quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Alguém viu o Gaspar?


Procuro o meu cão

Gaspar, velhote amarelo sociável, porte pequeno (cerca de 13kg), amarelo com o peito e o focinho mais branco, catarata no olho direito, coleira azul com chapa de identificação e coleira antiparasitária branca.

Desapareceu quarta-feira na Charneca do Lumiar, perto da Alta de Lisboa. Precisa de medicação diária.

Se o virem contactem por favor para selenis@gmail.com, 916448402 ou 918574336

Rute Pocinho

Data do apelo: 29/01/2007
http://www.encontra-me.org/anuncio/3083

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terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Mais Babel


Junho de 2006, Alta de Lisboa, Parque Oeste. O edifício dos Jardins de S. Bartolomeu espera ansiosamente os futuros moradores. O tapume que separou a obra da rua durante anos foi já substituído por uma rede metálica, quadriculada, dando ao espaço uma imagem nunca antes vista, mais respirável e próxima da final, apetecível à fotografia. Apanho o edifício de vários pontos, subo um pouco a Av. Krus Abecassis para incluir também a Rua Tito Morais. Do outro lado da rua, na esquina, um jovem com ar de poucos amigos grita-me: “Pá!”, agitando o indicador direito como se fosse um limpa pára-brisas. “Aqui não tiras fotografias! Os prédios dos ricos podes, mas a rua e a estes não podes.”, acrescentou apontando agora para o bloco de habitação social atrás de si.



Dezembro de 2006, estação de metro da Ameixoeira. Espantado com a dimensão de uma estação onde nunca antes tinha estado, procuro avidamente um plano que sintetize toda aquela grandiosidade impossível de caber num fotograma. Alguns disparos depois sou interrompido com um inquisidor “Boa tarde.”. Era o segurança da estação, subcontratado pela securitas ou prosegur, não me recordo agora nem interessa. “O senhor tem autorização para fotografar aqui dentro?”, perguntou. “Autorização?”, “Sim, é necessária uma credencial passada pela Administração do Metro para fotografar aqui dentro.”, “Erh… Pois, olhe, não sabia. Fiquei tão deslumbrado com esta arquitectura que comecei a fotografar. Por acaso não sabe quem é o arquitecto?”, “Não. Mas sem credencial não pode fotografar.”



Kiev, 1980. Um jovem português que se licenciava em cinema na antiga URSS, percorre as ruas da agora capital da Ucrânia, fotografando pessoas, monumentos, pormenores. Um monte de entulho encostado a uma parede suscita-lhe curiosidade, levando-o a espreitar pela máquina. Um transeunte, civil, aborda-o dizendo-lhe que não pode fotografar. O jovem hesita, mas não acata. Parte em seguida para a avenida principal, procurando diluir-se na multidão. Uns passos mais à frente é interrompido por um polícia que o faz acompanhar à esquadra. Aqui, levam-no para uma sala, tiram-lhe a máquina fotográfica, e fazem-no esperar várias horas. Quando regressam, perguntam quem é, o que faz em Kiev, e porque tirou aquela última fotografia, “só por curiosidade”. Depois de uma breve discussão retórica sobre arte contemporânea e objectos de estudo para um aspirante a cineasta, foi devolvida a máquina e o estudante devolvido à liberdade. Surpreendentemente, o rolo foi também entregue, ainda dentro da máquina. Chegado a casa, foi imediatamente para a câmara escura revelar o negativo. Estava totalmente em branco.

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Boas ideias para 2007 - Metro na Alta de Lisboa


Quereis ter o Metro no Vosso bairro? Pois então ide ler aqui e aqui algumas notícias sobre a expansão da linha vermelha. Era mesmo um boa ideia se em 2007, de preferência até dia 7 de Fevereiro, se soubesse os planos definitivos desta empresa tão difícil de entender.

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Boas ideias para 2007 - Desbloquear imbróglio Armazéns Ruela


As parcelas de terreno ocupadas pelos Armazéns Ruela são fundamentais para a conclusão de obras consideradas outrora estratégicas e de importância capital para a cidade de Lisboa. A Av. Santos e Castro é a mais mediática delas. Esta compra de terrenos por parte da CML para os ceder à SGAL, ao abrigo do contrato que deu origem à Alta de Lisboa, tem estado na gaveta do Vereador Fontão de Carvalho, depois do acordo prévio conseguido entre UPAL e proprietários dos terrenos. Chegou a assumir-se que a Santos e Castro não era para concretizar em 2007, agora fala-se novamente em negociações com alguns acertos de pormenor. Dê por onde der, o tempo foi passando, e seis sétimos da Av. Santos e Castro estão já construídos. Não se percebe porque se avançou até aqui, gastando recursos que poderiam ter sido utilizados noutros lados, para se deixar agora a obra apodrecer. A produtividade de um país é medida nestas coisas também. Se a CML não queria avançar já com a Santos e Castro podia ter dito mais cedo, e canalizava a SGAL os recursos para outro lado que fizesse também falta. Assim, por enquanto, foi um esforço financeiro em vão.

Também da compra dos terrenos dos Armazéns Ruela depende em parte da construção do Centro de Mercadorias projectado, outro equipamento considerado importante para o sucesso urbano da Alta de Lisboa, trazendo empresas, escritórios e emprego para a zona.

Vejamos se é em 2007 que se avança com isto, podendo assim concluir-se a Santos e Castro e o Centro de Mercadorias. Seja com Fontão de Carvalho ou alguém que o substitua, era uma boa ideia.

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Hoje no "Público online"

João Soares pede eleições intercalares
Caso Bragaparques está a pôr em causa executivo da Câmara de Lisboa
25.01.2007 - 08h12 PUBLICO.PT

Caso Bragaparques está a pôr em causa executivo da Câmara de Lisboa

A constituição do vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) Fontão de Carvalho, como arguido no caso Bragaparques, depois da vereadora do urbanismo Gabriela Seara, está a levantar vozes na oposição camarária, onde elementos, como João Soares, falam já de eleições intercalares.

Ontem Fontão de Carvalho, foi constituído arguido pelo Ministério Público no processo de permuta de terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular com a empresa Bragaparques.

As residências de Fontão de Carvalho e da vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara, também constituída arguída, foram alvo de buscas na terça-feira pela Polícia Judiciária, bem como as instalações da CML nos Paços do Concelho e no Campo Grande.

De acordo com o Diário de Notícias, Fontão de Carvalho foi constituído arguído depois da análise da documentação recolhida na sua residência. Além de Fontão de Carvalho e Gabriela Seara, na altura chefe de gabinete do presidente da Câmara, também o proprietário da Bragaparques, Domingos Névoa, e o director municipal dos serviços centrais Remédio Pires, na altura assessor jurídico que acompanhou o negócio, foram constituídos arguídos.

E o jornal 24horas acrescenta que a Polícia Judiciária vai analisar as acções do presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, nos negócios entre a autarquia e a Bragaparques.

Hoje Carmona Rodrigues vai reunir com todos os vereadores para analisar todo a situação, numa altura em que se levantam vozes na oposição camarária em relação à possibilidade de, sem condições para exercer, o executivo social.democrata da Câmara se demita e sejam convocadas eleições intercalares. O PÚBLICO destaca hoje em manchete que Gabriela Seara já teria mesmo pedido a suspensão do mandato e que, numa reunião com Carmona Rodrigues terá mesmo ponderado a demissão.

Mas não é só na oposição camarária que se exigem as cabeças dos culpados do processo. Ao PÚBLICO, Paula Teixeira da Cruz, presidente da assembleia Municipal da CML e líder da distrital de Lisboa do PSD, terá dito que o PSD mantém a sua posição em relação a autarcas arguídos em processos de corrupção, ou seja, não há condições para continuar o mandato em caso de um processo desta natureza. Marques Mendes, terá pedido a Gabriela Seara para suspender o mandato, numa reunião com o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues e com a presidente da Assembleia Municipal, Paula Teixeira da Cruz.

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terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Coincidências


Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2007, 17 horas. A 2ª circular está parada, como um tsunami em câmara lenta. Os destroços que regressam dos empregos têm vontade própria e não se resignam a aceitar as leis da física, as da convivência civilizada com os semelhantes, nem as do código da estrada. Dentro de cada Audi, BMW, Opel ou Fiat, por trás de cada fato e gravata, jeans e camisola de malha ou boné e argola na orelha, as estruturas moleculares replicam-se, os comportamentos devolvem-se, como agressões. Em cada carro, algures entre o volante e o banco esquerdo da frente, vai alguém convencido de ser o mais esperto entre tantos, o eleito, o dono da estrada.

Já no meu bairro, numa passadeira, dou prioridade a uma mãe que leva pela mão um miúdo de uns 6 anos. A criança leva na outra mão, a direita, uma pistola de imitação. De repente solta-se da mãe, corre até à frente do meu carro e aponta na minha direcção. É tudo a brincar, a pistola é de plástico, mas as balas imaginárias trespassam-me o crânio, tingindo de cinzento e vermelho os vidros e estofos. A mãe ri alarvemente na minha direcção, procurando um qualquer tipo de cumplicidade, indiferente a outros significados da brincadeira do filho. Não consigo retribuir, desvio o olhar e sigo o meu caminho.

À noite, seguindo uma sugestão de um amigo, fui finalmente ver Babel.

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Boas ideias para 2007 - Árvores na Rua Helena Vaz da Silva



A juntar a estas.

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segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Boas ideias para 2007 - Centro de Saúde



Activar finalmente a extensão do Centro de Saúde do Lumiar na loja preparada para o efeito no Condomínio da Torre teria sido uma boa ideia para 2006. Mas já estamos em 2007 e continuamos à espera que a ARS e CML cheguem a acordo para o aluguer do novo espaço.

Relembre-se que esta loja teve obras em Maio de 2006, já lá vão oito meses, para receber o Centro de Saúde que estoicamente resistia num barracão em vergonhosas condições. Concluídas as obras, a previsível e natural transferência foi-se adiando. Entretanto a TVI fez uma reportagem sobre o barracão, mostrou as condições, a infestação de ratos, e o Ministério da Saúde resolveu fechar a extensão e desactivá-la até que se fizesse então a transferência.

Acabou-se a vergonha do barracão, continua a da incompetência. Oito meses se atrasou, quantos mais iremos esperar?

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sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Coff coff coff coff coff



Encontro não chegou a realizar-se
Cúpula da Câmara de Lisboa teve fim-de-semana marcado a convite da Bragaparques
José António Cerejo


Fontão de Carvalho adiou encontro combinado para Trás-os-Montes dez dias antes de Domingos Névoa ser constituído arguido

O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, aceitou no início do ano passado um convite do patrão da empresa Bragaparques, que não chegou a concretizar-se, para passar um fim-de-semana em Trás-os-Montes, juntamente com o presidente da câmara, Carmona Rodrigues, e a vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara.

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A confirmação deste facto consta das transcrições das escutas feitas pela Polícia Judiciária a uma conversa telefónica havida entre Fontão de Carvalho e o empresário Domingos Névoa e a uma outra entre este último e o dono de um conhecido restaurante do concelho de Boticas, distrito de Vila Real.

O encontro entre os autarcas e o dono da Bragaparques esteve agendado para 18 de Fevereiro de 2006, precisamente o dia em que o vereador José Sá Fernandes tornou pública a tentativa de suborno de que foi alvo por parte de Domingos Névoa, e que levou na semana passada à sua acusação formal pelo Ministério Público. Por coincidência, o empresário tinha sido constituído arguido e obrigado a prestar uma caução de 150 mil euros no dia anterior àquele em que se devia ter encontrado com os autarcas em Boticas.

A anulação daquilo que parece ter sido combinado como uma confraternização ocorreu dez dias antes da data marcada, a 8 de Fevereiro, e foi justificada pelo vice-presidente com dificuldades de agenda de Carmona Rodrigues e Gabriela Seara - que estiveram em São Tomé e Príncipe, em representação do município, entre 9 e 19 daquele mês.

A conversa gravada pela polícia - que estava a vigiar Domingos Névoa desde a última semana de Janeiro - teve lugar às 11h59 do dia 8 de Fevereiro, em plena reunião do executivo camarário. A iniciativa da chamada para telemóvel do vice-presidente coube ao empresário, que, aparentemente, pretendia apenas confirmar o número de pessoas que iriam com ele ao encontro já combinado. Em resposta, Fontão de Carvalho explicou-lhe que já o tinha tentado contactar e que "o fim-de-semana" tinha de ser adiado "para uma outra altura", porque o presidente e Gabriela Seara não estariam "cá" na data prevista.

A transcrição feita pela polícia apresenta algumas frases que não são totalmente compreensíveis, ou porque a gravação não é perceptível, ou porque Fontão de Carvalho fala por meias palavras, dado estar no meio de uma reunião. É o caso da expressão "a ida lá a... tamos a falar do fim-de-semana da ida lá a...". Subentende-se que se tratava de um fim-de-semana que implicava uma deslocação, mas nada nessa troca de palavras leva à identificação do local onde o grupo se encontraria.

Uma outra chamada efectuada por Domingos Névoa no minuto seguinte para um tal "senhor Humberto" também não esclarece esse ponto mas faz alguma luz sobre o que estava programado. Na conversa, o empresário informa o seu interlocutor de que a marcação feita "para dia 18 com o pessoal da Câmara de Lisboa" fica "sem efeito" e que mais tarde voltará a ligar para marcar novamente.

Autos foram arquivadosO PÚBLICO averiguou, entretanto, que o "senhor Humberto" é o dono de um conhecido restaurante situado na aldeia de Alturas do Barroso, no concelho de Boticas, a meio caminho entre Chaves e Montalegre e a cerca de 80 quilómetros de Braga, sede da empresa Bragaparques. O próprio confirmou que no princípio do ano passado esteve marcado para a Casa do Ferreiro, o restaurante de que é proprietário, um almoço com o presidente e outras pessoas da Câmara de Lisboa, mas "foi desmarcado". Humberto Fernandes acrescentou que estava previsto que os autarcas passariam a noite numa casa de turismo da região.

Face ao conteúdo das conversas com Fontão de Carvalho e com o dono do restaurante, o magistrado do Ministério Público que na semana passada acusou Domingos Névoa de tentativa de corrupção activa - com o fito de levar Sá Fernandes a renunciar às suas críticas aos negócios entre a câmara e a Bragaparques - entendeu que elas eram insuficientes para "estabelecer qualquer ligação com os diversos negócios e projectos que envolvem as empresas do grupo" e mandou arquivar os autos.

O despacho refere que "foram recolhidos alguns indícios de que o arguido Domingos Névoa e eventualmente outros responsáveis das empresas associadas à Bragaparques se preparavam, em Fevereiro de 2006, para acompanharem funcionários e responsáveis da autarquia de Lisboa numa viagem, encontrando-se referências à organização de uma estadia e de um almoço no Norte do país".

Não se mostrando possíveis, no âmbito daquele processo, "outras diligências úteis no sentido de esclarecer os termos em que se iriam realizar as referidas deslocações", o magistrado considerou que elas "encontram explicação [...], na falta de outros elementos, tais como os fins visados e os valores envolvidos, na actividade social desenvolvida pelo arguido Domingos Névoa".

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Serenidade
























Quinta das Conchas

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quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Viver na Alta de Lisboa distinguido com Bloguito Intervenção Urbana pelo segundo ano consecutivo!



“Ééééééééééééêêêêêêêêêêh!!!”, foi a reacção que a redacção do Viver conseguiu esboçar após receber pelo segundo ano consecutivo o Bloguito Intervenção Urbana atribuído pel’a barriga de um arquitecto. Seguiram-se alguns saltos, daqueles com os calcanhares a tocar-se de regozijo no auge da impulsão, os agradecimentos à família e aos leitores, a entrega do galardão e o depois regresso a casa.

Gostávamos de ter feito um discurso como o da Quinta do Sargaçal, vencedor do Bloguito Ambiente e Sustentabilidade, que disse, e muito bem, que “adoraria ter sido suplantado por outro blog na sua categoria, que seria muito bom sinal”. Depois de o ouvirmos pensámos que sim, que era isso que gostávamos de ter dito, apesar de nos ficar bem a 2ª estatueta em cima da estante. Mas pronto, mais a frio, reconhecemos que era realmente bom sinal que mais pessoas se dedicassem à intervenção cívica, à participação da sociedade civil no rumo das cidades e da qualidade de vida urbana, exigindo e colaborando com o poder político e iniciativa privada a melhor prestação possível, ao ponto de o nosso blog ser apenas mais um, porventura suplantado por outros nesse papel. Mas agora não podemos deixar que o sucesso nos suba à cabeça ou ainda nos arriscamos a ganhar o Bloguito 2008 na categoria Bazófias.

Resta-nos agradecer ao Daniel Carrapa pelo blog que nos proporciona, pela qualidade e inteligência da sua escrita que muito prazer nos dá ler, e congratular todos os restantes vencedores e nomeados na edição 2007 dos Bloguitos.

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Quinta dos Lilazes novamente aberta ao público



Reabriu na passada segunda-feira a Quinta dos Lilazes, após muitos meses de requalificação. Em conjunto com a adjacente Quinta das Conchas, constitui-se como o terceiro maior espaço verde da cidade de Lisboa. Na Quinta dos Lilazes é possível ouvir o chilrear dos passarinhos, sentir uma calma e paz difíceis de encontrar no rebuliço de uma cidade. A requalificação feita está na linha da que conhecemos na Quinta das Conchas. Os bancos (poucos) e candeeiros são iguais, daqueles de madeira, mas os caminhos são de terra, como os da Mata da Conchas, havendo alguns com lages de pedra embutidas no chão, entre o prado. A não utilização do cimento preserva algum do lado mais íntimo da natureza, sem invasões demasiado artificiais. Neste sentido gosto mais deste arranjo do que o da Quinta das Conchas.




Os conceitos de Parque Urbano aplicados na Quinta das Conchas e dos Lilazes e o criado de raiz no Parque Oeste são claramente opostos. No Parque Oeste tudo é controlado, austero e frio, a meu ver. Não há bancos, não há iluminação, as árvores crescem em zonas demarcadas, a relva constantemente aparada. Nota-se demasiado a intervenção do Homem. Na Quinta dos Lilazes a fusão entre Homem e Natureza tem 100 anos de avanço sobre o Parque Oeste, é certo, mas há ali uma qualquer vontade que nos transcende, que torna tudo tão fresco. Espero estar completamente enganado, talvez se visse a Quinta das Conchas há cem anos ou o Parque Oeste daqui a outros cem, chegaria a outras conclusões.




António Prôa, vereador dos Espaços Verdes, presente na cerimónia de inauguração, referiu que se prevê a instalação de uma esplanada no local, num acordo que implicará a manutenção do espaço verde por parte do concessionário. Adoro esplanadas, algumas, porque gosto de beber um café e ler o jornal ou simplesmente ver o rio a passar-me entre os dedos, mas as novas tendências são-me bastante desagradáveis. Espero que esta esplanada não inclua música. A música tornou-se nesta nossa sociedade um elemento tão descartável como uma fralda recheada ou um papel de parede barato. Serve cada vez mais de fundo, de apetrecho ou acessório, começando aos poucos a deixar de ser um fim em si. Há música em elevadores, em centros comerciais, em supermercados, no metro, até em parques de estacionamento. Não a pedimos, não a escolhemos, é-nos imposta. Até nalguns centros históricos de aldeias por este país fora, governadas por autarcas pimba, a música ecoa a cada esquina, sem critério, sem motivação, sem cabimento. Lixo, poluição, se tornou. O silêncio deixou de existir nas nossas vidas; deixámos de o apreciar, mete-nos medo, faz-nos sentir sós. Pobres de nós… Concessionar uma esplanada igual a tantas outras, com música (seja qual for) a impor-se ditatorialmente, seria um erro crasso na preservação do ambiente que se consegue fruir na Quinta dos Lilazes. A avançar com esta ideia, voto numa esplanada Zen, onde o silêncio seja audível.




A ver vamos. Por enquanto, abrir a Quinta dos Lilazes foi uma boa ideia e irá directamente para a lista das de 2007 já realizadas.

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terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Boas ideias para 2007 - Árvores na Av. Krus Abecassis

Uma das coisas que desde sempre me atraiu no Plano de Urbanização do Alto do Lumiar (PUAL), e que foi determinante para a minha opção de compra de casa, foi a preocupação pela existência de árvores nas ruas. É mais uma das características que distingue a Alta de Lisboa de toda a parte nova da cidade que cresceu sem qualquer planeamento, onde por vezes a aridez é difícil de entender.

Porém, as árvores interessam não só nos planos urbanísticos e nas cartas de intenções, mas sobretudo nas ruas, para equilibrar o ecossistema agredido pela emissão CO2, como para tornar suportável a vivência pedonal da cidade, arrefecendo a superfície nos meses de maior calor com a sombra das suas frondosas copas.

Ainda não são visíveis árvores capazes de cumprir completamente estas funções, por os exemplares plantados serem ainda muito jovens. Mas quando se passeia pelo Parque das Nações e compara-se a flora existente com a da nossa memória da Expo 98, há quase 9 anos, é fácil constatar que a aposta vale bem a pena. Duarte Pacheco, outra e outra vez, tinha esta visão e foi responsável pela criação de raiz do Parque Florestal de Monsanto, considerado agora essencial para a cidade de Lisboa.

Serve esta introdução para relembrar a SGAL que lhe cabe a si concluir a plantação das árvores que faltam na Av. Nuno Kruz Abecassis. Quanto mais cedo forem plantadas, mais cedo colheremos os benefícios dessa medida.


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segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Boas ideias para 2007 - Eixo pedonal



Uma das propostas interessantes do projecto da Alta de Lisboa é o Eixo Pedonal (a azul no mapa), que ligará a já existente rotunda Sul do futuro Eixo Central, ao Montinho de S. Gonçalo.

O projecto inicial estava inicialmente a cargo da SGAL, ao abrigo do contrato que deu origem à Alta de Lisboa, foi entretanto alterado por proposta da CML (UPAL), com o objectivo de o tornar num elemento excepcional de vivência urbana pedonal. Este novo projecto, por ter custos acrescido em relação ao inicial, implicaria então uma partilha de orçamento entre CML e SGAL, à imagem do que foi feito com o incremento de uma terceira faixa de rodagem em cada sentido na Av. Santos e Castro.

Construída a 1ª fase do Parque Oeste e aberta ao público em Agosto de 2006, ficou o Eixo Pedonal por concluir, parte dele entretanto entaipado, no troço que separa os Jardins de S. Bartolomeu e o Condomínio do Parque. Será a SGAL a realizar a obra, mas aguarda provavelmente pelas verbas da CML, o que pelo depauperado cofre da autarquia lisboeta, poderá levar muito tempo a acontecer. Será a “muito curto prazo”, dirão alguns, mas até agora, o elemento de fruição pedonal da Alta de Lisboa encontra-se em cascalho.



Este eixo pedonal interessa ao projecto, seja a proposta apresentada, ou outras, em calçada portuguesa, por exemplo, ou mesmo em cimento liso que tão simpático é para as bicicletas. O cascalho e terra é que não são decerto o acabamento final pretendido. Cabe à SGAL e CML (UPAL) conjugar vontades para melhor servir os moradores.

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sábado, 13 de janeiro de 2007

CML pronuncia-se sobre a Alta de Lisboa




E ao fim de 71 dias, eis que o Vice-Presidente da CML, o Vereador Fontão de Carvalho, responde ao requerimento apresentado a 31 de Outubro de 2006 pelo Deputado Pedro Quartin Graça, do MPT, eleito nas listas do PSD, baseado no abaixo-assinado que o Viver lançou nestas páginas a 24 de Outubro de 2006.

Numa resposta lacónica, mas concisa, ficam os munícipes ainda assim sem saber com que contar. Vamos por partes:

1 – Pormenores formais são agora apresentados como principal obstrução à conclusão do negócio, mais do que a falta de liquidez financeira da CML para a compra do terreno. Nestas coisas a variável temporal é a principal incógnita. Quanto é “curto prazo”? Um mês, seis meses? Um ano, dois? Tudo é possível. Há pressa? É considerada urgente a Av. Santos e Castro como o foi há anos? E como conciliar esta tomada de posição oficial com as declarações de 4 de Dezembro de 2006?

2 – Mais uma vez a subjectividade temporal, mas agora ainda mais rápida. Este “muito curto prazo” deixa os moradores sententrionais de Lisboa na expectativa. Quando as palavras se repetem e a memória não falha, fica-se com sensação de déjà vu.

3 – Este é o momento twilight zone do documento. Alguém deu pela ocupação das lojas do Condomínio da Torre que estiveram em obras no mês de Maio do ano transacto para a transferência da extensão do Centro de Saúde? Isto é física quântica por todos os lados, dobragens do espaço-tempo. Existe uma Rua Albert Einstein por estes lados e não demos por isso ainda? Fora de brincadeiras: Não! O Centro de Saúde não foi transferido ainda para as novas instalações. Está temporariamente desactivado, à espera do famigerado acordo entre CML e ARS.

4 – Confirma-se. Aliás, adianta-se mais elementos à novidade: em conversa com moradores do bairro de Calvanas soubemos que algumas dessas minutas do CPCV foram já este Sábado entregues em mão, estando marcadas algumas escrituras para dia 3 de Fevereiro. Finalizadas estas escrituras pode então avançar-se com a demolição definitiva de Calvanas e a construção do tramo Sul do Eixo Central.


E lá vão assim mais umas linhas para a lista de boas ideias para 2007. Resta-nos agradecer publicamente ao Deputado Pedro Quartin Graça o apoio e ajuda que nos deu, e continuar atentos a todos os sinais de evolução das situações.

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Sá Fernandes exige explicações à CML sobre negócios com a Bragaparques




Permutas de terrenos
Sá Fernandes exige explicações à CML sobre negócios com a Bragaparques
13.01.2007 - 12h40 Lusa


O vereador do Bloco de Esquerda (BE) da Câmara Municipal de Lisboa exigiu hoje que a autarquia revele todos os negócios com a empresa Bragaparques, cujo sócio-gerente foi quinta-feira acusado de corrupção activa. Para José Sá Fernandes, "este caso é suficientemente grave para ser feita uma sindicância à Câmara", pois "há graves suspeitas de ilegalidades".


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Numa conferência de imprensa na sede do BE em Lisboa, José Sá Fernandes exigiu esclarecimentos por parte da autarquia social-democrata sobre os negócios que tem com a empresa que fez um contrato com a autarquia sobre permuta de terrenos do Parque Mayer com os situados em Entrecampos.

Na origem do processo está um contrato celebrado a 5 de Julho de 2005 entre a Bragaparques e a autarquia lisboeta, então presidida por Pedro Santana Lopes.

Tratou-se de uma permuta de imóveis em que a sociedade de Domingos Névoa cederia um terreno que detinha no Parque Mayer a troco de outro, propriedade da autarquia, situado no local da antiga Feira Popular.

Sá Fernandes, que se fez acompanhar pelo deputado do Bloco de Esquerda Francisco Louçã, afirmou ter conhecimento de outros negócios entre a câmara e a empresa e prometeu divulgá-los "na próxima semana", se entretanto não obtiver esclarecimentos.

"Em Fevereiro de 2006 pedi dados sobre todos os negócios entre a CML e a Bragaparques e até hoje não me entregaram absolutamente nada", disse.

O Ministério Público (MP) acusou quinta-feira o sócio-gerente da empres a Bragaparques de tentativa de corrupção do vereador.

O gerente da empresa propunha-se pagar ao irmão de José Sá Fernandes, o advogado Ricardo Sá Fernandes, 200 mil euros para que ele desistisse de contestar o negócio da Feira Popular.

O MP apresenta, entre outras provas, as gravações dos telefonemas entre o arguido e o advogado Ricardo Sá Fernandes.

O vereador insiste em afirmar que "o negócio foi lesivo para a cidade" e apresentou dados novos, nomeadamente uma avaliação dos terrenos do Parque Mayer cinco vezes menos que o proposto pela Bragaparques.

Sá Fernandes revelou que existem três avaliações sobre os terrenos do Parque Mayer e que em uma dela - a única que não foi deita pela Bragaparques - o valor apresentado "é cinco vezes menos, isto é, são nove milhões de euros contra 50 milhões".

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Administrador da BragaParques acusado de corrupção activa



Tentativa de corromper irmão do vereador Ricardo Sá Fernandes
Administrador da BragaParques acusado de corrupção activa
13.01.2007 - 09h00 Tânia Laranjo (PÚBLICO)


O administrador da BragaParques Domingos Névoa foi acusado pelo Ministério Público de corrupção activa para a prática de actos ilícitos, no âmbito do processo movido pelas autoridades, após a tentativa de aliciamento ao deputado do Bloco de Esquerda na Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes.

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O empresário deverá agora contestar a acusação pública e requerer a abertura da instrução, podendo fazê-lo durante as próximas semanas. O despacho, da responsabilidade do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, onde correm outros inquéritos envolvendo a Bragaparques, foi-lhe comunicado na passada quarta-feira e não envolve qualquer outro arguido.

Segundo o PÚBLICO apurou, a acusação pública é sustentada em duas gravações de conversas feitas pela Polícia Judiciária, entre o irmão do vereador, o advogado Ricardo Sá Fernandes, e o referido empresário. As mesmas terão então sido consideradas "exemplares" pelo Ministério Público, podendo representar um "manual" sobre a prática da corrupção que grassa no nosso país.

Nesse telefonema, Domingos Névoa pede a Ricardo Sá Fernandes para interferir junto do irmão, de forma a que aquele se pronuncie favoravelmente sobre o processo Parque Mayer/Feira Popular e retire a acção que interpôs contra a empresa. Domingos Névoa considera mesmo que aquele será uma acordo feito "entre homens de bem", explicando ainda "não ser virgem" neste tipo de pagamentos. O administrador da Bragaparques sugere a Ricardo Sá Fernandes um pagamento de 200 mil euros pela mudança de posição do seu irmão, deixando no ar a hipótese de subir o preço se aquele entender ser uma quantia insuficiente.

Os encontros foram gravados pela PJ, depois de Ricardo Sá Fernandes ter denunciado a tentativa de aliciamento no DCIAP. A partir daí e com autorização do juiz que acompanhava o inquérito, foram colocadas câmaras ocultas na sala do hotel onde os encontros ocorreram.

Detido no início de Fevereiro do ano passado, Domingos Névoa negou entretanto qualquer tentativa de aliciamento e garantiu que tudo não passaria de um "mal-entendido". Manifestou também o desejo de apresentar queixa por denúncia caluniosa contra José Sá Fernandes, por lhe ter montado o que dizia ser uma "cabala".

Ouvido em primeiro interrogatório, o empresário foi obrigado a apresentar um caução de 150 mil euros, medida de coacção que ainda mantém, por indícios de corrupção activa. Na altura, as autoridades chegaram a admitir juntar este processos aos restantes que também correm no DCIAP, mas acabaram por abandonar a ideia por a prova produzida no caso Parque Mayer/Feira Popular estar concluída.

Recorde-se, ainda, que o processo em que assenta a alegada tentativa de corrupção envolve a permuta dos terrenos privados do Parque Mayer, com parte dos terrenos municipais da Feira Popular, em Entrecampos. Aqueles passaram então no anterior mandato autárquico para a posse da Bragaparques, segundo proposta de Carmona Rodrigues, aprovada na assembleia municipal por maioria, apenas com os votos contra do PCP e de Os Verdes.

A Bragaparques passou, em 2005, a deter a totalidade da área ocupada pela antiga Feira Popular, depois de ter exercido direito de preferência na hasta pública, realizada em 5 de Julho de 2005, para adquirir a parte que lhe faltava dos terrenos de Entrecampos. Sá Fernandes e também o PCP inviabilizaram a permuta com acções judiciais que ainda correm nos tribunais.

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quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Boas ideias para 2007 - Bicicletas e infraestruturas para os seguranças do Parque Oeste


O Parque Oeste tem vigilância 24 horas por dia assegurada com grande eficácia por dois guardas no período diurno e um no período nocturno. Por estes funcionários terem sido recrutados junto dos antigos moradores dos bairros existentes antes da Alta de Lisboa, tem ajudado, segundo afirmam os próprios, a controlar potenciais actos de vandalismo ou utilização imprópria do espaço.

No entanto, as condições de vigilância e de permanência no parque não são as melhores. Esta é uma situação fácil de resolver, proposta pelos próprios:
- Duas bicicletas para as deslocações e intervenção dos zeladores ser mais rápida e eficaz.
- Uma casa de banho condigna e com ligação à rede de esgotos para que possa ser realmente usada como tal.



Cabe ao Vereador António Proa, que tem feito um bom trabalho no pelouro dos Espaços Verdes e na CML, a decisão resolver estes dois pontos.

Blog do Vereador António Proa – http://antonioproa.blogspot.com/
Email do Vereador António Proa – blog.antonio.proa@cm-lisboa.pt e ver.antonio.proa@cm-lisboa.pt

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Boas ideias para 2007



Em mais uma iniciativa deste esmerado blog, serão enunciados nos próximos dias alguns desejos e anseios dos moradores da Alta de Lisboa para 2007. Desde as grandes questões estruturais como o Eixo Central ou a Av. Santos e Castro, atrasos nos equipamentos como é o caso do Centro de Saúde ou Esquadra da Polícia, ou pormenores não menos importantes para a qualidade de vida na Alta como a existência de árvores nas ruas ou um passeio esburacado.

Em poucos dias serão apresentados os vários pontos da agenda, não hierarquizados por importância e urgência, e colocados num novo menu à direita na página do blog, no topo, para que facilmente se possa acompanhar a evolução. Prometemos dar conta com pompa e circunstância sempre que um dos pontos tiver avanço ou se resolver.

Na apresentação de cada questão serão avançados, na medida do nosso conhecimento, os factores que impedem o avanço e as entidades responsáveis por esse atraso. Serve esta iniciativa para que todos os moradores conheçam melhor a zona onde habitam, fiquem alertados para o que poderá mudar ainda este ano e quem devem pressionar para que possamos ver crescer de forma saudável esta parte da cidade.

A lista não é definitiva e está aberta a sugestões dos leitores. O email mantém-se: viveraltadelisboa@gmail.com e continua à disposição de todos.

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Video publicitário da Alta de Lisboa

A SGAL entrou em 2007 com um vídeo publicitário que inclui, entre imagens dos arruamentos, parques e edifícios já existentes, projecções em 3 dimensões do que prevê que irá ser a Alta de Lisboa no final de toda a execução do projecto. O efeito obtido é entusiasmante, confirmando as motivações de todos os que vieram morar para esta parte nova da cidade de Lisboa que substituiu uma zona degradada e perigosa.



A publicidade tem sido um dos calcanhares de Aquiles da SGAL, que se tem preocupado mais em promover individualmente os seus empreendimentos esquecendo-se de os enquadrar nas virtudes urbanas do projecto, expondo a diferença em relação a tantas outras zonas da cidade onde se vai construindo prédios de habitação sem pensar na qualidade urbana envolvente. Neste sentido, o vídeo agora apresentado é um passo em frente na imagem que a SGAL pretende dar Alta de Lisboa. Mesmo assim, ainda lhe falta outro tipo de ousadia e aposta na comunicação com o exterior. Será necessário mais do que um vídeo bem feito na página principal do seu site.

Num ano de grande importância para o desenvolvimento e sucesso da Alta de Lisboa, cabe à SGAL, para seu próprio interesse, como investidor privado e parceiro da CML, divulgar o projecto, explicar sucintamente esta parceria, quais, dados os motivos que deram origem à Alta de Lisboa, as obrigações morais e contratuais que cada uma tem para com a cidade e para com as pessoas que acreditaram no projecto e que são a sustentação da sua viabilidade. Em tempos de tantas incógnitas e tanto pessimismo em relação ao mercado imobiliário, interessa a todos os que não gostariam de ver desvirtuado o desenho urbano traçado pelo Arq.º Eduardo Leira, contribuir o mais possível para o sucesso e viabilidade da Alta. Os próximos anos serão decisivos e é importante recuperar algum do tempo perdido. Os moradores deverão estar o mais alerta possível para garantir as condições que lhes foram prometidas pela SGAL e CML por inerência à compra de uma casa que faz parte deste enorme projecto da Alta de Lisboa. A SGAL, para sua sobrevivência, deve apostar fortemente num serviço de qualidade acima da média para com os seus clientes, exigir-se a si própria a excelência na construção, mas também procurar todos os meios para dar a conhecer este projecto desconhecido ainda de tanta gente.

Desde os grandes planos de urbanização de Duarte Pacheco, nos anos 50/60, Lisboa tem crescido de forma rápida, aleatória e sem critério urbanístico ou arquitectónico. Foram excepções Telheiras, Parque das Nações e Alta de Lisboa. Destes três, o único projecto que ainda se mantém fiel aos ideais da sua génese é a Alta de Lisboa. Por incrível que pareça, é também o menos conhecido dos três. Consequência e sintoma desta ignorância são as notícias relacionadas com a Alta que padecem, na sua grande maioria, de excesso de clichés fáceis, leitura simplista das questões e análise incompleta dos problemas. Cabe também aos moradores, mais uma vez para seu próprio interesse comunitário, procurar perceber na totalidade o projecto a que aderiram e exercer plenamente os seus direitos de cidadania.

Voltando aqui ao vídeo, e dando uma de Prof. Marcelo, proponho que se comente a questão enunciada e classifique alguns pontos de 0 a 10, tipo Jogos Olímpicos, para não ser tudo igual. Assim, atribuo à

Categoria Imagem Vídeo - 9 valores, sobretudo pelas imagens em 3D, apesar do mau exemplo de segurança rodoviária dado numa entrada “à maluco” num dos cruzamentos do Eixo Central, à passagem do 1’05’’.

Categoria Música - somente 3 valores. Concordo que a ligação entre o texto e o objecto de contemplação está bem conseguida, reconheço que até é capaz de ser eficaz para o grande público, mas estas melodias fazem-me lembrar demasiado o Menino Guerreiro.

Por fim, na Categoria Política Publicitária - 8 valores, pelo esforço da SGAL em mudar a imagem entrar em 2007 com uma dinâmica diferente. É uma nota a rever no futuro, mas também um voto de confiança. Se este vídeo for a única acção relevante durante o presente ano, a classificação obtida nesta categoria cairá substancialmente.

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Eixo Central para 2007?

Um dos projectos mais ansiados neste 2007 é o do Eixo Central, ex libris do projecto da Alta de Lisboa. Um longa avenida que procura simbolizar a ligação ao centro da cidade, por dar continuidade aos eixos de avenidas já existentes: Av. da Liberdade, Fontes Pereira de Melo, da República e Campo Grande. O Eixo Central terá 70m de largura, o que a torna mais larga que a Avenida da Liberdade, na Baixa Lisboeta.

O conceito é simples: três faixas de rodagem para cada lado, separadas por um enorme corredor verde com 31m de largura, com bancos (com encosto!) para os transeuntes desfrutarem o charme parisiense importado para este projecto. Não haverá estacionamento de superfície, apenas subterrâneo, o que permite mais espaço para passeio, árvores e uma paisagem mais limpa. Dois grandes passeios, com cerca de 10m, ladeiam a avenida. E se não bastasse todo este espaço para usufruto do espaço público, também os projectos de arquitectura dos edifícios já previstos respiram pedonalidade, tendo ao nível do solo arcadas com pórticos e grandes pátios interiores.






Esta grande avenida irá ser dividida em dois troços: um a Sul (a vermelho), desde a 2ª circular até à já existente rotunda (a amarelo) junto à futura malha 5, e outro a Norte (a azul), desde a mesma rotunda até uma outra ainda a construir (a verde).




Apesar da importância estratégica desta grande artéria para o sucesso e imagem do projecto da Alta de Lisboa, o início da obra foi sendo adiado ao longo dos anos. A prudência é lei, agora. É sábio esperar pelas condições garantidas de construção, sem situações pendentes a obstruir, para que enganos, atrasos e prejuízos passados e presentes não se repitam.





Até há pouco tempo o Centro de Saúde ocupava o terreno onde irá ficar o troço Norte do Eixo Central. A situação arrastou-se ao impensável de uma mera burocracia fazer depender a transferência dos serviços médicos para um Centro de Saúde construído numa das lojas do Condomínio da Torre em Maio. O barracão provisório onde o Centro de Saúde existiu provisoriamente durante mais de uma década chegou em Novembro ao ponto de ruptura, tendo os serviços passado temporariamente para o Lumiar, ainda à espera que o tal o acordo entre ARS e CML (consta que por verbas próximas do amendoim) chegasse a ser feito. Entretanto o barracão passou a ser utilizado como sala de chuto provisória, o que obrigou a UPAL a dar finalmente autorização para a sua mais que prevista demolição. Mais inércia burocrática e corria-se o sério risco do imóvel ser classificado pelo IPPAR, inviabilizando assim o Eixo Central.




Burocracia resolvida? Não. A loja preparada há quase oito meses continua fechada, à espera de médicos e enfermeiros dependentes de ARS e CML. Os enfermos continuam à espera de ter um Centro de Saúde mais próximo das suas residências.




Nos terrenos onde irá ficar o troço Sul do Eixo Central existe ainda o moribundo bairro de Calvanas numa morte também adiada, também dependente dos contratos entre moradores e CML para que o bairro projectado pelo Arq.º Frederico Valsassina possa finalmente receber os novos habitantes. Quando isto acontecer, podemos então despedir-nos de Calvanas e ver o Eixo Central avançar até Sul. De realçar que também a Av. Santos e Castro está dependente do fim de Calvanas, para a construção da Porta Sul. Mas esta é uma obra que depende infelizmente de outras vontades e outros humores.


Será para 2007 o nascimento do Eixo Central? Será para 2007 o avançar dos projectos de escritórios, habitação e Centro Cultural que se propõe a SGAL fazer contíguos à mais importante via da Alta de Lisboa? Se a assinatura de umas folhas pode adiar por pelo menos sete meses a transferência de um Centro de Saúde, é razoável pensar em 2007 como um ano de grande impulso para a Alta de Lisboa?

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terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Resolução de Ano Novo



Há coisa de uns anos tomei como resolução de ano novo a espartana decisão de tomar duche de água fria todos os dias de manhã. Tinha lido algures, ou me disseram, não me lembro já, que fazia bem aos músculos, à pele, ao sistema imunitário, que fortalecia o carácter. Parecia-me e ainda me parece lógico. A sociedade ocidental moderna tem luxos que nos fazem perder a ligação com a natureza, o acesso às memórias colectivas ancestrais, tem demasiadas tentações supérfluas que nos roubam a lucidez. Tomar duche de água fria em pleno Janeiro pareceu-me uma ideia genial para começar cada dia com uma sintonização cósmica. Durou quinze manhãs, essa resolução obstinada. Apanhei uma gripe tão grande que me roubou saúde, empalideceu a pele, tornou os músculos flácidos e afogou o carácter num caldo de muco infecto.

Existe uma mania qualquer de fazer resoluções na passagem de uma data importante, não sei porquê. Provavelmente por não se estar plenamente convicto ou confiante no sucesso dessa mudança e um click cronológico aparentemente ajudar. A maior parte delas acaba aos poucos por falhar, parece-me. O Homem é um bicho de rotinas, com uma inércia difícil de contrariar. Diz-se que 21 dias consecutivos são o período necessário para uma nova prática se tornar um hábito. Tenciono mudar algumas coisas na minha vida. Algumas já mudei, porque não tive paciência para esperar por ontem, mas outras ainda faltam, porque não são realmente fáceis de seguir.

E desse lado, nas vossas vidas, alguma coisa irá mudar este ano? E voltando ao leitmotiv deste blog, que gostariam para a Alta de Lisboa em 2007?

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domingo, 31 de dezembro de 2006

Homenagem aos grandes parques da Alta de Lisboa

Não quero deixar que 2006 acabe sem deixar aqui uma pequena homenagem aos Parques das Conchas e Oeste. Sem eles Lisboa estaria de certeza muito mais pobre!

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Parques das Conchas e Oeste 25 e 31 de Dezembro de 2006

Que 2007 seja melhor para toda a cidade de Lisboa!
E um bom 2007 para todos os colaboradores e leitores deste blog!

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sábado, 30 de dezembro de 2006

A segunda morte de Lopes-Graça

O Tempo é como um rolo compressor, impiedoso, que a cada instante vai demolindo o presente, insaciável, tragando-o em passado. As coisas que nos parecem distantes, que desabafamos nunca mais chegar, acabam sempre por se aproximar, para se cruzar connosco e se afastar de novo nas nossas costas. Quando se ama um livro, as últimas páginas são as mais dolorosas de ler. Uma após outra sabemos estar cada vez mais perto do fim, e vamos chorando saudades de todas as pessoas que imaginámos e que passaram a fazer parte de nós. Um livro relê-se, mesmo que as sensações obtidas na primeira vez não sejam tão intensas e novas. Mas uma peça de teatro é diferente.

Hoje acaba a Casa da Lenha. Partem para um lugar distante, na memória dos que a fizeram e assistiram, todas as personagens que nela habitaram. Fotografias, filmagens, são documentos secos e sem alma que pouco compensarão a enorme saudade da rotina que chegou a cansar, das noites ocupadas durante a semana que faziam sentir um jet lag permanente, difíceis de conciliar com toda a outra vida que continuou, do convívio diário com tantas pessoas que já conhecia, outras que passei a conhecer, mas sobretudo daqueles pedaços de fingimento que todas as noites se tornavam tão reais e verdadeiros. É injusto não falar de todos os que fizeram a Casa da Lenha, mas impossível esquecer o Carlos Paulo, que me impressionou pela forma tão intensa como vive em palco. Cada gesto, cada palavra, cada olhar, noite após noite eram feitos de maneira diferente das anteriores, como se o fossem pela primeira vez. Ou como se fossem únicos, e portanto os últimos. E se no palco opera o milagre de tornar vivo Lopes-Graça, fora dele comove pelo carinho, pelo anti-vedetismo e pela generosidade com que fala a cada uma das pessoas com quem trabalha.

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quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Eixo Norte-Sul obriga a realojamento de centenária



Foi já no passado dia 20 que uma enorme tamareira (Phoenix dactylifera), exaforcada em seis caules, com mais de 100 anos, cerca de 20 metros de altura e 63 toneladas de peso, foi transplantada outros 20 metros ao lado para dar lugar à passagem do viaduto do Eixo Norte-Sul sobre a Av. Padre Cruz. Numa prática ainda pouco comum em Portugal, a operação decorreu durante a uma tarde, exigiu uma preparação prévia das raízes para o transplante, um enorme aparato de retroescavadoras, gruas e cintura de segurança mantida por agentes de segurança pública. Dezenas de jornalista estavam presentes e o Vereador António Proa, responsável pelo pelouro dos Espaços Verdes, veio prestar declarações e explicar a operação.

Custou cerca de 13000 euros, o que se justifica dada a relevância ímpar da árvore em questão, avaliada em cerca de 100.000 euros. Apesar da grande taxa de sucesso nestas operações, só daqui a cinco anos se poderá saber se a árvore resistiu à mudança. Irá conviver no futuro com a passagem de milhares de automóveis, mas a uma distância considerada segura pelas entidades europeias. O Vereador António Proa prometeu ainda propor a sua classificação à Direcção-Geral das Florestas pelo seu “enorme valor patrimonial, e por ser um exemplar único na cidade”.

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domingo, 24 de dezembro de 2006

Se as eleições autárquicas fossem hoje, em quem votaria? - análise de resultados



Chegou ao fim a nossa sondagem “Se as eleições autárquicas fossem hoje, em quem votaria?”.

Foi uma corrida plena de emoção, com arranques impetuosos, ultrapassagens no limite, derrapagens, desilusões, grandes alegrias, candidatos a reclamar o uso de photo finish. Não há vitórias expressivas, candidatos que congreguem uma vontade inequívoca da população. A leitura que fazemos destes resultados não permite grandes extrapolações para um hipotético cenário de eleições reais. A começar pela lista de candidatos proposta: os que concorreram nas últimas e obtiveram votação suficiente para serem eleitos vereadores, alguns ex-presidentes da CML, e ainda a evocação póstuma de Duarte Pacheco, que está para Lisboa como a Maria Callas para o Scala de Milão; uma carreira curta, mas inesquecível e madrasta para todos os que lhe sucederam.

Se apenas votassem os 209 leitores que participaram no escrutínio, Maria José Nogueira Pinto teria razões para festejar. Obteve a vitória com 22% dos votos, o que não lhe dava a maioria na CML. Iria provar do mesmo veneno que atormenta Carmona Rodrigues. No entanto, esta votação revela o capital de admiração que granjeia na população alfacinha.

Ruben de Carvalho chega em 2º lugar, com 17% dos votos. É mais um sinal de que os portugueses gostam de candidatos com personalidade quando respondem a inquéritos; é pena é depois a mão escorregar para os grandes nas eleições “a doer”.

Carmona Rodrigues é o grande derrotado desta sondagem. Teve uma entrada de leão, liderou destacado, prometia ser o grande vencedor, mas claudicou nas últimas semanas, quedando-se por 11% da votação, o que lhe dá o terceiro lugar. Fica para os analistas políticos a missão de especular se essa hecatombe se deve aos mais recentes desaires do executivo do PSD na CML, porventura demasiado desmoralizadores para a falange que tradicionalmente apoia os candidatos laranja, ou se afinal os Vereadores e assessores de Carmona Rodrigues visitam aqui o nosso belogue. Fica a dúvida, mas também o doce e reconfortante pensamento que o nosso abaixo-assinado, enviado por email, poderá afinal ter sido lido pelos destinatários.

Duarte Pacheco chega à meta num honroso 4ªlugar, o que para um político do Estado Novo falecido há tantas décadas é um feito notável. Reforça também a lista de argumentos da comunidade científica que defende a investigação em embriões humanos.

Atrás de Duarte Pacheco seguem João Soares e José Sá Fernandes com 10% das intenções de voto, o tal resultado apurado por meio de photo finish. O ex-presidente, considerado por Miguel Sousa Tavares como o melhor que passou pelos Paços do Concelho nas últimas três décadas, sofre ainda os danos colaterais da escultura de Cutileiro e da ideia do elevador do Castelo. Sá Fernandes mantém um nicho fiel de eleitores, mas mais estático que o universo de votantes de Ruben de Carvalho ou Maria José Nogueira Pinto.

Santana Lopes não deixa saudades do seu mandato. Depois de uma vitória à la Bush nas eleições de 2001, obtém agora apenas 6% dos votos. Curiosamente foi no seu período que a Alta de Lisboa teve o maior crescimento, saindo da estagnação que pautou os anos 80 e 90. Mas isto foi já no século passado.

Se Manuel Maria Carrilho pouco comparece na CML, também os seus eleitores desistiram de o apoiar. 3% dos votos atiram-no para o confronto directo com o eterno candidato do PCTP-MRPP, Garcia Pereira. É a segunda derrota consecutiva para o candidato rosa sendo provável que abrace outros projectos não relacionados com a CML no futuro.

11% dos lisboetas que responderam a esta sondagem lá saberão em quem gostariam de votar na corrida à autarquia mais endividada do país. Duas pessoas, não se recusando a responder ao inquérito, afirmaram não votar para a CML caso houvesse eleições agora.

Relembramos que esta sondagem não tem qualquer validade científica, não nos levem por isso demasiado a sério, por favor. A caixinha dos comentários fica aberta para outras análises aos resultados. Entretanto, se não nos virmos por aí antes, um bom Natal para todos!

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sábado, 23 de dezembro de 2006

Coff coff coff coff




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Empreendimento Encosta do Mosteiro
EPUL fez negócios com loja da família de administrador
Ana Henriques


"Sentimos que se tratava de um concurso forjado", diz consultor de empresa de decoração preterida

A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) fez negócios de perto de 127 mil euros com uma loja de decoração que é propriedade de familiares de um administrador de uma subsidiária sua.

A EPUL - detida a cem por cento pela Câmara de Lisboa - decidiu em 2004 oferecer objectos de decoração e mobiliário a quem lhe comprasse apartamentos na Encosta do Mosteiro, no Restelo. Foi a primeira e única vez que o fez, e resolveu efectuar uma consulta ao mercado para saber qual o fornecedor que lhe oferecia as condições mais vantajosas. A legislação por que se rege a empresa exime-a de lançar concursos públicos para a aquisição de serviços, alegam os seus responsáveis.

Foram consultadas cinco empresas do ramo, quatro das quais de grande dimensão e com créditos firmados em matéria de decoração de interiores: Conceição Vasco Costa, Deca Interiores, Dimensão Móveis e Luísa Bravo. Da quinta empresa, que dá pelo nome de Toque de Classe, nunca ninguém ouviu falar - embora numa fase posterior do processo a EPUL venha a referir-se a ela, num folheto promocional, como uma "conceituada loja de decoração".

Com três empregadas - duas das quais as suas proprietárias - e um capital social de cinco mil euros, o "conceituado" estabelecimento tem a particularidade de pertencer a uma prima da mulher de Adroaldo Azevedo, director de recursos humanos da EPUL e administrador de uma subsidiária sua, e a uma irmã desta. Mais: a própria mulher de Adroaldo Azevedo está muitas vezes ao balcão da pequena loja, a atender a clientela.

Apesar de a proposta da Dimensão sair 6500 euros mais barata à EPUL que a proposta da loja onde trabalha a mulher do director de recursos humanos da empresa municipal, é a esta última que o serviço é adjudicado. A decisão fundamenta-se em três ordens de razões: a Toque de Classe permitiria à EPUL um pagamento mais faseado dos vales de compras a entregar aos compradores; a loja fica defronte do empreendimento em questão; por fim, "o tipo de decoração do Toque de Classe está mais em linha com o espírito da Encosta do Mosteiro", lê-se na proposta de deliberação da adjudicação, numa referência às classes mais altas que a EPUL quer captar para este empreendimento. Só não há qualquer explicação para a contradição entre esta afirmação e o facto de ter sido a própria EPUL a convidar a Dimensão para concorrer ao negócio. Nem a Deca nem a Luísa Bravo apresentaram propostas.

"Somos uma loja pequenina, trabalhamos"
"Sentimos que tínhamos sido usados. Que se tratava de um concurso forjado e que tínhamos sido consultados para fazer número", recorda o consultor de marketing da Dimensão e seu antigo proprietário, Lamartine Ladeiro. "Ficámos extremamente revoltados e enviámos à EPUL uma carta violenta ameaçando queixar-nos às entidades competentes. Se nos tivesse ganho uma Conceição Vasco Costa, entenderíamos, agora uma Toque de Classe...". Lamartine Ladeiro explica que, além de ter apresentado o preço mais baixo, a Dimensão já tinha no currículo uma campanha semelhante.

Os vales de compras na Toque de Classe, cujas dimensões não permitem a variedade de escolha que qualquer uma das outras concorrentes possibilitaria, tinham diferentes valores, consoante o preço das casas. Aos compradores dos apartamentos mais caros, que podiam custar até 612 mil euros, estavam destinados vales de três mil euros, enquanto para os dos fogos mais económicos havia vouchers de 750 euros.

Ao todo são 107 os apartamentos desta terceira fase do empreendimento, cuja construção está a ser finalizada. Acontece que numa primeira fase a EPUL não conseguiu vender mais de 30 fogos, e mesmo agora, mais de três anos depois do início da comercialização, continuam por vender duas dezenas de casas.

A EPUL recusa-se a explicar oficialmente o caso, embora, a nível oficioso, esclareça que nunca pagou a totalidade dos 127 mil euros à loja em questão, uma vez que muitas das casas continuavam sem comprador.

"Somos uma loja pequenina, trabalhamos", diz uma das proprietárias da Toque de Classe, Leonor Saragga, para justificar a escolha da EPUL. A mulher de Adroaldo Azevedo também se mostra parca em explicações, dizendo apenas que se já esteve várias vezes ao balcão da loja não foi por estar ali empregada, mas porque a dona, "que é uma amiga", lho pediu. Recusando-se também a fornecer qualquer esclarecimento, Leonor Saragga observa: "Não percebo a razão deste interesse todo. O nosso trabalho com a EPUL foi perfeito!"



Filho também queria uma casa EPUL Jovem


Tal como já tinham feito filhos de outros administradores do grupo EPUL, também um dos filhos do director de recursos humanos da empresa-mãe, Adroaldo Azevedo - que é simultaneamente administrador de uma subsidiária da empresa municipal - se candidatou recentemente aos apartamentos EPUL Jovem. Embora o regulamento do concurso não o proíba e o sorteio das casas impeça, à partida, qualquer tipo de tratamento de favor, a candidatura de filhos dos principais responsáveis da empresa é controversa. Foi isso que fez desistir a filha do administrador da EPUL António Pontes, em Setembro, de uma casa ganha no sorteio. A sua irmã também se havia candidatado, mas não lhe tinha calhado nenhum apartamento. A.H.

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sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Paradoxo espacio-temporal

...ou o Viver a brincar com a física quântica.


Parque das Conchas, 22 de Dezembro de 2006.
O Viver nas rotativas graças aos jardins digitais do Vereador António Prôa.

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quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Director do Urbanismo de Lisboa demitiu-se por causa de Marvila



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Director do Urbanismo de Lisboa demitiu-se por causa de Marvila
José António Cerejo


Dois dias depois de ter pedido
a suspensão das suas funções,
o director municipal pediu
a exoneração do cargo

O director municipal de Gestão Urbanística da Câmara de Lisboa, Pires Marques, pediu ontem a exoneração, na sequência da divulgação das suas relações de sociedade com um dos autores do projecto de loteamento da antiga Sociedade Nacional de Sabões, em Marvila.

Em comunicado, o presidente da câmara, Carmona Rodrigues, anunciou que já tinha aceite o pedido, "sem prejuízo" de ter solicitado aos serviços jurídicos do município o esclarecimento da existência de "incompatibilidades ou impedimentos" na actuação de Pires Marques. Conforme o PÚBLICO noticiou no sábado, o director municipal participou na apreciação do projecto de Marvila, sabendo que a autoria do mesmo era do seu sócio Vítor Alberto. Os dois arquitectos e os respectivos filhos são sócios da empresa Tacto, Atelier de Arquitectos Lda, desde 2001, sem que Pires Marques tenha dado conhecimento desse facto à vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara.

O projecto foi aprovado em Novembro, com os votos contra da oposição, provocando uma acesa controvérsia entre a câmara e o Governo. Na semana passada, depois do aparecimento de um parecer da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, que se tinha extraviado e era contrário ao projecto, a câmara acabou por revogar a sua anterior decisão - aguardando-se agora a reacção do Fundolis, um fundo de investimento gerido por uma empresa da Caixa Geral de Depósitos, a quem a sociedade Lismarvila vendeu os terrenos, em Março, por 56,5 milhões de euros.

No comunicado em que anuncia a sua decisão sobre o pedido de exoneração de Pires Marques - que se seguiu a um pedido de suspensão apresentado na segunda-feira -, Carmona Rodrigues enaltece a figura do ex-director, dizendo que ele desempenha funções na câmara há mais de 30 anos "sempre com grande dedicação e empenho, sendo um exemplo para todos os que com ele privaram e continuam a contactar profissional e pessoalmente". O presidente da câmara afirma também que a iniciativa do arquitecto, "face às suspeições suscitadas", constitui "um exemplo de dignidade, pautado pelos mais altos valores de serviço público".

Em reacção à demissão, o vereador socialista Manuel Maria Carrilho considerou que ela "só peca pela demora" com que foi decidida. "O senhor director municipal devia ter sido demitido imediatamente pelo presidente", acrescentou o autarca do PS.
Por seu lado, o vereador Rúben de Carvalho, do PCP, sublinhou que "o caso do director municipal é apenas uma das muitas questões que envolvem o loteamento de Marvila e que têm de ser investigadas". No seu entender, "é preciso fazer um inquérito para averiguar tudo isso", sendo que os vereadores comunistas vão "requerer a consulta de todos os processos camarários relativos a Marvila", para decidirem que outras iniciativas vão tomar.

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Back from the dead



Há dias, este pinheiro foi barbaramente atropelado por um tosco condutor. Pensei que fosse uma fractura irremediável, causando a morte prematura de mais uma árvore da minha rua, mas afinal parace que tem salvação: viverá nos próximos meses com umas ligaduras que a voltem a solidificar e ficará, se sobreviver, com uma cicatriz desta lesão, mas não deixará de crescer.

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