quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Bruxas e Medos

Hoje é o Dia das Bruxas! O dia de todos os medos.

É uma importação americana que veio para ficar e que já entusiasma os portugueses.

O encontro está marcado para hoje, no Centro Social da Musgueira, das 20H00 às 22H00. Há Concurso de Máscaras e uma incrível Casa do Terror para os mais ousados.

Uns perguntarão certamente: o que é que isso tem a ver com Portugal? E, o que é que isto tem a ver com a Alta de Lisboa? Pois, na Alta também há Bruxas! Na Alta também há Medos!

Venha vencer os seus. A brincar. Conhecendo quem também tem medo.

21 comentários:

Anónimo disse...

Uma historinha, para mostrar que o halloween não é uma importaçao da América:

O Dia de Todos os Santos é uma festividade antiga.«Hallows» quer dizer «todos os Santos».

A sua origem remonta ao tempo dos Celtas, quando era um ritual pagão para celebrar o enterro do Ano Velho - dia 31 de Outubro - e a vinda do Ano Novo - no dia 1 de Novembro.

Na véspera do Ano Novo do calendário Celta, no dia 31 de Outubro, havia uma celebração dirigida por um Druída.

Acreditava-se que as almas dos mortos voltavam à terra.

A luz (das velas e fogueiras) servia para afastar o Senhor da Morte.

Os irlandeses mantém esta tradição pagã até hoje e foram quem a levou para a América. Chama-se Halloween, porque é a véspera do dia de Todos os Santos.

As crianças vestem disfarces aterradores de espíritos malignos, fantasmas, demónios e bruxas, e vão pedir doces aos vizinhos ameaçando pregar partidas.

A Cristandade recuperou a festa Celta, durante a romanização, e converteu- a numa celebração em memória dos mártires mortos em defesa da Fé cristã, mas no dia 1 de Novembro.

Nessa data, na Europa, tradicionalmente as famílias visitam as campas dos seus mortos nos cemitérios e rezam pela sua Salvação.

Tom disse...

Hi anon,
I hate to correct you BUT.. hallows is not the Christian saints (santos) but souls (almas) when the celtics believed the dead returned to our sphere.

Having said this I'd like to draw a comparison between some of the kids attending the disco. After the disco ended some of them threw stones at other kids and apartments in Cond. Torre as well as the street lights in the area. There was not a policeman in sight nor a security truck from whatever they are called.
I suggest next time there is a teenager's event in S.C. Musgueira they inform the police and the security firm to patrol the area after the event. There is a disaster waiting to happen (ie stone hitting someone on the head)

Anónimo disse...

Yeah and next time some kids from one of the bought condos throw a party let's also call the coppers and alert all the local authorities.

And just in case, make it mandatory to all brits attending a portuguese football game to previously go to a police station and ask for permission might they be hooligans. Or just to be on the safe side let's warn the police against all english speaking foreigners living in Alta - for all we know they might be plotting against our portuguese way of life!!!

Racist though you may be have some decency and do not judge the forest by the way some trees behave. And learn portuguese!

Tom disse...

Hello Anon,
Racist I am not... if you read my comment I say specifically SOME people ruined the party for others. If you think that throwing stones at people's houses and at young kids is normal Portuguese behaviour then you are sadly mistaken.
I also agree, call the police when neighbours are making a lot of noise.
Your suggestion that I learn Portuguese is tantamount to racism.
This blog is on the Internet. There are no boundaries for posts or comments in terms of language.
Your paranoia about brits in Alta is frightening.
Did you know that all Europeans have the SAME rights in Europe. If all Brits have to register before a football match then so should all Portuguese, French, Germans etc etc.
I have lost enough of my culture in the 12 years that I have lived in Portugal (e sim eu consigo escrever em Portugues mas eu prefiro nao) that I understand what being part of Europe is.
Tom
(a citizen of the world)
(yes I identify myself... unlike some)

Tom disse...

p.s.: anon, having read your post again I understand where you are coming from... you think that I think that all parties organised by social centres should be policed.
I do not think this is the case. I would say, however, that the vandalism on the avenue closest to s.c. musgueira is down to kids walking home. In order to stop this, some action is needed, namely policing the kids walking home.
I hate to say but most "rich kids" will be driven to parties and home again. This is not to say that they are any better behaved in terms of graffiti or vandalism.
Another fact in point is that those of us who have bought flats here are paying at LEAST €700 a month, many earn less than twice this amount, so the sacrifice is significant. It is therefore in our interests to make sure that the area is kept safe and free from vandalism, (our IMI (tax paid on property) is also very high).
I hope I have cleared up any misunderstanding we may have had.
cheers,
Tom

Anónimo disse...

About halloween:

ok, tom. I meant the same, I'll rephrase it:


O Dia de Todos os Santos (dia um de novembro) advém de uma festividade antiga.

«Hallows» quer dizer «todas as almas». No tempo dos Celtas, quando havia um ritual pagão para celebrar o enterro do Ano Velho - dia 31 de Outubro - e a vinda do Ano Novo - no dia 1 de Novembro.

Na véspera do Ano Novo do calendário Celta, no dia 31 de Outubro, havia uma celebração dirigida por um Druída.

Acreditava-se que as almas dos mortos voltavam à terra.

A luz (das velas e fogueiras) servia para afastar o Senhor da Morte.

A Cristandade recuperou a festa Celta, durante a romanização, e converteu-a numa celebração em memória dos mártires mortos em defesa da Fé cristã, mas no dia 1 de Novembro. Nesta data, na Europa, tradicionalmente as famílias visitam as campas dos seus mortos nos cemitérios e rezam pela sua Salvação.

Os irlandeses mantêm esta tradição pagã até hoje e foram quem a levou para a América. Chama-se Halloween, é a véspera do dia de Todos os Santos.

As crianças vestem disfarces aterradores de espíritos malignos, fantasmas, demónios e bruxas, e vão pedir doces aos vizinhos ameaçando pregar partidas.


Quanto à falta de civismo de alguns jovens, parece - pelas notícias da morte por abandono e maus tratos de um homem de 40 anos no Norte de PT, às mãos de uns betinhos inconscientes - que não é apanágio dos 'pobres de euros', mas antes dos pobres de espírito, mesmo que podres de ricos. É falta de educação no respeito pelos outros, de noção de ordem e inserção numa comunidade em que há corresponsabilidade pelo bem estar de todos.
Vivo num condomínio 'bem' e também surgem pequenos sinais de vandalismo jovem, igualmente perturbadores.
A ausência da Ordem, a anomia resultante da falta de segurança pública (e é curioso como na Alta já se fala como se a protectvip - ou outras empresas de seg. privada fossem responsáveis por manter a ordem pública, o que é um conceito perigoso, cmo se vê no Iraque) é de facto preocupante e dá aos jovens a sensação que dominam o território, logo, que podem impor a SUA (DES)ordem.

Tiago disse...

Tom,

acho lamentável que uns putos tenham atirado pedras depois da festa.

Mas também é lamentável, e tens obrigação de o saber, que comentes a ocorrência associando o desacato a todas as pessoas que lá estiveram, chegando ao ponto de sugerir que da próxima vez que o CSM organize qualquer coisa se avise a polícia. E, por muito que não te revejas nela, é uma forma de racismo social. Estás a deixar implícito que coisas dessas são de esperar vindo dos miúdos com que o CSM trabalha, na grande maioria dos prédios de habitação social.

Falta saberes é que nesta festa estiveram mais de 200 crianças e adolescentes, vindos de muitos lados, que adoraram lá estar, que foram para casa ordeiramente, mas que pelo que dizes deviam ter que ser sempre acompanhados por escolta policial porque ontem meia dúzia deles resolveram armar-se em parvos.

Só que há tantas formas de atirar calhaus, de ofender, de ferir… E com a tua generalização tenho a certeza que o conseguiste. A sugestão que foi feita em escoltar todos os ingleses que queiram ver futebol num estádio assenta que nem uma luva no teu raciocínio, não percebo porque te ofende. Eu não a faço e nunca a fiz, porque sempre achei os ingleses o povo mais ordeiro no futebol, um exemplo de relação de amor com o futebol (basta ver, aliás, há quantos anos têm os estádios sem gradeamento entre público e campo de jogo), mas são injustamente conotados com uma minoria grunha e imbecil a que chamamos hooligans.

Só que continua a ser mais fácil ver o mundo a duas cores, com rótulo simplistas. Ricos e pobres, gente civilizada e incivilizada, bons e maus, esquerda e direita, pretos e brancos, etc...

Tom disse...

Tiago,
Thanks for your comment and I understand what you are getting at. I will, however, stick to what I said. When there are events involving large numbers of children and teenagers, the smaller children (not to mention the surrounding property) are at risk. When people see graffiti in Parque Oeste they ask for more security too.
No, I am not suggesting there is a police van (like we see at football games - though not at rugby or even rock concerts) but simply a couple of police officers ensuring the safety of those going home. I was shocked to see a NUMBER of kids trying very hard to hit other smaller children walking home. Needless to say the smaller kids were scared and running.
If you feel that this kind of behaviour does not require police intervention (at least on the smallest of scales) I am afraid that we cannot see eye to eye.

Other examples of police use which may be contrived as controversial:

-Patrolling streets in Telheiras after crime incidence has risen
-Standing in front of houses of politicians
-police vans in neighbourhoods such as our own, Horta Nova and others (we rarely see Police vans in Avenida Roma)
-Policing trains (a form of transport that many must use due to economic difficulties)
These aforementioned situations are rarely questioned and one should take care not miss the obvious points here. There were crimes being committed (and fairly serious ones too if you include attempt to cause bodily harm to a minor) and this cannot be ignored.

Tom disse...

Sorry to blab on.. another possible solution would be get SGAL to tidy up some of the areas that not being built on so there is not a potential arsenal of weapons for the kids to use :-)
Tom

Anónimo disse...

e que tal os camones e os bifes aprenderem a escrever em tuga? Farto de ler inglês na net tou eu e quando venho aqui é para ler na minha língua.

Ana B. disse...

Caro Tom,

Ontem fui à Festa. Foi um lugar de encontro, para o qual todos estavam convidados. Apareceu quem quis, quem ousou, quem se atreveu a enfrentar o desconhecido e os desconhecidos. Foram mais de 200, como disse o Tiago. 33 grupos de 5 jovens quiseram desafiar os seus medos e aventurar-se na Casa do Terror em que se transformou um dos edifícios do Centro Social. Outros muitos, preferiram apenas conviver alegremente uns com os outros ou participar no Concurso de Máscaras. Na organização da festa estavam mais de 20 pessoas: monitores do Centro, moradores e alguns jovens. Todos se empenharam durante dias para que o momento fosse inesquecível para todos. E foi!

Até há uns anos atrás, cada vez que se fazia uma festa no CSM avisava-se a Polícia, precisamente para a eventualidade de ocorrência de desacatos. Eram os primeiros anos de Mediateca (a valência de jovens do Centro Social da Musgueira) e as tensões eram muitas.
Deixaram de o fazer e considero isto uma evolução. Primeiro, porque a presença de dois ou três agentes da Policia seria ineficaz, em caso de chatices. Qualquer acção dos monitores teria muito melhores resultados; segundo, porque a sua presença constituía, muitas vezes, um factor de provocação... e terceiro, e isto é o mais importante, deixou de haver necessidade disso.
O ideal é que nem os miúdos nem ninguém precise de escolta... porque são civilizados, sabem comportar-se, sabem estar.

E deixe-me dizer, evoluíram. Devagarinho, mas evoluíram. Foi bom ver ontem a rave Benetton que houve. Pretos e brancos, rapazes e raparigas, mais novos e mais velhos, dançavam uns com os outros, conversavam, riam, gritavam juntos na casa do terror, agarravam-se uns aos outros a procurar protecção... Isto há uns anos era impossível acontecer. Havia sempre muitas picardias entre uns e outros, bandos, rixas, “duelos” prometidos para o fim da festa, provocações... difíceis de gerir e de contrariar. Ontem, todos se comportaram de forma ordeira, civilizada, contribuindo com o seu melhor, desfrutando do momento e da companhia.

Uns quantos mancharam o nome de todos, pelos vistos, com um comportamento desadequado no regresso a casa. Poderia dizer que são coisas de miúdos, próprias da idade, que poderiam acontecer em qualquer lugar. Mas mesmo assim, tenho pena que tenham dado azo a isso e que injustamente tenham submetido todos os outros a este juízo de valor. Não mereciam!

Gosto de pensar que se fez alguma coisa. Gosto de pensar que daqui a uns anos, os Toms da Alta não sentirão medo quando os virem a passar na rua. Porque estes jovens não são merecedores de medo nem de acção policial. De acompanhamento, talvez.

Tom disse...

e eu sou racista?

bife =
deprec.,
indivíduo inglês ou inglesado;

As pessoas que commentam aqui devem pelo menos assinar quando querem dizer alguma coisa ofensiva.

Tom disse...

e suponho que camone e um turista ... isto eu nao sou.
Eu vive aqui, pago impostos, e tenho familia Portugues.
Eu escrevo em Inglês porque eu sinto mais confortavel a expressar as minhas ideais. Com certeze este commentario esta cheia dde problemas gramaticais.
No futuro eu vou só comentar em Portugues o só no meu blog.

Tom disse...

Ana,
Eu concordo com o seu comentario... isto e mais complicado do que parece.
Tom

Anónimo disse...

Hoje, a minha filha de 14 anos, que foi assaltada no início do ano por um miúdo africano munido de navalha, no parque, foi abordada por um grupo de 7 meninos africanos, que lhe pediram dinheiro para comprar bolos. Eu estava no carro a uns 50m de distância e temi que ela ficasse com medo (como geralmente diz ter). Ela sorriu, encolheu os ombros, disse não ter moedas. Quando voltou para o carro comentou como tinham sido 'queridos' e teve pena de não ter nada para partilhar com eles. Senti-me feliz por ver que é possível ultrapassar o medo: se dermos uma chance ao diálogo.

Ana B. disse...

Obrigada pela partilha. Parabéns por ter conseguido dar a oportunidade à sua filha de enfrentar aquela situação e deixar que ela, responsavelmente, fizesse a sua opção, o seu juízo, a sua avaliação. Ganhou segurança, certamente.

Joana disse...

E voltando ao Holloween, lá tive vários miudos a pedir "Doce ou travessura" na quinta à noite e "Pão por Deus" na sexta durante o dia. Foi o primeiro ano.

Estava despreparada, no meu tempo não havia disto. Mas lá desenrasquei uns rebuçados.

E ta,bém gostava de saber mais sobre a tradição do "Pão por Deus" pq apesar de me parecer mais nacional, não sei nada dela.

Também se cantam os Reis por estes lados?

João Tito Basto disse...

Que pena só hoje saber desta festa, se tivesse sabido mais cedo teria ido lá com a minha filha.

Quanto à questão levantada aqui pelo Tom, é chato, desagradável que tais situações aconteçam mas é realmente um assunto complicado e tem que ser "gerido" com algum tacto. Comentários apresentados da maneira que o Tom fez não contribuem em nada para uma integração entre as diferentes comunidades ou populações que vivem na Alta de Lisboa. Quando me refiro a integração quero dizer viver, aceitar e respeitar o próximo, por isso é aplicável a TODOS os moradores.
Comentários sobre "camones" ou "bifes" perecem-me a mim, pelas mesmas razões, completamente dispensáveis.

Rodrigo Bastos disse...

Fazendo a leitura dos comentários do Tom não penso que ele tenha efectuado qualquer referência a um grupo A ou B de miúdos.

Simplesmente constatou um facto que aconteceu num determinado âmbito levado a cabo por jovens de uma determinada faixa etária e o certo é que o comportamento registado por ele é efectivamente condenável.

É esta a minha percepção.

Quanto aos comentários anonymous sobre os ingleses só o posso caracterizar com duas palavras: Garbish & Ignore.

Quanto ao Halloween que é o que nos trás aqui, sou daqueles que tem a opinião de que isto é mais uma americanização da nossa sociedade e como tal não me diz mesmo nada. É um carnaval e um "pão por deus" agrupados num dia e mais uma forma de se gastar dinheiro... :)

Anónimo disse...

Já que aqui se compara o cenário inglês com o nosso, relembro que em Inglaterra a polícia não "brinca em serviço", as brigadas da polícia "surgem do nada" mas tratam dos assuntos com eficiência.

Por outro lado, o sistema judicial inglês não passa com a "mão pelo lombo" aos prevaricadores e não os manda para casa e lhes chama coitadinhos, atribuindo a culpa da delinquência à sociedade em geral, como alguns dos intervenientes gostam aqui de defender...

Se todos estes Nanis, Ronaldos e Quaresmas que diariamente avisto nas ruas da Alta tivessem uns castigos valentes (fossem por exemplo pintar paredes para as obras durante 1 semana como pena por fazerem grafittis ridículas) ou nos casos mais graves fossem trabalhar para campos de trabalho, certamente que o cenário mudava . Mas não, por cá apanha-se um puto de 15 anos a fazer carjacking com uma pistola e no dia seguinte está cá fora pq é menor e inimputável !!!! olha, em certos casos mais valia ser o Ruanda em q limpam logo o "sêbo" a esta malta e está o assunto arrumado !!!

Mais uns aninhos e temos mas é que contrata a Blackwater para vir trabalhar para a Alta..

H.V. disse...

Caro anónimo:
É uma pena que ainda existam nazis como o(a) sr(a). Até ele (Hitler) que idealizava a perfeição, durante anos, não fez mais do que castigar e matar os mais indefesos. Ainda bem que alguém o travou...Não vamos, pois, generalizar e muito menos tratar o todo pela parte. Também tenho pena que em vez de vir morar para a alta não tenha escolhido viver no Ruanda. De certo seria o primeiro a fazer justiça pelas próprias mãos. Que cenário!!Um dia destes só sairá de casa munido de metralhadora, e sempre com o olhar por cima do ombro. Até do vizinho do lado vai desconfiar. Penso que não... até porque ele é morador da alta, pessoa séria que seria incapaz de actos de vandalismo ou pior,de delinquência...
Não pense que sou a favor destes actos, pelo contrário... Tento perceber as razões que leva muitas destas crianças e jovens a seguirem estes caminhos porque ainda acredito que muito se poderá fazer. O que condeno, sobretudo, é a hipocrisia,... não são os nanis, ronaldos ou quaresmas que brincam na rua, como qualquer ser humano, sem saberem que, em vez de brincarem, poderiam estar a
trabalhar num campo de
concentração.
Ainda bem que o sr. scolari não o conhece, caro anónimo, porque senão mandava-o prender, ou pior, matá-lo. Dizer mal dos seus meninos? Aí é que era um mata, mata.