quarta-feira, 19 de abril de 2006

Passeio junto ao Parque das Conchas



Depois de ter sido destruído e refeito duas ou três vezes, está praticamente concluído o passeio que ladeia o Parque das Conchas na fronteira com a futura malha 5, o badalado projecto do arq. Tomás Taveira.

Aparentemente valeu a pena a indecisão. De um passeio mais estreito para os peões e lugares de parqueamento automóvel em espinha, passou-se para um passeio mais largo, com árvores alternadas com a iluminação, uns bancos de pedra e estacionamento em fila. Ganham as pessoas. Boa opção.

8 comentários:

sushi disse...

Parabéns!
Mas espero que haja uma vista para as pessoas se poderem deliciar enquanto se sentam nos bancos, ao lado dos automóveis, junto a uma rua que espero que tenha pouco movimento!

Ana Louro disse...

Sim, também gosto mais desta opção. É preciso é que se possa utilizar quanto antes pois o movimento da rua empedrada de acesso ao condomónio das Conchas tem um trânsito automóvel incompatível com o trânsito de peões, com a agravante de os espaços previstos para este trânsito estarem ocupados por automóveis estacionados.

E esta rua será certamente bastante movimentada, mas no interior do Parque das Conchas pode dizer-se que temos quase um oásis sem ruído. Creio que a função dos bancos não será propriamente a estada por muito tempo, mas evitar que os automóveis estacionem nos passeios.

Tiago disse...

Sim, também me parece que os monolitos de cimento têm como função principal impedir o estacionamento automóvel abusivo.

Com o funcionamento do complexo comercial da malha 5 parece-me que esta via irá ser bastante utilizada e os monolitos servirá muito bem de bancos, mas se tivessem encosto... diz aqui este preguiçoso que gosta tanto de se esparramar como de insistir ad nausea nesta questão.

Já quanto ao paraíso longe do ruído que é por enquanto o Parque das Conchas, parece-me que o deixará de ser precisamente quando a malha comercial abrir ao público. Aí equacionar-se-á se o muro gradeado foi a melhor opção.

Vasco disse...

Contrariamente ao que é expresso pela maioria eu não concordo com esta opção de estacionamento em fila, que se repararem apresenta um espaço/comprimento unitário muito limitado destinado apenas a veículos utilitários/citadinos.

Basta ver o exemplo da rua (não me recordo do nome) do Pingo Doce, onde ninguém cumpre o estacionamento em fila e param em espinha com parte do carro em cima do passeio e parte na estrada.

No futuro vamos verificar que é isso mesmo que vai acontecer também aqui, com a agravante dos carros não subirem o passeio (felizmente) porque lá estão os bancos de pedra e árvores, mas ficarem com parte da traseira na estrada.

Considero que o passeio poderia ser um pouco mais estreito e ter sido efectuado um estacionamento em espinha, desta forma não se estaria a provocar um estacionamento caótico como se verifica na tal rua.

Tiago disse...

Talvez tenha infelizmente razão, Vasco, mas apenas pela impunidade que continua a reinar no tráfego au´tomóvel em Lisboa. Se o estacionamento abusivo fosse severamente punido, com multas elevadas a pagar na altura, a história seria outra.

Estive recentemente em Madrid e não vi problemas de estacionamento. Por outro lado não vi também passeio onde se pudesse estacionar o carro. Todos têm pilaretes e os lugares de estacionamento têm parquímetro. A polícia actua de forma célere e severa.

Eva disse...

Não conheço, mas dá-me a impressão que este é uma via boa para dar um passeio no fim da tarde, realmente só falta ver a paisagem que fica do outr lado.

Bom fim de semana

Ana Louro disse...

É natural que quando a malha 5 estiver em contrução desse lado da avenida o estacionamento possa ser feito em espinha, não sei. Aqui também deveria ser. Segundo me recordo a UPAL referiu-nos que a alteração se devia ao estacionamento via a ser com parquímetros (o que não se percebe pois neste caso em espinha também era possível).Esta solução só me parece melhor do que a solução anterior porque o passeio era mesmo bastante estreitinho. A meu ver quem projectou a rua não deixou espaço suficiente para todos os usos. No caso da R. Helena Vieira da Silva, junto ao supermercado aí existente, é verdade que o estacionamento é caótico, mas apenas durante o horário de funcionamento do mesmo e completamente injustificável pois existe um parque subterrâneo sendo o valor descontado nas caixas de pagamento das compras.

Pedro Veiga disse...

Se houvesse menor densidade de construção, adequada à altura dos edifícios e sua utilização já não haveria tantos problemas de espaço.
Quando chegar a EMEL, começam as coimas e as fitas amarelas à volta dos carros mas o caos continuará. A Alta precisa urgentemente de bons transportes públicos e de bons caminhos pedonais antes da "emelização" do espaço público!