sábado, 16 de dezembro de 2006

Coff coff

Ai que distraídos que nós fomos...

3 comentários:

Anónimo disse...

Pois e, ja se estava a espera. A CML anda a prejudicar a Alta porque ha gente com responsabilidades que anda receber doutros lados. So resta saber qual e o papel do Fontao de Carvalho. Stanley Ho, tambem tens de pagar a estes gajos...

Anónimo disse...

Olá,

Parece que temos aqui mais um pequenino problema de "ineficácia", conforme lhe chama o Pedro. Embora, este caso, pareça mais um problema de enomre eficácia selectiva.

As noticias sobre a CML cheiram a "fim de ciclo" e a decadência.

Eu posso viver no meio de um estaleiro bloqueado por esta gente e sujeito ás suas mentiras e jogos sujos...mas ainda vou viver para os ver engaiolados, a pagar pelos crimes.(*)

Miguel

(*) Pedro, espero que considere que este desejo se mantem dentro dos limites civicos aceitáveis. Engaiolados significa sujeitos a pena de prisão, após condenação em tribunal e trânsito em julgado... Tudo legal e como deve ser...

Pedro disse...

Sim, este caso que o Público relata é de uma extraordinária eficácia. Ainda que não seja original. O tráfico de influências, a corrupção, a chantagem - na Câmara Municipal de Lisboa, em muitas Câmaras deste país, na Administração Pública - fazem-me lembrar o futebol: toda a gente fala delas mas ninguém se chega á frente com provas. Para que fique bem claro - eu não estou a dizer que não existem (e oh! como parecem existir!) digo que todos enchem a boca mas poucos colocam nas mãos do Ministério Público ou da Judiciária o necessário para uma condenação. E quando alguns o fazem (como na "alegada" tentativa de compra do Dr. José Sá Fernandes) as entidades responsáveis parecem assobiar para o lado. Como no futebol. E todos estes esquemas parecem estar tão enraízados no status quo que dá a sensação de que se irá estragar mais do que consertar com a denuncia dos casos e a erradicação dos culpados. Se assim não fosse como se explicam promiscuidades como a de um assessor de um (antigo) Presidente da Câmara autorizado pelo mesmo a continuar a assinar projectos para Lisboa, mistérios como o não despedimento de funcionários sobre os quais recairam queixas de munícipes, ou silêncios como a continuação no seu posto de funcionários "menores" conhecidos pela facilidade com que apressam a apreciação de projectos?
No entanto, apesar de reconhecer (e provavelmente ter tido a infeliz ocasião de passar por perto de situações destas (como seria de esperar sem provas palpáveis) mais vezes do que você, Miguel) tudo isto, continuo a achar que a coincidência das obras na Alameda com o aumento da população na Alta e com o atraso na conclusão da Norte-Sul e da Santos e Castro, as experiências menos bem-sucedidas nos caminhos provisórios da Alta, as reticências dos novos vereadores em aceitar os acordos com os moradores das Calvanas efectuados no passado e, já agora, as asneiras de construção em alguns dos blocos na Alta ou as pouco conseguidas soluções de conforto térmico em outros se devem muito mais à ignorância, à incompetência ou à ineficácia de alguns dos agentes envolvidos do que a uma conjura organizada e manobrada pelos desconhecidos barões do imobiliário como parece decorrer de alguns comentários escritos por aqui.
Corrupção? Há imensa. Mas tudo é causa dessa corrupção? Eu acho que não. É claro que seria muito mais fácil - é tão fácil termos um inimigo que podemos identificar... - para todos os que sofremos os seus resultados, mas não é assim tão simples. Antes fosse.

E já agora, Miguel, parabéns pelo seu optimismo. É sempre bom conhecer quem ache que esta sociedade e esta justiça se vão reformar durante o tempo de vida que resta aos corruptos dets país.