quarta-feira, 3 de agosto de 2005

A política pensada e planeada, ou mais uma forçazinha para um aeroporto faraónico com virtudes difíceis de entender

Referências de referências a interesses imobiliários inconfessáveis relacionados com a Alta de Lisboa, junto à Alta de Lisboa.

P.S. E seguindo a proposta do José Pacheco Pereira,


MICRO-CAUSAS:
PODE O GOVERNO SFF COLOCAR EM LINHA OS ESTUDOS SOBRE O AEROPORTO DA OTA PARA QUE NA SOCIEDADE PORTUGUESA SE VALORIZE MAIS A “BUSCA DE SOLUÇÕES” EM DETRIMENTO DA “ESPECULAÇÃO”?

"Respeito muito os signatários, mas há sociedades que valorizam mais a especulação e a análise, enquanto outras valorizam mais a busca de soluções."
(Manuel Pinho, Diário Económico, 28-07-07)


Todos nós ficaríamos mais informados e poderíamos discutir melhor, aceitando inclusive as razões do governo para tão vultuoso e controverso investimento. Não há nada a temer pois não? Não há segredos de estado, pois não? Não há razões para não se conhecerem, pois não? Até já deviam estar na rede. Eles devem estar feitos em suporte digital, é suposto. Por isso, ainda hoje podem ficar em linha, ou este fim-de-semana. Não há razões para demora.

Sugiro também, para no governo se ouvir melhor, que outros blogues e mesmo os meios de comunicação social possam todos os dias repetir a pergunta, o pedido, até ele ter a única resposta razoável. SFF.

2 comentários:

ssá disse...

Tiago,
Confesso que esta questão do Aeroporto, a par do TGV, me desperta sentimentos contraditórios.

Se por um lado, a ideia de deslocar o ruído e o perigo para uma área desabitada (ou com baixa densidade) me parecem interessantes, por outro lado, os custos previstos e a escolha mais do que discutível (e discutida) da Ota lançam uma aura de dúvida sobre todo o processo.

Não tenho, no entanto, ilusões quanto às intenções dos grupos económicos que gravitam em torno de questões como esta. A lógica é sempre a do lucro.

Resta saber se, como é exigível, o governo garante que os cidadãos ganham na mesma proporção ou, pelo contrário, se faz refém das ligações referidas no artigo (que assumo verdadeiras) ou similares e patrocina mais um projecto megalómano e sem retorno.

A dificuldade, para o leigo, reside precisamente aqui.

Ponto Verde disse...

Si non é vero...est benne trovatto!!!