domingo, 14 de setembro de 2008

Parque Oeste - O estado das Palmeiras



Podemos verificar a ausência de 24 das 36 palmeiras que deveriam estar, de boa saúde, a enriquecer o muito querido Parque Oeste. Apenas 12 continuam de pé. Das sobreviventes, algumas apresentam um estado algo desolador, antecipando-se a sua remoção.

Mais uma vez, pergunta-se pela responsabilidade. Em todo o processo.

Por esta altura http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2008/04/isabel-aguirre-autora-do-parque-oeste.html a Arqta. Isabel Aguirre, que projectou o parque, teve a oportunidade de nos informar (a quem esteve presente no CineCidade) que este tipo de árvores se dá bem numa diversidade de climas, nomeadamente em climas de latitudes ainda mais a norte que o de Lisboa.

Estando as árvores projectadas de acordo com o nosso clima, põe-se então a questão de todo o resto do processo da sua implementação: aquisição, controlo do estado da sua saúde, acondicionamento, transporte, armazenamento, implantação, manutenção, etc. E neste processo, há ainda a questão da passagem do equipamento Parque Oeste (de todas e de cada uma das suas componentes) do Promotor Imobiliário para a Câmara, com a respectiva problemática associada. Mas não precisamos de ser conhecedores de nenhuma novela e de todas essas tricas.

Mas precisamos de ter as 36 palmeiras de plena saúde, pelo que se saudará a CML se as implantar e se tiver os respectivos cuidados necessários da sua implantação e manutenção. E deseja-se que venha a acontecer, preferencialmente, sem termos de esperar mais três anos. E que o verbo esperar venha a ser cada vez menos utilizado.

Ler o resto

sábado, 13 de setembro de 2008

Arranjos exteriores na Escola D. José I

Depois de anos de espera, de inúmeros protestos dos moradores, e do atropelamento mortal de uma aluna da Escola D. José I, a CML está finalmente a tratar dos arranjos exteriores da Avenida Carlos Paredes.
O muro da escola vai ser puxado para fora, aumentando a área do recinto, e os passeios, até agora em terra mal batida, vão finalmente ser calcetados, ficando com quatro metros de largura.

Não existe confirmação sobre que solução se irá implementar na avenida como redutor de velocidade e aumento de segurança dos alunos. Uma passadeira sobreelevada? O estreitamento da via para uma faixa de cada lado?

Ler o resto

Parque Oeste, 3 anos depois

(17 de Setembro de 2005)

(13 de Setembro de 2008)

Ler o resto

Não há na CML quem faça mais por isto do que dizer "Eu não me esqueci desse assunto."?

Circular a duas rodas em Lisboa deixou de ser um mito
13.09.2008, Ana Nunes

Estudo de engenheiro civil especialista em Vias de Comunicação e Transportes conclui que os custos são mínimos e imensas as vantagens

A Pode parecer que não, mas Lisboa é uma cidade ciclável para a maioria da população que nela vive, estuda e trabalha, bem como para os dois milhões de turistas que a visitam anualmente. Após 100 dias de bicicleta e 1200 quilómetros percorridos, esta é a conclusão de Paulo Santos, engenheiro civil especializado em Vias de Comunicação e Transportes, que a 1 de Janeiro deste ano iniciou o projecto na capital, no âmbito de uma tese de mestrado.

De Belém ao aeroporto "desfaz-se o mito" de que a bicicleta não serve para meio de transporte. "Mais de metade de toda a área urbana da cidade é praticamente plana e mesmo no Verão, de manhã, pode circular-se com temperaturas na ordem dos 20-22 graus. Do centro histórico ao limite da cidade as distâncias são inferiores a dez quilómetros, a distância considerada de conforto, para a utilização da bicicleta como meio de deslocação", analisa o autor do trabalho académico.

As sete colinas que dão nome à cidade não são problema, mas "apenas uma parte de toda a área urbana da cidade, que no último século cresceu urbanisticamente para além da zona histórica, tendo-se expandido até aos limites do concelho", explica Paulo Santos. No seu entender, estão reunidas as condições para o uso recorrente da bicicleta "em termos de orografia, clima e dimensão da cidade".

Pequeno investimento
Moram cerca de 700 mil pessoas em Lisboa, e que 70 por cento dos fluxos bidireccionais (casa-trabalho-casa) de pessoas se faz na "âncora" da cidade, composta por toda a frente ribeirinha e pelo eixo que vai da Baixa ao Campo Grande. "Com 300 euros compramos uma boa bicicleta de cidade" e, por exemplo, em plano, "qualquer pessoa, mesmo sem forma física de atleta, faz 15 a 20 km/h, sem esforço".

O investigador descreve a sua experiência pessoal: "A subir a Av. da Liberdade faço 10 km/h, mas a descer faço 40-50 km/h, compensando o tempo gasto na subida", relembrando que, nos centros urbanos, a média de circulação de um automóvel é inferior a 20 km/h. "Demorei 30 minutos de Santos ao Saldanha. Da cota dos 5m à cota dos 80m percorri cerca de 5 km. A subir, é verdade. Mas no regresso será sempre a descer". De carro, devido ao trânsito, aos ciclos dos semáforos e ao tempo perdido à procura de estacionamento, Paulo Santos diz que demora praticamente o mesmo.

Vantagens e desvantagens
Saúde física, mental e económica é a vantagen deste exercício diário que "faz descer vertiginosamente" os níveis de stress, ansiedade e irritação. A experiência valeu ainda a Paulo Santos seis quilos perdidos e a poupança de 300 euros em gastos com o automóvel e transportes públicos. Para a sociedade, "reduz o tráfego automóvel e a área ocupada pelos veículos é devolvida aos cidadãos" que vêem as relações sociais promovidas assim como a relação com a cidade, explica. "Para o ambiente, zero emissões de carbono, zero ruído", acrescenta ainda. Esta não é, porém, a solução para os problemas de mobilidade e poluição nas cidades "que envolve muito mais do que bicicletas", destaca.

Como desvantagens enumera "questões relacionadas com a segurança do ciclista e da bicicleta" pelo facto de "não existirem corredores próprios para ciclistas ou estacionamentos". Porém, o investigador ressalva que, após 1200 quilómetros misturado com o tráfego automóvel da cidade, "não houve qualquer situação de acidente ou incidente a relatar". Conclusões com que se congratula José Caetano, presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, afirmando que "são conclusões que a federação vem reafirmando desde há 15 anos, uma realidade que já está construída, mas agora reafirmada por um engenheiro, o que aumenta a sua validade".

Criação de corredores
"Lisboa tem características únicas e excepcionais" para a criação de corredores de circulação em termos de "património arquitectónico, bairros históricos e frente ribeirinha". O investigador explica que "a criação de corredores para bicicletas nas principais ruas e avenidas, na maioria dos casos se resolve com uma pintura no pavimento com 1,5 metros de largura e alguns sinais verticais, medidas complementadas com ligeiras modificações no Código da Estrada". O engenheiro defende em alguns casos a partilha dos corredores com as faixas Bus, "há semelhança do que se faz noutras cidades europeias".

Facilmente se poderia criar um eixo desde a Baixa até ao Campo Grande, sem implicar grandes obras, considera. Na Fontes Pereira de Melo "basta roubar 35 centímetros a cada uma das vias para ganhar espaço suficiente para a ciclovia", remata.

"É cada vez mais fácil ver uma bicicleta amarrada a um qualquer poste ou árvore da cidade. E passam por mim, todos os dias, vários ciclistas", revela Paulo Santos, que acredita no crescimento desta tendência desde Março. As causas apontadas pelo engenheiro para o acréscimo passam pela coincidência com um período de aumento do preço dos combustíveis, de melhoria do clima com a chegada da Primavera, e ainda o facto de metade da população portuguesa ter atingido excesso de peso, a par da comunicação social que começou a promover a utilização deste veículo". Para o investigador são as mulheres a dar o exemplo, pois "cada vez mais adoptam a bicicleta".

Em Julho, a Câmara de Lisboa aprovou um estudo para a criação de um sistema de bicicletas de uso partilhado (ver outro texto), com cerca de 2500 veículos distribuídos por 250 postos na cidade, sistema que será muito semelhante aos que existem em Paris ou Barcelona.
Para o investigador, "os negócios directa e indirectamente relacionados com bicicletas são um dos mais lucrativos e em maior crescimento em diversos países".

Paulo Santos elaborou o estudo após 1200 km a pedalar por Lisboa, sem registar qualquer acidente.


Aveiro e Ovar são bons exemplos a seguir


Em Portugal, cidades como Aveiro e Ovar são "excelentes exemplos" da utilização da bicicleta como meio de transporte e onde "esta utilização está praticamente institucionalizada".

No estrangeiro, Paulo Santos garante que a cidade de Turku, na Finlândia, assenta em grandes diferenças em termos de política de mobilidade. "Neste momento, a prioridade já não é construírem-se auto-estradas ou vias rápidas, mas sim o inverso: converter vias rápidas (80 km/h), nas proximidades das populações, em arruamentos urbanos (40-50 km/h), forçando os automobilistas a deslocarem-me mais devagar, ou a procurarem alternativas ao automóvel, como a bicicleta. E não há a desculpa do clima. Por lá, as temperaturas variam de -20º no Inverno a 30º no Verão. E toda a gente anda de bicicleta".

Uso partilhado
A promoção institucional do uso da bicicleta ainda não existe, mas há uma proposta para o seu uso partilhado em Lisboa. Segundo a previsão do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o serviço deverá ser instalado em Junho do próximo ano. António Costa já disse que esta era "uma medida importante para estimular o uso da bicicleta e a mobilidade sustentável". Porém, o vereador comunista Ruben de Carvalho temia "problemas de segurança" decorrentes de uma utilização maciça e não controlada daquele meio de transporte. "Dada a forma como está o espaço público, andar de bicicleta vai ser uma aventura", argumentou o vereador, comentando o lançamento da proposta.

Para Paulo Santos, este é um projecto viável que pode vir a ser aplicado com sucesso. "Será sem dúvida um dos maiores contributos para a democratização e estímulo da utilização da bicicleta como meio de transporte na cidade, se for implementado."

O engenheiro mostra-se, porém, descrente na hipótese, afirmando que "uma promessa política não passa disso mesmo, e há 15 anos que se fala nestas matérias". De acordo com o investigador, "têm de ser os cidadãos a mostrar aos responsáveis que querem usar a sua bicicleta, pressionando assim a fazer o contrário daquilo a que estão habituados: investir nas pessoas e na cidade, não nos automóveis".

Transporte público vai abrindo a porta
13.09.2008"Os transportes públicos começaram agora a dar os primeiros passos" na promoção do transporte de bicicletas no seu interior. Desde o ano passado que é possível, ao final do dia, regressar a casa com a bicicleta no metro, sem pagar mais por isso e o mesmo se passa na CP, Fertagus , Transtejo e Soflusa. "Mas ainda há muito a fazer", desabafa Paulo Santos, explicando que seria "um excelente estímulo à promoção da bicicleta se o metropolitano permitisse a utilização de bicicletas nas suas carruagens também no período da manhã".

Também desde 2006 que a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta promove o Prémio Nacional "Mobilidade em Bicicleta" que visa reconhecer publicamente o contributo de entidades e pessoas individuais que tenham promovido a utilização da bicicleta nas suas múltiplas vertentes. A terceira edição terá lugar já no próximo dia 18.

Ler o resto

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Moradores de Santa Cruz de Benfica pedem investigação por parte da PGR

A comissão de moradores do bairro de Santa Cruz de Benfica suspeita de ligações entre funcionários de topo da Estradas de Portugal e empresas que efectuam estudos nas áreas do ambiente e arqueologia.

Os moradores da zona de Santa de Cruz de Benfica sentem-se gravemente prejudicados pela construção de um troço da CRIL numa discussão que já se arrasta há algum tempo.

A notícia pode ser lida no Correio da Manhã e no Sol.

Ler o resto

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Novidades na CML

Ler o resto

Passatempos

Dois jovens a jogar às damas na Rua Melo Antunes.

Ler o resto

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Lagos do Parque Oeste

Há por aí algum especialista em biologia que nos possa dizer se este lago do Parque Oeste está saudável? Se estas algas todas são normais e indicadoras de um ecossistema equilibrado?

Ler o resto

Parque Sul, onde era Calvanas

Avançam a grande velocidade os trabalhos de terraplanagem no ex-Bairro de Calvanas, onde irá ser criado de raiz mais um espaço verde na Alta de Lisboa. O Parque Sul, projectado pela Arqª Isabel Aguirre de Urcola - autora do Parque Oeste - terá duas faixas que ladearão o Eixo Central. Na faixa Este, junto ao aeroporto, serão construídos dois campos de rugby. Na faixa Oeste pensou-se num miradouro, provavelmente para os amantes dos aviões, muitos caminhos pedonais, um café/restaurante e um local para espectáculos com capacidade para 450 pessoas.

O Parque Sul ficará ligado à Quinta das Conchas, aumentando ainda mais a área de espaços verdes para usufruto da população.

Ler o resto

sábado, 6 de setembro de 2008

Comércio local e grande distribuição

Lá mais abaixo, num comentário, alguém fez referência ao comércio local e à importância que tem na criação de vida nas ruas.

Hoje, depois de ter visto um frango em decomposição à venda no Continente do LouresShopping*, optei por seguir a recomendação dessa visitante e fui ao talho aqui da rua. Não só o atendimento foi despachado e atencioso, como o galináceo era maior, com bom aspecto e, importante nos tempos que correm, custou três euros, menos do que o pedido no hipermercado por um espécimen raquítico e esverdeado.

A Av. Helena Vaz da Silva é o exemplo que eu desejo ver pelo resto da Alta em termos de consolidação da zona e criação de um vivência saudável. Apesar daquele cruzamento parvo e das passadeiras que não param quietas...

Tudo irá mudar um dia com a construção do tal shopping mas, por agora, o comércio local recomenda-se.



* Tive pena de não ter a máquina à mão. Falámos com a senhora responsável pela área que ficou da cor do frango e jurou que o ia mandar para análise - como se isso significasse alguma coisa.

Não é a primeira nem a segunda vez que vejo alimentos impróprios para consumo à venda em hipermercados. Morangos com bolor, fruta podre, carne verde...enfim. Sinceramente, gostava de ver a ASAE nas grandes superfícies. Por uma questão de igualdade de tratamento e porque o efeito de más condições de higiene e conservação alimentar nos hípers é incomparavelmente mais grave do que na mercearia de bairro. Tem tudo a ver com a dimensão da coisa.

Ler o resto

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Parque Oeste - Uma realidade dinâmica

Seguindo o mote do post anterior, ora cá está o futuro lago do Parque Oeste aos poucos a ganhar forma. Com a construção do lago consolida-se o parque Oeste que assim se estende até ao Eixo Norte Sul.

O Parque Oeste é integrado no espaço envolvente pelo passeio pedonal já parcialmente construído e pela passagem superior em construção que irá permitir passear até à pista de atletismo.

As duas fotos de cima foram tiradas em 31 de Agosto e a terceira em 31 de Julho e tentam ilustrar a dinâmica dos trabalhos que avançam a bom ritmo.

Não podendo falar pelos demais, confesso que estou curioso por ver a conclusão destas obras para podermos disfrutar de mais aquele espaço.

Ler o resto

Eixo Central começa a parecer-se

Ora cá está o Eixo Central aos poucos a ganhar forma, com os limites dos arruamentos para automóveis a serem já desenhados com murinhos de cimento. O Eixo Central será construído em três tramos, que atravessarão a Alta de Lisboa ligando o Eixo Norte-Sul à 2ª circular. Será essencial para a fluidez e escoamento de trânsito do bairro. O mobiliário urbano de todo esta avenida foi desenhado pelo falecido designer Daciano Costa.

Mais larga que a Avenida da Liberdade, o Eixo Central terá ao meio um largo passeio cheio de árvores. Daqui a quantos anos poderemos passear sob a sombra das suas copas?

Ler o resto

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Em Roma, sê romano.

Do nosso leitor e amigo Rui Sousa, chega-nos uma fotografia linda tirada a 24 de Agosto, bem a propósito do post da fina linha amarela.

(Av. Helena Vieira da Silva, mesmo em frente ao Pingo Doce. 24/8/2008)

Ler o resto

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Centro de Artes de Sines

O edifício surge assim de repente, no fim da malha antiga de Sines, ali ao fundo, como um portal para a parte nova. Ou como um portal para a parte velha, conforme cheguem de um lado ou de outro.

O Centro de Artes de Sines foi desenhado no Atelier Aires Mateus, que viu recentemente um projecto, já aprovado por despacho, ser chumbado pelos vereadores eleitos da CML.



Estão abertas ao público duas exposições que valem a visita. Uma de fotografia de Luís Campos, chamada "Transurbana", com retratos nos subúrbios de Lisboa.

Imagens desoladas, num trabalho de 1994.

E outra, "A Multiplicidade do Vértice", uma mostra de gravuras e ilustrações de Pablo Picasso.




Esta chama-se "Degas sonhando".

Isto podia estar a acontecer na Alta de Lisboa. Existe um projecto de um Centro Cultural (com dois auditórios, desconheço se tem sala de exposições), com selo do Atelier do Siza Vieira, mas que ficou na gaveta porque o PUAL não prevê uma área de equipamentos culturais tão grande. No espaço proposto por Siza Vieira está prevista no PUAL uma central telefónica. Acontece que o PUAL já tem alguma idade e a tecnologia evoluiu desde aí. As centrais telefónicas da altura eram edifícios com área considerável que agora ocupam um chip que cabe na palma de uma mão. Mas na realidade não vamos ter nem uma coisa nem outra. A Central Telefónica porque é obsoleta e já ninguém as constroi assim, e o Centro Cultural porque o PUAL prevê uma Central Telefónica.

Era bom saber que opinião sobre este assunto têm os Vereadores da CML, tal como as forças políticas aqui do Lumiar, não era?

Ler o resto

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Passagem Pedonal de Alcantara Desmantelada

Eu ainda me lembro de como esta passagem pedonal foi apresentada como uma maravilha da técnica e a melhor coisa que apareceu em Lisboa desde os pastéis de Belém. Agora é feia e já não gostamos dela.

Quem é que aprovou e mandou construir isto? Recordam-se?

Ler o resto

domingo, 24 de agosto de 2008

Calvanas

A parte oriental deste bairro já está praticamente demolida:

24Agosto2008-57

24Agosto2008-56

24Agosto2008-53

Restam apenas algumas casas na parte ocidental:

24Agosto2008-62



Estes "spotters" mereciam um lugar adequado para a observação dos aviões. O plano de urbanização da Alta de Lisboa deveria incluir um local adequado a esta actividade...

24Agosto2008-64

Ler o resto

Inquérito ao atropelamento


O inquérito arrasa tudo e todos. Mas estarão prevenidos riscos futuros idênticos? A pintura de uma passadeira e a colocação de um semáforo tornará mais seguro o atravessamento pedonal na Azinhaga da Musgueira, em frente à D. José I, mas será suficiente para corrigir uma diagnosticada incapacidade de coordenar, fiscalizar, gerir e até de escrever relatórios de forma inteligível?



Inquérito aponta para descoordenação na CML no caso de atropelamento mortal
24.08.2008, Sofia Rodrigues

Investigação interna não poupa críticas ao desempenho dos serviços municipais e da Sociedade Gestora da Alta de Lisboa na sequência de um acidente em frente a uma escola


Houve falta de coordenação e de comunicação entre serviços da Câmara Municipal de Lisboa (CML) e a sociedade privada gestora da Alta de Lisboa na intervenção ao nível da segurança rodoviária junto a uma escola onde se verificou o atropelamento mortal de uma aluna, no passado mês de Junho. Esta é a principal conclusão de um inquérito interno da CML, ao qual o PÚBLICO teve acesso, e que foi aberto para apurar eventuais falhas do município no acidente junto à Escola EB 2-3 D. José I, no Alto do Lumiar.

O relatório conclui que "não existem indícios de infracção disciplinar na actuação dos serviços e funcionários", mas não poupa críticas ao desempenho dos serviços da CML e da Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL), promotora imobiliária privada que é a entidade responsável pelo empreendimento e infra-estruturas daquela zona da capital, à luz de um contrato celebrado com a autarquia.

Num extenso dossier de mais de 100 páginas, o instrutor conclui que houve "faltas de coordenação e de comunicação entre os serviços municipais e entre os serviços e a SGAL".
Segundo o mesmo relatório, os departamentos em causa funcionaram como se fossem ilhas: "Cada serviço agia, apenas, de acordo com a sua óptica do problema, considerando que os aspectos que diziam respeito ao serviço do lado lhes era alheio", lê-se no documento que indica também algum desconhecimento da realidade.

O Departamento de Segurança Rodoviária e Tráfego da CML, por exemplo, "não conhecia o projecto pormenorizado das vias para a área envolvente da Escola D. José I". E a Unidade de Projecto do Alto do Lumiar (UPAL) - serviço da CML com objectivo de assegurar a gestão e a reconversão urbanística da zona - "não conhecia a calendarização da abertura do lado sul da avenida" onde se situa a escola (em obras antes do acidente) e que alterou as condições de circulação no local.

Foi também apurado que "a generalidade das infra-estruturas do Alto do Lumiar não estão a ser recebidas pela câmara municipal, apesar de estarem em funcionamento", o que leva a uma "indefinição jurídica" sobre quem é responsável pela sua manutenção.

Os resultados do inquérito denotam também "falta de funcionários em quantidade ou qualificação suficientes para assegurarem algumas funções importantes." No Departamento de Segurança Rodoviária e Tráfego, por exemplo, o técnico responsável pelo Lumiar e outras zonas próximas declarou ser um aprendiz e "nunca ter exercido" as funções.

A comunicação por parte dos serviços também é criticada: "Na generalidade, é pouco clara e, frequentemente, não indicativa do que se pretende".

Por último, o relatório conclui que a intervenção da UPAL é "essencialmente gestionária". O director desta unidade reconhece no inquérito que o acompanhamento à urbanização do Alto do Lumiar é feito numa "perspectiva de gestão e não de fiscalização, que seria impossível".

Perante este relatório, o presidente da CML, António Costa, determinou que fossem executadas as obras propostas pelo autor do inquérito para melhorar a segurança rodoviária na zona envolvente da escola. Em despacho, de 22 de Julho, Costa determina que as intervenções devem estar concluídas até ao início deste ano lectivo, e avisa que "não devem ser adiadas por dúvidas quanto ao âmbito da responsabilidade entre município, SGAL e Estado". As obras recomendadas estão em andamento, segundo a assessoria de imprensa da CML. A SGAL, contactada pelo PÚBLICO, não se quis pronunciar sobre o relatório.


Escola pediu "encarecidamente" uma passadeira
24.08.2008

Em meados de Abril, cerca de dois meses antes do acidente mortal de uma aluna de 15 anos, o director da escola EB 2-3 D. José I enviou uma carta aos serviços da Câmara Municipal de Lisboa a "pedir encarecidamente" a colocação de uma passadeira em frente ao estabelecimento.

O alerta consta do relatório do inquérito interno da CML que apurou ter havido outras chamadas de atenção para os riscos que os peões corriam no troço junto à escola, nos seis meses que antecederam o atropelamento. Aliás, segundo o relatório, o troço da avenida Carlos Paredes, onde se situa a escola, "é perigosíssima".

Na carta dirigida ao director municipal de Segurança Rodoviária e Tráfego, o responsável da escola indigna-se com a falta de acessos para os alunos e queixa-se do problema se arrastar "há quatro anos sem resolução".

Foram trocados dezenas de ofícios entre os vários serviços da CML sobre a melhoria da sinalização e das condições de acesso dos alunos à escola, mas nenhuma das diligências resultou em acções concretas no terreno. Até chegou a ser marcada uma reunião entre a UPAL e o Departamento de Segurança Rodoviária da CML para tentar resolver este problema, mas o encontro já se veio a realizar após o acidente.

Existe uma passadeira a 25-30 metros da escola, mas é pouco utilizada pelos alunos, que preferem atravessar em linha recta. Uma das hipóteses mais discutidas entre os serviços foi a colocação de outra passadeira mesmo em frente à escola, mas concluiu-se que era inviável, por ser impossível instalar um gradeamento, já que o portão do estabelecimento de ensino é utilizado por peões e por automóveis. Agora, é parte da solução que vai ser adoptada por ordem do presidente da CML, António Costa.

O presidente determinou ainda que seja estudada a colocação de uma passadeira onde haja melhor visibilidade e protegida por semáforos, tal como recomendava o relatório.

Ler o resto

domingo, 17 de agosto de 2008

Pedro Ornelas (1960 - 2008)


Que merda de notícia, amigo. Tantas saudades nos deixas, tanta tristeza por todas as coisas que ficaram por dizer e por fazer. Desculpa não saber escolher agora as melhores palavras, mas estas coisas custam. Um grande, grande abraço. Até sempre.

Ler o resto

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A thin yellow line

Isto com férias e outras coisas, uma pessoa vai-se esquecendo de dar algumas boas novas. Lembram-se da Av. Helena Vieira da Silva, ali já perto da Quinta do Lambert, que mesmo em frente ao Pingo Doce passava de três faixas para uma por estacionamento abusivo? Parece que já não, com a linha amarela pintada junto ao separador central e alguma vigilância persuaviva dos agentes de trânsito alocados na Superesquadra.

Ler o resto

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Oferta e procura?

(Periferia de Burgos - Julho de 2007)

(Periferia de Burgos - Agosto de 2008)

Apesar dos 13 meses de distância, as fotografias parecem ter sido tiradas no mesmo dia.

De um ano para o outro o cenário pouco mudou: algumas janelas mostram vida no apartamento, mas a maior parte continua por estrear. Apesar desta evidente estagnação do mercado imobiliário, Espanha - como Portugal - continua esquecer-se dos mais elementares princípios de sustentabilidade económica e da relação entre oferta e procura, continuando a construir com alegria edifícios de habitação na periferia das cidades.

Para quem? Quanto vale um produto que não tem procura? Quanto valem agora as casas que outrora obrigaram os compradores a um endividamento de décadas?

Ler o resto

terça-feira, 12 de agosto de 2008

A propósito da ocupação do espaço público

Há uns tempos levantaram-se vozes contra a ocupação de espaços públicos por empresas.

Agora, esta notícia do Expresso, dá conta das normas de segurança impostas pela presença da embaixada de Israel que transformaram uma rua do centro de Lisboa num check-point.

Pergunta óbvia: e mudarem a embaixada para um bunk...er...vivenda, longe de zonas residenciais?

Ler o resto

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Silly Season

O DN escreve isto aqui:

"A 17ª esquadra da PSP, situada na Avenida João Crisóstomo, na zona do Campo Pequeno, em Lisboa, terminou ontem as suas funções naquele local. (...) O efectivo de 42 elementos que ali exerce funções vai ser dividido e passa a trabalhar na 21ª esquadra de Campolide e na 31ª esquadra do Rego, soube o DN junto de fonte policial.
Posteriormente, quando estiverem concluídas as novas instalações na Alta de Lisboa - junto à Divisão de Trânsito, que foi inaugurada pelo ministro da Administração Interna, no dia 22 de Julho -, a maioria do efectivo passará para lá, referiu a mesma fonte, afirmando desconhecer a data em que isso irá suceder."


Quando estiverem prontas? Então elas não estiveram prontas uma série de meses à espera que a PSP decidisse o que fazer com elas?

Ou será que eram apenas as instalações arquitectónicas (espaços, áreas, infraestruturas) que estavam prontas e o que falta é o mobiliário, as cadeiras, os armários, os cadeados da armaria? Mas, segundo o jornal, já há uns meses que a PSP tinha sido avisada da cessação do contrato de aluguer... já sabia que ia "sobrar" uma esquadra... não houve tempo para tratar do assunto, tanto que foi já há uns anos que foram igualmente informados - e consultados - que novas instalações iriam ser construídas na Alta? Não se trocaram cartas em Janeiro entre o Director-Geral e o Presidente da Câmara?

Entretanto lá continua a velhinha esquadra da Musgueira a tentar apagar todos os fogos com o seu carrito diariamente levado à oficina e as motitas defuntas por falta de peças paradas à porta.

É mesmo aquela altura do ano.

Ler o resto

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Qualidade de vida

Estão aí os dias longos e os finais de tarde quentes convidativos a sair de casa.

Se durante o fim-de-semana a praia é o destino mais evidente, durante a semana em que a hora de saída do escritório não o permite, porque não sair de casa e ir usufruir dos espaços verdes aqui tão perto.

Fica o desafio para pegar na bicicleta e ir dar aquele passeio faz muito adiado, seja pelo Jardim das Conchas, pelo Jardim dos Lilazes, ou pelo Parque Oeste aproveitando para percorrer o passeio pedonal (na foto).

Seja de bicicleta ou a pé, com as crianças, amigos ou vizinhos seguramente será um fim de tarde muito bem passado.

Ler o resto

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Fazer o caminho ... caminhando


Escrevo apenas para partilhar estas duas fotos que ilustram bem a dinâmica da Alta de Lisboa.


A dinâmica de uma cidade a crescer a ganhar forma.

As fotos foram tiradas perto acesso ao Eixo Norte Sul.
Num futuro próximo espera-se que venha a existir uma passagem superior a ligar os dois lados do jardim.




Ler o resto

Onde as rosas, senhora?

dois meses, num acidente que tanto teve de estúpido como de evitável preventivamente, perdeu a vida uma criança frente à escola D. José I.
Então? Já há conclusões, está-se à espera da abertura do novo ano lectivo ou chegam as passadeiras pintadas e as micro-lombas longe da escola?

Ler o resto

domingo, 3 de agosto de 2008

Favela Hi-Tech

Faz parte de um dossier do Estadão sobre as Megacidades, na altura em que imagens de satélite comprovam que as áreas urbanas de São Paulo e Campinas se uniram formando a maior mancha urbana do hemisfério sul.

Um dos artigos, sobre o Rio de Janeiro, aborda a influência das novas tecnologias de informação na cultura e modo de vida das favelas.

Ler o resto

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Salas mortuárias abrem guerra entre Sá Fernandes e padre da Charneca do Lumiar

A pedido do Tiago, ausente de férias numa ilha do pacífico, aqui fica a chamada de atenção para a diferença de opiniões entre o pároco da Charneca do Lumiar e o vereador Sá Fernandes da CML.

O conflito tem a ver com a construção de duas salas mortuárias em terrenos municipais. A Igreja Católica pretende que existam símbolos católicos nas salas e o vereador diz que os espaços terão de estar abertos a qualquer culto e por isso despidos de simbologia, seja ela qual for.


Ler o resto

quinta-feira, 31 de julho de 2008

A Oeste nada de n0v0

Há duas semanas, o Pedro Veiga deu aqui novas das obras que decorriam na Azinhaga de S. Gonçalo, mais conhecida pelo FUNIL desde que passou a escoar o trânsito com destino e proveniência da saída da Norte-Sul. Malhas que a falta de planeamento (ou vontade de planear) da CML tece...


Como é bem visível, o cartaz anunciava o dia 28 de Julho como terminal da interrupção.

O que não referia era o motivo das mesmas. "Para a execução do alargamento e implantação de um novo piso", pensava eu e deverão ter pensado todos aqueles obrigados a uma volta ao bairro para substituir o trajecto de 40 metros entretanto obstruído.

Engano, puro engano.

Aqui publicamos as fotos do antes e depois para possibilitar aos nossos leitores uns minutos de entretém num exercício do tipo "descubra as diferenças":

ANTES (Pedro Veiga)

DEPOIS (Hoje)


Resta-nos esperar, resignados, pela próxima interrupção (que seja antes do começo das aulas!) e pela resposta a este enorme PORQUÊ (porque é que não se fez a obra de uma só vez, porque é que a colocação de um ramal de esgoto leva duas semanas), a qual, como de costume, nunca chegará.

Ler o resto

terça-feira, 29 de julho de 2008

Imobiliário em crise?

Crise no imobiliário? Depende de quem faz - ou comenta - a notícia.

E a notícia da SIC há bocado era a de que os bancos estão a apertar as malhas do crédito, reduzindo o valor dos apartamentos avaliados. Resposta pronta do presidente da APEMI (associação de mediadores imobiliários): "Os bancos não podem lutar contra o mercado e vão perder a guerra. O mercado é mais forte do que eles e, se não querem perder o negócio, vão ter e aceitar os preços do mercado". Famous last words?


A questão da veracidade dos valores imobiliários dos apartamentos novos é antiga em Portugal e eu nunca conheci quem a soubesse resolver em definitivo. Existem dois pratos nesta balança: a do efectivo valor (que será o somatório do preço de construção e da qualidade da mesma face a critérios objectivos, por exemplo em comparação com o cumprimento dos regulamentos técnicos e o desvio em relação às áreas mínimas regulamentares arquitectónicas, com critérios de gosto como a localização, o tipo de acabamentos, a imagem arquitectónica) e a do afectivo valor (que ultrapassa esses valores e que tem a ver com o valor máximo que as pessoas estão dispostas a dar pelo bem, independentemente do seu custo).



Ora até à crise do mercado americano, a todos interessava apenas o valor afectivo dos apartamentos: aos vendedores dos terrenos porque lhes garantia um maior valor pelos mesmos; às autarquias porque lhes possibilitava aumentar os valores das taxas municipais; aos promotores porque lhes aumentava a margem de comercialização; ao Estado porque lhe permitia aumentar igualmente as receitas; aos bancos porque lhes aumentava consideravelmente o valor de negócios e os consequentes lucros... e até aos compradores porque a evolução especulativa dos preços lhes permitia obter, ao fim de poucos anos, mais-valias que lhes pagariam a troca por um apartamento maior.


É claro que, estando o crédito mal-parado a aumentar e o mercado de venda a estagnar (porque a população não aumenta e se continuou a construir como se tivéssemos um aumento da população citadina igual ao da China e porque, principalmente, se estancou há uns anos o crédito jovem, origem de todo o ciclo evolutivo de troca de casa que sustentava o mercado), os bancos resolveram moderar-se no seu ímpeto porque, ao contrário do que o senhor apemi quis fazer crer, sabem muito bem como se faz negócio.


Temos assim um mercado a começar a retornar a preços mais consentâneos com a realidade do construído - o que poderá proporcionar uma oportunidade aos investidores que queiram constituir um portfolio de fogos para arrendamento (faltará depois resolver o problema da expulsão dos inquilinos incumpridores mas isso é outra história).


Corre-se apenas um risco - a que eu pessoalmente gostaria de assistir - o da maioria dos endividados se aperceber que devem mais ao banco do que o que o seu apartamento alguma vez poderá valer e que será financeiramente mais atractivo devolvê-lo à entidade emprestadora e passar à condição de inquilinos num outro fogo.


Ora aí está o que seria um verdadeiro imposto Robin Hood - finalmente os ricos, exploradores da classe média, a terem o castigo que merecem.

Ler o resto

segunda-feira, 28 de julho de 2008

O gueto - mais visões sobre reabilitação e integração social

E um texto algo longo mas bem escrito e estruturado. Mais um modo de ver estes temas da integração e dos bairros sociais. Está no Deictico, um blogue normalmente mais virado para o marketing e a publicidade mas que não foge a outros assuntos.

Ler o resto