
25 de Junho de 2005
17 de Setembro de 2005
sábado, 17 de setembro de 2005
Mata da Quinta das Conchas aberta ao público

A inauguração oficial será este fim de semana, mas já se pode dar um passeio por grande parte da mata da Quintas das Conchas. Falta ainda restaurar a antiga casa do guarda, obra que levará um pouco mais a ser concluída.

A Quinta dos Lilazes, contígua à Quinta das Conchas, é a última área deste grande espaço verde, o segundo maior de Lisboa, e ficará concluída em Fevereiro de 2006.
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Tiago
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quarta-feira, 14 de setembro de 2005
Nova limpeza da Alameda da Música

A iniciativa visa melhorar as condições de habitabilidade do espaço envolvente, mas carrega também um carácter simbólico, mostrando às entidades competentes (SGAL, CML, JF e UPAL) o interesse que os moradores têm em que o bairro cresça, seja um espaço para todos, saudável, e livre das suas incompetências administrativas. Para isso, é importante que todos, mesmo que não sejam moradores do Condomínio da Torre, se juntem à iniciativa. Futuramente novas iniciativas do género, noutros locais da Alta de Lisboa, poderão surgir e será desejável solidariedade e empenho de todos. Mesmo que não seja para lá estar mais do que um quarto de hora, apareçam. É importante. Uma pessoa faz muita diferença.
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terça-feira, 13 de setembro de 2005
Descruzar os braços
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sexta-feira, 9 de setembro de 2005
in PÚBLICO - Local Lisboa, dia 9 de Setembro de 2005
João Pedro Henriques
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quinta-feira, 8 de setembro de 2005
Novas árvores plantadas na rua 3

Na rua 3, entre o Condomínio da Torre e o futuro Parque Oeste, foram ontem plantas as árvores que estavam previstas. Corrijam-me se estiver errado, mas parecem-me exemplares de Liquidambar styraciflua.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2005
A SGAL actualizou o site!
Devo dizer que não tive pessoalmente até agora qualquer razão de queixa da SGAL no processo da aquisição da minha casa. Pelo contrário, sempre se mostraram extremamente disponíveis e compreensivos perante alguns imprevistos de última hora que surgiram.
No entanto, no que tenho observado da relação da SGAL com os actuais moradores da Alta de Lisboa na resolução de problemas que surgiram durante a vivência na nova casa, e na satisfação das expectativas dos promitentes compradores quanto à assinatura das escrituras, as críticas têm sido muitas. Um pormenor sintomático da ausência de relação com o exterior era o único email disponível no site anterior estar inactivo, regressando à proveniência todos os emails para lá enviados.
As críticas que várias pessoas e blogs lhes fizeram foram duras, mas justas. Nunca procurámos degradar as relações, denegrir o projecto ou a empresa. Mas é necessário, para que o projecto possa realmente tomar forma e ser atractivo, que a comunicação entre pessoas e entidades envolvidas na Alta de Lisboa seja o mais franca, civilizada e honesta possível.
Há coisas na Alta de Lisboa que me seduzem intensamente, outras que me deixam apreensivo, mas só com vontade de todos, sem costas voltadas e cara feia, podemos melhorar a qualidade de vida de todos, os que foram realojados, os que vieram para cá morar, os que trabalham em empresas relacionadas com a construção e manutenção da Alta de Lisboa e que certamente não gostam de voltar ao fim do dia para casa com a sensação que o resultado do seu trabalho não está a ser apreciado.
Não depende apenas da SGAL, da CML e da UPAL o sucesso do projecto. Depende, muito, também dos moradores. Iniciativas como a limpeza da Alameda da Música são necessariamente simbólicas, não sendo exigível que sejam os próprios moradores, uma ínfima parte deles, que generosamente se ocupe dessa manutenção. Mas iniciativas destas têm um valor inestimável porque mostram que há interesse de humanizar as ruas, a vida das pessoas. No entanto, cabe às entidade criadas para esse efeito assegurar a manutenção dos espaços públicos.
Apesar do Verão tumultuoso que foi vivido na Alta de Lisboa, na crescente sensação de insegurança que os moradores têm vindo a sentir, é necessário ter coragem, ter esperança e querer qualidade de vida. E, em pequenas coisas como sair à rua para tomar um café, ir ao minimercado mais próximo, passear pela rua, sentir o bairro, se desvanece o medo, se esbate a diferença. Não é tudo, não chega, e há outros problemas mais profundos que necessitam intervenção séria, mas ajuda no dia-a-dia.
A renovação do site da SGAL é uma face visível da mudança de atitude do principal promotor da Alta de Lisboa. Tenhamos esperança que não seja uma mudança apenas superficial, de fachada, mas também uma mudança de atitude perante as pessoas que vivem na Alta de Lisboa.
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terça-feira, 6 de setembro de 2005
in Expresso de 3 de Setembro de 2005
Despesas Ilegais em Lisboa
E como pior que duas más notícias, só três más notícias:
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20:26
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A limpeza da Alameda da Música
O morador Luís Lucena, um dos dinamizadores da iniciativa, enviou-nos (a mim e ao Rodrigo) este email a dar conta das suas impressões acerca do ano de vida que já passou na nova casa:
A LIMPEZA DA ALAMEDA DA MÚSICA
INTRODUÇÃO
Começo por dizer que, apesar do que escrevo nas linhas seguintes, as melhores soluções para os nossos problemas deverão sempre contar com a colaboração das entidades que devemos respeitar - enquanto entidades com responsabilidades directas objectivas - nomeadamente, CML/UPAL, SGAL, Administrações dos Condomínios, bem como com outras entidades como a Junta de Freguesia, a PSP, Polícia Municipal, etc... por muitas ineficiências que constatemos no dia a dia.
O QUE FOI FEITO
FILOSOFIA DE ACÇÃO
Felizmente que no Condomínio da Torre 15.5 ocorreu um fenómeno de um certo sentido de solidariedade e de espírito de grupo por parte de alguns vizinhos. Fui candidato (já por duas vezes; e perdi em ambas as ocasiões) à Administração do Condomínio. Tendo criado alguns anti-corpos (...), também fiz muitas amizades. A verdade é que acabo por estar um pouco no meio de algumas coisas. O que não faço é pedir desculpa por existir, por defender o que é meu/nosso ou por tomar a iniciativa de algumas acções, que muitas vezes são acompanhadas por alguns vizinhos. Não se entenda qualquer vedetismo por esta postura; mas não recuso o protagonismo. Também não acredito em "população de anónimos"; na minha visão, as pessoas têm nome (contrasta com "a-nónimo", negação de nome), devem preservá-lo e o que fazem devem procurar fazer bem, respeitando o próximo e assumindo essa feitura e as suas consequências.
O objectivo é fazer e fazer bem.
Complementa (e contrasta com) o não fazer e o fazer mal (não é preciso especificar novamente, pois não?).
É concreto (isto é, materializa soluções), moralizador (isto é, quanto mais nos batem e nos tratam mal - CML, SGAL, Administração do Condomínio -, mais é preciso fazer para tapar os buracos por eles criados) e envolvente (agrupa pessoas com visões semelhantes sobre boa vizinhança e sobre qualidade de vida urbana).
FUTURO PRÓXIMO
Vamos voltar à Alameda da Música e faremos uma "varridela" até à Estrada da Torre. Desta vez foi só o "segmento" entre o 15.5 e o 15.4. Estou certo que será ainda com mais participantes. A Alameda merece e a Música também. E nós, os moradores, também!
Até breve Alameda da Música e Bloguistas.
Para finalizar, anexamos a fotografia dos moradores que se juntaram naquele dia. Este é o lado humano da Alta de Lisboa, da vontade das pessoas de viver num bairro saudável. A próxima iniciativa será avisada com antecedência suficiente para que o grupo seja maior!
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segunda-feira, 5 de setembro de 2005
Sondagem da semana
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sábado, 3 de setembro de 2005
WC canino

Aqui fica mais uma imagem de Amesterdão. Uma "casa de banho" para cães. Melhor, para os donos dos cães levarem os cães. Não é uma solução infalível, já que depende do civismo do dono do cão, mas ajuda.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2005
Repto aos candidatos à CML [actualizado]
A Alta de Lisboa, como é do conhecimento de todos, é o maior projecto urbanístico alguma vez projectado em Portugal onde irão habitar até 2015 cerca de 60.000 pessoas. A CML, como principal entidade gestora da cidade, tem um papel determinante no sucesso deste projecto do qual é co-fundador.
Gostaríamos de saber quais as vossas opiniões acerca desta zona da cidade, qual o vosso diagnóstico da situação actual e que propostas têm para os seus moradores. Quais os prazos concretos que apresentam para a construção da anunciada super-esquadra, o quartel de bombeiros, o centro de saúde, instituições de dinamização social e cultural.
Agradecemos desde já todo o vosso empenho e interesse! As vossas propostas serão divulgadas nos blogs aderentes a esta iniciativa.
[post comum aos blogs da Alta de Lisboa, Condomínio da Torre, Forum Alta de Lisboa, Jardins de S. Bartolomeu, Viver bem na Alta de Lisboa e outros que se associem. Enviado também por email a cada um dos candidatos]
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quinta-feira, 1 de setembro de 2005
Autárquicas 2005 - Lisboa
Aqui ficam os links (por ordem alfabética do cabeça de lista) para os sites dos candidatos à CML:
José Sá Fernandes
Maria José Nogueira Pinto
Ruben de Carvalho
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quarta-feira, 31 de agosto de 2005
Junta de Freguesia da Alta de Lisboa?

(Imagem retirada do site da SGAL)
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terça-feira, 30 de agosto de 2005
Condomínio do Parque

Alguém sabe se está tudo a correr bem com o Condomínio do Parque? A entrega dos apartamentos está a decorrer dentro do previsto? Existem já muitos futuros moradores?
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segunda-feira, 29 de agosto de 2005
Reunião pública da JF do Lumiar, hoje, às 21h
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domingo, 28 de agosto de 2005
Jornal Público faz referência à criminalidade na Alta de Lisboa
Os problemas de segurança tão debatidos no blog Condomínio da Torre, aqui, foram alvo de notícia no Público de hoje, no suplemento Local. Sem link, porque é a pagar, deixo aqui apenas a entrada do texto. Se alguém tiver assinatura electrónica do jornal e queira fazer o favor de me enviar o texto, todos ficamos gratos.
Deixo apenas alguns pormenores:
parágrafo 18: "O PÚBLICO tentou obter estes dados [estatísticas da criminalidade na Alta de Lisboa] junto da Direcção Nacional da PSP, na terça-feira. Até ao fecho desta edição não obteve qualquer resposta."
parágrafo 20: "O PÚBLICO tentou ouvir a SGAL, bem como a UPAL - Unidade de Projecto do Alto do Lumiar (departamento da câmara incumbido de planificar o alojamento e os equipamentos do empreendimento), mas, apesar da insistência, ninguém se mostrou disponível para prestar esclarecimentos."
Estas entidades não são abstractas. Trabalham pessoas que recebem mensalmente, algumas pagas pelo Estado, para dar resposta a estes problemas. Fugir às questões, como tem acontecido demasiadas vezes, não lhes fica bem, desprestigia as causas que representam, desacredita o projecto, prejudica as pessoas que nelas confiaram.
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sábado, 27 de agosto de 2005
Debate Autárquicas 2005 - Sintra, na SIC Notícias
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sexta-feira, 26 de agosto de 2005
Ciclovias

Outra vez a Holanda. Apesar da densidade populacional e falta de espaço para expansão urbana, as ciclovias são uma constante em Amesterdão. Quase sempre bem delimitadas, com duas faixas de rodagem, são utilizadas por residentes e turistas. Existem várias lojas para alugar e arranjar bicicletas.

Vê-se todo o tipo de pessoas a andar de bicicleta. Turistas de mochila às costas, casais de idosos a passear, gente a trazer as compras do supermercado, raparigas de vestido e saltos altos a caminho de um jantar, empregados de escritório de fato e gravata com o portátil a tiracolo. O uso é generalizado.

Não há automóveis em cima dos passeios, mas qualquer poste ou gradeamento serve para acorrentar a bicicleta. Junto à Estação Central de comboios existe um enorme parque de bicicletas com três andares.
Não é só na cidade que existe espaço para ciclistas. Fui até uma vila a cerca de 20km de Amesterdão e rolei sempre em ciclovias.
Lisboa tem uma configuração geográfica demasiado acidentada para ter uma rede de ciclovias em toda a sua área, mas no eixo que vai desde a Alta de Lisboa, passando pelo Campo Grande, Avenidas Novas, Marquês do Pombal, Avenida da Liberdade até à Praça do Comércio seria perfeitamente possível andar confortavelmente de bicicleta sem ser um atleta de alta competição. Mas, sem ciclovias, andar de bicicleta em Lisboa é um exercício arriscado. Esta é mais uma infraestrutura que depende apenas da vontade política dos nossos autarcas.
P.S. Aqui fica um estudo da Comissão Europeia para o Ambiente, Cidades para Bicicletas, Cidades de Futuro. Seria bom que alguns autarcas das nossas freguesias o lessem. Mas mesmo que não o façam, esta é uma das propostas que podemos levar avante por meio de abaixo assinados, petições na Assembleia Municipal e de Freguesia. A Alta de Lisboa, por estar ainda em construção, pode ser o início de uma mudança de hábitos e mentalidades nos transportes da cidade.
Outros blogs que falam do assunto: Ambientalistas da Amadora, A-Sul e Massa Crítica.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2005
Clima, pessoas, cidadania
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terça-feira, 16 de agosto de 2005
Amsterdão Norte

Amsterdão depara-se neste momento com a necessidade de expansão, por haver maior procura do que oferta de habitação, e o tema tem sido alvo de aturada reflexão. É sintomático que não seja sequer equacionada sacrificar a enorme área de espaço verde que existe na periferia da cidade para construção de novas urbanizações. Aparentemente uma árvore na Holanda é tão sagrada como uma vaca na Índia.

E quanto mais tempo passa mais me interrogo pelas razões de termos o Portugal que temos, com as zonas históricas das cidade a serem desfiguradas para substituir alguns prémios Valmor por mamarrachos de 10 andares, as zonas novas a serem construídas sem qualquer planeamento, ao sabor dos interesses imobiliários e à velocidade da corrupção dos autarcas. Interrogo-me onde estarão as diferenças entre dois países, se nas leis, se na consciência cívica e estética que passa de geração em geração, se na preparação académica da sua população, ou numa cadeia de valores mais difícil de perceber, fundamentar e formar. Seja como for, a democracia na Holanda funciona em moldes semelhantes aos nossos, há pessoas eleitas para governar, planear e gerir as coisas durante um mandato limitado no tempo, mas as diferenças começam na qualidade dos eleitos e na vigilância constante dos eleitores.
O que faria um autarca português, com os seus vinte anos de carreira política, num país como a Holanda? Que profissão teria, até onde conseguiria chegar?
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sábado, 13 de agosto de 2005
Separação entre zona urbana e vias-rápidas

(Zona Norte de Amesterdão)
A Holanda dá-nos excelentes exemplos de urbanismo bem pensado. O critério é o respeito pela qualidade de vida dos cidadãos. Como ilustra a fotografia, as vias-rápidas estão separadas das zonas urbanas por placas protectoras e ainda uma densa parede de árvores.
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sexta-feira, 12 de agosto de 2005
Plano de Urbanização do Alto do Lumiar
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sábado, 6 de agosto de 2005
Ora digam lá se isto não é uma utopia tornada realidade!

O 4º lugar num grupo de 12 na época transacta não foi suficiente para continuar a ascenção meteórica de divisão em divisão que o WFC tem tido nas últimas épocas. Mesmo assim, o saldo é excelente!
Mas o interesse desta questão não é desportiva.
O céu está carregado de fumo, o ar, pesado, é difícil de respirar. Portugal repete todos os verões o pesadelo dos incêndios florestais, o pesadelo de uma classe política incompetente, irresponsável e infantil na sua própria desresponsabilização. Pouco foi pensado ou precavido. Os discursos de pesar e promessas de medidas urgentes são repetidos segundo a minuta utilizada no ano anterior. As populações juram votar na oposição na próxima oportunidade, num protesto de buzinão, irado, sem propor soluções, sem consciência do logro do voto de reacção.
A escolha política é meramente clubística, sem critérios objectivos além dos afectivos. A devoção partidária é quase sempre herdada dos pais. Se existe vontade de contrariar os pais, o voto passa para o partido oposto, mas raramente é verdadeiramente pensado. Daí a crescente pobreza do discurso político, o ridículo a que os cartazes eleitorais chegaram, o vazio das propostas, as mentiras usadas sem qualquer pudor. As nomeações políticas desavergonhadas só possíveis pela inércia dos eleitores.
Daí também a estúpida necessidade de rotular as pessoas de serem de esquerda ou direita para simplificar a análise do discurso. Há dias vi a Alberta Marques Fernandes, no início de uma entrevista de 15 minutos, a perguntar ao José Sá Fernandes em que quadrante político se inseria. No início da entrevista, sem falar sequer das propostas da sua candidatura. Qual é a relevância? É como ajuizar a qualidade de um quadro ou sinfonia sabendo de antemão a autoria da obra, pelo argumento de autoridade, sem avaliar realmente a obra em si.
É mais fácil avaliar a competência de um treinador de futebol que de um autarca. A diferença de golos marcados e sofridos é mais do que objectiva. Seria um bom exercício de férias para todos nós pensarmos no que queremos realmente quando votamos para as autárquicas, as legislativas, europeias ou presidenciais. Para que o voto não seja meramente afectivo, como ser do Benfica ou do Sporting.
O nosso sistema político funciona realmente? Mesmo que seja o pior a seguir a todos os outros, é suficiente? Não é já tempo de pensarmos que a acção parte de nós? Que os senhores que são eleitos para o Estado têm responsabilidades perante nós? Quanto tempo mais vamos pactuar de forma estupidificante (ora o silêncio e alheamento, ora a revolta fácil do buzinão) com a corrupção, a incompetência e a vigarice da nossa actual classe política?
Uma solução como a do WFC pode não ser fácil de aplicar, pode até ter demasiados defeitos para ser benéfica, mas lá que dá vontade, dá!
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quinta-feira, 4 de agosto de 2005
União Desportiva da Alta de Lisboa

Os sócios do CDC ficaram tristes com o desaparecimento do seu clube, fundado há mais de 70 anos, ate porque o CDC é bem maior que o SCT, mas conseguiram que as cores da camisola do UDAL se mantivessem azul e grená. Faz lembrar o Barcelona FC, e em Portugal só o Desportivo de Chaves as usa também!
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etiquetas: clubes desportivos
quarta-feira, 3 de agosto de 2005
A política pensada e planeada, ou mais uma forçazinha para um aeroporto faraónico com virtudes difíceis de entender
P.S. E seguindo a proposta do José Pacheco Pereira,
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Construção do Eixo Norte-Sul


Está em fase adiantada de construção o túnel que liga o nó da Ameixoeira ao nó da Avenida Krus Abecassis. A dimensão impressionante desta estrutura de betão armado dificilmente se percebe nas fotografias. Alguém me sabe dizer se vão cobrir de terra o túnel depois de terminado, continuando a colina de São Gonçalo?
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etiquetas: eixo norte-sul
terça-feira, 2 de agosto de 2005
Jardins de S. Bartolomeu - efeito estufa
Na qualidade de promitente comprador de uma fracção no empreendimento Jardins de S. Bartolomeu, venho por este meio solicitar o seguinte esclarecimento.
Tenho-me vindo a aperceber com crescente preocupação que o período de exposição solar a que estão sujeitas as fachadas do empreendimento em referência é elevado o que, apesar das reconhecidas vantagens que se lhe reconhece, possui igualmente alguns efeitos menos positivos.
Como é do Vosso conhecimento, as fracções dos Jardins de S. Bartolomeu possuem uma ampla superfície vidrada, sobretudo na fachada virada a sul, a qual substitui na totalidade a parede.
Como é de imaginar, esta não é uma solução que me pareça agradar à SGAL em particular nem tampouco aos condóminos de uma forma geral, uma vez que não só é ilegal como desvirtua as fachadas do edifício, elemento estético que, a par de outros, terá tido o seu peso na decisão das famílias de investir nos Jardins de S. Bartolomeu.
Assim sendo, gostaria que me esclarecessem sobre a possibilidade actual de implementação da infra-estrutura necessária à instalação de ar condicionado nas fracções, designadamente a instalação de todo o circuito de refrigeração.
Não sendo possível a implementação da referida infra-estrutura, gostaria que me informassem sobre que outras soluções poderiam ser tidas em conta para minorar o impacto referido, nomeadamente qual a viabilidade de alterar as fachadas por forma a possibilitar a colocação das unidades externas de refrigeração sem dano estético, e qual a disponibilidade da SGAL para colaborar nessa solução com os futuros moradores.
Certo que o presente pedido de esclarecimento será alvo da Vossa maior atenção, endereço os melhores cumprimentos,
Sérgio Sá
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