quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Centro e polaridade

Para acabar com as más-interpretações.

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A Alta pode e deve ser um pólo urbano. Mas, em relação à cidade, está na sua periferia. Cabe a quem a vive levar a cabo a transformação.

6 comentários:

Pedro Veiga disse...

Mas porquê considerar só o concelho de Lisboa? E a AML? Se considerarmos os locais de instalção das empresas que servem a região metropolitana de Lisboa este conceito de periferia e centro não faz qualquer sentido. Aliás, a nossa divisão administrativa está completamente obsoleta, pois o crescimento caótico dos nucleos urbanos originais desfigurou completamente a noção de centro. Boa parte das pessoas que mora na AML habita locais que eram quintas ou azinhagas e que foram ganhando massa crítica de pequenas cidades em dimensão populacional mas não em serviços de apoio.

Pedro disse...

Voltamos aos mal-entendidos. Eu reporto-me à contestação que gerou a minha afirmação acerca da localização da Alta na periferia da CIDADE de Lisboa. Mais nada.
Em relação à organização em rede para a qual poderia e deveria evoluir a Grande Lisboa estamos a falara de um campeonato completamente diferente! Seria mais interessante para a região se ela tivesse um up-grade, isto é, se os concelhos passassem a juntas de freguesia e a AML a concelho único, de modo a melhor equacionar e solucionar os grandes movimentos de tráfego, a evitar sobreposições de equipamentos, a criar massa crítica para a implantação de algumas actividades. Só que continuaria a faltar uma estrutura de gestão local para resolver os prblemas ditos "de proximidade" - é impossível gerir o pormenor numa escala tão grande como a da AML.
Se calhar, introduzir o conceito de GLOBAL (pensar globalmente, aplicar localmente) talvez não fosse má ideia.

Jibóia Cega disse...

Bruxelas está dividida em 19 "communes" (freguesias), em Lisboa são 53. Isso diz tudo...
De qualquer maneira em Bruxelas não há o trânsito caótico que há em Lisboa porque os transporte públicos funcionam às mil maravilhas. Já agora, sabiam que esteve em estudo o pagamento (por parte do Estado) do transporte público entre a residência e o local de trabalho dos cidadãos de Bruxelas?

Pedro disse...

Até que a medida poderia ser interessante em Lisboa. Importava-se menos petróleo - o que era bom - mas o Estado perdia duas vezes: nos subsídios e na diminuição do ISPP...

Ana Louro disse...

Sim, perdia nessa perspectiva, mas ganharia noutros sectores - ambiente, energia, saúde pública, talvez turismo, etc., e por fim economia. Mas também não creio que o problema seja o da necessidade de subsídio. Acho que a solução passa mais por os transportes colectivos (sejam públicos ou privados) passarem a funcionar "às mil maravilhas", como referido.

Jibóia Cega disse...

Pois, é que os GPS nas paragens dos autocarros já funcionam há muito tempo em Bruxelas e sabemos exactamente daqui a quantos minutos passa o próximo autocarro. Não há carros a bloquear as paragens, na pior das hípóteses há um grande vaso de flores bem cuidadas que impede que os carros lá estacionem. Já agora, as entradas e saídas nos autocarros não feitas por 3 portas e ninguém tem que mostrar os títulos de transporte ao motorista. O controlo é feito aleatoriamente numa qualquer paragens aos passageiros que descem, não por 1 ou 2 "picas" mas por 9 ou 10. Para evitar males maiores...