sexta-feira, 1 de junho de 2007

ATITUDE - A HISTÓRIA DE UM COPO COM ÁGUA

Este espaço previligiado de participação construtiva da nossa comunidade do Alto do Lumiar é uma benção fantástica.

Porque o afirmo? Porque tenho uma perspectiva positiva e uma empatia relativamente ao “blog”. Ora isto não é objectivo, é pessoal e funciona ao nível das percepções, das emoções e das relações pessoais de simpatia. Tenho portanto uma atitude positiva face ao blog e às referências que lhe são associadas.

Já face a outros temas, a atitude mental é diferente. Algumas palavras-chave, só por si, despoletam um conjunto de ideias e emoções pouco simpáticas, levando-me a assumir uma postura negativa em face desses outros tópicos.

Mas isto é verdade em relação a todos nós. Isto é, cada um de nós tem as suas atitudes mentais que devem ser interpretadas como uma predisposição para reagir de uma determinada maneira face a um dado assunto, ideia, pessoa, coisa. Estas predisposições provêm de ideias (preconceitos ou não) mas também de experiências passadas ou estados de emoção e resultam em ou condicionam outros sentimentos de “gosto”/”não gosto”, de pertença, insegurança, entusiasmo, etc., bem como comportamentos efectivos.

É como a história do copo com água. “Era uma vez um copo com água.” E a história lá continua com cada um de nós a imaginá-lo … uns viram (ou imaginaram) que o copo estava quase cheio, outros que estava quase vazio, outros que nunca mais está cheio (desesperando pela espera), outros ainda especulam que talvez não tenha água mas outra coisa qualquer, outros (indo mais longe) juram que não é água, outros perguntam quem é que não encheu o copo (tentando responsabilizar alguém, preparando a maldicência, ainda que nada tenham feito para ajudar a enchê-lo!), outros ainda preocupar-se-ão com o que está à volta do copo com água e não com a própria água, com algum salpico, etc.

No fundo, é importante que tenhamos consciência que as posições que assumimos, ideias, acções, empatias – por vezes justas, por vezes injustas, por vezes justas mas à "nossa medida" – são função das nossas atitudes mentais que nos preparam e condicionam a perspectiva sobre uma determinada realidade concreta.

E por vezes é mais fácil (melhor dizendo, menos difícil) alterar atitudes do que impôr aos outros as nossas posições, ideias ou perspectivas.

7 comentários:

Anónimo disse...

Post um bocadinho criptico...não?

miguel

Tiago disse...

Vai daí, e... Luís?

Rodrigo Bastos disse...

Devemos é pensar no que fazer a seguir em vez de passar o horas e dias seguidos a perceber porque é que o copo está "meio cheio" ;-)

Há que saber impôr as nossas ideias e seguramente perceber e entender o meio que nos involve de forma a definirmos a melhor estratégia a aplicar no caso de efectivamente querermos trabalhar para uma mudança.

Um post que dá que pensar...

Luísa Ferreira disse...

Acho especialmente importante que tenhamos consciência que a nossa PERCEPÇÃO de determinada realidade é condicionada pelo que fomos, pelo que somos, pelo que vivemos, pelo que sentimos antes e agora... o que nos predispõe a uma determinada ATITUDE face a essa realidade.
Essa consciência permitir-nos-á, talvez, evoluir, como pessoas e como cidadãos.

Anónimo disse...

abrenuncio....

Anónimo disse...

Rodrigo Bastos,
Este post realmente poderá dar muito que pensar!?!
Mas a única reacção que me provocou foi uma tremenda necessidade de beber algo fresquinho!
Haverá sumo de banana no frigorífico?

camelo disse...

Quanto vale um copo de água no deserto?