de terciário. Isso fomenta o conceito de cidade-dormitório, diminui as possibilidades de emprego e serviços na Alta, diminuindo as possibilidades de sucesso do comércio. Dificulta a tão evocada integração social.

E depois a conjuntura económica global e o colapso do mercado imobiliário. É uma corrida contra o tempo. O Parque Expo percebeu isso e avançou depressa, não se importando desrespeitar as cotas máximas estabelecidas no plano. A Alta está ainda minimamente preservada quanto ao plano, mas parada.

Se pensarmos que a previsão de conclusão da Alta de Lisboa era 2015, daqui a 7 anos, e que falta tudo isto, perceberá que algo corre mal. E que se os moradores não se juntarem, ficarão reféns de casas desvalorizadas, com uma envolvente de terrenos enlameados que tem muito pouco a ver com as imagens bonitas que se viam na publicidade.

A SGAL, por ter uma parceria com a CML, pode, vendo o contrato não ser cumprido, rescindir unilateralmente e dissolver a empresa. Colocará a CML em tribunal, provavelmente. E nós ficamos no meio desse turbilhão.

Agora cabe-nos decidir se queremos agir antecipadamente, pensar em conjunto, propor soluções, ou esperar que o pior aconteça para depois dizermos ou escrevermos uns insultos inconsequentes à classe política e à iniciativa privada.

Paulo Casanova disse...

Podem contar comigo. O assunto é demasiado importante para ser deixado ao "sabor" da boa vontade da CML e da SGAL...

Anónimo disse...

Caro Tiago,

foi por causa dos motivos que aponta que falei, noutro lugar deste blog, na criação, na Portela (ou ainda antes, noutro local da Alta) da cidade administrativa - ministérios a retirar do centro e a concentrar aqui, com um projecto arquitectónico arrojado, marcante, de tipo Brasília.
Razões: só chamando para cá os políticos os trazemos para esta causa; um projecto arquitectura arrojado chama tursimo e revitaliza; as acessibilidades seriam forçosamente acabadas; atrás de serviços, serviços vêm; o espaço verde é uma ideia muito bonita mas inglória.
Mal se falou na zona ribeirinha antevi o que já se está a passar - aposta da CML lá (e apenaslá), esquecendo os compromissos.

Os políticos só ligam ao que lhes toca directamente, o resto é paisagem e campanha partidária. Esqueçam o Salgado: é tudo discurso retórico.

A SGAL tem um trunfo - o Stanley HO. Mas ele tem mais o que fazer (isto é uma migalha dos seus projectos). A não ser que a imagem de marca/honra saia chamuscada:
Stanley Ho=SGAL=AltaLx=Fracasso.

Tenho dito.

Vítor disse...

Vou ficar atento às propostas de actuação que aparecerem neste blog.
Como já li aqui, o projecto da Alta é dos mais ambiciosos tanto pela sua dimensão como também pelos princípios urbanísticos que o orientam. Há algo de utópico neste projecto, por isso este era e é cativante. Cabe a todos nós promovê-lo e salvá-lo. Quando os políticos se consciencializarem de que a Alta pode ser um exemplo, para o bem ou para o mal, nesse momento, se calhar, o projecto voltará a avançar.

Anónimo disse...

Calma pessoal. A SGAL não vai desistir agora. Era morrer a beira da praia. Esta CML e o vereador Salgado apenas são mais uma dificuldade conjuntural para a SGAL. Como a as altas taxas de juro, inflação mundial, etc...dói mas não mata.

A SGAL sabe, como o vereador Salgado também sabe e disse aqui, que a Alta e' o ultimo espaço considerável de terreno livre em Lisboa, que e' a "ultima oportunidade" para Lisboa, etc.
E a SGAL já teve muitos anos de "travessia do deserto" fazendo investimentos (os PER) sem retorno, podendo aguentar mais 1 ou 2 anos ate' vir uma nova CML que seja mais simpática.

A Alta e a SGAL e' uma migalha para Stanley Ho, mas todas as migalhas contam. A mim espanta-me que a SGAL não tenha melhores relações com o PS da CML, depois de Stanley Ho ter ajudado tanto o PS de Sócrates a tomar conta do BCP. Mais um sinal que o PS de Sócrates e o PS de Costa são bem diferentes ?

Todas estas iniciativas aqui no Viver e noutros sítios são positivas, mas nada de entrar em pânico. Infelizmente, o centro de Lisboa esta' morto e enterrado. Todas estas iniciativas de "reabilitação urbana" terão a mesma eficácia do que tentar ressuscitar um morto (mas muito eficazes como desperdício de dinheiro). Mais gente vive fora da 2 circular do que dentro. Mais empresas e actividades económicas estão na coroa exterior de Lisboa do que dentro. Onde foram e estão a ser feitos os grandes investimentos em colégios privados, hospitais dos Lusíadas, CUF Descobertas, Luz, IPO, Todos os Santos, Centro da Fundação Champalimaud, polos comerciais, etc. ? Na coroa exterior de Lisboa que vai da Expo a Alges. A Alta esta' no centro dessa coroa.
A Alta esta' condenada a ter sucesso, mas "o quando" e' uma questão em aberto.
Cabe a todos fazer-mos esforços para que seja o mais breve possível.

Pedro Veiga disse...

A Alta está em dificuldades. Os moradores também porque acreditaram neste projecto.Penso que juntos podemos ter alguma força para denunciar estas dificuldades, tal como tem sido aqui demonstrado pelas excelentes iniciativas de alguns dos colaboradores deste blog. Por isso apoio esta iniciativa!

Anónimo disse...

Eu vou enviar uma carta "email" a Sua Exc. o Primeiro-ministro pedindo a sua intervenção no desenrolar deste novelo burocrático. Façam o mesmo individualmente e em nome do movimento cívico para termos força de expresão.
Não é brincadeira, o PM pode ter algo a dizer sobre tudo isto. O PUAL foi aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n 126/98 e assinado pelo então presidente do conselho, o PM António Guterres. O governo central acaba por ser um dos intervenientes e temos que chamar a sua atenção para uma matéria sobre a qual deliberou que está com dificuldades em passar à prática.
Apesar de tudo, concordo com o anónomo de Segunda-feira, 28 de Abril de 2008 17H20m, temos de actuar, mas não devemos ser demasiado alarmistas, dizendo que a AL morreu, pois devemos demonstrar a todos os potenciais vizinhos que este é um projecto com algumas dificuldades mas no qual vale a pena apostar. Quanto maior for o sucesso comercial da AL, mais pressão poderemos fazer sobre as entidades responsáveis.
Eu gostava que as coisas andassem mais depressa, mas as cidades levam tempo a ser consolidadas. Vejamos as coisas mais positivas: em princípios de 2006, nem tinhas Pq Oeste, nem Av. Kruz Abecassis ligada à Ameixoeira, nem passeio pedonal, nem jardins interiores nos JSB ou no CParque, não tinhamos Eixo N/S e os acessos pelas Calvanas eram um verdadeiro martírio. Apesar de tudo muito melhorou. Vamos tentar acelerar o PUAL, mas nunca denegrir aquilo que é nosso.
Abraços
LM

Anónimo disse...

Culminar das lutas internas
O resultado do aumento de capital surge como espelho das guerras accionistas que marcaram a vida do BCP no último ano. É neste contexto que se justifica o reforço da posição de Stanley Ho, de três para quase cinco por cento. O empresário (patrão de Santos Ferreira na sociedade Estoril Sol) poderá surgir no BCP como "cúmplice" privilegiado da Sonangol, dado que desenvolvem em conjunto negócios em Angola no sector energético. E ambos são investidores muito capitalizados e provenientes de duas potências: China/Macau e Angola. Por outro lado Stanley Ho é accionista da EDP, que manteve a sua posição no BCP, em 4,35 por cento (o BCP possui 2,4 por cento da operadora energética).

Tiago disse...

A ideia da carta ao PM parece-me excelente e bem fundamentada. Quer depois disponibilizar o texto para mais pessoas poderem enviar?

Anónimo disse...

não!

Anónimo disse...

Todos nunca seremos muitos.Contem comigo. IP

Anónimo disse...

O anónomo que diz não! não sou eu!.
A carta já seguiu para o email do Viver
LM

Anónimo disse...

mentiroso!!!

Anónimo disse...

bah...deixem-se de merdices... é preciso agir com luta e garra!!!