terça-feira, 13 de novembro de 2007

Boleias

Na senda da procura de alternativa ao carro próprio, surge, de uma forma óbvia, o carro dos outros.

Uma boleia é menos um carro na cidade, menos um estacionamento, menos uma despesa em gasolina. Num burgo tão pequeno como Lisboa, é inacreditável que a partilha de carros não seja mais frequente. No meu prédio, por exemplo, há 2 ou 3 pessoas que trabalham na CML. E todos os dias saem 3 carros da mesma garagem com o mesmo destino. Não seria melhor alternar? É preciso mais alguma coisa para além de quebrar a inércia e organizar um esquema? Até dentro do pequeno núcleo familiar não é prática corrente e seria, em muitos casos, simples de implementar.

Há tempos soube deste site que faz esse trabalho de organização para viajens mais longas, que não são rotinas diárias. Mas parece-me a mim que o que é habitual será ainda mais fácil de institucionalizar.

Nem de propósito, recebi também por e-mail um alerta para esta reportagem sobre partilha de transporte ou car pooling, como lhe chamam. É um estudo interessante, vale a pena ver.



Em alguns países existem também vias dedicadas a carros com mais de 2 ou 3 passageiros. Mais um incentivo - a fluidez no trânsito - para além dos argumentos económicos e ecológicos a favor da partilha de carros.

Nós lá em casa partilhamos o carro em parte do trajecto de ida para o trabalho. Depois sigo de transportes. Confesso que demoro mais tempo assim do que se fizesse todo o trajecto de Metro. Mas também me agrada a companhia, por 15 ou 20 minutos, depois das correrias da manhã. E este é mais um ponto que poderiamos todos considerar, também: passar um pouco mais de tempo com quem gostamos.

2 comentários:

Miguel Carvalho disse...

Outras páginas portuguesas para boleias:

http://www.carpool.com.pt/
http://ecocar19.blog.pt/

Há uns anos lembro-me de passar na televisão uma reportagem sobre o pesadelo do IC19, onde se entrevistava uma família que vivia na linha de sintra e se queixava do trânsito. Cada um dos três membros da família ia no seu carrinho até Lisboa.
Mas nem eles nem o jornalista se apercebeu do ridículo. Queixarem-se d euma situação que eles próprios causavam

Joana disse...

Como quase tudo, é preciso uma mudança de paradigma. Acho que para além do comodismo instalado, de não se ser flexível em 10 ou 15 minutos em termos de horário; ou de não se andar 1 quarteirão a pé, as pessoas tb não se sentem confortáveis em partilhar o carro com estranhos. O blog q indicas (http://ecocar19.blog.pt/) dá algumas dicas sobre como lidar com isso.

Mas podia-se sempre começar com a família ou amigos, nao é?