domingo, 16 de março de 2008

Manuel Salgado sobre a morosidade da CML e parcerias com privados

Na 5ª feira passada, o Arqº Manuel Salgado, Vereador do Urbanismo, foi entrevistado na RTP2, no programa Balanço & Contas. A conversa passou muito pela Baixa Pombalina, pelos projectos de Alcântara, pelas circulares viárias que se pretende fazer em Lisboa, nas novas oportunidades criadas pela saída do aeroporto e a construção da terceira travessia do Tejo. Mas também, aqui e ali, Salgado foi dizendo outras coisas igualmente interessantes, no estilo franco que já tínhamos tido o prazer de conhecer, como a sua estupefacção perante a edilidade incompreensivelmente lenta e ineficaz que encontrou, apesar dos 10000 funcionários, ou a necessidade da CML continuar a agir e promover Lisboa apesar das dificuldades financeiras, recorrendo a parcerias com privados.

Ora, parceria com privados é precisamente o que a CML fez aqui na Alta de Lisboa, mas muitas das declarações recentes dos altos responsáveis camarários revelam, em vez de um entusiasmo juvenil de um enlace prolífero, o enfado e cinismo de um casamento morto. E, lamentavelmente, à falta de paixão pela Alta de Lisboa patente no discurso da CML, responde a SGAL com uma frialdade silenciosa, submissa e conformada, que, não defendendo bravamente o projecto, acaba também por desrespeitar os 20.000 habitantes que o viabilizaram.

Fica aqui uma montagem com dois excertos, que proponho que oiçam tendo em mente esta parceria CML-SGAL, ou os atrasos por falta de licenciamento de inúmeras obras, como a Malha 6, os LX Condomínio ou a Porta Sul.


37 comentários:

Anónimo disse...

Entao se a CML ja tem mais de 10000 e se devia ser a melhor camara do pais, porque e' que houve a necessidade de integrar mais pessoas que estavam em contratos percarios? Quem ja trabalhou em instituicoes publicas sabe perfeitamente que existem os funcionarios do quadro, que nao fazem nada e os "precarios" que efectivamente fazem o trabalho. Quando se passa pessoas de precario ao quadro, muda o comportamento, sendo necessario uma nova de "precarios" pra que algo seja feito...
A CML devia fazer o dobro do que faz com metade dos funcionarios!

Aqui pelo Viver continuam apaixonados pelo Arq. Salgado, so' porque o conheceram e ele tem um discurso franco, etc.

Por favor, estamos fartos de palavras, queremos ver accoes. Tornem a "sindicancia" publica para toda a gente saber quais sao os problemas reais. A CML toma toda a gente por parvo.

Sa Fernandes deu uma entrevista ao Correio da Manha que parece que esta em campanha, mesmo sem ter feito ainda nada. Ja temos seguranca no parque Oeste? Entretanto, Louca a diz que nao vai haver mais aliancas com o PS no futuro. Obviamente esta' a mentir. Vai haver e ja' em 2009 para a assembleia da republica. Socrates vai 'a vida (comissario internacional de algo muito importante, sem duvida) e Costa sera' o primeiro ministro com o apoio do PS, dos Alegristas e do BE. Este estagio na CML e apenas para afinar a estrategia e a tactica...

Entretanto os problemas de Lisboa ficam por resolver. Quanto muito anunciam-se muito boas intencoes e "chuta-se" para o lado....
PD

Anónimo disse...

"responde a SGAL com uma frialdade silenciosa, submissa e conformada, que, não defendendo bravamente o projecto, acaba também por desrespeitar os 20.000 habitantes que o viabilizaram."

Isto deve ser um eufemismo do Tiago para o silencio do Dr. Carlos, depois dos ataques e ameacas (incluindo com a "sindicancia") que foi vitima na caixa de comentarios do Viver e do PS Lumiar.

Ja percebi que o Tiago recentemente gosta de eufemismos, de simbolismos (camisola preta na entrevista ao "Portugal em Directo") e de outros recursos estilisticos quando nao opta simplesmente por uma "approach" tipo "no comments", que tambem pode ser altamente efectiva. Mas 'as vezes e' preciso chamar os bois pelos nomes. Bem sei que nao se apanham moscas com vinagre, mas para que tanto mel para o Arq. Salgado ?

A menos que quem esteja a dar mel seja o Arq. Salgado e as "moscas" sejam outras: os autores do Viver, que e' bem evidente tem agora muito menos "agressividade" na defesa do projecto da Alta.
PD

Tiago disse...

Caro PD,

Não percebo a essa sua lógica de o empenho, brio e competência das pessoas estar directamente relacionada com a falta de qualidade dos vínculos laborais. Não o vi já defender um sistema de avaliação algures? Havendo um sistema de avaliação criterioso, aplicado com rigor, não será possível conciliar as qualidade necessárias a um trabalhador competente com um vínculo laboral justo?

Também não entendo as suas certezas quanto ao futuro de Sócrates e coligações entre o BE e PS para as próximas legislativas. Põe as mãos no fogo por isso? É que já o vi defender aqui nos comentários a habilidade de António Costa para se tornar um bom presidente da CML. Afinal parece agora desapontado.

Por mais charmoso e bem-falante que seja o Arqº Manuel Salgado, não me ou nos move qualquer paixão. Prefiro obviamente ver o Vereador do Urbanismo dizer que acredita na Alta de Lisboa como "a última oportunidade de Lisboa", ou que considera absurdo que se espere tanto tempo pelas decisões da CML. E o que temos procurado fazer desde sempre é confrontar os discursos, os raros que existem, com a praxis da CML. Neste caso, confrontar o que foi dito na entrevista com o atraso de um ano no lançamento da malha 6, o embargo da obra da LX Condomínio, ou o impasse na Porta Sul. Tudo por obra e graça da CML, contra a as expectativas da SGAL.

Não respondo pelo Dr. Carlos Moura-Carvalho, mas sempre defendi que a imagem e comunicação da SGAL não devia ser feita exclusivamente pelo Dr. Carlos nas caixas de comentários do Viver. Sempre defendi que a SGAL tivesse uma postura institucional mais firme, mais transparente, mais reivindicativa e defensora do projecto, com visão de urbanista e não só de promotor imobiliário. É este silêncio institucional que repudio, não a ausência de comentários do Dr. Carlos.

Quanto às suas alusões a mel, moscas, e simbolismos de indumentária, acho lamentáveis, mas ficam para si e não vou comentar. É que teria de chamar os bois pelos nomes.

Passe bem.

Anónimo disse...

Mas Tiago, tanta formalidade, pruridos, "passe bem" e tratamento por voce...ate' parece que nao nos tratamos por tu antes, nem trocamos emails, nem nos conhecemos (so' do Viver e nao pessoalmente, mas para mim e' suficiente).

Por favor, chama os bois pelos nomes, sobretudo na defesa do projecto da Alta. Toda a gente que le o Viver com regularidade, ou que se disponha a ver os arquivos do Viver por altura da "seguranca do Parque Oeste" e dos primeiros contactos com o Vereador Sa Fernandes, ve que os posts e comentarios do Tiago antes desses contactos sao muito mais "agressivos" do que depois.

Tiago, o Sa' Fernandes meteu-te no bolso, assim como o vereador do urbanismo tambem esta' agora a meter. Onde e' que esta' o "follow up" no Viver de todas as questoes pendentes sobre o Parque Oeste e que envolvem o vereador Sa Fernandes ?

Quanto ao Antonio Costa, nao sou comentador politico profissional e a minha analise val o que vale, mas e' bem obvio que Costa e' que tem melhores condicoes para unir a "esquerda" num cenario pos-Socrates. E que a mulher de Costa foi recentemente 'a manif dos professores e que pela blogosfera existem muitos "piscares de olho" a esta possibilidade, por exemplo, no Arrastao do Daniel Oliveira, etc...
E sim tinha alguma simpatia por Antonio Costa e estou desiludido com ele. Sobretudo com a questao da "sindicancia" secreta. Acho que e' PIDEsco.

Concordo contigo que era bom a SGAL ter umas relacoes publicas e "marketing" mais activas e inteligentes, mas a mim revoltame que o Dr. Carlos tenha sido silenciado da forma que foi e que tu tambem testemunhaste nestas caixas de comentarios. O Dr. Carlos, esse sim, foi sempre muito franco e honesto em todas as intervencoes que eu vi dele, desde que o "conheci" em Janeiro de 2005, quando falei com ele pelo telefone sobre o presente e futuro da Alta. Pareceu-me alguem genuinamente interessado no cumprimento total do projecto, sem falhas ou excepcoes.

Tiago, bem sei que todos temos de fazer pela vida, mas por favor, nao me desiludas tu tambem na defesa deste projecto da Alta, no qual todos temos as nossas expectativas.
Passa bem.
PD

Anónimo disse...

Sim, porque é que a SGAL não se manifesta? Afinal é ela que tem mais a perder com estas paragens da camara. Nós ficamos mais uns tempos no pára-arranca mas é ela que não vai conseguir vender mais nada com a publicidade negativa e os atrasos todos.

E este Dr. Carlos é o presidente da administração?

Anónimo disse...

Se calhar a SGAL acha que quanto mais se manifestar e hostilizar a CML, menos serao as possibilidades de ter sucesso no adiantar dos processo que estao pendentes na propria CML. O Dr. Carlos trabalha na SGAL, mas nao e' presidente da administracao. E antes esteve no PUAL, o organismo da CML que administra o projecto da Alta.
PD

Anónimo disse...

Tive oportunidade de trabalhar profissionalmente com o Arquitecto Manuel Salgado e, pelo que fiquei a conhecer das suas ideias, é natural que ele seja um defensor das ideias que suportaram teoricamente o PUAL. Dizer que há somente uma intenção política no seu discurso é próprio de quem não domina a actual conjuntura do urbanismo é Portugal e parece desconhecer o que se está a discutir.

Só tenho medo que a subalternização do seu papel técnico às directivas políticas do partido pelo qual foi eleito possa levar ao completamento esvaziamento da sua actuação. Espero que não, ficaria muito desiludida.

Maria G

Anónimo disse...

Maria G.,
Nao domino a actual conjuntura do urbanismo em Portugal, nem sou arquitecto, arquitecto paisagista, empreiteiro, investidor ou qualquer outra profissao que me de "estatuto" para dar opinioes. Mas comprei casa na Alta e sei o que gosto. E como diz, nem tudo sao decisoes tecnicas, Existem tambem decisoes politicas, algumas confessavei outras nao. E nem tudo depende do Arq. Salgado, que ate pode se muito boa pessoa, etc.
Ja chamei aqui atencao para certas pessoas que estao agora na CML, que estiveram com o Dr. Joao Soares e depois na Camara de Loures e que parecem ter muito boas relacoes com competidores da SGAL, como a Obriverca do Sr. Eduardo Rodrigues...
PD

Anónimo disse...

Tiago, esqueci-me disto:
"Não percebo a essa sua lógica de o empenho, brio e competência das pessoas estar directamente relacionada com a falta de qualidade dos vínculos laborais. Não o vi já defender um sistema de avaliação algures? Havendo um sistema de avaliação criterioso, aplicado com rigor, não será possível conciliar as qualidade necessárias a um trabalhador competente com um vínculo laboral justo?"

Um vinculo laboral justo nao e' um contrato para a vida como acontece agora com todos os que estao no "quadro" da funcao publica. Obviamente esta situacao impossibilita qualquer avalicao do desempenho justa. Mas concordo contigo que "recibos verdes" tambem e' muito injusto. Justo seria uma situacao intermedia para TODOS. Qualquer contrato ou vinculo laboral devia ser passivel de ser terminado por justa causa ou inadequacao do desempenho mediante uma indemenizacao justa (1,5 salarios por ano de contrato, por exemplo).

Sei que estou a fugir da tematica da Alta, mas queria responder a tua pergunta. Podemos talvez falar mais sobre isto num futuro passeio no Parque Oeste por exemplo, mas nao na caixa do Viver...mas por favor faz algum trabalho de casa e ve na Wikipedia o Milton Friedman, Adam Smith, Hayek, Rothbard e Arent bem como as criticas aos movimentos igualitaristas (egalitarianism). Sao leituras que fazem falta a muita gente em Portugal.
PD

Anónimo disse...

Então se o silencio da SGAL corresponde, no seu entender, a uma opção estratégica e o Dr. Carlos é trabalhador da SGAL, o silêncio do Dr. Carlos é uma obediência aos interesses da empresa que o emprega e não consequência da campanha a que alude... Ou o Dr. Carlos falava independentemente da opinião da empresa e calou-se porque foi atacado?
E PUAL quer dizer o quê?

Anónimo disse...

Presumo, senhor PD, pela ausência de acentos que, ou é anarquista ou vive num país de língua oficial não portuguesa. E, pelo seu fascínio pelo liberalismo, acredito que a segunda hipótese será a mais plausível. Presumo ainda que não será um país francófono pois não lhe escaparia a ironia da assinatura que escolheu. Acho especialmente desagradáveis comentários de superioridade por parte de quem, estando de fora, critica superficialmente. Essas frases e ideias feitas... Todos os funcionários precários passam a incompetentes assim que contratados para o quadro... é o seu caso? É o de todos os seus familiares e amigos? Cuidado com as generalizações – eu conheço muitos que mantiveram o mesmo nível de qualidade (assim como conheço outros que sempre foram incompetentes, a prazo ou definitivos!) E qual é a sua ideia – não há segurança no parque Oeste porque o BE se vai coligar com o PS nas próximas eleições? E o PS não quer segurança no parque Oeste porque... é politicamente inaceitável? Quer acabar com a Alta? Deseja ardentemente que continuem a acontecer acidentes?
Eu realmente também acho que às vezes, as palavras são demais. Espero ansioso pelas suas acções porque as palavras deixam um bocadinho a desejar... Pesporrência, um ego do tamanho do do primeiro-ministro, uma facilidade na crítica que parece mesmo dor de cotovelo. Desespera por nenhum partido o ter convidado para Presidente da Câmara? Por nenhum semanário lhe encomendar crónicas políticas iluminadas? Está a candidatar-se a chefe de gabinete do próximo presidente PSD?
Tenho seguido com alguma frequência o que os membros activos deste blog têm vindo a fazer e parece-me muito mais efectivo do que a gritaria inconsequente que tem vindo a revelar nos seus comentários (confesso que, às vezes, é difícil perceber o que tem a propor, entre a falta de pontuação e o monolitismo das posições). Por isso não percebo essa sua teoria do bolso. A comunicação social tem vindo a aumentar as referências aos problemas da Alta – e isso, para os nossos políticos, é um factor efectivo de pressão –, existe uma preocupação por parte do poder de dar explicações o que, se não resolve os problemas (se nem uma manifestação de mais de 100.000 professores derrotou uma ministra duvido que um blog ou um emigrante consigam persuadir um executivo camarário para fazer alguma coisa...), pelo menos cria alguma pressão, o que, comparado com a inacção que todos nós restantes moradores da Alta apresentamos deve ser relevado. Não os conheço nem os trato por tu e por isso sinto-me à vontade para apresentar o meu desagrado pelo que considero uma injustiça. Com o tipo de comentários que faz, é caso para dizer que, com conhecidos destes quem precisa de inimigos...
Salvador Arriaga

Ana B. disse...

"Tiago, bem sei que todos temos de fazer pela vida, mas por favor, nao me desiludas tu tambem na defesa deste projecto da Alta..."

Não sei do que será capaz o Sr. PD, mas até agora apenas o vemos por aqui, na caixa de comentários... e nem sempre com a atitude mais construtiva.

Respeite quem há muito tempo se esforça por defender a Alta, onde pelos vistos, também tem casa. Se puser a mão na consciência talvez chegue à conclusão que já beneficiou desse esforço. Lembre-se que o Tiago, como os outros colaboradores do Viver, não têm qualquer obrigação de o fazer e que se o PD comenta o que comenta sobre os assuntos da Alta, é porque o Viver lhe dá muitas vezes esse conhecimento.

Ninguém lhe pede gratidão nem sequer reconhecimento. Fazemo-lo com o empenho de quem acredita no que faz. Mas no mínimo, Sr. PD, podia ser mais elegante.

E não precisava de esclarecer que não conhece o Tiago. É óbvio que não o conhece!

Anónimo disse...

PUAL - plano de urbanizacao do alto do Lumiar (ou Alta de Lisboa). Nao sei se alguem acima do Dr. Carlos na SGAL, o mandou calar ou se foi voluntario. Sei que foi apos os ataques que foi vitima aqui e no PS Lumiar. Tenho pena porque gostava muito dos comentarios dele.

Sr. Salvador, decida-se se e' mesmo anarquismo, liberalismo ou estrangeirismo. Mas nao pense muito que e' capaz fazer fumo. O melhor e beber um cha de tilia e comecar com aquelas leituras que recomendei ao Tiago. Quando acabar, daqui a 3 ou 4 anos, podemos conversar...

Ana b., acredite que respeito e dou o devido reconhecimento ao Tiago, aos outros autores do Viver e a todos os que tentam fazer o melhor que sabem pelo sucesso do projecto da Alta. Ja muitas vezes parabentizei os autores do Viver pelas boas contribuicoes que vao fazendo. Estando fora do pais, tambem tento fazer o melhor que posso, contribuindo com links e noticias interessantes que vou vendo, ou dando comentarios mais pessoais.

Agora, acho que a critica que fiz, incentivando uma atitude um pouco mais "agressiva" perante o discurso do vereador do urbanismo, e' legitima e construtiva. E se for consequente, pode dar os melhores resultados no sentido que todos pretendemos. Por exemplo, existe uma pergunta muito simples que o vereador Salgado tem de responder 'a comunidade da Alta. Quais foram as razoes especificas para suspender a execucao do projecto da Porta Sul, e qual foi a necessidade de redesenhar todo o projecto?

Quando falo em "atitude agressiva" e' isto que pretendo: "Pointed questions" e nao desistir ate' ter as respostas concretas e nao apenas declaracoes vagas de boas intencoes. Nao quero, como sugere o Sr. Salvador, gritarias ou manifs de 100000 pessoas ou mesmo cortes de estradas, como tambem ja foi sugerido aqui num comentario ha alguns meses.

Se a minha prosa e' incomodativa, mal pontuada e monolitica, tem bom remedio. Vejam primeiro a assinatura e saltem o comentario.
PD

Anónimo disse...

Sr.Salvador, reli o seu comentario que merece mais uma nota. Tento esquecer o que escreve, mas penso que e' a segunda vez que faz referencia a minha assinatura - PD - ralacionando-a com um calao em Frances com significados homofobicos. 'A maneira do Eca, o senhor Salvador merecia era uma bengaladas,mas por certo que tambem nao vai perceber esta referencia e portanto apenas deixo consigo os seus preconceitos homofobicos. Sao reveladores da sua pessoa.

Quanto aos contratos e' esta a minha experiencia, sem generalizoes e com casos excepcionais. Precarios: 90% faz o melhor que sabe e pode e 10% sao casos perdidos. No quadro: 50% devia estar na rua, 40% faz os minimos e 10% sao herois. E porque e que "estar no quadro" e' tao importante ? Porque e' que nao pode ser um contrato igual para todos ?

Nao ha seguranca no Parque Oeste, porque o vereador Sa Fernandes nao quer ou acha que nao e' preciso, mesmo depois do vandalismo e do lamentavel acidente fatal.

Acredite que muita gente gostaria de acabar com a Alta ou pelo menos, que esta nao tenha o sucesso que promete ter. O Cerejo escreveu no Publico o nome das pessoas que estavam em Loures e que estao agora na CML. E basta ir ver quem tem construido em Loures, Odivelas, Sacavem, Alverca e tambem tem produtos para Lisboa, em competicao directa com todas as gamas de apartamentos na Alta. Basta fazer 2+2.

Quanto ao seu processo de intencoes contra a minha pessoa, digo-lhe apenas que nao tenho filiacao partidaria, que gosto muito de pensar pela minha propria cabeca e que nunca precisei de ajudas de partidos para progedir na minha carreira profissional, com a qual estou muito satisfeito, nao precisando, portanto. de quaisquer outros afazeres profissionais, como sugere.

E pronto, o Sr. Salvador ja teve muito mais resposta do que aquela que merece. Tambem gosto de ser generoso.
PD

Tiago disse...

PD,

Não domino a actual conjuntura da economia mundial, nem sou economista, gestor ou qualquer outra profissão que me dê estatuto para dar opiniões. Mas comprei casa na Alta e sei do que gosto.

E, como diz, nem tudo são posturas teóricas.

Existe também a realidade de quem a vive, mas que é pouco perceptível para quem está longe e a vê pela lente deformada e raquítica dos jornais da web. Há, de facto, muito a fazer pela Alta. O Viver tem feito alguma coisa, como tantas outras instituições e associações locais, apenas com a dedicação dos que nele intervêm.

Por isso, talvez fosse boa ideia o PD pôr mãos à obra e fazer finalmente alguma coisa de útil pela Alta, em vez de mandar umas bocas inconsequentes à distância de um oceano.

O nosso diálogo, pela forma deplorável como o conduziu, termina definitivamente por aqui. Desejo-lhe as maiores felicidades no seu regresso a Portugal.

Anónimo disse...

A CML não tem dinheiro para cumprir a sua parte do PUAL???

Eu sou social democrata, não comunista, mas tenho de agradecer esta intervenção do deputado municipal do PCP (em finais de 2007):

«Intervenção do Deputado Municipal do PCP, Feliciano David, sobre a proposta 444/2007 (Imposto Municipal sobre Imóveis) proferida na reunião extraordinária da AML de 27 de Novembro de 2007.
A fixação de uma taxa moderada do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) constitui um importante instrumento no combate à desertificação de Lisboa, no sentido de evitar a saída da população para a periferia e atrair os jovens a viver na cidade.

Nos últimos anos, em virtude da actualização dos valores patrimoniais tributários dos prédios, não só pela via da sua reavaliação, como pela via da correcção monetária ponderada, houve um aumento significativo da base de tributação, com o consequente aumento progressivo do IMI.

Com efeito, entre 2004 (primeiro ano do IMI) e 2006, as receitas cresceram 17% (11,1 milhões de euros).

Em 2007 a Câmara prevê no Plano de Saneamento Financeiro que o IMI suba 9% (7,0 milhões de euros) apesar das taxas não terem sido aumentadas.

Em 2008, a Câmara estima com a subida de 1% do IMI (QUE CORRESPONDE A 14,5% da receita) que o crescimento seja de 22% (17,0 milhões de euros) atingindo o montante de 100,0 milhões de euros. Mas está claramente subavaliada.

Com efeito, só o aumento para o dobro dos prédios devolutos, se for posto em prática (considerando apenas metade dos 40.000 fogos estimados) provocará um crescimento das receitas do IMI não inferior a 10,0 milhões de euros e de 2,5 milhões de euros da Taxa de Conservação de Esgotos, já que a subida do IMI arrasta consigo esta Taxa, pois o seu valor está a ele indexado.

Assim, segundo as próprias previsões da Câmara, em 2008, a soma das receitas do IMI, da Taxa de Conservação de Esgotos e da Tarifa de Saneamento atingirá o montante de 149,0 milhões de euros.

Com base nestas previsões estima-se que, em média, cada imóvel ou fracção irá pagar entre 500 e 600 euros. Mas, de acordo com as nossas previsões, esta verba será ainda maior.

De resto, se os Senhores Deputados fizerem as contas, verificarão que a Câmara prevê arrecadar, nos próximos cinco anos, exclusivamente do IMI, da Taxa de Conservação de Esgotos que lhe está associada e da Tarifa de Saneamento, cerca de 604 milhões de euros, ou seja, uma verba maior do que a receita estrutural da Câmara prevista para 2012 e muito superior ao montante do orçamento estimado pelo executivo para 2008.

Em 2009, tudo leva a crer que o IMI dispare quando a actualização das matrizes estiver concluída, aproximando-as dos valores do mercado. É uma bomba ao retardador. E os contribuintes de Lisboa serão particularmente penalizados.

Com efeito, para o mesmo valor do IMI, cada prédio de Lisboa paga mais do que qualquer dos restantes concelhos do país. (...)»

E esta, HEIN?

Anónimo disse...

Tiago,

Nao sei o que sera' mais inconsequente, fazer perguntas dificeis (bocas) ou fazer figura de sonso em entrevistas ridiculas. Boa sorte tambem para ti e para as tuas aspiracoes poiticas, mas acho que para fazeres carreira politica tens de ganhar capacidade de encaixe para criticas legitimas e saberes argumentar e defender o que fazes e porque e' que o fazes. .
PD

Anónimo disse...

Alcantara parece estar com mais "sorte" do que a Alta.
do Publico:
Carmona duvida
17.03.2008

A Câmara de Lisboa discute quarta-feira uma proposta de elaboração de um novo plano de urbanização de Alcântara, a cargo de uma equipa de projectistas a contratar pela Refer (empresa de capitais públicos responsável pela gestão da rede ferroviária), que deverá estar pronto no início do próximo ano.
A proposta, do vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, justifica a oportunidade de reestruturação e requalificação urbana da área com a "vontade da Secretaria de Estado dos Transportes de promover uma reformulação do nó rodo-ferroviário de Alcântara". Esta reformulação pretende aumentar a operacionalidade dos terminais portuários de contentores de mercadorias e "criar uma nova ligação entre as linhas de caminhos-de-ferro de Cascais e de Cintura".


O problema do nó de Alcântara arrasta-se há vários anos e em Maio de 2006 o executivo autárquico, então presidido por Carmona Rodrigues, apresentou um estudo que propunha que a circulação na zona de Alcântara se fizesse através de uma praça, com a eliminação do actual viaduto.
As propostas apresentadas para a circulação naquela zona da cidade incluíam o enterro da linha férrea de Cascais, entre a Cordoaria e as futuras instalações do Museu do Oriente, a ligação, também subterrânea, desta linha com a de Cintura (Gare do Oriente-Alcântara Terra) e a criação de uma nova estação multimodal, igualmente subterrânea, onde actualmente se situa a estação de Alcântara-Mar.
O projecto admitia igualmente uma ligação do terminal de contentores à linha de Cintura e a extensão da Linha Amarela do Metropolitano até Alcântara, utilizando a futura estação multimodal.
Na proposta, citada pela agência Lusa, Manuel Salgado diz que o novo plano terá "uma área de intervenção mais vasta" do que a do anterior plano de pormenor, abrangendo uma área que ronda os 174 hectares, incluindo o Bairro do Alvito e Alcântara antiga.
Tendo em conta as características da área de intervenção, estão previstos estudos geológicos, geotécnicos e hidrológicos, com análise de riscos, definição de estratégias e medidas preventivas face à ocorrência de sismos e inundações.
Deverão ser igualmente elaborados estudos de tráfego rodoviário e ferroviário, de ruído, sócio-económicos e ambientais.
Segundo a proposta do vereador do Urbanismo, o novo plano deve promover uma estrutura ecológica contínua que relacione o estuário com o vale de Alcântara e, através deste, o Parque de Monsanto, garantir a drenagem hídrica e propor soluções que diminuam o risco natural sísmico e de inundações da zona abrangida.
Encontrar soluções que resolvam o problema da exposição ao ruído proveniente das infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias e promover a criação de um interface que articule o transporte ferroviário proveniente da Linha de Cascais e do Sul (estações de Alcântara-Rio, Alcântara-Terra e estação projectada do Alvito) com os restantes meios de transporte colectivo são outros dos objectivos.
O novo plano deve ainda estabelecer uma rede de percursos para bicicleta e pedestres que se articule com a frente ribeirinha, com a estrutura ecológica urbana e com a rede de equipamentos e o sistema de transportes públicos.
Para marcar uma nova centralidade urbana, Manuel Salgado propõe equipamentos colectivos, comércio, serviços e actividades económicas de base tecnológica, podendo o plano viabilizar a instalação de novas estruturas académicas e de investigação, incluindo "centros de estudos avançados".
Quanto a prazos, o Plano de Urbanização de Alcântara, cuja elaboração a autarquia pretende que seja custeada pela Refer, que deverá igualmente contratar a respectiva equipa técnica, deverá estar pronto no prazo de dez meses. Em declarações à Lusa Carmona Rodrigues (ver caixa) criticou esta opção, afirmando que ela parece ter como objectivo evitar a obrigatoriedade - que entrará brevemente em vigor para situações deste género - de realizar um concurso público e cria "expectativas de valorização" do património da Refer.

Anónimo disse...

"Existe também a realidade de quem a vive, mas que é pouco perceptível para quem está longe e a vê pela lente deformada e raquítica dos jornais da web."

Este argumento e' tipico de quem nao tem mais argumentos e quer desvalorizar as opinioes de quem nao vive em Portugal. Ja o ouvi centenas de vezes. Eu diria que e' precisamente o contrario; que a distancia poe tudo em perspectiva e que viver 10 anos fora de Portugal ajuda muito para conhecer outras realidades e poder fazer comparacoes efectivas.
PD

carreirista disse...

Aquilo que é evidente é que alguns membros da redacção do Viver têm uma ambição política desmedida. Estes pseudo temas de urbanismo são um paliativo para inglês ver. Deixemo-nos de pacóvia ingenuidade, porque o que esta rapaziada pretende é a promoção social a qualquer preço. A politiquice, a ganância, a sede de poder, são a carta aberta que já todos conhecem.

Anónimo disse...

Nem mais carreirista. Mas ha mais uma coisa que tenho de dizer. O Tiago aqui fez-se de "virgem ofendida" por eu ter feito uma critica normal, com bastante civilidade e que nao ofende ninguem. E resolveu dar uma de superioridade, mantendo as distancias e sendo paternalista.

Mas ainda ha 3 semanas o Tiago mandou um email 'a minha mulher, que assinou 2 posts aqui no Viver. Este email era meio idiota, meio estalinista e queixava-se de "criticas" que teriam sido feitas por ela e por mim aqui no Viver e exigia "lealdade" pela parte dela para com ele.

Tiago, um blog nao e' sequer um partido politico. Cada interveniente e' responsavel pelo que diz ou escreve, incluindo criticas feitas com civilidade, sem exigencia de "lealdades".

Ate direi mais; aquilo que te devia ter dito na altura: A unica pessoa a quem a minha mulher deve lealdade e' a mim. Foi o voto mutuo que trocamos no altar no dia 25 de Julho de 1998. Nao tenho jeito para macho latino, mas o que que queres, Tiago ?
Se queres mulher, arranja uma que esteja disponivel e nao mandes emails idiotas 'a mulher dos outros.
Tenho dito.
PD

Joana disse...

Pensem lá bem se vale a pena continuar esta discussão. Já está no disparate.

Anónimo disse...

Joana, acho que tem razao. Tiago, por favor apaga o meu ultimo comentario, que nao devia ser publico e apenas para ti. Obrigado.
PD

Joana disse...

Pois, realmente é uma pena que as discussões terminem com estes arremessos emocionais desprovidos de fundamento.

Acho muita injusta a acusação de oportunismo político (até me dá vontade de rir...). É claramente de quem não conhece o Tiago (ou a todos nós, caso a acusação seja global). E, também, falando de dentro, posso garantir que nunca me foi exigida qq lealdade, pacto de sangue, ou que empenhasse a alma. E volta e meia até discordamos muito na forma de ver o mundo.

Anónimo disse...

Mas ainda ha 3 semanas o Tiago mandou um email 'a minha mulher, que assinou 2 posts aqui no Viver. Este email era meio idiota, meio estalinista e queixava-se de "criticas" que teriam sido feitas por ela e por mim aqui no Viver e exigia "lealdade" pela parte dela para com ele.

Se queres mulher, arranja uma que esteja disponivel e nao mandes emails idiotas 'a mulher dos outros.
Tenho dito.
PD

Tiago, por favor apaga o meu ultimo comentario, que nao devia ser publico e apenas para ti. Obrigado.
PD


Shame on you.

Anónimo disse...

Concordo com o carreirista.
Afinal o que eles (redacção do Viver) querem é influência e poder.
O show vai continuar com o espectáculo do costume, é preciso dar nas vistas, ganhar visibilidade, etc...

Anónimo disse...

Joana, o meu arremesso emocional nao foi desprovido de fundamento. O Tiago enviou aquele email, que eu so' nao ponho aqui porque tenho de proteger pessoas que me sao queridas e que nao tem culpa da minha falta de paciencia com certos comportamentos.

Eu pedi ao Tiago para ele apagar o meu comentario. Ele nao o fez, o que so' revela falta de cha' pela parte dele. Ele que fique sabendo que so' lamento nao ter dito em privado ha' 3 semanas o que disse agora em publico. E que tambem lamento o tom conciliatorio e pateta da minha resposta na altura. Pronto. Prometi 'a minha mulher que nao ia fazer aqui nenhum comentario durante 1 mes e ja' infrigi a minha promessa.
PD

Anónimo disse...

Com licença. Correndo o risco de parecer que estou a fazer recrutamento para um importante cargo político, muito, muito bem pago e com apenas 6 horas de trabalho por dia, venho por este meio garantir que não há blog sobre Lisboa que mais chateie, mais insista, mais corra atrás de quem eventualmente possa resolver os problemas da comunidade a que pertence, do que este.
O Tiago portou-se "mal"? Veremos. para já "portou-se". Ou importou-se ao ponto de fazer alguma coisa. O que, numa cidade onde a maioria nem sequer vota, é muito, muito mais do que os seus concidadãos fazem.
Se o que faz correr este blog são motivos politicos, mal forem a votos, voto aqui.

Sara T disse...

Que deprimente! Venho aqui para ver 28 comentários sobre as incoerências entre o discurso do Salgado e a atitude da Câmara, saber o que os meus vizinhos pensam sobre isso e o silêncio da SGAL, e afinal encontro a caixa de comentários repleta de insultos, insinuações vis, umas por alguém com um problema psiquiátrico grave por resolver, outras por quem aproveita a oportunidade para difamar vizinhos que já fizeram mais pelo bairro do que a maioria de nós.

Francamente! Não acham que o tempo que gastam de forma tão mesquinha seria mais útil para todos se seguissem o exemplo deste blog? Eu não tenho tempo para isso e limito-me a enviar às vezes uns mails, mas felizmente os meus pais deram-me educação para aprender a não ser mal-agradecida.

Obrigado Viver, obrigado Tiago por tudo o que já fizeram pela Alta de Lisboa. Continuem assim enquanto puderem.

Anónimo disse...

Pois, voltando ao busilis da questão: o ARQUITECTO Salgado,além e antes de ser vereador da CML, tem a sua bela profissão. Que bom ter um balão de ensaio (alcântara) para o seu EGO deixar uma marca indelével..logo quando a CML não tem dinheiro para cumprir o prometido no PUAL e à SGAL. Que tal cumprir primeiro?
É um país de macacos e nós damos-lhes as bananas (impostos) e ficamos a ver e a postar...
Sim, acho o Tiago um genuíno ingénuo. Sim, acho que o blog é de uma certa esquerda idealista. Espero que daquela que se não vende por uma reuniãozinha com o poder (já lá andei e vi quantos se enebriam com o mero acesso aos senhores do poder...).
Viva o Viver, mas sem esses posts privés, PLEASE!

Anónimo disse...

Desculpe, mas o Tiago e' um falso ingenuo. Por fora e' uma retorica muito moderna, etc. mas assim que se apanha com um bocadinho de poder, mesmo que seja apenas ser "director" de um blog, liberta o Joseph Stalin que esta' dentro dele. Ele era das pessoas que eu mais respeitava aqui no Viver, mas entretanto abri os olhos...

Anónimo disse...

Alcantara, Baixa-Chiado, etc... as prioridades desta CML estao por todo o lado menos na conclusao de compromisso simples na Alta.
do Publico:
Vereador do Urbanismo afasta Circular das Colinas
Proposta para a Baixa-Chiado mantém centro comercial a céu aberto
18.03.2008 - 10h53 Lusa, PÚBLICO
A proposta de reabilitação da Baixa-Chiado a discutir amanhã na reunião de câmara mantém a ideia do centro comercial a céu aberto proposta em 2006, mas deixa de lado a famosa Circular das Colinas.

A construção da Circular das Colinas era um dos projectos estruturantes na proposta da revitalização da Baixa-Chiado apresentada pelo comissariado que trabalhou com a então vereadora Maria José Nogueira Pinto. Na proposta inicial, aquela via, que tinha vários trechos em túnel, aparecia como essencial para desviar o tráfego da zona da Baixa.

Na altura o projecto foi criticado por diversas personalidades, incluindo o actual presidente da autarquia, António Costa (PS), durante a campanha eleitoral.

Na proposta que levará amanhã à reunião da autarquia, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado aponta a necessidade de reduzir o tráfego que hoje atravessa a Baixa, mas aponta para um “redesenhar da rede de mobilidade da cidade”, sem especificar.

Repensar a mobilidade

Defende que a mobilidade na Baixa também deve ser repensada através da utilização de meios de locomoção que recorram a energias não poluentes, nomeadamente veículos eléctricos e bicicletas.

Equaciona ainda a hipótese de reavaliar a oferta em estacionamento, propondo a partilha de lugares para residentes nos parques públicos e admitindo a construção de silos acima do solo, uma vez que o estacionamento subterrâneo está condicionado por razões hidrogeológicas.

Quanto à ideia de um centro comercial a céu aberto, a proposta de Manuel Salgado aponta para um investimento em duas ruas transversais, a da Vitória e a de Santa Justa, considerando que podem “vir a ser eixos importantes de ligação da Baixa ao Chiado e ao Castelo”.

A atracção de residentes é outra das condições do plano de Salgado, que reconhece que a Baixa “nunca será um bairro residencial” e propõe um investimento na hotelaria, residências universitárias e alojamentos de curta e média permanência.

Quinze mil moradores em 2025

No futuro, pretende-se que a habitação e hotelaria passem a ocupar 38 por cento da área construída. O número de residentes deverá subir de 5.000 (Censos 2001) para cerca de 15.000 em 2025, com um acréscimo essencialmente no Chiado, “uma vez que a reserva do espaço da Baixa apenas permite antever cerca de 5.200 residentes”.

O total das obras aprovadas e licenciadas pela autarquia aponta para um predomínio de edifícios maioritariamente residenciais no Chiado e Rua do Alecrim.

Estão em apreciação nos serviços da autarquia nove novas unidades hoteleiras, o Museu Sede do Banco de Portugal, o edifício do BPI na Praça do Município e a reabilitação do edifício do Braz&Braz.

Para a frente ribeirinha, o projecto aponta a revalorização do Campo das Cebolas como local de restauração e comércio tradicional, a reinstalação do Cais das Colunas na sua posição original e a repavimentação do Terreiro do Paço.

Comércio e restauração para o Terreiro do Paço

A proposta refere ainda que têm sido desenvolvidos contactos entre a autarquia e o Governo para a definição de um plano estratégico que enquadre as intervenções entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré, incluindo no Terreiro do Paço, que deverá estar concluída para a celebração do centésimo aniversário da proclamação da República, a 5 de Outubro de 2010.

A autarquia quer atrair pessoas ao Terreiro do Paço e para isso defende que os pisos superiores, com uma área total de 150 mil metros quadrados, “não se esgotem exclusivamente com serviços públicos”, instalando uma “estrutura hoteleira de qualidade”.

Para o piso térreo, Manuel Salgado propõe a instalação do Museu da Cidade, espaços comerciais e restauração. Sugere igualmente o restauro do Arco da Rua Augusta, com o aproveitamento da sala superior e do terraço Miradouro.

Como obras prioritárias de requalificação do espaço público, além da Frente Ribeirinha, será feito o arranjo do largo Trindade Coelho, fronteiro ao Museu de São Roque, e a autarquia admite que nos próximos anos avance o projecto de arranjo do largo das Duas Igrejas (Mártires e Encarnação).

Novos museus

Na vertente cultural, a proposta de recuperação da Baixa-Chiado aponta a abertura, prevista para breve, do Museu de São Roque da Santa Casa da Misericórdia, o projecto do Museu do Banco de Portugal na antiga Igreja de S. Julião e o museu que a GNR pretende instalar no Quartel do Carmo.

Há ainda a possibilidade de instalar no Terreiro do Paço o núcleo do Museu da Cidade dedicado à reconstrução pombalina e está a ser negociada a transferência do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP para um terreno em Chelas-Marvila, para libertar o Convento de São Francisco, possibilitando expandir o Museu de Arte Contemporânea.

Prevê ainda a instalação do MUDE (Museu do Design e da Moda) na antiga sede do BNU na Rua Augusta, com as colecções adquiridas em 2001 pela autarquia a Francisco Capelo.

Quanto a salas de espectáculos, a autarquia está a apreciar um projecto de reabilitação do Cinema Olímpia e há contactos para uma eventual recuperação do teatro Odeon.

Para que alguns projectos, que a autarquia considera essencial arrancarem de imediato, Manuel Salgado propõe a suspensão das normas do Plano Director Municipal (PDM) que proíbem obras profundas na Baixa.

Anónimo disse...

E assim continuam o PD e a ana a dar-nos esta demonstração de civismo digno de registo. Não se envergonham? Já repararam que até agora conseguiram escrever tudo o que quiseram, mesmo ofensas graves, e nem os comentários foram apagados, nem a ana foi expulsa do blog? Agora já nem assinam... Bravo, estão a fazer uma linda figura!

PD e ana, não façam mais nada que vos possa envergonhar no futuro. Retirem-se enquanto antes que percam o que resta da vossa dignidade.

Tiago, eu por mim já tinha apagado tudo isto e convidado a ana a sair do blog. Mas gabo-te a paciência.

Anónimo disse...

Todos os comentarios por mim assinados sao da minha exclusiva responsabilidade e a ana nao fez um unico comentario nesta caixa. Eu fui o primeiro a ter sido insultado, quer pelo Tiago quer pela claque de fans anonimos. Expulsoes, purgas e gulags eram as practicas tipicas do estalinismo. A minha dignidade so' sai reforcada por defender as pessoas que me sao queridas, mesmo que tenha de recorrer a metodos de que nao gosto.

Por favor, nao me piquem mais. Estou muito triste e cansado com toda esta historia. Tinha esperanca em ter no Tiago um futuro amigo. Era um dos maiores fans do Viver que lia todos os dias, sempre com esperanca de encontrar algo novo e interessante. Leio o Viver desde o primeiro dia e sempre tentei dar a minha pequena contribuicao, pondo links e noticias. Sempre fui honesto nas minha opinioes pessoais. As criticas que fiz foi por acreditar que fariam o Viver mais efectivo. Escrevo com o coracao nas maos e as lagrimas nos olhos. Adeus.
PD

Anónimo disse...

POR FAVOR!!!
Remetam estas lamechices pessoais para um reservatório de água e sal e conservem em cada post o que tem a ver com o assunto. Começo a crer que sempre que se tenta levantar uma questão há meia dúzia de comentários de diversão, para se não ir ao fundo das questões.
Ninguém comenta as alegadas receitas que a Câmara vai arrecadar com os impostos municipais? Nem a legitimidade do destino que lhes dá???
E de repente este vereador é o máximo porque diz que «pretende» e é um arquitecto (=elite)?
E que tal ele dar justificações concretas de QUANDO&COMO a Câmara (ele, enquanto servidor da CML) vai cumprir o que JÁ FOI PLANEADO, EXECUTADO EM PARTE - o PUAL - em vez de se por a fazer »francgeriadas» iluminadas. É um bem falante (nada diz) visionário, não me parece nem político (apenas se aproxima...porque fala sem nada dizer) nem um vereador pragmático. Saiu-nos outro SA FERNANDES, só lábia e boa vida.

Anónimo disse...

Boa noite comentador,

Terça-feira, 18 de Março de 2008 14H30m WET,

Estou curioso acerca das suas capacidades porque ou é adivinhação e o comentador "adivinha" que os comentadores são os comentadores denominados "P.." e "A.." e faz o seu comentário ou então não percebo como o pode fazer.

Pode esclarecer?

Anónimo disse...

Não seria melhor perguntar?:

"Boa noite comentador,

Terça-feira, 18 de Março de 2008 14H30m WET,

Estou curioso acerca das suas capacidades porque ou e adivinhacao e o comentador "adivinha" que os comentadores sao os comentadores denominados "PD" e "ana" e faz o seu comentario ou entao nao percebo como o pode fazer.

Pode esclarecer?"