quarta-feira, 4 de março de 2009

A crise do crédito, em bonecos

Uiiii... Isto tem tanto a ver com a Alta de Lisboa que até chateia. Numa pesquisa para modelos de novo template para o Viver fui dar com este video. Há malta a trabalhar bem por aí, e a conseguir explicar de forma simples aquela nuvem carregada que se aproxima ali ao longe.

Depois de os bancos andarem tantos anos a fomentar a compra de casa, de o negócio de compra e venda de casas ter dado mais-valias que contradizem o bom senso (que mais produtos conhecem que foram vendidos em 2ª mão por um preço superior à compra em 1ª mão?), e dessa euforia bêbeda chegarmos a um ponto em que existem mais casas disponíveis do que gente para as habitar, o que acontece?

Esta crise económica e imobiliária não passará ao lado da Alta de Lisboa. E como o sucesso da Alta de Lisboa está assente nesse paradigma dos anos 90, se calhar vai ser necessário pensarmos numa alternativa de viabilidade.

5 comentários:

Henrique Relogio disse...

Excelente!!!

Joana disse...

Está muito giro. E eu que não percebo nada de finanças queria so perguntar até que ponto o sistema é idêntico cá em PT. Por exemplo, aquele passo em que o valor da tua casa decresce de 300 mil para 90 mil e ptto deixas de pagar a hipoteca apesar de a poderes pagar, é comum?

Luísa F disse...

Óptimo post!

Afonso D disse...

Acaba por fugir um pouco à nossa realidade, pois os US são financiados principalmente por investimentos em activos, e por cá, é a banca que financia.

Ora enquanto o mercado de acções teve sempre um crescimento fantástico nos últimos anos (até recentemente), dando milhões de lucro, a banca sempre teve um crescimento mais modesto.

Desta forma, crescimento modesto = moderação. Milhões = sub-prime.

A crise sente-se por cá porque os US sempre foram uma bola de neve devido à quantidade de investimento externo que por lá para, mas a situação não é comparável ao crédito em portugal (exceptuando o crédito via SMS, mas não comparemos alguns milhares com centenas de milhares).

Anónimo disse...

"e dessa euforia bêbeda chegarmos a um ponto em que existem mais casas disponíveis do que gente para as habitar, o que acontece?"

As taxas de juro baixam. Cura-se a ressaca com mais bebida.