domingo, 28 de agosto de 2005

Jornal Público faz referência à criminalidade na Alta de Lisboa

Os problemas de segurança tão debatidos no blog Condomínio da Torre, aqui, foram alvo de notícia no Público de hoje, no suplemento Local. Sem link, porque é a pagar, deixo aqui apenas a entrada do texto. Se alguém tiver assinatura electrónica do jornal e queira fazer o favor de me enviar o texto, todos ficamos gratos.

Deixo apenas alguns pormenores:

parágrafo 18: "O PÚBLICO tentou obter estes dados [estatísticas da criminalidade na Alta de Lisboa] junto da Direcção Nacional da PSP, na terça-feira. Até ao fecho desta edição não obteve qualquer resposta."

parágrafo 20: "O PÚBLICO tentou ouvir a SGAL, bem como a UPAL - Unidade de Projecto do Alto do Lumiar (departamento da câmara incumbido de planificar o alojamento e os equipamentos do empreendimento), mas, apesar da insistência, ninguém se mostrou disponível para prestar esclarecimentos."

Estas entidades não são abstractas. Trabalham pessoas que recebem mensalmente, algumas pagas pelo Estado, para dar resposta a estes problemas. Fugir às questões, como tem acontecido demasiadas vezes, não lhes fica bem, desprestigia as causas que representam, desacredita o projecto, prejudica as pessoas que nelas confiaram.

19 comentários:

Anónimo disse...

Enquanto não estiverem os apartamentos todos vendidos ninguêm (oficialmente) diz nada em relação a questões de segurança,depois é deixar arder.

Anónimo disse...

Gostei do artigo do Jornal "O Público" de 28 de Agosto de 2005.
Embora tenham sido "levezinhos" deram a sua contribuição para a denúncia do nosso problema de falta de segurança.
Não posso deixar de salientar como ficaram mal na fotografia a SGAL, a UPAL e a DIRECÇÃO NACIONAL DA PSP,extraordináriamente mal na fotografia.
Estão encontrados os amigos.
Estes demitem-se todos os dias das suas competências.
Só é pena que não tenham ouvido o PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DO LUMIAR que nada faz, provávelmente por ser refém destas forças de bloqueio à LIVRE INFORMAÇÃO.
Parabéns e obrigado ao jornal "O Público".
É assim que se diferenciam os media absorvidos pelas forças de bloqueio à livre informação dos que não estão e são isentos. Força.
SSS

Anónimo disse...

PÚBLICO - EDIÇÃO IMPRESSA - LOCAL PORTO

Director: José Manuel Fernandes
Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
POL nº 5634 | Domingo, 28 de Agosto de 2005

Homicídio agita moradores de condomínio de luxo em Lisboa

Os residentes do sofisticado empreendimento imobiliário da Alta de Lisboa, construído na zona do Lumiar e patrocinado por Stanley Ho, estão apavorados com a criminalidade que varreu a zona nos últimos meses. Um homicídio
ocorrido há duas semanas fez mesmo com que alguns dos proprietários pusessem as suas casas à venda, poucos meses depois de as terem comprado. O problema, dizem, está na má vizinhança, no convívio com as populações de bairros degradados que ali foram realojadas. A polícia fala em "barril de pólvora".

A arquitectura limpa e arrojada do conceituado arquitecto Frederico Valsassina indicia um bairro de classe média-alta. Os vidros amplos dos apartamentos da Alta de Lisboa revelam salas com sofás compridos em pele, televisores com ecrãs de plasma e mobiliário de design nórdico. Nas imediações dos edifícios, há jardineiros por todo o lado, arranjando os canteiros, regando a relva. As ruas têm nomes de artistas e intelectuais, como a do escritor José Cardoso Pires, da jornalista Helena Vaz da Silva ou do cantor lírico Luís Piçarra.
Embora a quantidade de betão do bairro seja imponente, no estilo dormitório rico, nota-se que houve a preocupação de acrescentar equipamentos, como espaços verdes ou escolas, e em manter as zonas comunais bem tratadas - cuidados improváveis num país que desmerece o urbanismo. Dificilmente, por isso, se previa o que aconteceu na madrugada do dia 15 de Agosto, às 00h50. Mesmo à porta do Bloco D, um homem de 50 anos, empresário, foi baleado na cabeça, dentro do carro, quando se preparava para regressar a sua casa, em Cascais, depois de visitar a namorada. A vítima ainda tentou fugir, mas o seu Mercedes prateado acabou por embater num poste a vinte metros do lugar onde estava estacionado. A seguir ao disparo, um dos vizinhos diz ter visto quatro indivíduos a fugir do local do crime.
Nos minutos que se seguiram, ninguém ousou aproximar-se, impondo-se um silêncio pesado. Os "seguranças" privados dos vários blocos de apartamentos, temerosos, mantiveram-se fechados nos átrios, esperando a chegada das autoridades. Alguns residentes só pela 1h30, com a chegada das ambulâncias do INEM e dos carros da PSP e da Polícia Judiciária, é que desceram à rua.
"Comecei a ouvir as sirenes e vim cá abaixo ver o que se passava. A polícia tinha delimitado o local do crime com fitas. O homem ainda estava lá dentro", recorda Márcia, que prefere não se identificar com o seu nome verdadeiro. Dos vários rumores que circulavam, a residente conta que se apostava num ajuste de contas ligado ao tráfico de droga - "um dos problemas que as pessoas realojadas trouxeram para a zona".
A Polícia Judiciária, contudo, avançava outra hipótese. Apesar de ainda não ter identificado os autores do crime, os investigadores acreditavam - e acreditam - que se tratou de um "assalto casual". "Eles queriam o Mercedes. Só não o levaram porque a coisa se complicou", disse ao PÚBLICO um responsável ligado ao processo.
Sem adiantar pormenores sobre a origem dos suspeitos, o mesmo polícia comenta que as pessoas que compraram ali casas "estão cercadas por "índios", da Musgueira, do bairro da Cruz Vermelha, da Ameixoeira e de outros".

Vendeu a casa no dia seguinte
Embora a população da Alta de Lisboa não saiba quem foram os responsáveis pelo crime, quase toda a gente aponta o dedo à população que ali foi realojada, vinda de vários bairros degradados de Lisboa - e ao promotor imobiliário: "É verdade que nos disseram que teríamos vizinhos realojados de outros bairros, mas asseguraram-nos que iriam seleccionar as pessoas. Não pensávamos que viessem para aqui delinquentes", explica Pedro (nome fictício), de 30 anos, morador no Bloco E do Condomínio da Torre, mesmo em frente ao poste onde a viatura do construtor civil embateu.
Alguns residentes já decidiram mesmo pôr à venda as suas casas. Uma proprietária fê-lo logo no dia a seguir ao incidente e outros se seguiram, garantiu um dos guardas privados do Condomínio da Torre.
Esta tendência não decorre apenas do homicídio de há duas semanas. Há mais tempo que a insegurança preocupa vários moradores. O homicídio apenas fez com que começassem a comunicar entre eles episódios que julgavam isolados, e que eram do conhecimento de cada um.
Márcia lembra que há cerca de dois meses, quando regressava a casa, passou numa das alamedas do bairro e assistiu a uma "cena inacreditável": "Vi um homem a sair com uma pistola na mão da Churrascaria do Marcão e atrás dele saíram outros dois homens a contorcer-se: um, que estava a jogar dominó dentro do café, tinha levado um tiro na virilha, e um outro levou um tiro no pé".
Paulo, guarda do prédio de onde o empresário saiu antes de ser baleado, há muito que percebeu o meio onde trabalha. A conversa decorre nos pátios traseiros do edifício. Paulo evita ao máximo estar na rua. "Este homicídio não foi a primeira coisa grave que se passou aqui. Não foi um caso isolado. Há uns tempos, um "segurança" que trabalhava numa obra naqueles prédios também levou um tiro. Estava a chamar a atenção de uns miúdos que atiravam pedras, junto a uma obra, e eles foram chamar o pai, que chegou lá e o baleou", exemplifica o jovem, imigrante brasileiro, como quase todos os que ali trabalham.
O PÚBLICO confirmou o crime junto da PJ, apurando que o indivíduo, de nacionalidade romena, ficou paraplégico.
A consequência imediata desse caso foi que Paulo, a partir daí, deixou de repreender os "miúdos que pulam para cima dos carros" ou que vandalizam as instalações.
Outros colegas seus, dos blocos de apartamentos contíguos, acrescentam mais histórias. Roberto conta que há duas semanas uma das moradoras do prédio onde faz vigilância foi assaltada às 11h00, em frente à porta de entrada, por um jovem que a ameaçou com uma faca. Fábio, por sua vez, adianta que no dia anterior ao do assassínio presenciou um tiroteio na mesma rua.
Um agente da PSP que patrulha a Alta de Lisboa não tem dúvidas em afirmar: "Isto é um barril de pólvora". Confrontado com os crimes que abalaram o bairro, encolhe os ombros, sinal de uma resignação dramática: "Tiros, aqui, é todas as noites. Há muitas armas de fogo. Você fala-me deste caso, do outro... Eu não sei, são tantos que a gente já nem os conta", refere, recusando desenvolver o assunto por "não estar autorizado a falar". "Mas se quiser consultar as estatísticas, está lá tudo".
O PÚBLICO tentou obter estes dados junto da Direcção Nacional da PSP, na terça-feira. Até ao fecho desta edição não obteve qualquer resposta.
De acordo com alguns moradores, a PSP tem sido pressionada pelo promotor imobiliário a barrar informação para a comunicação social sobre a criminalidade no empreendimento. "Foi um agente quem mo disse", esclarece Márcia. "Quando telefonei para saber pormenores do homicídio, respondeu-me desvalorizando o sucedido e dizendo que a SGAL [a promotora imobiliária] tentava que estes casos não saltassem cá para fora".
O PÚBLICO tentou ouvir a SGAL, bem como UPAL - Unidade de Projecto do Alto do Lumiar (departamento da câmara incumbido de planificar o alojamento e os equipamentos do empreendimento), mas, apesar da insistência, ninguém se mostrou disponível para prestar esclarecimentos.

O maior projecto
urbanístico em Portugal
A Alta de Lisboa, o mais ambicioso projecto urbanístico já experimentado em Portugal, prevê a construção de 17.000 fogos, numa área de 300 hectares, com capacidade para alojar 60.000 pessoas. Embora aprovado em 1984, quando Nuno Cruz Abecasis era presidente da câmara municipal, as primeiras casas só foram entregues em 2000. Segundo a Sociedade Gestora do Alto do Lumiar (SGAL), onde participa o empresário Stanley Ho, quando o projecto for concluído (previsivelmente em 2015) terão sido investidos 220 milhões de contos. Para além dos prédios de habitação, muitas outras infra-estruturas estavam previstas no projecto do conceituado urbanista espanhol Eduardo Leira, nomeadamente: 21 escolas, 36 parques infantis, 39 instalações para fins sociais e culturais, dois centros de saúde, uma esquadra e dois quartéis de bombeiros. Até agora, no entanto, restam ainda por concretizar muitos destes equipamentos. O acordo entre a SGAL e a Câmara de Lisboa previa ainda o realojamento de 3000 pessoas, processo - esse sim - que já está praticamente concluído, segundo dados da Câmara Municipal de Lisboa. Na zona em causa foram realojadas cerca de 2800 pessoas, oriundas dos bairros de Vale do Forno, da Quinta Grande, de Calvanas, da Travessa do Pardal, da Cruz Vermelha e da Musgueira.
Proprietários fazem críticas
na "blogosfera"

À confrontação aberta com a "comunidade de sucesso" praticada por alguns "realojados", os "ricos" do bairro respondem , embora de forma polida e tecnológica, usando a "blogosfera". Num blogue destinado aos residentes do Condomínio da Torre, por exemplo, onde é comum discutirem-se problemas como o sistema de ventilação e a má separação do lixo doméstico, uma mensagem recente intitulada "A segurança..." motivou uma discussão acesa com mais de 80 comentários. O tom da maioria dos intervenientes no debate era de apreensão. Para além de se reclamar a construção de uma superesquadra "o mais rapidamente possível", como "estava planeado", os internautas pediam mais patrulhamento das ruas e propunham outras soluções, como abaixo-assinados, denúncias à comunicação social ou a convocatória de uma assembleia extraordinária. De forma mais ou menos dissimulada, contudo, todos indicavam os culpados do problema. "Nossos vizinhos - que tiveram a oportunidade de se realojar com qualidade - também precisam perceber que está na hora de cooperarem", escreveu um dos moradores. Outros, sob a capa do anonimato, foram mais directos: "Não me venham pedir para viver deliberadamente e contra minha vontade em ambientes que não escolhi quando decidi comprar a minha casa. Se repararem bem, o conjunto de moradores do Condomínio da Torre está em maioria, mas é constantemente olhado como se fosse o infiltrado no território dos PER [Plano Especial de Realojamento]", lê-se no blogue. O mesmo autor acrescenta que, quando decidiu ir para ali morar, não esperava ver "vidrões a transbordar de garrafas de cerveja, grupos de gangs com look Cristiano Ronaldo (boné, fato de treino e as obrigatórias argolas, anéis e pulseiras em ouro) a circularem na zona à espera de uma oportunidade". "Especialmente, não vim para aqui viver para saber identificar uma pistola calibre 32 duma caçadeira de canos serrados e um cadáver de um indivíduo em estado de coma...", conclui. O registo desta mensagem acabaria por ser repudiado por outros bloggers, nomeadamente por um dos poucos realojados que entraram no debate. "Eu moro num dos prédios do PER e nem todos os que cá moram são terroristas", assinalou José Carlos Matos.

Realojados vandalizam edifícios "dos outros"

A Alta de Lisboa, empreendimento projectado para 60 mil habitantes, "uma cidade dentro da cidade", na expressão do promotor imobiliário, prolonga-se por 300 hectares - praticamente desde as traseiras do aeroporto da Portela até à Alameda das Linhas de Torres, e da Segunda Circular até às portas do concelho de Loures. Os prédios - de oito, nove andares - identificam-se pela traça sem adornos e pela recorrência da tijoleira. A semelhança da arquitectura esconde, no entanto, uma geografia social complexa. Ao lado do Bloco D, por exemplo, onde um T3 custa perto de 180 mil euros, há um outro prédio, aparentemente idêntico, onde vivem pessoas realojadas de bairros degradados de Lisboa. A diferença de origem dos moradores é visível quando se olha ao pormenor. Nos prédios dos realojados os inquilinos juntam-se na rua, em frente ao edifício, logo de manhã, levando cadeiras e mantas. As crianças, desmazeladas e frenéticas, envolvem-se em lutas inofensivas, indiferentes aos apelos pacifistas dos mais velhos, que se preguiçam ao sol, e às repreensões gritadas pelas mães. De uma das varandas escapa-se a batida forte de uma música de rap, e o vidro tem posters de uma vedeta norte-americana do hip hop. As cordas de estendal, com mantas penduradas, na fachada frontal, são outra marca dos edifícios dos realojados. Os prédios dos "finos", como lhes chamam os "realojados", por sua vez, aparecem com o desenho intacto, uma cópia das fotografias em projecto: nem estendais, nem bicicletas, nem vasos, nem guarda-sóis nas varandas. Mas, curiosamente, são aqueles que estão mais vandalizados: as placas de aglomerado de cimento e madeira que rodeiam a base dos edifícios com apartamentos de venda livre foram quase todas partidas. "Os putos vêm aqui e começam a bater com paus e a gritar "ricos!", "ricos!", "ricos!". Mas só o fazem nos prédios dos outros".

Modelo de realojamento pioneiro posto em causa

Mais do que os recentes epifenómenos do crime, o que está verdadeiramente em risco na Alta de Lisboa é o projecto pioneiro (aprovado em 1984) de realojar pessoas oriundas de "meios desfavorecidos" juntamente com populações da classe média-alta. Toda a gente o sabe, e quase toda a gente parece insegura quanto aos resultados depois dos últimos acontecimentos. A Fundação Aga Khan, que é responsável pela concretização do programa de desenvolvimento comunitário no empreendimento, diz, contudo, que está no terreno e que ainda é muito cedo para que o seu trabalho dê frutos. A coordenadora de comunicação da fundação, Prity Ranchordas, sem concretizar as iniciativas que já foram tomadas no sentido de integrar as populações realojadas, adiantou que há equipas de técnicos multidisciplinares junto das famílias em causa. Alguns moradores do bairro ouvidos pelo PÚBLICO adiantaram desconhecer qualquer iniciativa no sentido de aproximar as duas comunidades. A porta-voz da Fundação Aga Khan enviou por escrito o programa que será levado a cabo com "a missão de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos grupos marginalizados". Entre os princípios orientadores, contam-se intenções genéricas como uma "abordagem holística, integrada e de longo prazo", "a activação de potencialidades locais" ou a "participação efectiva dos actores do tecido institucional e das populações".
Prity Ranchordas explicou que este é o primeiro projecto no género desta dimensão e que, portanto, comporta sempre algum risco. Aduziu, todavia, que os resultados só podem ser avaliados dentro de oito ou dez anos.

Malservido disse...

Não percebi nada disto! Afinal quem são os criminosos? Os que a gente sabe ou outros malvados do mesmo género como pretos, ciganos,etc. Como a escumalha é toda a mesma, ficamos sem perceber nada. Cumprimentos e alturas

Anónimo disse...

Criminosos são aqueles que comentem um crime. Não tem propriamente a ver com a cor da pele.

Joana disse...

Aliás, se não me engano, penso que comentários racistas são crime.

José disse...

Se não é crime, pelo menos lamentável é. Mas o mais triste é que na maior parte dos casos têm razão. E contra factos...

Anónimo disse...

Pois é
Sou Branco, pago impostos, levo uma vida a contar mensalmente o meu dinheiro,pago as minhas dívidas,não tenho cadastro, não estou inibido de uso de cheque,sou católico não praticante,não sou adúltero e EU sinto-me VITIMA DE RACISMO NO MEU PAÍS.
VITIMA DE RACISMO por aqueles com quem fui obrigado a conviver e que me atormentam a vida ( e as noites) de todos os dias e que receberam casas à conta dos impostos que eu e muitos outros pagam.
Podem explicar-me se estou baralhado?
É um enorme acto de cobardia defender essa gente, cospem-nos em cima e ainda "temos de os perceber".Era o que faltava.
O que tem de acontecer é:
NÃO CUMPREM COM NORMAS DE CIVISMO PERDEM DIREITO ÀS CASAS. MAIS NADA.
RUA.
Aliás quando comprei a casa - A SGAL MENTIU-ME - dizendo que havia um gabinete que seguia com mão de ferro a evolução da integração destas pessoas não permitindo tudo aquilo que mais há hoje em dia.
Depois que venham cá os do SOSRacismo dar a estratégia.
(desculpem-me se isto for considerado RACISTA mas estaremos a cometer o erro de subverter a verdade. É isso que sentem?)

Anónimo disse...

Devo dizer-vos que a maior parte da criminalidade da Alta não é cometida por pretos mas por brancos.

Anónimo disse...

Acabei de ver na SIC a propósito da construção da Pista municipal Moniz Pereira que está a nascer na Alta de Lisboa a maior zona de lazer da cidade de Lisboa. Esta reportagem é motivo de orgulho para todos nós que vivemos ou vamos viver para a Alta. As zonas desportivas, as zonas verdes e a construção da esquadra da PSP, que todos os dias avança são motivos para encararmos a segurança e convivencia de todos com optimismo. Aproveito para dizer que achei a noticia do Publico muito exagerada e alarmista. Penso que estamos no bom caminho. Bjos a todos.

Anónimo disse...

Estou totalmente de acordo com o comentário, estes marginais não tem o minimo respeito por ninguem, e as casas foram-lhe dadas (pois as rendas que pagam são ninharias), e se estes "animais" que não tem outro nome não se adaptaram as novas condições que lhes foram dadas, RUA com eles, a GEBALIS(empresa da CML) que gere os bairros sociais só teria que fazer o acompanhamento, e os que nada fazem para a sociedade(eles gostam é de estar nos cafés, encostados aos prédios a traficarem e a verem se passa algo que possam roubar), por tudo isto RUA COM ELES (de preferência PRISÂO) qualquer que seja a raça, branco, preto, amarelo, etc.

nuno martins disse...

Boas, parece que já apanhara o autor dos dois tiroteios recentes na Alta, o que mandou o segurança brasileiro da csgonçalo para o hospital (espero que melhore rápido) e o que vitimou mortalmente o senhor baleado no seu mercedes junto ao cond. da torre. Um puto de 19 anos, imaginem!... Vou dormir mais descansado hoje. Fica aqui a notícia.

Fonte: Diário Digital / Lusa

PJ deteve homem suspeito de homicídio na Alta de Lisboa

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta segunda-feira a detenção de um jovem «fortemente indiciado» pela prática de dois crimes de homicídio, um consumado e outro tentado, e por crimes de roubo e de posse de arma de fogo proibida.

Segundo a PJ, os factos ocorreram em dois momentos distintos, o primeiro dos quais (tentativa de homicídio) no dia 5 de Agosto na Alta de Lisboa, quando o suspeito, «num contexto de retaliação e vingança», terá disparado dois tiros contra um homem de 34 anos.
A vítima, um cidadão estrangeiro, que fazia a segurança a um estaleiro de uma obra, foi prontamente socorrido e transportado para o hospital, onde se encontra internado e livre de perigo, mas com prognóstico reservado quanto a sequelas neurológicas.

Dez dias depois, também na Alta de Lisboa, o mesmo suspeito terá alvejado um industrial de 50 anos, com residência no concelho de Cascais, que veio a falecer.

Aquando da detenção, o arguido tinha na sua posse duas armas de fogo de calibre proibido, três gorros e duas viaturas recentemente roubadas à mão armada na cidade de Lisboa.

O detido, do sexo masculino, com 19 anos, sem ocupação definida, foi interrogado pelas autoridades judiciárias, ficando a aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva.

Na sequência desta detenção, a PJ capturou ainda um outro jovem, de 17 anos, pela presumível prática de diversos roubos de viaturas com armas de fogo em Lisboa.

Este último arguido foi também ouvido em interrogatório judicial, tendo ficado sujeito à obrigação de permanência na habitação, vulgarmente designada por prisão domiciliária.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=189783

jvieira disse...

Só para indicar que, se forem como os da linha de Sintra, os moradores PER não pagam ninharias. Pagam menos que a maioria de nós com dívida ao banco claro, mas o valor que eles pagam é calculado do IRS dos mesmos, todos os anos actualizado. Tanto podem pagar 100 euros como podem pagar 350.

Ricardo Soares disse...

Sr. Nuno: Penso que o segurança a que a notícia se refere é Romeno.

Sr. JVieira: Ninguém critica os habitantes do PER honestos e trabalhadores que com menor ou maior dificuldade dispendem de parte dos seus salários para pagarem as suas casas tal como os restantes moradores. Acha que este marginal declara IRS? Acha que se tivesse conseguido roubar o carro ao homem que matou o ia apresentar na declaração de IRS do ano que vem? Na rubrica de sinais exteriores de riqueza???

AAA disse...

Caríssimos,
Pela primeira vez intervenho neste blog mas permitam-me que me regojize com alguns dos comentários aqui colocados. Sinceramente que adoro a capacidade de alguns seres humanos em procurar compreender o incompreensível e procurar justificações sociológicas para tudo, senão vejamos as mais hilariantes desculpas normalmente apresentadas e do qual aguns ceratmente se revêem:
1. Droga - a culpa é da sociedade em geral, não arranja ocupações para os jovens se entreterem nos tempos livres e estes resolvem então e por simples masoquismo (já que não têm meios financeiros para comprar uma PS2), a espetar seringas no corpo (qual faquir do circo Chen);
2.Criminalidade e Delinquência - a culpa é mais uma vez dos políticos, do meio envolvente e como não podia deixar de ser e da sociedade em geral. Então não é que a maldita sociedade não consegue encontrar uma forma desses jovens conseguirem ter carros tunning topo de gama, fatos de treino da Adidas e sapatilhas da Nike cheias de amortecedores sem que tenham que roubar para esse fim ???? Os políticos deveriam criar um subsídio para a aquisição de objectos de marca aos mais defavorecidos, quiçá comprar por atacado os restos de colecção do Campera com os nossos impostos e depois distribuí-los gratuitamente pelos coitadinhos. Certamente o assunto ficaria resolvido... há é que procurar satisfazer todos os pedidos (não tem casa ??? vá para a TVI chorar que o Estado oferece...);
3. Insucesso Escolar - Não é que o maldito do sistema escolar que permanentemente altera os conteúdos programáticos é o grande responsável pelo insucesso escolar nestes grupos marginalizados ??? Certamente será por isso que estes rapazitos decidem diariamente agredir dezenas de professores em escolas de todos o país (coitados, como não conseguem apanhar o Sr. Ministro, descarregam toda a sua fúria e raiva no desgraçado do sr. professor); Apenas me interrogo pelo facto dos filhos dos não considerados "não desfavorecidos" não partirem para o mesmo género de comportamentos quando tb. reprovam de ano.A este facto certamente alguns de vós vêem argumentar que mais uma vez a sociedade é responsável... eu, o Manel e a Maria, trabalhadores dependentes que contribuímos com 1/3 do vencimento para impostos (considerados da classe alta pelo jornal Público)têmos que assumir a nossa quota parte do insucesso na reinsercção social desta gente...

Proponho então aos nossos políticos, se alguns de vós evidentemente não se importarem, uma alteração à Constituição Portuguesa (não pretendo plagiar o Manuel Vieira dos Enapá 2000 que pretende oferecer 1 Ferrari a cada Português)mas pelo menos
consagrar que cada família portuguesa tenha direito a uma casita T4 em edifício inteligente (o sector da contrução iria logo sair do marasmo!!!), de preferência num edifício a estrear, uma carrinha Audi; 2 meses de férias por ano no Brasil em regime TI para toda a família, frequência dos estudos em Harvard ou na London Business School para todos os filhos e ainda uma mesada de 3500 €/mês para despesas, que tal ??? chega ???
Meus amigos, deixemo-nos de ilusões, a delinquência no nosso país cresceu assustadoramente nos últimos 15 anos devido à diminuição do investimento em meios humanos e materiais da polícia e ainda e nos meios de investigação da PJ, e essencialmente no abrandamento do sistema judicial e da retirada de poderes às forças de intervenção, permitindo que se ultrapasse os limites sem que nunca se seja preso só para não ter mais um desgraçado nas cadeias já de si completamente apinhadas (é vê-los com Termo de Identidade e Residência às centenas a voltar à criminalidade...).
Algum de vós com 30; 35 ou 40 anos se recordam de agressões a professores ou de alguém faltar ao respeito a agente da autoridade ??? Hoje é o "pão nosso de cada dia" e num país onde os Sitema Judicial não funciona, nada funciona...deixemo-nos de ilusões não é com "paninhos quentes" que o assunto é resolvido, a solução passará sempre por 1 aumento das medidas sancionatórias e repressivas (alguns de vós enquanto crianças lhes caiu alguma nádega por terem levado de vez em quando uma palmada no rabo???).
Apoio e defendo medidas de combate à criminalidade e delinquência na Alta de Lisboa mas infelizmente têm que ser alargadas a todo o nosso país e pressupõem um debate sério e alargado da sociedade civil, com vista a que o Estado assuma as suas funções reguladoras e sancionatórias, próprias de um moderno e evoluído Estado de Direito. Sem esta solução meus amigos, o crescimento do país não voltará a surgir. Sem um "boom" ao nível das mentalidades e consciências em relação aos valores de uma sociedade (em vez do choque tecnológico do nosso PM)este país não voltará a erguer-se, sendo cada vez maior o bolo da receita fiscal encaminhado para alimentar estes "parasitas sociais" que se alimentam dos nossos impostos e que passam as tarde inteiras nos Marcões de Portugal a beber cervejas e a fumar cigarros à conta do RSI e dos Subs. de Desemprego e que em nada contribuem para a nossa evolução enquanto sociedade.

Por último um conselho aos pseudo sociólogos,antropólogos e psicólogos deste blog: deixem de se insurgir contra as vítimas do crime, cidadãos honestos ,cumpridores e com iniciativa de mudança. Vão construir fundações de apoio aos toxicodependentes com o vosso dinheiro ou centros de artes plásticas para os delinquentes e deixem-nos a todos em paz com a vossas soluções irrealistas e ilusórias!!!!

aaa disse...

e mais acrescento: apesar de a minha mulher me encornar com mais de metade do meu prédio eu não me importo porque sou maricas da cabeça aos pés. Tal como o meu pai e meus irmãos, os meus filhos sairam também todos ao papá, uns rabos do pior!!!!

Anónimo disse...

o último comentário deste blog não oferece qq tipo de resposta uma vez que independentemente da divergência de opiniões manifestadas aqui (que julgo ser legítimo), ninguém até ao momento tinha partido para a agressão verbal sem qualquer tipo de sentido. Sugiro que crie o seu próprio blog de insultos e de sexo e onde certamente poderá deixar os seus comentários sobre os sites promíscuos que provavelmente consulta.

aaa (falso) disse...

São 'aaa' diferentes: alguém que não gostou do que leu e resolveu pregar a rasteira ao 'aaa' verdadeiro.

Joana disse...

Acho curioso é ninguém se insurgir assim contra o (apenas um exemplo) construtor civil branco e portugues de gema, as vezes engravatado e pai de família, que não paga aos seus funcionários, que explora o estado (todos nós) por nao pagar o IRS e IVA devidos e a segurança social por não fazer as contribuições devidas pelos seus empregados, muitas vezes emigrantes ilegais. Esse, sim, enche-se de dinheiro à custa de muitas famílias. Mal por mal, a mim parece-me bem mais imoral este "crime sem risco". Mas numa renião social, se calhar é apontado como o bom exemplo do trabalhador honesto e esforçado.