terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Novas de novo

Alguns dos participantes deste blog participaram na 5ª feira passada (perdoe-se o atraso - there are more things...) numa visita à obra de requalificação / reabilitação dos lagos do Parque Oeste aqui e aqui referenciada e noticiada na companhia de elementos do Gabinete do Vereador dos Espaços Verdes e da Divisão de matas da CML.

Nela foi possível confirmar o atraso das mesmas face ao anunciado - o qual poderá ser justificado com a ocorrência dos episódios de chuva intensa das últimas semanas, difíceis de prever nesta altura do ano - para além de se terem esclarecido algumas das opções defendidas pelos Serviços camarários e aceites pelos responsáveis políticos do sector.



Assim sendo, no presente, só o lago intermédio (ao qual se referem as fotografias) será objecto de colocação da rede de apoio a quedas incidentais, ficando em período experimental para avaliação dos resultados, decidindo-se no final do mesmo a validade da sua utilização (de acordo com os serviços camarários, proponentes da medida, resulta muito bem com os primatas dos lagos do Badoka Parque onde está instalado há uns tempos). Sublinhe-se que a rede não serve de protecção a quedas, antes de apoio a quem, dentro de água, tente subir pelas paredes - a rede ficará submersa e, pensa-se, não visível, devidamente ancorada ao lintel da margem que se vê na figura. Espera-se - esperamos nós, viveraltistas, que lama e limos não a cubram por completo tornando-a ineficiente.

Já a limpeza das paredes e fundo será extensível às três charcas superiores, sendo igualmente opinião dos serviços que a deposição de sólidos que hoje se verifica é ainda resultado da empreitada de construção e da consolidação das margens, não se prevendo a sua repetição, em tão grande volume, no futuro.

Finalmente, foram anunciados os contactos já iniciados entre técnicos camarários e a projectista(s) no sentido de resolver dois dos problemas mais prementes do Parque: os bancos e a iluminação. E se, no primeiro, a vontade camarária (que coincide com a nossa) de mais e melhores bancos (com os indispensáveis encostos) colide com o argumento de que esta rarefação de assentos e o desenho dos existentes é uma opção de autor e, como tal, está ao abrigo da defesa dos direitos do mesmo, já no caso do segundo, nos encontramos perante uma questão de segurança dos passantes sendo, de todo, admissível que a Câmara avance para a sua resolução apesar dos protestos que possam existir por parte de quem definiu a solução.

Não quero terminar sem deixar uma nota de relevo para o facto do conjunto dos lagos possuir um sistema completo de aeração da água que permitiria - caso funcionasse - evitar a situação de pré-coma que a água apresenta o que é de alguma forma demonstrativo dos cuidados que projectistas e SGAL puseram (ou impuseram) na sua concepção (e que a CML com o seu, cada vez mais habitual, desprezo olímpico pelas instalações que precisam de manutenção, deixou morrer).

Pena que esses cuidados se tenham limitado à forma do Parque e tenham limitado a sua função. Com o que se pode observar no presente, pouco mais serve que de contracampo campestre aos magníficos promitentes compradores dos blocos habitacionais que o rodeiam. E aos que, via Norte-Sul, sobrevoam a nóvel cidade ideal.

Um lugar de olhar (ao longe), um lugar de passar (sem parar), um lugar de desejar (sem nunca ter)...

16 comentários:

Anónimo disse...

Ola Pedro
obrigada pelo post.

Pena que o sistema de aeracao da agua nao esteja a funcionar. Interessante gastar-se dinheiro em redes e mais cimento mas nao na manutencao daquilo que existe.
E ainda
Uma crianca (ou um adulto) em panico raramente tem a capacidade de se agarrar a uma rede e trepa-la.

ana

Anónimo disse...

A questao dos bancos e interessante.
Porque e que nao se cria um programa de bancos da camara em que cidadaos que queiram prestar homenagem a outrem compram um banco a camara e esta implanta-o no parque escolhido pelos doadores?

mantem-se a questao da autoria e da manutencao!!!!!

estive a reparar que no projecto do passeio pedonal ha bancos. sempre os implantaram?

Anónimo disse...

É de lamentar que estas medidas sejam tão a vulso.
Lamento também a precaridade da instalação e dos remendos...

Esperava muito mais de quem colocou tanto enfase nos espaços públicos, ajardinados, tão importantes para a qualidade de vida de todos.

Talvez aja quem procure dar mais atenção e levar isto uns pontos mais à frente.

Vamos esperar...

Anónimo disse...

Pedro,
Ao contrario do que aparentemente foi transmitido pela CML, ainda não foi feito qualquer contacto formal com a projectista nem com a SGAL sobre estas medidas agora adoptadas, nem muito menos, relativamente à questão dos bancos e da iluminação.
Aliás, não tem havido da parte da CML a mínima preocupação com os direitos de autor da projectista.
Independentemente desse facto, que é grave, e uma vez que a CML pretende agora fazer alterações/adptações ao projecto que na altura da sua discussão e aprovação não quis, sempre importará dizer que a projectista não é contrária a bancos com costas, tendo inclusivamente um modelo concebido que poderá ser utilizado no Parque Oeste.
Quanto à questão da iluminação, a bem da verdade, convém realçar que melhoraria muito se a CML ligasse toda a iluminação existente no Parque, o que não acontece há muitos meses, provavelvelmente devido ao vandalismo causado pela falta de vigilância do Parque.
Depois de ligada toda a iluminação existente nesta fase do Parque, reforçada agora com a instalação da referente ao Eixo Pedonal, então estaremos em condições de aferir da pertinência ou não de mais iluminação e de que tipo.
Carlos

Pedro disse...

Carlos,

Perante o seu comentário, apenas posso repetir o que foi transmitido pelos técnicos camarários perante testemunhas:

1. Foram efectuados contactos (presumi reuniões) entre técnicos do serviço de Matas e a projectista (ou técnicos da projectista?). Se bem me lembro, a expressão empregue foi "ao nível mais baixo" (não se confunda com baixo nível).

2. Desses contactos decorreu a suposição /afirmação de que a projectista não aceitava a implantação de mais bancos nem de mais caminhos iluminados.

3. A implantação de bancos era uma opção de projecto e, como tal, abrangida por direitos de autor - e portanto os técnicos não viam modo de contornar esta posição.

4. Os níveis de iluminação estavam directamente ligados aos níveis de segurança logo a CML tinha o legítimo direito de intervir.

Como acredito, Carlos, na sua palavra, abstenho-me de comentar.

Já agora, satisfaça-me uma dúvida relativamente a um assunto que levantou no seu comentário: qual o serviço (ou serviços) que serviu de interlocutor na discussão e posterior aprovação do projecto do Parque?

Anónimo disse...

eh pá, vamos deixar de ser demagogicos...este parque tem os dias contados e todos nós sabemos porquê...

Não há dinheiro, logo não há manutenção nem arranjos, logo vai ficando no abandono, logo estraga-se, logo opta-se pelo mais simples... deixá-lo de lado!!!

Enquanto certos e determinados "habitantes" (amigos do desleixo e amigos da destruição) utilizarem este parque, ficamos desde já com uma certeza:NÃO HÁ NADA QUE AGUENTE!!!

Anónimo disse...

Anonimo
nao creio que este parque tenha os dias contados. Conheco muitos parques em Portugal, muitos tem sobrevivido e alguns ao longo de seculos. porque razao o Parque Oeste tem os dias contados?
Se a CML deixar de cumprir as suas obrigacoes para comigo, eu deixo de cumprir as minhas para com a CML.

Anónimo disse...

Pedro,
Em primeiro lugar quero reiterar o que disse no meu comentário.
Quero em particular reiterar o que disse em relação aos bancos e à iluminação. Se a CML está preocupada com a segurança restabeleça a iluminação existente.
Acrescento agora: e assegure a vigilancia e manutenção do Parque.
Quanto à sua questão directa, direi que quem fez a articulação com os vários serviços da CML foi a UPAL.
Aliás, a pessoa que acompanhou directamente este processo pela UPAL foi o Arq. Artur Madeira que é actualmente Chefe de Divisão da DMAU.
O projecto teve parecer favorável da UPAL (ponto de vista urbanistico e cumprimento do PUAL), da Direcção Municipal de Planeamento Urbano, incluindo despacho do Director Municipal(face à importância do Parque para a cidade) do Departamento de Desporto, do Gabinete do Vereador com o Pelouro do Desporto, do Departamento de Obras de Infra-estruturas e Saneamento da DMPO, incluindo despacho do Director Municipal(relativamente à bacia de retenção)e da Direcção Municipal de Ambiente Urbano, incluindo despacho do Director Municipal. Depois disso teve aprovação do Vice Presidente Carmona Rodrigues e do Presidente Pedro Santana Lopes.
Na recepção provisória e definitiva do Parque estiveram representantes da UPAL e da DMAU, nomeadamente da Divisão de Matas.
Finalmente dizer que podem ser feitas alterações e ajustamentos aos projectos se os seus autores as autorizarem. Mas não podem ser feitas sem conhecimento e autorização deles, assistindo aos autores nesses casos o direito de renunciar à parternidade da obra.
Carlos

Joana Rodrigues disse...

Queria enviar um email a cada um dos colaboradores deste blog, do qual só hoje tive conhecimento.
Como não foi possível, aqui ficam os meus parabéns por este grande exemplo de cidadania, que não pensei que ainda existisse.
São pessoas como vocês que contribuem para a humanização das Cidades e, como muito recente moradora da Alta de Lisboa, acabo de perceber que, afinal, estou muito bem acompanhada neste meu novo "bairro", que não seria a minha escolha, mas que espero que seja no futuro aquilo que todos consigamos que ele seja.
Obrigada

Tiago disse...

Boa noite, Joana. Muito obrigado pelas simpáticas palavras. São uma motivação grande para continuarmos a trabalhar.

Anónimo disse...

O que é que se passa para a Esquadra junto ao colégio S.Tomás não entrar em funcionamento?
Foram pagas verbas extraordinárias para acelerar a sua conclusão?
O Blog esqueceu esse enorme monstro branco?
E a PSP? Que continua sem ser vista à noite na Alta de Lisboa?
É verdade que houve "Car Jacking" nas Conchas? No interior do estacionamento?
Não há evolução nas carreiras da Carris que deveriam servir melhor a zona? Estamos satisfeitos com o que temos?
Preocupam-me estas questões que não vejo serem faladas mas contudo as estrelas vão para os ....poejos.
Pois é, não me parece ser muito normal mas o sonho e o paladar comandam a vida.Continuem assim.

Anónimo disse...

Tá calado, joselito. Deixa os rapazes trabalhar que mesmo a fazer posts sobre poejo fazem-nos muito melhor do que tu.

Anónimo disse...

do Publico
Costa exige "investimento sério" do Governo na rede viária por causa do aeroporto
17.01.2008, Inês Boaventura
A oposição camarária lamenta que a manutenção da Portela não tenha sido equacionada pelo LNEC

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa alertou ontem para a necessidade de os projectos do novo aeroporto e da terceira travessia sobre o Tejo incorporarem "um investimento muito sério" na rede viária da cidade, no âmbito de um processo negocial com o Governo que quer ver concluído num mês.


António Costa reconheceu a importância de ser criado "um acesso fácil, cómodo, rápido e barato" do centro de Lisboa ao aeroporto em Alcochete, mas sublinhou que uma nova ponte sobre o Tejo vai ser "indutora do tráfego rodoviário e penalizadora da qualidade de vida e de circulação na cidade". Por isso, o autarca quer garantir junto do Governo que a travessia entre Chelas e o Barreiro terá "uma adequada inserção" na malha urbana e que será realizado "um conjunto de intervenções em todas as circulares da cidade".
Questionado sobre o valor do investimento em causa, o presidente da autarquia disse que essa avaliação ainda está em curso, mas assegurou que "são números ínfimos comparando com os custos dos investimentos que lhes dão causa". Quanto à Portela, que quer ver transformada num "pulmão verde", António Costa defendeu a urgência de se "resolver o contencioso" entre o município e o Estado quanto à propriedade dos terrenos.

Ambiente preocupa
Também o vereador José Sá Fernandes se manifestou preocupado com "o impacto muito significativo" que a nova ponte terá na cidade, nomeadamente ao nível ambiental, acrescentando que "terão de ser estudadas as devidas compensações". Para a Portela, o eleito pelo Bloco de Esquerda sugeriu a criação de uma infra-estrutura aeroportuária de pequenas dimensões, destinada a situações de emergência, e de "um grande parque urbano verde".
Tanto António Prôa, do Partido Social Democrata (PSD), como Helena Roseta, dos Cidadãos por Lisboa, lamentaram que o estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sobre a localização do novo aeroporto internacional não tenha equacionado a possibilidade de manter em funcionamento a Portela. Os vereadores questionaram ainda a necessidade da travessia entre Chelas e o Barreiro, considerando que não há estudos que fundamentem essa decisão.
"É obrigação da câmara exigir um aprofundamento dos estudos e uma comparação de todas as opções", afirmou António Prôa, lembrando que a nova ponte "vai despejar 77 mil veículos por dia em cima de vias com características de circulação local". Já Carlos Moura, do PCP, defendeu que a ligação entre Chelas e o Barreiro é a que melhor serve os interesses da cidade, mas sublinhou que esta opção levanta "questões de urbanismo e ambientais que não são desprezáveis".

Anónimo disse...

Carmona, Roseta e Sa Fernandes querem uma "mini-Portela" para os seus jactos particulares e dos seus amigos. Acho mal. Uma "mini-Portela" impossibilita a criacao de novas avenidas e a ligacao da Alta a zona dos Olivais/P.Nacoes. Acho incrivel que vereadores da CML queiram ter avioes na Portela em vez de aproveitarem a oportunidade para construir uma zona de cidade nova, com um parque urbano grande e com ligacoes entre a Alta e Olivais/PNacoes.

hortelão disse...

Que desperdicío, que falta de gosto, no Parque Oeste.

Afinal podíamos ter uma plantação de poejos aqui no Parque, sem precisar de ir muito longe para tomar o chá.

filhos da puta disse...

DA.........se ainda hoje andavam lá uns cabroes de uns putos a atirarem a banhos... e depois dizem que a culpa é da autarquia!!!

fp&c