Outro aspecto relacionado com este problema prende-se com as ligações entre a Alta de Lisboa e as zonas circundantes, como é o caso do Lumiar ou da Ameixoeira. A ligação com a Ameixoeira é muito deficiente estando actualmente a atravessar um período crítico nas horas de maior trânsito rodoviário. Com o aumento da frequência dos autocarros da carris a ligação entre a Alta de Lisboa e Ameixoeira (estação de metro) melhorou consideravelmente (carreiras n.º 3, 701 e 777). Todavia, a passagem de veículos pesados e ligeiros pelas azinhagas da cidade e de S. Bartolomeu tornou-se num verdadeiro pesadelo para os motoristas, condutores e passageiros, dado que é impossível o cruzamento de dois autocarros nestas ruas estreitas. A fotografia em baixo foi obtida no domingo passado (8 de Outubro). O estado das vias dá uma ideia aproximada da dificuldade que é manobrar um veículo pesado nestes poucos metros de via disponíveis.

Ligação azinhaga da cidade com a azinhaga de S. Bartolomeu
A solução deste problema está provavelmente enclausurada numa gaveta perdida esperando por melhores dias.
Por sua vez, o arranjo da Alameda das Linhas de Torres avança muito lentamente. Se a 8 de Outubro de 2006 o estado das obras é este:

Alameda das Linhas de Torres, 8 de Outubro de 2006
Cabe perguntar aos responsáveis para quando se prevê a conclusão do arranjo desta via?
Enquanto as obras se prolongam no tempo os problemas vão aumentando. Nos dias de chuva ou de greves dos transportes públicos o trânsito fica completamente entupido na Alta de Lisboa. Os moradores continuam à espera do tal “segredo que Lisboa guardou para o fim”.
Exactamente! Por isso é que é bom ir lembrando que o caos ainda não acabou. Este canal é um óptimo meio para ir fazendo alertas no sentido de informar sobre o estado real das coisas. A propaganda só diz maravilhas, mas convém saber com é a realidade diária de quem mora nestas bandas.
ResponderEliminarConvém saber a quem cabem as responsabilidades das várias obras. À SGAL cabe iniciar a construção do Eixo Central. O tramo Sul já começou.
ResponderEliminarA Santos e Castro está dependente da CML. É a SGAL que a está a construir, mas os atrasos devem-se à lentidão da CML em tratar das expropriações que faltam para se concluir a obra.
O eixo Norte-Sul é da responsabilidade das Estradas de Portugal e da CML, mais uma vez no que toca às expropriações.
Tudo bem, mas também nós, moradores, cidadãos, eleitores, contribuintes, podemos, e devemos, ter uma palavra a dizer. A SGAL tem um objectivo comercial legitimado pelo acordo que assinou com a CML, o PUAL. Investe visando o lucro. Poder-se-á dizer que esse lucro lhe chegaria mais depressa se soubesse pressionar a CML para desbloquear a burocracia inútil. Mas não sei se não o faz. Sei é que somos nós que pagamos os ordenados aos 10000 funcionários da CML que foi criada para servir a cidade e a população, somos nós que alimentamos esta máquina que não visa o lucro mas que se mostra indiferente ao andamento das coisas, aos atrasos nos projectos, ao desconforto dos munícipes. E isso parece-me intolerável por nossa parte. A SGAL tem obrigação de construir casas com a qualidade que apregoa, tem a obrigação de servir o melhor possível e de forma justa os seus clientes. A CML tem a obrigação gerir as contas públicas, de fazer mexer a cidade, de regular correctamente o crescimento da cidade. Mas quando uma entidade pública serve mais a si própria do que aos que diz representar, estamos muito mal. E são as pessoas, as principais prejudicadas dessa incompetência e laxismo, a ter de fazer ouvir o desagrado.
ResponderEliminarQueria só acrescentar que, em minha opinião, tem de estar a haver, decididamente, uma pressão da SGAL sobre a CML. O que pode estar a acontecer é a CML ignorar, ou pelo menos não relevar na proporção pretendida, as solicitações da SGAL. Recordemos 2 episódios bastante sugestivos desta situação:
ResponderEliminar.Relatório e Contas da SGAL
.Obras na Alameda das Linhas de Torres
No primeiro caso, a SGAL imputa muita da responsabilidade pela sua situação financeira ao incumprimento por parte da câmara de 'compromissos assumidos' por aquela, que dizem respeito à cedência de terrenos e conclusão de infra-estruturas, como se pode ler aqui.
No segundo caso, na sequência do agravamento das condições de circulação e do natural protesto dos habitantes, a SGAL emitiu um comunicado em que diz muito claramente não ter responsabilidade sobre o ocorrido e que a decisão de avançar para o caos foi unilateral (aqui).
Assim, num espaço de tempo relativamente curto, a SGAL apregoou de viva voz que o seu relacionamento com a CML não está de boa saúde, mais concretamente, que aquela entidade anda surda.
Quando lemos isto, que perspectivas podemos ter sobre um aumento de pressão da SGAL sobre a CML? Parece-me que, na realidade, esta é a opção limite de quem já não pode efectuar mais pressão pelas vias 'normais' - o recurso à comunicação social - e um forte indicador de que temos que ser nós a assumir uma parte da pressão sobre a CML.
Pelo contrário, parece-me de duvidoso efeito pressionar a SGAL em matérias em que aquela está evidentemente espartilhada. Não é que não haja justificação - é a SGAL que vende o projecto, não a CML - mas reduzir a questão ao contrato celebrado com a SGAL é ignorar o projecto e todas as responsabilidades que nele tem a CML; é, parece-me, abdicarmos da nossa própria responsabilidade enquanto habitantes de Lisboa de chamar a atenção para o que está mal e exigir que se cumpram os nossos direitos enquanto cidadãos desta nova zona da cidade.
Onde é que assino, Sérgio? É isso mesmo!
ResponderEliminarvenha o abaixo assinado a entregar na câmara
ResponderEliminarMónica
As obras da Alameda das Linhas de Torres tinham uma duração prevista de 3 meses, com início a 20 de Agosto de 2006. No placard da junta de freg do Lumiar, junto ao Pingo Doce, está la agora um aviso, sem qq explicação adicional, a dizer que vão terminar (previsão)..a 30 de Junho de 2007....E ninguém vai preso....
ResponderEliminarSão (foram)3 meses num sentido(D.Amélia -Lumiar), vão ser mais 3 no sentido contrário e depois mais 3 no troço D.Amélia -C.Grande e finalmente mais 3 no sentido inverso ( e isto se tudo correr bem).Por acaso no site da Junta de Freguesia do Lumiar isto já vinha assim descrito , pelo que o placard referido é que leva ao engano.Se acabar a 30 de Junho já vai ser uma sorte e é preciso que não chova muito ou não faça muito frio ou não neve ou outra coisa qualquer que não estava prevista!
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