sábado, 30 de setembro de 2006

Máquina do tempo

Praça Duque de Saldanha, Lisboa, c. 1950.
Foto: António Passaporte, in Postais de Lisboa, [Lisboa], C.M.L., [1998].



Quem tem saudades do passado, da Lisboa de outros tempos, da pasta medicinal Couto, das pastilhas Gorila a 5$00 ou dos autocarros de dois andares, não pode perder o blog Bic Laranja.


4 comentários:

joana disse...

5$? Eu lembro-me delas a 2$50! Não nasci no mesmo ano do que tu?

E lembro-me dos gelados de gelo de laranja e ananás a 7$50. Tenho mesmo saudades dessas coisas...

Tiago disse...

Sim, nascemos no mesmo ano, mas começaste nitidamente a comer pastilhas elásticas mais cedo do que eu. E lembras-te do senhor que vendia os bilhetes nos autocarros? Um que estava sentado atrás de uma escrivaninha cheia de moedas e pedacinhos de papel com 4 cm? E das ruas com um décimo dos carros de agora e com o dobro da largura dos passeios? E um terço do ruído? Caraças, se continuo vou parecer um saudosista reaccionário, mas acreditem que gostava muito, mas muito mais de viver e andar nas ruas da minha cidade há 20 anos. E a principal diferença é mesmo a quantidade de automóveis e a cedência do espaço público para tráfego e estacionamento.

sushi disse...

Subscrevo.
Mas nos meandros daquele blog ainda nem existiam pastilhas Gorila...

Pedro Veiga disse...

De facto a qualidade de vida na cidade era melhor apesar de a "rede de metro" da altura ser ultra minúscula.
Agora com as praças transformadas em auto-estradas não estamos melhor, estamos mais entalados entre o betão e o asfalto.
Por isso é que eu desejo ardentmente que o projecto do verde urbano da Alta de Lisboa se concretize rapidamente. Assim, este núcleo urbano poderá distinguir-se para melhor das muitas zonas novas que hoje nascem sem regra e lei.