segunda-feira, 28 de maio de 2007

Net de acesso livre na rua


Esta coisa dos Jardins Digitais é muito simpática, mas infelizmente vai acabar mais mês, menos mês.

Gostava de ver um dia um grupo de moradores (um prédio, um condomínio, o que quiserem) associar-se e instalar uma parabólica para televisão, e fazer uma rede wireless para acesso à net. Assim libertavam-se da ditadura monopolista da TvCabo e deixavam de pagar um balúrdio por um serviço tantas vezes mal prestado. Alguém sabe se é possível?

9 comentários:

Joana disse...

Aqui deves encontrar muita informação: http://wireless.com.pt/forum/index.php

Anónimo disse...

É o que faz a ArTelecom.
Se calhar só montando uma empresa (ou algo com personalidade jurídica) e pedindo o licenciamento junto da ANACOM

Joana disse...

Acho que o sítio certo para começar é mesmo pelo site do Movimento Wireless Portugues (http://wireless.com.pt/). Ainda não percebi bem como é que aquilo funciona, mas é o mais próximo do conceito de comunidade wireless. Cada comunidade pode fornecer rede para os seus membros, acho eu. Mas não sei exactamente como é e não estou a ver como se cria um hotspot sem ter um dos ISP costumeiros (embora não em contrato a nível individual). De qq modo acho que é o sítio certo para fazer perguntas. A verdade é que algumas comunidades do Movimento Wireless Portugues fornecem internet para sítios públicos. Por exemplo a comunidade de Olhão dá Internet grátis para muitas praias da Ria, nos meses de Verão.

E pensar que quando eu fazia trabalho de campo em Cacela Velha cheguei a fazer contrato com a PT em casas alugadas por 2 meses, só para ter internet! Ai, minha saudosa Ria, agora com wireless gratis e tudo. Um luxo para qualquer biólogo!

Pedro Santos disse...

Tecnicamente é relativamente fácil a criação de um hotspot. Posso perfeitamente utilizar a ligação de minha casa e, amplificando o sinal, ceder acesso, por exemplo, para a zona do meu condomínio.
Uma loja de informática no Parque S. João de Brito disponibilizava rede wireless para a malta dali da zona. Não sei se o continua a fazer.
Em termos legais e técnico/legais (frequências, etc.) poderão eventualmente haver restrições.

Pedro Santos

Joana disse...

Não relacionado: é bom ver que dás saída à agua das pedras clássica em vez de cederes aquelas mariquices de águas com sabores. Estava a ver que qq dia não encontrava água com sabor a água, sendo a única a pedir.

Rodrigo Bastos disse...

Só falta mesmo são os portateis serem alimentados a energia solar. dava geito não dava?

Paul disse...

Também concordo que o Movimento Wireless Portugues (http://wireless.com.pt/) é um bom sítio para obter informação.
Sei de uma comunidade em Faro que fazem isso. Penso que a maioria sejam estudantes que partilham a ligação e os custos. Normalmente contratam uma ligação de banda larga mais empresarial com mais qualidade. Se bem me lembro, naquele caso, os custos ficam em cerca de 5 ou 10€.

Já uma vez propus uma coisa deste tipo nos foruns do condominio mas não obtive nenhuma resposta. Acho que as pessoas têm sempre algum receio..

Joana disse...

As pessoas, às vezes, não pensam. E quando se fala em dinheiro regressam aos medos mais primários, infelizmente.

Uma vez estava na estação dos comboios a precisar de dinheiro para comer qq coisa mas com o multibanco indisponivel. Fui à bilheteira onde havia pessoas a pagar em dinheiro e propus pagar-lhes seu bilhete com o meu multibanco e elas pagarem-me em dinheiro a mim. Das 3 ou 4 pessoas a quem perguntei ficou tudo desconfiado sem perceber q nao tinham nada a perder pois ficavam de bilhete na mão e a achar q as queria enganar de algum modo.

Tenho pena q o mundo vá assim, desconfiado.

Manuel Coelho disse...

Eu já ando aqui há nora há muito tempo sobre esta questão. Existe na minha zona uma rede pública e livre chamada Peninsula Digital, tenho andado a fazer experiencias para ter net em casa com uma parabólica e um AP penso que estou lá quase... falta o quase. Experimentei hoje com o meu router mas acho que o configurei mal amanhã vou voltar à luta...