sábado, 10 de janeiro de 2009

Quem quer dinamizar os Clubes de Leitura e Escrita?

O pedido é do K'Cidade, que está à procura de voluntários para dinamizar Clubes de Leitura e Escrita com crianças do 1º ano.

O perfil desejado está aí em baixo, basta clicar em Ler mais.




Perfil indicado para um animador dos Clubes de Leitura e Escrita

Estudantes, licenciados ou reformados que cumpram os seguintes critérios:

Habilitações académicas mínimas: 11.º ano / 12.º ano de escolaridade completos.

Pessoas vindas preferencialmente da área das Ciências Sociais e Humanas tais como Psicologia; Ciências da Educação; Educação de Infância; Letras;

Bom domínio da Língua Portuguesa na expressão oral e escrita;

Gosto pela leitura;

Gosto pelo trabalho com crianças;

Elevado sentido criativo e gosto pela construção de materiais lúdico-pedagógicos;

Elevado sentido de responsabilidade;

Espírito de liderança e capacidade de autonomia.


Ser um voluntário CLE requer:

Disponibilizar 90 minutos semanais para a dinamização de uma sessão CLE com 5 crianças

Disponibilizar 2 horas semanais para a preparação de materiais para as sessões (a planificação das actividades é responsabilidade do K'CIDADE sendo também assegurados os materiais para construção dos jogos)


Ser voluntário CLE permite:

Participar num projecto inovador em Portugal cujo sucesso já tem vindo a ser demonstrado;

Trabalhar com professores, pais e crianças, e levá-las a descobrir o prazer de ler e escrever contribuindo para que tenham um percurso escolar desde logo marcado pelo sucesso;

Receber formação acerca dos processos de ensino-aprendizagem da leitura e escrita; desenvolvimento infantil e gestão de comportamentos.

Desenvolver competências para a criação de materiais de aprendizagem de carácter lúdico.

Ler o resto

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

NoPants! Sábado às 15h em Lisboa


O ImprovLisboa é um grupo informal urbano centrado em Lisboa cujo objectivo é causar situações inofensivas de caos e alegria, despertando sorrisos no dia cinzento da cidade. A última grande missão pública foi o Pillow Fight Club, uma guerra de almofadas amigável que reuniu mais de 200 pessoas na Alameda Afonso Henriques.

Fizeram também uma cena gira, de juntar um grupo de pessoas que congelou o movimento durante 5 minutos numa loja de uma centro comercial, para gáudio dos empregados e terror dos encarregados. Muitos devem conhecer este video alusivo a uma iniciativa semelhante na Grand Central Station em New York.



Mas amanhã o desafio é outro: fazer um trajecto de metro, desde a estação de Telheiras, sem calças. A ideia não é chocar nem fazer figura de parvo, mas encarnar a situação com a mesma normalidade como se fossem de calças. As regras estão todas explicadas aqui, e o encontro marcado para as 15h. Mais uma vez, em New York foi assim:



Ler o resto

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Entrevista ao Dr. Nuno Caleia (na íntegra) - VII

Viver na Alta de Lisboa: Continuando perto do Eixo Central, temos o Centro Social da Musgueira que é um edifício ainda do antigo bairro e que está por realojar desde 2001. Em que situação é que estamos, tendo em conta a importância social que o Centro tem?

Nuno Caleia: O Centro Social da Musgueira (CSM) tem um projecto desenvolvido na Malha 2 de implantação de um Jardim de Infância, de um ATL e de um espaço lúdico, de lazer, desportivo, que teve as resistências que foram públicas por parte da população da Malha à recepção daquela estrutura e tem algumas questões de sobredimensionamento da estrutura dentro daquele espaço. Não sendo necessariamente uma solução óptima, nós não a quisemos deitar borda fora e continuamos com aquela decisão. Estamos à espreita, no entanto, se existirem outras oportunidades que sejam mais vantajosas para as poder decidir já em vez de as decidir depois. Essa questão foi abordada de acordo com a Vereação no sentido de saber se houver outra localização que seja mais satisfatória para a população e para o CSM do que aquela, é este o momento, porque nós vamos dar ordem para a execução da estrutura. Encontrei um projecto estabilizado. Para mim, havia dois óbices fundamentais: o primeiro era a definição matricial da parcela; o segundo, era que o projecto não previa nenhum lugar de estacionamento nele próprio, o que me parecia excessivo para a Malha que é. Para o desenvolvimento do Eixo Central, o CSM não inviabiliza essa obra. O que não faz sentido é manter uma estrutura que é para relocalizar e eternizá-la naquele sítio.


Viver na Alta de Lisboa: Mas ainda estão à procura de alternativas?

Nuno Caleia: Foram equacionadas alternativas. Mas independentemente das alternativas virem ou não a andar, o que é fundamental é que isso não implique atrasos do ponto de vista da realização. Ou seja que sejam coisas realizáveis no mesmo tempo previsto para o outro. Senão não é uma alternativa.

Viver na Alta de Lisboa: Quanto tempo até ter um Centro Social novo?

Nuno Caleia: Eram 22 ou 24 meses de execução. Temos uma obra de cerca de 2 anos pela frente.

Viver na Alta de Lisboa: Há consciência por parte da CML da necessidade de pensar em colocar o CSM próximo das suas outras valências, por exemplo, o Centro de Dia?

Nuno Caleia: É importante garantir essas proximidades, até por uma questão de gestão do próprio Centro. Ainda que a população que o Centro serve não se resuma à Malha 2.


Viver na Alta de Lisboa: Um dos locais em que pensaram não terá sido o local previsto para o projectado Palácio de Cristal, no Parque Oeste, rejeitado por todos os serviços da CML, e aproveitar essa âncora? Isso tinha várias vantagens: uma delas era a de dar alguma vida ao Parque Oeste, que é um Parque que tem sido criticado precisamente por isso. Tem sido criticado pela pouca vivência, por um vandalismo associado a essa pouca vivência e pelo perigo para os utentes, sobretudo crianças, que podem mergulhar nos lagos e ficar lá presas, como infelizmente já aconteceu. Colocar o CSM aqui poderia dar uma vida muito maior ao Parque e o próprio CSM poderia desenvolver até uma esplanada ou um bar, por exemplo.

Nuno Caleia: Não equacionei essa hipótese. Até porque a Direcção Municipal do Ambiente têm em mãos a perspectiva de lançar as acções no Parque Oeste para que não fique no ponto em que está. Cenicamente é muito bonito, tem alguns atravessamentos, mas não tem um ponto-âncora de vivência, por exemplo. E isto porque a estrutura dessa âncora é periférica em relação ao Parque.

Viver na Alta de Lisboa: Mas a UPAL tem o poder de desenvolver esta ideia e de a levar à CML?

Nuno Caleia: Posso fazê-lo, sim. Eu acho que é uma ideia interessante. Acho que a UPAL tem esse papel, de ser interlocutor e de levar as ideias aos próprios serviços que estão a gerir porque temos a sorte de só nos termos que preocupar com um território muito mais pequeno da cidade. Nesse aspecto podemos criar sinergias para capitalizar ideias. Mas é uma hipótese, sim. Seja para o CSM ou seja para uma função desta natureza. Ou seja, a ideia de aproveitar o Palácio de Cristal para um equipamento desta natureza. Para alem da relocalização deste equipamento e a relocalização da sua função, porque o CSM é uma estrutura que tem utentes e desempenha o seu papel dentro desse tecido e fá-lo com mais dificuldade enquanto está numa situação provisória porque está numa situação precária e poderá faze-lo com mais eficiência numa situação definitiva. Melhor servido de infra-estruturas. Neste momento está assente numa pseudo-via que lhe faz ligação e que é o remanescente da via existente e portanto tem dificuldades, quando se aproxima o Inverno é difícil de lá chegar e compreende-se que não se possa fazer um investimento do outro mundo para garantir aquela ligação mas algum investimento tem que ser feito para que possa viver com alguma qualidade.

Viver na Alta de Lisboa: E o próprio Centro não investe já no edifício porque sabe que é um edifício que está provisório.

Nuno Caleia: Nós temos tido reuniões com o CSM de acompanhamento. Houve agora um interregno. Nenhuma dessas alternativas foram de facto consubstanciadas ao ponto de nós a discutirmos com o Centro Social da Musgueira para ver se seria ou não uma opção. Nós estamos na Malha 2 com um projecto para aquela localização. Esse ponto não foi ainda abandonado mas é importante perceber, mesmo desenvolvendo este projecto e implantando aqui o CSM, perceber se é a melhor hipótese ou se é a única.

Ler o resto

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Hoje é Dia de Reis!


Definitivamente, eu gosto do Natal. É um tempo para nos lembrarmos uns dos outros. Um tempo para acarinhar, para ajudar quem precisa, para reunir e partilhar.

Não tem que ser só uma data. Não deve ser apenas nessa data. Mas as datas também são importantes.

“Já vamos dormir hoje nas camas novas? São bonitas... são azuis!”;
“Podemos aprender coisas nos computadores? Vão ajudar-nos a estudar!”; “Abençoados sejam os senhores que ofereceram a televisão! Estou cada vez pior da minha vista e já quase não via nada na outra. Era muito pequenina ”



No Centro Social da Musgueira, este ano a quadra teve um calor muito especial. A SGAL ofereceu um presente de Natal: 75 camas novas para as crianças do Jardim de Infância (as velhas, há 30 anos que cumpriam a sua missão e, tal como as crianças, tiveram agora o seu merecido descanso), 15 computadores novos para as crianças do ATL e os jovens das Salas de Estudo e 2 plasmas. Um para os idosos que frequentam o Centro de Dia e outro para os jovens que frequentam a Mediateca.


As necessidades do Centro Social da Musgueira são muitas e de diversa natureza. Mas, enquanto aguarda pela construção das suas novas instalações, estes presentes farão uma efectiva diferença. Foram recebidos com muita alegria.

A oferta foi generosa. Mas mais do que isso, foi carinhosa, preocupada com quem a recebeu. Quis ir ao encontro das verdadeiras necessidades. Quis ajudar a tornar mais fácil e mais feliz o dia-a-dia de muitas crianças e idosos.

A SGAL ajudou e construiu Cidade. Porque não é só de betão e de cimento, mas de pessoas, que as Cidades são feitas.

Ler o resto

Ano Novo, Vida... Igual?

Escrevo este meu primeiro post do ano para deixar simultaneamente um convite e um desafio a todos os que acompanham o Viver.

O convite não é mais do que ver uma peça transmitida ontem na SIC; o desafio é acreditarem que o que este condomínio fez, também outros poderão fazer.




Sobre o Projecto:

É já uma realidade, com o mérito de todos quantos acreditaram no projecto em especial os residentes dos Jardins de S. Bartolomeu. Um projecto que não passou ao lado da SIC.

O condomínio dos Jardins de São Bartolomeu, na Alta de Lisboa, tem em curso a instalação de 16 unidades de microprodução de electricidade através de energia solar (painéis fotovoltaicos).

Com este projecto o condomínio prefigura-se como o maior condomínio residencial microprodutor em Portugal, a gerar mais de € 50.000/ano de receitas pela venda de energia e simultaneamente contribuindo para o cumprimento dos objectivos nacionais de energias renováveis e de redução de gases com efeito de estufa, já que produzirá cerca de 80 MWh/ano de electricidade e evitará a emissão de aproximadamente 38 toneladas de CO2 eq.

Esta iniciativa pioneira, promovida pelos moradores do condomínio, enquadra-se no programa "Renováveis na Hora", que tem por objectivo a promoção da microprodução de energia eléctrica utilizando fontes renováveis de energia.

A instalação foi concluída em Dezembro de 2008 prevendo-se a entrada em operação para Janeiro de 2009.

Ler o resto

Entrevista ao Dr. Nuno Caleia (na íntegra) - VI

Viver na Alta de Lisboa: E quando é que o Eixo Central estará feito?

Nuno Caleia: O Eixo Central é um projecto para 2 anos e meio a 3 anos.

Viver na Alta de Lisboa: Incluindo já o ano que já foi passado?

Nuno Caleia: Não inclui, não. Temos também constrangimentos no desenvolvimento do Eixo Central em relação à aquisição de terrenos. Não é uma questão que esteja completamente limpa para nós podermos dar um prazo de obra que só dependa da obra em si mesmo. É uma questão que eu acho que não tem constrangimentos muito significativos até à Krus Abecassis. Tem a questão da Carris, que pode ser equacionada com a Carris. Tem o Centro Social da Musgueira que lhe é fronteiro mas que não o inviabiliza. Precisa de ser relocalizado mas também tem soluções. E há as questões das casas de Calvanas mas as escrituras estão agora a ser concluídas e portanto, ficam sanadas. E há a questão de saber onde é que isto vai ligar do ponto de vista de Porta para não ser uma via sem ligação a lado nenhum.



O Viver pergunta: Estamos a falar de 3 anos para o Eixo Central. Essas questões vão ficar resolvidas antes?

Nuno Caleia: Podem ser paralelas. Podem e devem ser paralelas.

Viver na Alta de Lisboa: E isso depende exclusivamente da SGAL? Ou também depende da CML?

Nuno Caleia: Depende essencialmente da Câmara. Depende da operação de loteamento. A operação de loteamento da Malha 17 já está. A operação de loteamento da malha 16 e malha 18 estão em análise e isto permitirá até ao final do ano ficar com as obras em loteamento de um troço significativo do Eixo Central resolvidas. A edificação dessas operações de loteamento depois já tem outros timings que não são só os timings da CML. Necessariamente são enquanto loteamento urbanístico. Eu julgo que o desenvolvimento do Eixo Central nesse aspecto não ficará com plena execução do ponto de vista de malha se olharmos para a Quinta da Musgueira e Malhas 8, 9 e 10 enquanto a Carris não for relocalizada. O Eixo Central pressupunha a relocalização daquele interface para desenvolver as Malhas 11, 12 e 13. Mas as malhas 16, 17 e 18 que podem ter algum grau de evolução. Até à Krus Abecassis e o troço imediatamente a seguir, não tem muitos mais constrangimentos. A partir daí entramos na zona industrial da Charneca onde temos tido mais dificuldades na expropriação ao longo do tempo. Há um empenho forte de não estabilizar o Eixo Central até à Krus Abecassis porque há o perigo dele parar naquele ponto e esse perigo não é um perigo aceitável porque depois fica coxo. É meio eixo. Estamos a fazer todos os esforços para conseguir chegar à Porta Norte.

Ler o resto

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

JUDO NA ALTA DE LISBOA


A Pista de Atletismo está a ganhar vida e não é só com o “atletismo”.

O Projecto “Judo na Alta de Lisboa” iniciou actividade na Pista de Atletismo Prof. Moniz Pereira em Setembro de 2008, oferecendo aulas de Judo a quem viva na Alta de Lisboa e queira experimentar e praticar a modalidade.

O projecto, iniciado no ano lectivo de 2007/08, funciona também diariamente nos três Agrupamentos de Escolas – Alto do Lumiar, Lindley Cintra e Pintor Almada Negreiros -, e conta já com pouco mais de 500 crianças e jovens da Alta de Lisboa, com idades compreendidas entre os 3 e os 18 anos.

Este projecto é promovido pelo Judo Clube de Lisboa, Associação de Residentes do Alto do Lumiar e pelas Escolas, contando com o apoio da Comissão Nacional da UNESCO, Câmara de Lisboa, K’CIDADE, GEBALIS, Sociedade Gestora da Alta de Lisboa e os patrocínios da Junta de Freguesia do Lumiar, CarrisTur e SFJAM Noris.

Deste modo, estão convidados todos os moradores da Alta de Lisboa a experimentar e/ou a praticar a modalidade no local onde vivem a preços muito convidativos!


[recebido por email do K'Cidade]

Ler o resto

Excesso de oferta de habitação

Alta de Lisboa

Mais um estudo que indica a existência de um excesso de oferta de habitação em Portugal, segundo o jornal Público de hoje:

Por Sara Dias Olivieira
Em 2006, havia 4,5 milhões de alojamentos ocupados e vagos
Excedente de casas mantém-se até 2050, conclui investigação

Em 2006, já havia habitações suficientes para albergar as famílias que vão surgir em 2050. Há dois anos, os dados revelavam um total de 4.502.934 alojamentos ocupados e vagos para a população portuguesa. E no início do século XXI, verificou-se que 176.811 alojamentos seriam suficientes para responder às carências habitacionais do país, quando havia 185.509 casas disponíveis no mercado para venda ou aluguer.





Em 2001, viviam no país 10,36 milhões de pessoas organizadas em 3,65 milhões de famílias e o parque residencial era de 5,05 milhões de habitações, das quais 72,7 por cento eram residências habituais e as restantes segundas casas ou estavam desocupadas. Nessa altura, mais de 75 por cento das famílias viviam em habitação própria, 21 por cento em casas alugadas e quatro por cento em habitações cedidas.

"Supondo que a parte das residências principais e dos alojamentos vagos no parque de alojamentos permanecerá estável, podemos afirmar com alguma certeza que se manterá o excedente habitacional em Portugal", conclui Fátima Moreira, técnica na área das estatísticas da construção do Instituto Nacional de Estatística (INE), no seu trabalho de mestrado "O Envelhecimento da População e o Seu Impacto na Habitação - Prospectiva até 2050", do Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informática da Universidade Nova de Lisboa. Em 2006, estimava-se um total de 3.361.210 edifícios de habitação familiar clássica e 5.519.654 alojamentos familiares clássicos para um país com 10.559.09 de pessoas. "Este parque habitacional é relativamente abundante, quando comparado com o número de habitantes. Se fosse inteiramente habitado, cada alojamento não albergaria mais que duas pessoas sob o mesmo tecto", constata.

As conclusões baseiam-se nos dados das projecções dos Living Arrangements e das famílias até 2050, dos elementos disponíveis sobre as estimativas de alojamentos familiares em 2006, bem como dos Censos de 2001. A investigadora analisou a evolução da população para estimar que, em 2050, as famílias de casais sem filhos deverão representar entre 22,7 e 28,5 por cento da população portuguesa e que haverá um aumento muito acentuado da população idosa, um acréscimo que rondará os 80 por cento nas pessoas com mais de 75 anos. "O cruzamento de dados demográficos com dados sobre habitação revela-nos que os alojamentos existentes têm crescido nos últimos anos, mesmo em regiões que registaram perdas populacionais." "Sabe-se que haverá, claramente, um aumento do número de famílias e também se sabe que a construção tem sido muito mais veloz do que a alteração no seio das famílias que determina o seu aumento", acrescenta.

Construção "adaptativa"

A tese de mestrado revela ainda que o número de habitações praticamente duplicou nas últimas três décadas, colocando Portugal no segundo lugar com maior rácio de habitação por agregado familiar da União Europeia. "O parque habitacional português tornou-se um parque de proprietários com encargos, tendo-se generalizado o acesso à habitação própria. O país e os portugueses parecem, assim, ter concentrado grande parte dos seus recursos financeiros em investimento especulativo, adquirindo novos fogos que demasiadas vezes ficam sem uso, à espera de mais-valias", explica.

Fátima Moreira defende que é necessário repensar a questão da habitação, tendo em conta as famílias do futuro e a procura potencial de habitação. Há novas realidades a que convém dar resposta. "As preocupações devem orientar-se particularmente para a regeneração urbana e, dependendo da gravidade, para tentativas de estabilização dos mercados habitacionais." Na sua opinião, deveriam ser feitos estudos de diagnóstico para avaliar quais os locais onde se verifica um défice ou excedente habitacional. Analisar as carências qualitativas da habitação e pensar a requalificação do parque habitacional são outros dos caminhos que aponta. "Esta problemática não deve ser confinada aos centros tradicionais e mais valorizados, devendo, em paralelo, abranger todas as regiões, incluindo aquelas onde, com frequência, os problemas de degradação não residem necessariamente nas habitações, mas nas condições de vida social ou do ambiente", realça.

As necessidades quantitativas e qualitativas da habitação devem também ser tidas em atenção. "Dentro de alguns anos, estaremos num país em que as pessoas com 75 e mais anos representam 17,1 por cento da população total, face aos 6,8 por cento em 2001." "Torna-se indispensável a adequação dos alojamentos a necessidades especiais e que advêm das pessoas idosas e com necessidades especiais, num contexto de aumento da esperança de vida com incapacidade." Atendendo às alterações nas famílias e ao investimento na aquisição de habitação, Fátima Moreira defende que é preciso repensar "a construção de forma 'adaptativa', adaptada aos diferentes estádios da vida das pessoas". "Há que atender às necessidades objectivas das famílias. Esta deve ser uma prioridade nas localidades onde essa oferta está aquém da procura e ou das necessidades", remata.



Ler o resto

sábado, 3 de janeiro de 2009

Gebalis pede devolução de 5.478.104€ a ex-gestores [actualizado]

Os ex-Gestores da GEBALIS, Francisco Ribeiro (Presidente) e Mário Peças e Clara Costa (vogais) estão acusados de se terem divertido à grande com os cartões de crédito da empresa entre Março de 2006 e Outubro de 2007. Aguardam julgamento. Esperemos que seja rápido e justo.

O Correio da Manhã noticiou ontem mais um capítulo desta história escabrosa. A GEBALIS processou os três ex-gestores e pede a devolução dos 5.478.104€ gastos indevidamente, acrescida de mais 500.000€ de indemnização.

Neste link e neste há mais pormenores deliciosos a acrescentar à longa lista de gastos publicada no CM.

Fazemos votos, caso sejam considerados culpados pela Justiça, que os três ex-gestores consigam trabalhar honestamente para pagar as suas dívidas ao Estado.


Actualização: João Nabais contratado como advogado da GEBALIS.

Ler o resto

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Entrevista ao Dr. Nuno Caleia (na íntegra) - V

Viver na Alta de Lisboa: O Plano (PUAL) teve a sua génese quase há 20 anos numa altura em que a população da Grande Lisboa ainda não estava a diminuir e numa altura em que politicamente o que se valorizava era o apoio ao desenvolvimento de novos pólos e o apoio aos promotores imobiliários. Os Planos têm esta grande vantagem de serem imutáveis para não poderem ser pervertidos, o que se pode tornar numa desvantagem quando o tempo os faz evoluir e as condicionantes se alteram. O Plano tem a ver com as opções políticas gerais da CML. E agora a opção passa pela reabilitação e ocupação do centro histórico da cidade. Nesta perspectiva, em que a população está a diminuir e que há uma vontade política de recentrar a habitação no centro histórico da cidade, como é que essa perspectiva não vai pôr em causa o PUAL e a boa execução?

Nuno Caleia: Eu penso que não, que não faz perigar o Plano e vou dizer porquê: há procuras diferenciadas do ponto de vista do mercado de habitação, que tanto se podem dirigir à reabilitação, ao centro histórico com um determinado registo de vivência urbana ou de proximidade ou a outro conceito de habitação ou de integração na cidade desde que não se faça perigar as vantagens da proximidade de estar num centro urbano. Julgo que há espaço para oferta de habitação no centro histórico como para a coroa de transição. O que é fundamental é ter uma boa estrutura de monitorização do Plano. Saber de que forma é que o Plano está a ser implementado, se está a sofrer desvios, se esses desvios são erros ou são adaptações necessárias a novas exigências ou outros objectivos que são lançados para o território e que nós forçosamente sugerimos o desvio do Plano. Do ponto de vista da oferta de habitação, nós tivemos um período entre 1991 e 2001 em que Lisboa cresce na oferta de habitação e diminui substancialmente a população. E isto traz dois impactos: traz por um lado, um acréscimo dos realojamentos dos bairros mas reflecte também um outro impacto que é a redução da dimensão média do agregado familiar. O parque habitacional tem que se estruturar de maneira a ter capacidade de absorver diferentes agregados e, aparentemente, uma leitura que eu faço do período entre 1991 e 2001 é que nós tivemos alguma capacidade de resposta para determinados segmentos e não tivemos para outros. Não sei até que ponto é que a diminuição média do agregado familiar no centro da cidade é reflexo de nós termos conseguido responder a casas para famílias unipessoais e não termos conseguido responder a casas para famílias com 3 pessoas, por exemplo. Não sei até que ponto é que é uma escolha a tendência de diminuição demográfica ou também se é pelo facto de termos conseguido oferecer casas a agregados de dimensão mais reduzida. O que é que isto pode querer dizer? Faz-nos questionar se estamos a conseguir ter uma oferta plural no parque habitacional que possa servir todos os estratos de procura ou se estamos a criar uma dicotomia em que por um lado, com o programa de realojamento conseguimos segurar determinadas populações mas com a política do mercado de habitação conseguimos atrair segmentos mais restritos de outras populações. Ficamos com vazios no tecido social a que não conseguimos responder.

Viver na Alta de Lisboa: Entretanto surgiram outras ofertas. A Urbanização do Braço de Prata, o Vale de Santo António… É oferta a mais, ou não? A Alta de Lisboa surgiu numa altura em que fazia sentido do ponto de vista populacional mas os atrasos começam a fazer perigar essa possibilidade de sucesso. É um projecto lançado pela CML que na altura fazia muito sentido, mas na prática deixa de fazer sentido. Qual é a responsabilidade da CML nestes atrasos todos? Está a vender-se um sonho às pessoas? Está a vender-se uma ideia que se calhar não vai ser concretizada?

Nuno Caleia: Eu não tenho essa leitura. Porque a cidade de Lisboa funciona como uma plataforma habitacional. Não há só um movimento de ganho ou de perda com estabilidade. Há mobilidade. Por isso temos que nos adaptar a esse modelo. Não só estamos a proporcionar “casas para a vida” mas também “casas para momentos de vida”. Daí que a diversidade de oferta para mim seja muito importante para potenciar dentro da cidade perfis diferentes para todos os momentos da vida do cidadão. O fomento do mercado de arrendamento é importante para esta mesma diversidade de oferta. Nesta lógica de plataforma com alguma circulação, eu julgo que há capacidade para gerar mais oferta do ponto de vista de mercado até porque essa oferta é diferenciada em relação a outras e portanto, ajuda-nos a preencher esse mosaico.

Viver na Alta de Lisboa: É diferenciada em quê, na Alta de Lisboa? Numa frase, porque é que vale a pena vir viver para a Alta de Lisboa, agora?

Nuno Caleia: O que eu considero é que esta é a nova centralidade. É a capacidade da nova centralidade.

Viver na Alta de Lisboa: Em potencial ou na prática?

Nuno Caleia: Neste momento não é na prática.

Viver na Alta de Lisboa: Não tem Terciário, não tem escritórios.

Nuno Caleia: Há alguns escritórios, há alguma oferta do ponto de vista de dinamismo que só vai neste momento até à Malha 1 e à Quinta das Conchas que já está relativamente consolidada e isto liga-se à restante zona do Lumiar, ainda que tenha algumas barreiras como a Alameda, o Estádio de Alvalade, com a 2ª Circular… portanto fica relativamente isolado, mas há aqui alguma oferta. Esta oferta não é suficiente para gerar a nova centralidade. Mas já há uma proximidade, uma coabitação com o centro da cidade que não havia há um tempo atrás, nomeadamente com as redes de transportes de pesados ou com as estações do Metro que de alguma forma nos dão aquela proximidade que precisamos para estar junto do eixo principal da cidade. Não estando dentro, mas estar junto do eixo principal da cidade. Outra coisa é potenciar que aqui seja uma zona de expansão. Aí sim, é potencial. Que o Eixo Central fique realizado para que o eixo terciário da cidade possa entrar, possa ter por onde se expandir, e possamos atrair outros perfis de investimento, aí já é potencial. Daí que para mim, seja fundamental o desenvolvimento do Eixo Central. Porque é com o desenvolvimento do Eixo Central que nós podemos consolidar esse conceito. A Santos e Castro é importante pelo desafogo do congestionamento de tráfego e porque permite à cidade uma boa circulação mas não é tão fundamental para o PUAL como o Eixo Central. O Eixo Central é a sua espinha dorsal. A Santos e Castro serve o bairro no sentido em que ao servir bem a cidade, desanuvia o bairro.

Ler o resto

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mais um

Ora cá vai o nosso postal de Boas Festas. Sem desejos redundantes de Festas Felizes, porque toda a gente já sabe que assim o desejamos, e porque é forte e unânime convicção dos escribas do Viver que estes votos não se devem apenas desejar e lembrar na última semana de cada ano.

A vida é demasiado curta para balanços, promessas e resoluções anuais. O tempo passa a correr, esquecemo-nos facilmente dos objectivos e depois os anos passam, passam, e não fazemos nada.

Lembrem-se lá do que foi dito no final de 2007 aqui para a Alta para verem o que se avançou nestes últimos 12 meses. Por isso talvez seja bom fazermos postais de votos no final de cada mês. Vamos tentar, mas isto não é uma promessa.

Ler o resto

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Alta de Lisboa: da utopia à realidade

Frases catitas que nos enchem de esperança:

Alta de Lisboa

Alta de Lisboa

Alta de Lisboa

Alta de Lisboa

Alta de Lisboa

Mas a realidade ainda pesa:

Alta de Lisboa
Futuro eixo central

Alta de Lisboa
Centro social da Musgueira e futuro eixo central

Alta de Lisboa
Área do antigo bairro da Musgueira Norte

Alta de Lisboa
Obras num dos troços do eixo central

Alta de Lisboa
Lisboa Condomínio embargado

Alta de Lisboa
Lisboa Condomínio servindo de suporte à "qualidade de vida" prometida

Alta de Lisboa
Pormenor do empreendimento Lisboa Condomínio inacabado

Alta de Lisboa
Arruamentos por terminar (aqui, o avanço das obras é lento)

Alta de Lisboa
2ª fase do Parque Oeste em fase final de acabamento; ao fundo, o eixo norte-sul

Alta de Lisboa
Outra perspectiva do Parque Oeste (2ª fase)

Alta de Lisboa
Edifícios da malha 6 em construção

Alta de Lisboa
Avenida Krus Abecassis

Desejos para 2009: que todos estes (e outros) projectos sejam concluídos em tempo útil!

Nota 1: todas as fotografias foram tiradas a 30 de Dezembro de 2008.
Nota 2: a área de intervenção é grande. São cerca de 300 hectares se a memória não me trai. Muito há ainda para mostrar; sobretudo no extremo norte da área de intervenção, onde abundam os caminhos cheios de lama ou de poeira, consoante a estação do ano. Estes aspectos merecem outra reportagem fotográfica num futuro próximo. Aqui fica a promessa. Não são elas, as promessas, que nos dão alento e esperança?

Ler o resto

domingo, 28 de dezembro de 2008

Rolling Heads


Parabéns Milton Friedman, Adam Smith, Hayek, Rothbard. E condolências a todos os que messianicamente os citaram e seguiram.

Ler o resto

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Desejos para o Ano Novo - concurso de ideias

Depois de intensa discussão interna, revelamos finalmente o postal de Boas Festas do Viver. A insatisfação constante - própria dos perfeccionistas dirão os leitores que mais nos acarinham - não nos deixa felizes com o resultado.

Por isso decidimos lançar-vos o desafio: Qual a frase que melhor se adequa a um cartão de Boas Festas e Feliz Ano Novo aqui da Alta? A mais original terá honras de figurar no postal a enviar pela redacção a todos os leitores, parceiros e entidades gestoras de Lisboa.

A frase vencedora será anunciada a 29 de Dezembro.

Ler o resto

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Entrevista ao Dr. Nuno Caleia (na íntegra) - IV

Viver na Alta de Lisboa: Existem já vários anos de estudos e aprovações de projectos para a Porta Sul. Um Director do Urbanismo do Arqº Manuel Salgado anunciou um novo concurso público internacional e portanto, vamos ter que esperar mais 6 anos para uma nova aprovação e o início da obra. Isso não demonstra por parte da CML uma vontade de concluir não só a Santos e Castro, como uma ligação eficaz da Alta de Lisboa ao resto da cidade porque aí também entronca o Eixo Central.

Nuno Caleia: Esse processo já foi aprovado e lançado. Garantir até ao final do ano que vem um nó de ligação com a 2ª Circular e um nó de ligação ao Eixo Central, que numa primeira instância se considerou como uma rotunda provisória e, neste momento, é essencialmente a 1ª fase da rotunda definitiva. Este desenvolvimento não faz perigar a abertura da Santos e Castro nem a abertura do Eixo Central. Vai faseá-lo no tempo, no sentido de ter primeiro esta situação implantada no território, e aquilo que de algum modo foi a avaliação feita até ao momento. Esta solução faseada foi a forma de minimizar o dano em obra e tentar maximizar a opção final. Neste re-equacionar da decisão, há algum passo atrás em relação à Porta Sul. Mas parece-me que se podem minimizar danos e conseguir pôr as estruturas a funcionar em tempo útil. Havendo uma re-decisão, não há propriamente um impacto de ficarmos sem nada. Não.

Viver na Alta de Lisboa: Esta reformulação vai estar também ligada à reformulação da Rua das Murtas e à ligação ao Campo Grande, ou não?

Nuno Caleia: Essa questão foi por nós alertada com a necessidade de lançamento do projecto. Que o projecto definitivo integrasse o conceito da ligação ao Campo Grande, que era uma coisa que neste ponto nos parecia um bocadinho deficiente. Ainda que seja uma questão para fora da nossa área de intervenção directa enquanto Unidade de Projecto, não deixamos de referir esse aspecto: que a solução final conceba ou estabilize de que modo se chega ao Campo Grande de maneira a poder responder àquele conceito, àquela ideia, aquele princípio de prolongamento do eixo histórico por dentro do Alto do Lumiar. O eixo histórico como eixo viário, portanto, Av. Liberdade-Av. Fontes Pereira de Melo-Av. Da República-Campo Grande. E mais do que o prolongamento do eixo histórico, a fusão dos dois eixos principais. O outro eixo é o da Av. Almirante Reis–Av. Roma. Ambos se aproximam aqui na Av. Do Brasil e portanto este ideal urbanístico, digamos assim, de poder fazer a ligação aos dois eixos principais, não deixa de ser uma tentação.


Ler o resto

domingo, 21 de dezembro de 2008

Anoitecer na Alta de Lisboa



Este é o primeiro video em formato widescreen publicado no Viver.

Ler o resto

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Há vida para além da crise?

Ler o resto

Entrevista ao Dr. Nuno Caleia (na íntegra) - III

Viver na Alta de Lisboa: Vamos a factos concretos. Um dos casos dos que está a citar é o da Av. Santos e Castro, a parcela dos Armazéns Ruela…

Nuno Caleia: São 2 parcelas que faltam expropriar para fazer o nó dois ali da Santos e Castro e mais 2 parcelas em Loures.

Viver na Alta de Lisboa: O que é mais penoso para a CML, para os moradores ou para a Cidade: aguardar por uma situação favorável financeiramente para tratar disso ou deixar uma obra incompleta?

Nuno Caleia: Há a parcela dos Ruela e a parcela dos Pedrosa, sendo que em relação à aquisição da parcela dos Pedrosa nós já estamos à beira de realizar a escritura. A outra parcela, a dos Ruela, não faz perigar o funcionamento da Santos e Castro em plena via, dificulta essencialmente a construção do nó e depois a ligação para cima. Ou seja, não será tanto por aí que a Santos e Castro não avança. Na questão dos Pedrosa há uma dificuldade evidente pela situação do talude.

Viver na Alta de Lisboa: Qual é a previsão para a aquisição dessa fatia dos Pedrosa?

Nuno Caleia: Já tínhamos uma decisão de Câmara para essa aquisição. A aquisição foi feita em 2006. Depois, por impossibilidade registal não foi feita logo a assinatura. Houve problemas documentais que depois foram reunidos e em 2007 o proprietário já se apresentava em condições de fazer o acto registal e aí houve problemas financeiros que não permitiram resolver o problema na 2ª metade de 2007 e só tivemos essa situação negociada em 2008.

Viver na Alta de Lisboa: Atrasou cerca de 2 anos a aquisição da parcela…

Nuno Caleia: Nem sempre imputáveis à CML.

Viver na Alta de Lisboa: Que análise é que faz aos atrasos consequentes da inexistência da Santos e Castro? Que consequências exteriores acontecem?

Nuno Caleia: Para mim, o funcionamento da Santos e Castro depende da implantação da Porta Sul e da aquisição dos terrenos em falta para a execução da via da Santos e Castro. O não funcionamento da Santos e Castro tem um problema que é o de não desempenhar o seu papel de retirar do interior da Malha o tráfego que a atravessa mas não a serve, e fazer um melhor funcionamento que, por um lado serve melhor quem vai para Camarate ou para Loures e, por outro, serve melhor os moradores porque os desanuvia do trânsito. Portanto, nas ditas horas de ponta, há custos associados a essa inexecução. Por outro lado, há o custo do investimento que a CML faz. O investimento é sempre da CML. Simplesmente como estamos num trabalho público-privado a SGAL adianta alguns investimentos e faz algumas obras para depois ser ressarcida em lotes a ser pagos pela CML. Portanto, são sempre dinheiros públicos que estarão em causa.

Viver na Alta de Lisboa: A questão da parcela do pilar de Loures parece ser a mais simples de ser resolvida. Porque é que estamos há três anos com um viaduto coxo?

Nuno Caleia: Há aqui duas coisas: 1) a possibilidade de estabelecer com Loures um protocolo em que Loures colabora nessa decisão ou resolução. Mas não é tão linear ou tão simples um concelho adquirir parcelas noutro concelho 2) cooperação entre os dois concelhos no sentido de poder ser Loures a adquirir as parcelas e com essa aquisição viabilizar a implantação do viaduto e, no final, a abertura da Santos e Castro. Mas esse protocolo não chegou a concluir-se. Nós não temos esse protocolo assinado. Por isso já temos as avaliações feitas para podermos avançar com a aquisição da parcela. Está a ser feita a negociação com os proprietários no sentido de estabilizar o montante indemnizatório.

Ler o resto

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O fim do embargo ao LX Condomínio?

A notícia vem no site da RTP. Diz que vai ser discutido em sessão pública, na próxima segunda-feira.

Ler o resto

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Entrevista ao Dr. Nuno Caleia (na íntegra) - II

Viver na Alta de Lisboa: Como tem corrido essa gestão? Ou seja, como tem corrido esse contrato tripartido entre a CML, a UPAL e a SGAL?

Nuno Caleia: Há vitórias muito significativas. Há um plano que, com desvios, tem mantido a sua linha e tem vindo a ser implementado. Há atrasos que nos angustiam. Há uma linha condutora que tem estado a funcionar e há grandes objectivos que foram alcançados. Há alguns prejuízos que têm a ver com a falta de celeridade de alguns processos que fazem com que estruturas fundamentais do Plano como o Eixo Central ainda não estejam desenvolvidas e com isso todo o território fique mais coxo

Viver na Alta de Lisboa: Consegue encontrar razões para esses atrasos?

Nuno Caleia: Há razões de duas naturezas. Uma é que o modelo de desenvolvimento do Plano pressupõe que a CML toma conta de todo o território primeiro e depois o distribui. Ou seja, faz a aquisição integral do terreno e depois distribui. Às vezes este modelo de funcionamento encontra dificuldades. Se nós tivéssemos tido a capacidade de adquirir todo o território primeiro, tínhamos toda a capacidade de gerir as infra-estruturas e os timings de execução no momento que era ideal para a obra. Como não adquirimos todas as parcelas, vamos adquirindo e vamos executando, chegámos a um determinado momento em que, aquilo que não conseguimos adquirir não é de fácil aquisição (processos judiciais, jurídicos), a situação de tesouraria não está mais fácil mas isso também é conhecido e portanto, começamos a ditar outras prioridades por não termos as parcelas.

Ler o resto

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

um olhar sobre uma exposição

a exposição cité radieuse da maumaus – escola de artes visuais, patente numa loja do condomínio da torre, ao fundo da alameda da música, assume publicamente querer fundar um novo conceito de exibição, aproveitando as largas montras da loja para que o visitante, se chegado como nós antes da hora de abertura da galeria, não parta sem ver as obras pensadas a partir da "análise à condição urbana da Alta de Lisboa em relação a modelos de habitação anteriores."

no mesmo texto de apresentação do evento se lê: "a exposição reúne trabalhos de artistas que partiram de uma análise à condição urbana da alta de lisboa em relação a modelos de habitação anteriores. paradigmas da arquitectura moderna dos anos 50/60, conceitos de cidade-jardim e de arquitectura-vertical, aparecem como pano de fundo para uma reflexão sobre a contemporaneidade."

estas fotografias são um olhar sobre os objectos expostos, inspirado nos desafios da exposição. tentam romper com as noções normalizadas de um objecto visual documental e da sua função média.

Ler o resto

Pista de Atletismo Moniz Pereira - finalmente alguns treinos

A Pista de Atletismo Moniz Pereira não tem ainda uma utilização intensiva, mas vai havendo já alguns treinos que dá gosto ver. Hoje era de 4X100m. Ficámos a perceber que a técnica de passagem de testemunho não é coisa para qualquer um.

Ler o resto

Carta ao Director do diário PÚBLICO, publicada no Domingo

Junta de Freguesia do Lumiar em desgraça

Testemunhei, a 10 de Dezembro de 2008, pelo exterior, as terríveis condições do barracão alojado nas traseiras do edifício da Junta de Freguesia do Lumiar (Lisboa), em frente ao Supermercado Europa, que tem servido para albergar prostitutas e seus clientes, toxicodependentes, assaltantes em fuga da polícia, etc. Toda a delinquência do Lumiar conhece bem aquele ninho como escape à Polícia e o que ainda não compreendi é a razão de não deitarem abaixo aquela barraca que não serve a ninguém para propósitos construtivos, ou, pelo menos, encerrarem com tijolos e cimento as portas e janelas do mesmo! É uma vergonha para os habitantes da freguesia e, a par disso, uma humilhação para um órgão autárquico como a Junta de Freguesia do Lumiar, que não aparenta preocupação pela negligência descarada.

Na pior das hipóteses, caso o dinheiro não abunde, que organize acção de mecenato junto das empresas construtoras em Lisboa e arredores que aceitariam, de bom grado, a troco de alguma publicidade, a resolução do problema a curto prazo.

João Pedro Santos
Lisboa

[via PS Lumiar]

Ler o resto

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O Zé

O Público de hoje traz um artigo sobre o senhor vereador Dr. José Sá Fernandes, o ex-Zé. Nele fala-se sobre a metamorfose da antiga esperança da política nacional e paladino do povo em cinzentão sem ideias próprias, repudiado pelo Bloco de Esquerda que o elegeu.



PS: É quase uma
private joke mas a peça é assinada pela Kathleen Gomes, a antiga crítica de cinema conhecida pelo ódio que gerou (alegadamente, a senhora não gosta lá muito de cinema e ganhou fama de dizer mal de tudo). Tanto que até teve direito a um blogue que lhe foi dedicado. Entretanto as autoras agora dedicam-se a martirizar o Pedro Mexia.

Ler o resto

Entrevista ao Dr. Nuno Caleia (na íntegra) - I

Viver na Alta de Lisboa: o que é a UPAL? Para que serve a UPAL? Qual o papel que a UPAL tem na Alta de Lisboa?

Nuno Caleia: A UPAL é uma Unidade de Projecto que está ligada ao urbanismo, à gestão urbanística e ao planeamento urbano mas extravasa um pouco essas competências. Enquanto a maioria das Unidades de Projecto da CML essencialmente articula intervenções de obras particulares ao nível do licenciamento e efectua o planeamento urbanístico na vertente do Plano Municipal de Ordenamento do Território (quando ele existe), no caso da UPAL tem uma intervenção directa de uma parceria pública-privada com a SGAL na implementação de obras, de infra-estruturas e de equipamentos e na coordenação da implementação dessas obras, infra-estruturas e equipamentos. Para além dos licenciamentos das obras particulares também articula com o parceiro privado e com os serviços da CML a intervenção em obra, arranjos dos espaços exteriores, etc. Como é uma situação impar, nós todos os dias estamos a limar fronteiras na nossa área de intervenção. Ou seja, saber se nos compete a nós ou compete melhor ao serviço do lado. No meu entendimento, a unidade de projecto não deve duplicar a estrutura da CML. Não deve trazer para cá todos os técnicos de iguais valências. Então há uma estrutura de coordenação e uma estrutura de gestão.

Viver na Alta de Lisboa: Qual é o poder efectivo e decisório que a UPAL tem?

Nuno Caleia: A UPAL faz a sua leitura crítica. Há alguma capacidade de tentar sintetizar e coordenar os diferentes serviços da CML numa decisão e há o elo de ligação com a SGAL. A SGAL em vez de falar com todos os serviços da CML para cada obra, fala connosco e nós temos capacidade de intervir e de uma forma pró-activa devemos conduzir a execução das infra-estruturas ou conduzir o processo.

Viver na Alta de Lisboa: A UPAL então não faz os licenciamentos das obras?

Nuno Caleia: A UPAL faz o licenciamento. Se há necessidade de pareceres de especialidades, vai a outros serviços da CML para parecer de especialidade. Por exemplo, na fiscalização do Parque Oeste nós temos reuniões sistemáticas com os serviços do ambiente. Para mim é fundamental que a CML receba os espaços e os passe a gerir como qualquer outra infra-estrutura da cidade. Portanto, a UPAL nesse aspecto é uma entidade transitória. Não faz sentido eternizar a implementação. É importante por isso que os serviços da CML acompanhem a fiscalização. Houve situações dessas que não ocorreram no passado e deixam-nos numa posição um pouco ingrata que é: O serviço pode ter alguma resistência na recepção da obra porque não foi ouvido e é confrontado com o facto consumado. Essa resistência não pode ser eterna. A cidade precisa de funcionar. Para evitar esse mal-estar é importante que os serviços estejam presentes e nós temos a obrigação de coordenar tudo isso e o dever de levar connosco os serviços da CML mais importantes em cada uma das estruturas.

Ler o resto

domingo, 14 de dezembro de 2008

Coisas de blogger

Há quem não goste do Blogger como plataforma para a criação e edição de blogues.

Os mais sofisticados preferem o Wordpress pela adaptabilidade que proporciona a quem sabe algumas coisinhas de código.

De qualquer forma, o Blogger continua a ser uma plataforma bem simpática para quem quer começar ou se contenta com um formato mais basico.

Nos últimos tempos, desde que passou a fazer parte do império Google, o Blogger adicionou uma quantidade notável de novas aplicações que se podem imbutir nos blogues.

O Tiago esteve a incluir algumas delas no "Viver" . A partir de hoje, a barra aqui do lado já permite ver quando cada link é actualizado e tem uns favicons para melhor identificação de cada um e uma melhor leitura geral.

Outra função recente é a possibilidade de "seguirmos" outros blogs. Se forem ao Dashboard do vosso blogue poderão ver uma lista de leitura onde poderão adicionar os favoritos e depois aceder numa só página aos posts mais recentes.

Se forem a Customize, poderão ainda ver todas as novas as funções e aplicações que o Blogger tem ao vosso dispor. Algumas mais úteis que outras, é certo, mas pode ser que descubram algo interessante.

Ler o resto

sábado, 13 de dezembro de 2008

Vai ou não haver Metro na Alta de Lisboa?

O cidadão Luís Magalhães, morador na Alta de Lisboa e amigo aqui do Viver, enviou-nos por mail um alerta a todos os moradores.

As mais recentes declarações de Joaquim Reis, presidente do ML, podem indiciar um abandono dos planos antigos da passagem da linha vermelha pela Alta de Lisboa.

Citando o Diário Económico:
Sobre o cruzamento da linha Amarela com as linhas Vermelha e Verde no Campo Grande, Joaquim Reis destaca que se “pretende fazer ali um interface das três linhas”.

(imagem não oficial editada)

O que podem os moradores da Alta de Lisboa fazer?
Encolher os ombros e suspirar.
Tentar pressionar os poderes decisórios para que os planos da estação de Metro na Alta e Lisboa sejam cumpridos (independentemente da ligação final da linha vermelha).

O leitor Luís Magalhães escolheu a segunda. Talvez se cada um de nós fizer o mesmo seja mais fácil.



----- Mensagem encaminhada de Luís Magalhães -----
Data: Tue, 02 Dec 2008 12:42:54 +0000
De: Luís Magalhães
Assunto: Fwd: Nova fase de expansão do Metro de Lisboa - Urgente reflexão
Para: gab.presidente@cm-lisboa.pt, gab.manuel.salgado@cm-lisboa.pt, gab.vice.presidente@cm-lisboa.pt, gab.lcc@cm-lisboa.pt, gab.psd@cm-lisboa.pt, gab.cpl@cm-lisboa.pt, gab.pcp@cm-lisboa.pt, aml@cm-lisboa.pt

Ex mas. Senhoras e Ex mos. Senhores autarcas de Lisboa,

Envio a V. Excelências cópia da minha mensagem evidenciando preocupação sobre notícia vinda a público sobre a nova fase de expansão do Metropolitano de Lisboa, enviada para os gabinetes do Ministério das Obras Públicas e da Secretaria de Estado dos Transportes.

Agradeço a vossa atenção, uma vez que sois intervenientes no estudo prévio destas grandes obras.

Atenciosamente
Luís Magalhães

----- Mensagem encaminhada de Luís Magalhães -----
Data: Thu, 27 Nov 2008 23:32:04 +0000
De: Luís Magalhães
Assunto: Nova fase de expansão do Metro de Lisboa - Urgente reflexão
Para: gset@moptc.gov.pt
Para: gmoptc@moptc.gov.pt


Ex ma. Senhora Secretária de Estado dos Transportes,

De acordo com as notícias vindas a público sobre o estudo da nova fase de expansão do Metro de Lisboa, não posso deixar de expressar a minha preocupação com a afirmação do Senhor Presidente do Metropolitano de Lisboa. Passo a transcrever parte da notícia publicada no Diário Económico:

"Sobre o cruzamento da linha Amarela com as linhas Vermelha e Verde no Campo Grande, Joaquim Reis destaca que se "pretende fazer ali um interface das três linhas"."

Se acontecer o que a noticia revela, a nova fase de expansão do Metro deixa de fora o maior bairro de Lisboa, diria mesmo, o maior bairro do país, a Alta de Lisboa. O interface das três linhas de metro no Campo Grande, se for feita com ligação directa da linha vermelha a partir da futura estação do aeroporto da Portela, deixa cair o antigo projecto de estação no eixo central da Alta de Lisboa, tão só a 5ª avenida do eixo principal da capital, e que serviria potencialmente os mais de 30 mil moradores do bairro. Estima-se que entre 2015 e 2020 habitem no bairro mais de 60 mil pessoas e lá trabalhem mais de 9 mil.

A solução pensada agora desmonta também a estratégia de fazer da linha vermelha uma circular limítrofe do concelho, que ligaria às restantes linhas na coroa mais afastada da cidade e proporcionaria uma ligação rápida entre as duas zonas mais populosas da cidade, Alta de Lisboa/Lumiar a Benfica/Colégio Militar.

A solução que aponto não é nova. Há anos que é referida:

- em 2008, no estudo de impacte ambiental do troço da linha vermelha para Campolide;

- em 2006, pela Câmara Municipal de Lisboa, na proposta de revisão do PDM;

- em 2004, na intervenção do Ministro das Obras Públicas, na inauguração da extensão Pontinha-Falagueira do Metropolitano de Lisboa, da qual passo a transcrever parte: "Linha Vermelha será, ainda, a que vai receber maiores ampliações.


Deste modo:

- foram já concluídos os estudos e será brevemente apresentada a candidatura ao Fundo de Coesão para o seu prolongamento entre a Gare do Oriente e o Aeroporto da Portela (os concursos internacionais serão lançados no 4º trimestre deste ano), prevendo-se a conclusão da obra no final de 2007;

- está já em estudo a ligação entre a estação do Lumiar e a futura estação do Aeroporto, que a partir de 2009 irá servir a zona da Alta de Lisboa e estabelecer correspondência com a Linha Amarela e foi já analisada uma possível ligação a Sacavém;

- foram também já dadas instruções ao Metropolitano de Lisboa para estudar as opções de extensão a partir do Lumiar, levando em conta as orientações decorrentes dos estudos de reestruturação do Sistema de Transportes da Área Metropolitana de Lisboa, recentemente realizados.

Deste modo, a Linha Vermelha constituir-se-á numa dupla circular que, com as outras linhas radiais, se constituirá numa verdadeira rede, melhorando significativamente a cobertura da área urbana de Lisboa e a conexão entre as linhas, permitindo percursos mais racionais.";

- em 1998, no Plano de Urbanização do Alto do Lumiar (Quadro n.º 3 da Resolução do Conselho de Ministros n.º 126/98)

Seguem em anexo comprovativos destas referências.

Espero que esta reflexão contribua para uma solução sensata do vosso grupo de trabalho.

Atenciosamente
Luís Magalhães

Ler o resto

Lua mais cheia dos últimos 15 anos

A última vez que os terráqueos a viram assim, 14% mais gorda e 30% mais brilhante, foi em 1993. Hoje a Lua passará, em consequência da órbita elíptica que descreve desde uns anos após o Big Bang, cerca de 30.000 Km mais próxima do nosso Planeta. Antes que perguntem o que tem isto a ver com a Alta, o Viver avança em primeira mão que a Lua passará também a esta distância encurtada aqui pelo bairro.

E já sabem, noites de Lua Cheia são ocasiões especiais, de lobisomens e outros fenómenos insólitos.

Ler o resto