sábado, 17 de setembro de 2005

Parque Oeste - antes e depois


25 de Junho de 2005


17 de Setembro de 2005

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Antes e depois

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Mata da Quinta das Conchas aberta ao público



A inauguração oficial será este fim de semana, mas já se pode dar um passeio por grande parte da mata da Quintas das Conchas. Falta ainda restaurar a antiga casa do guarda, obra que levará um pouco mais a ser concluída.


A Quinta dos Lilazes, contígua à Quinta das Conchas, é a última área deste grande espaço verde, o segundo maior de Lisboa, e ficará concluída em Fevereiro de 2006.

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quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Nova limpeza da Alameda da Música

Enquanto SGAL e CML não se decidem a quem pertence o espaço, os moradores do Condomínio da Torre irão repetir a limpeza realizada em Agosto, esperando que desta vez se juntem ao movimento mais moradores para que a área limpa seja também maior.



A iniciativa visa melhorar as condições de habitabilidade do espaço envolvente, mas carrega também um carácter simbólico, mostrando às entidades competentes (SGAL, CML, JF e UPAL) o interesse que os moradores têm em que o bairro cresça, seja um espaço para todos, saudável, e livre das suas incompetências administrativas. Para isso, é importante que todos, mesmo que não sejam moradores do Condomínio da Torre, se juntem à iniciativa. Futuramente novas iniciativas do género, noutros locais da Alta de Lisboa, poderão surgir e será desejável solidariedade e empenho de todos. Mesmo que não seja para lá estar mais do que um quarto de hora, apareçam. É importante. Uma pessoa faz muita diferença.


Data da limpeza: Domingo dia 18 de Setembro às 16h30m
Local de encontro: parque infantil encostado ao 15.4
Material necessário: sacos de plástico, uma pá e uma vassoura
Email dos organizadores: limpeza.alameda@gmail.com

Sugiro que usem a caixa de comentários para dizer se querem juntar-se ao grupo. Obrigado a todos!

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terça-feira, 13 de setembro de 2005

Descruzar os braços

O testemunho de quem quer resolver os problemas da Alta de Lisboa e faz por resolver, a ler, aqui.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2005

in PÚBLICO - Local Lisboa, dia 9 de Setembro de 2005

Carrilho quer mais e melhor polícia no Alto do Lumiar

O candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, visitou ontem a Alta de Lisboa, empreendimento novo no Alto do Lumiar, tendo prometido o reforço da segurança na zona.

Num documento distribuído pela candidatura a propósito da visita ontem efectuada, Carrilho defende a criação de uma nova divisão da PSP no Alto do Lumiar, bem como "reorientar a acção operacional da Polícia Municipal de modo a afectar a sua acção ao reforço do policiamento de proximidade, em articulação com a PSP, nomeadamente perante idosos, escolas e estabelecimentos comerciais". O projecto do candidato socialista a construção de duas "esquadras de proximidade", a "afectar à PSP ou à Polícia Municipal", na Ameixoeira e no Alto do Lumiar.

Pretende, por outro lado, criar "concelhos distritais de segurança, ao nível dos distritos urbanos" - estrutura intermédia entre as juntas e a câmara que o candidato do PS pretende criar -, entidades onde terão assento associações de moradores, autarcas, paróquias, comerciantes, colectividades e forças de segurança. Serão fóruns permanentes de monitorização das questões de segurança. Ao nível das ferguesias serão criadas, de acordo com as promessas de Carrilho, as "unidades locais de segurança".

A Alta de Lisboa tem também uma componente de habitação municipal para realojamento de antigos moradores em bairros degradados, garantindo o candidato do PS que irá reestruturar o funcionamento da empresa municipal encarregue do empreendimento, a Gebalis. Carrilho promete descentralizar o funcionamento da empresa, ramificando-a pelos tais "distritos urbanos". E isto sem "acréscimo de custos" nem de "recursos humanos".

João Pedro Henriques



Não quero desvirtuar a boa vontade de Carrilho, mas as esquadras que promete não estavam já consignadas em Conselho de Ministros, tendo sido adiadas até agora por opção, e agora também falta de recursos, pela gestão de Santana Lopes na CML?

Faz hoje uma semana que vários blogs lançaram um repto às várias candidaturas à CML para que se pronunciassem acerca dos seus projectos para a Alta de Lisboa, não só no cumprimento do que estava projectado no PUAL mas sobretudo as medidas que se propõem tomar face a novos factos inerentes ao crescimento da nova zona da cidade. Até agora, apesar de emails diários a lembrar a pergunta, nenhuma candidatura respondeu.

Que raio, será assim tão difícil fazer copy paste dos vossos programas e estudos para alicerçar a candidatura à CML? Ou não tinham ainda pensado no problema?

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quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Novas árvores plantadas na rua 3



Na rua 3, entre o Condomínio da Torre e o futuro Parque Oeste, foram ontem plantas as árvores que estavam previstas. Corrijam-me se estiver errado, mas parecem-me exemplares de Liquidambar styraciflua.

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quarta-feira, 7 de setembro de 2005

A SGAL actualizou o site!



Depois de cerca de dois anos de inactividade, o site da SGAL foi totalmente renovado. É uma atitude positiva por parte da empresa construtora da Alta de Lisboa, começando assim a reaproximar-se dos clientes, actuais e futuros, através do departamento de publicidade e relações públicas.

Devo dizer que não tive pessoalmente até agora qualquer razão de queixa da SGAL no processo da aquisição da minha casa. Pelo contrário, sempre se mostraram extremamente disponíveis e compreensivos perante alguns imprevistos de última hora que surgiram.

No entanto, no que tenho observado da relação da SGAL com os actuais moradores da Alta de Lisboa na resolução de problemas que surgiram durante a vivência na nova casa, e na satisfação das expectativas dos promitentes compradores quanto à assinatura das escrituras, as críticas têm sido muitas. Um pormenor sintomático da ausência de relação com o exterior era o único email disponível no site anterior estar inactivo, regressando à proveniência todos os emails para lá enviados.

As críticas que várias pessoas e blogs lhes fizeram foram duras, mas justas. Nunca procurámos degradar as relações, denegrir o projecto ou a empresa. Mas é necessário, para que o projecto possa realmente tomar forma e ser atractivo, que a comunicação entre pessoas e entidades envolvidas na Alta de Lisboa seja o mais franca, civilizada e honesta possível.

Há coisas na Alta de Lisboa que me seduzem intensamente, outras que me deixam apreensivo, mas só com vontade de todos, sem costas voltadas e cara feia, podemos melhorar a qualidade de vida de todos, os que foram realojados, os que vieram para cá morar, os que trabalham em empresas relacionadas com a construção e manutenção da Alta de Lisboa e que certamente não gostam de voltar ao fim do dia para casa com a sensação que o resultado do seu trabalho não está a ser apreciado.

Não depende apenas da SGAL, da CML e da UPAL o sucesso do projecto. Depende, muito, também dos moradores. Iniciativas como a limpeza da Alameda da Música são necessariamente simbólicas, não sendo exigível que sejam os próprios moradores, uma ínfima parte deles, que generosamente se ocupe dessa manutenção. Mas iniciativas destas têm um valor inestimável porque mostram que há interesse de humanizar as ruas, a vida das pessoas. No entanto, cabe às entidade criadas para esse efeito assegurar a manutenção dos espaços públicos.

Apesar do Verão tumultuoso que foi vivido na Alta de Lisboa, na crescente sensação de insegurança que os moradores têm vindo a sentir, é necessário ter coragem, ter esperança e querer qualidade de vida. E, em pequenas coisas como sair à rua para tomar um café, ir ao minimercado mais próximo, passear pela rua, sentir o bairro, se desvanece o medo, se esbate a diferença. Não é tudo, não chega, e há outros problemas mais profundos que necessitam intervenção séria, mas ajuda no dia-a-dia.

A renovação do site da SGAL é uma face visível da mudança de atitude do principal promotor da Alta de Lisboa. Tenhamos esperança que não seja uma mudança apenas superficial, de fachada, mas também uma mudança de atitude perante as pessoas que vivem na Alta de Lisboa.

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terça-feira, 6 de setembro de 2005

in Expresso de 3 de Setembro de 2005

CML não cria novas esquadras

O PROJECTO de criação de novas esquadras da PSP em Lisboa, um compromisso assumido por Santana Lopes na campanha eleitoral, foi abandonado pela Câmara Municipal. O anterior presidente, João Soares, negociara com o Governo a criação de cinco esquadras na Ajuda, Ameixoeira, Olivais, Bela Flor e Alto do Lumiar. A verba de 1,1 milhão de euros (reforço do orçamento para 2004) não chegou, porém, a ser transferida para a Gebalis, empresa responsável pela gestão dos bairros municipais. Esta quarta-feira, com a 16.ª alteração orçamental para 2005, o financiamento das esquadradas desapareceu.


E, na mesma edição:

Despesas Ilegais em Lisboa

O SKY Lounge - estrutura situada no alto do Parque Eduardo VII e aí instalada desde que começou a última Feira do Livro - estará a custar à autarquia de Lisboa cerca de 100 mil euros por mês. Numa participação entregue esta semana ao Ministério Público e à Polícia Judiciária, refere-se que o espaço (que funciona como bar e discoteca e que inicialmente serviu para requalificar o espaço da Feira do Livro), além de representar uma despesa elevada para a autarquia, foi concessionado, sem concurso, à empresa Grupo Silva Carvalho.


E como pior que duas más notícias, só três más notícias:

Dívidas da CML à Galp ultrapassam os 3 milhões de euros

A falta de pagamento de uma dívida da Câmara Municipal de Lisboa (CML) à Galp, estimada em cerca de três milhões de euros, esteve quase a afectar a recolha de lixo na cidade. A Galp terá ameaçado suspender o fornecimento de combustível ao município, pelo que a bomba pertencente à autarquia, situada nos Olivais, atingiu uma situação de ruptura na passada quarta-feira, deixando sem gasóleo a frota de camiões afecta ao serviço.

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A limpeza da Alameda da Música

Um grupo de moradores do Condomínio da Torre teve este Agosto a iniciativa de melhorar o aspecto e higiene da Alameda da Música.


Antes


Depois


O morador Luís Lucena, um dos dinamizadores da iniciativa, enviou-nos (a mim e ao Rodrigo) este email a dar conta das suas impressões acerca do ano de vida que já passou na nova casa:


A LIMPEZA DA ALAMEDA DA MÚSICA

INTRODUÇÃO

Começo por dizer que, apesar do que escrevo nas linhas seguintes, as melhores soluções para os nossos problemas deverão sempre contar com a colaboração das entidades que devemos respeitar - enquanto entidades com responsabilidades directas objectivas - nomeadamente, CML/UPAL, SGAL, Administrações dos Condomínios, bem como com outras entidades como a Junta de Freguesia, a PSP, Polícia Municipal, etc... por muitas ineficiências que constatemos no dia a dia.


O QUE FOI FEITO

No passado dia 6 de Agosto, um Sábado, pelas 19.30h, um grupo de Condóminos do Condomínio da Torre 15.5 decidiu fazer aquilo que nem a CML, nem a SGAL, nem as Administrações dos Condomínios dos 15.4 e 15.5 (empresa Heimat) se prestaram a fazer. Mesmo assim alguma coisa a SGAL lá acabou por assumir, e lá vai fazendo alguma manutenção deste troço da Alameda da Música que está à porta de nossas casas - segmento entre a Rua Luís Piçarra e a Rua 3 - (a CML não se entende com a SGAL há meses ... parece irónico mas é real). A relva está muito melhor, mas alguma degradação se mantém, a saber:
1) o lixo - papeis, embalagens, etc - que não é apanhado;
2) as placas partidas do parque infantil cujos cacos por lá ficam;
3) os cócózinhos dos cães (os donos assobiam para o lado como se não fosse nada com eles);
4) as montanhas de beatas;
5) as pedras da calçada soltas que - de tão pobre colocação - abundam, tornando a passagem pedestre uma verdadeira aventura para a vista e para os entorses.

Esta acção de limpeza estendeu-se à "apanha" dos cacos de placas partidas da Rua 3. Os resultados podem ser "medidos" pelas fotografias aqui apresentadas.


FILOSOFIA DE ACÇÃO

Felizmente que no Condomínio da Torre 15.5 ocorreu um fenómeno de um certo sentido de solidariedade e de espírito de grupo por parte de alguns vizinhos. Fui candidato (já por duas vezes; e perdi em ambas as ocasiões) à Administração do Condomínio. Tendo criado alguns anti-corpos (...), também fiz muitas amizades. A verdade é que acabo por estar um pouco no meio de algumas coisas. O que não faço é pedir desculpa por existir, por defender o que é meu/nosso ou por tomar a iniciativa de algumas acções, que muitas vezes são acompanhadas por alguns vizinhos. Não se entenda qualquer vedetismo por esta postura; mas não recuso o protagonismo. Também não acredito em "população de anónimos"; na minha visão, as pessoas têm nome (contrasta com "a-nónimo", negação de nome), devem preservá-lo e o que fazem devem procurar fazer bem, respeitando o próximo e assumindo essa feitura e as suas consequências.

O objectivo é fazer e fazer bem.

Complementa (e contrasta com) o não fazer e o fazer mal (não é preciso especificar novamente, pois não?).

É concreto (isto é, materializa soluções), moralizador (isto é, quanto mais nos batem e nos tratam mal - CML, SGAL, Administração do Condomínio -, mais é preciso fazer para tapar os buracos por eles criados) e envolvente (agrupa pessoas com visões semelhantes sobre boa vizinhança e sobre qualidade de vida urbana).


FUTURO PRÓXIMO

Vamos voltar à Alameda da Música e faremos uma "varridela" até à Estrada da Torre. Desta vez foi só o "segmento" entre o 15.5 e o 15.4. Estou certo que será ainda com mais participantes. A Alameda merece e a Música também. E nós, os moradores, também!


Até breve Alameda da Música e Bloguistas.

Luís Lucena


Para finalizar, anexamos a fotografia dos moradores que se juntaram naquele dia. Este é o lado humano da Alta de Lisboa, da vontade das pessoas de viver num bairro saudável. A próxima iniciativa será avisada com antecedência suficiente para que o grupo seja maior!

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segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Sondagem da semana

Resolvi ontem à noite acrescentar ao blog a possibilidade de fazer pequenas sondagens. Advirto que não têm qualquer validade científica pois não seguem modelos ou padrões populacionais. Mesmo assim achei que seria interessante ficarmos todos com uma ideia relativamente aproximada de algumas características dos leitores do blog, nomeadamente, no caso desta primeira sondagem, da actual ou futura morada na Alta de Lisboa.

Infelizmente várias pessoas me disseram que não conseguiam votar, pelo que experimentei alterar uma configuração do menu. O problema é que os votos introduzidos foram perdidos. Peço assim aos que já tinham votado que o repitam. Os que ainda não votaram, e quiserem participar, façam o favor! Obrigado!

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sábado, 3 de setembro de 2005

WC canino



Aqui fica mais uma imagem de Amesterdão. Uma "casa de banho" para cães. Melhor, para os donos dos cães levarem os cães. Não é uma solução infalível, já que depende do civismo do dono do cão, mas ajuda.

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sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Repto aos candidatos à CML [actualizado]

Srs. candidatos,

A Alta de Lisboa, como é do conhecimento de todos, é o maior projecto urbanístico alguma vez projectado em Portugal onde irão habitar até 2015 cerca de 60.000 pessoas. A CML, como principal entidade gestora da cidade, tem um papel determinante no sucesso deste projecto do qual é co-fundador.

Gostaríamos de saber quais as vossas opiniões acerca desta zona da cidade, qual o vosso diagnóstico da situação actual e que propostas têm para os seus moradores. Quais os prazos concretos que apresentam para a construção da anunciada super-esquadra, o quartel de bombeiros, o centro de saúde, instituições de dinamização social e cultural.

Agradecemos desde já todo o vosso empenho e interesse! As vossas propostas serão divulgadas nos blogs aderentes a esta iniciativa.

[post comum aos blogs da Alta de Lisboa, Condomínio da Torre, Forum Alta de Lisboa, Jardins de S. Bartolomeu, Viver bem na Alta de Lisboa e outros que se associem. Enviado também por email a cada um dos candidatos]

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quinta-feira, 1 de setembro de 2005

Autárquicas 2005 - Lisboa

Aqui ficam os links (por ordem alfabética do cabeça de lista) para os sites dos candidatos à CML:


José Sá Fernandes


Maria José Nogueira Pinto

Ruben de Carvalho

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quarta-feira, 31 de agosto de 2005

Junta de Freguesia da Alta de Lisboa?


(Imagem retirada do site da SGAL)


E porque não, já que a Alta de Lisboa é um projecto pensado de raiz, com fronteiras bem definidas, com organismos (SGAL e UPAL) criados exclusivamente para construir e tratar de assuntos referentes a esta área urbana, pensar-se numa Junta de Freguesia da Alta de Lisboa?

Não pretendo ser bairrista e considerar mais importantes os assuntos da Alta de Lisboa do que os da Charneca do Lumiar ou da Ameixoeira. Mas parece-me que existem problemas comuns aos vários bairros que constituem a Alta de Lisboa, problemas de toda a espécie, fruto de uma drástica e repentina trasformação, que poderiam ser tratados de forma mais eficaz se os vários organismos envolvidos não tivessem um leque de preocupações dispersado noutros bairros com características sociais e urbanas diferentes. Relembro que a Junta de Freguesia do Lumiar, por exemplo, abrange não só parte da Alta de Lisboa, como também o Lumiar propriamente dito e Telheiras.

Não interessa que nome tem esta zona de Lisboa, se o nome Alta de Lisboa é apenas uma forma comercial de tornar mais atractiva ao cliente. A verdade é que se existe planeamento na construção de novos bairros em Lisboa é na Alta de Lisboa que o encontramos, e seria coerente criar uma organização celular (Hospital, Centro de Saúde, Super Esquadra, Escolas e Liceu, Junta de Freguesia) dedicada exclusivamente ao projecto.

Gostaria de recolher opiniões acerca desta hipótese. Se é vantajosa, se, por outro lado, poderá prejudicar os habitantes de outros bairros ou se não faz sentido de todo.

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terça-feira, 30 de agosto de 2005

Condomínio do Parque



Alguém sabe se está tudo a correr bem com o Condomínio do Parque? A entrega dos apartamentos está a decorrer dentro do previsto? Existem já muitos futuros moradores?

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segunda-feira, 29 de agosto de 2005

Reunião pública da JF do Lumiar, hoje, às 21h

Hoje, segunda feira, dia 29 de Agosto, às 21:00, será realizada mais uma reunião pública do executivo da Junta de Freguesia do Lumiar, local onde os moradores poderão intervir, expor as suas dúvidas, receios, e propor soluções para os problemas.

Relembro que a Alta de Lisboa não está abrangida apenas pela Junta de Freguesia do Lumiar mas também pelas da Charneca e da Ameixoeira. Será importante sabermos a breve termo quando estão marcadas as respectivas reuniões públicas.

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domingo, 28 de agosto de 2005

Jornal Público faz referência à criminalidade na Alta de Lisboa

Os problemas de segurança tão debatidos no blog Condomínio da Torre, aqui, foram alvo de notícia no Público de hoje, no suplemento Local. Sem link, porque é a pagar, deixo aqui apenas a entrada do texto. Se alguém tiver assinatura electrónica do jornal e queira fazer o favor de me enviar o texto, todos ficamos gratos.

Deixo apenas alguns pormenores:

parágrafo 18: "O PÚBLICO tentou obter estes dados [estatísticas da criminalidade na Alta de Lisboa] junto da Direcção Nacional da PSP, na terça-feira. Até ao fecho desta edição não obteve qualquer resposta."

parágrafo 20: "O PÚBLICO tentou ouvir a SGAL, bem como a UPAL - Unidade de Projecto do Alto do Lumiar (departamento da câmara incumbido de planificar o alojamento e os equipamentos do empreendimento), mas, apesar da insistência, ninguém se mostrou disponível para prestar esclarecimentos."

Estas entidades não são abstractas. Trabalham pessoas que recebem mensalmente, algumas pagas pelo Estado, para dar resposta a estes problemas. Fugir às questões, como tem acontecido demasiadas vezes, não lhes fica bem, desprestigia as causas que representam, desacredita o projecto, prejudica as pessoas que nelas confiaram.

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sábado, 27 de agosto de 2005

Debate Autárquicas 2005 - Sintra, na SIC Notícias

O debate das autárquicas da SIC Notícias para a Câmara Municipal de Sintra, (espantem-se!) a segunda maior do país, foi lamentável. Apenas três candidatos presentes, Fernando Seara (PSD), actual presidente da CMS, João Soares (PS) e Baptista Alves (CDU), por opção da SIC.

Pouco se discutiu. João Soares e Fernando Seara deram um triste e degradante exemplo de como não se deve discutir os assuntos. Interrompendo-se constantemente, raramente se deram oportunidade de esclarecer os eleitores quais as suas ideias, quais as dificuldades que os esperam e como pensam ultrapassá-las. Sintomática a postura que adoptavam quando Baptista Alves intervinha, respeitando a palavra. Sabem perfeitamente que a vitória será de um deles e confiam mais na táctica do ruído, esperando que os eleitores votem por afinidade e simpatia do que por esclarecimento.

Lá está. É pena que estas coisas não se decidam pela competência dos candidatos, equipas escolhidas e programas propostos. Com toda esta poluição retórica, com os milhares de cartazes de 24m2 cada vez mais próximos dos anúncios de automóveis, não se espere grande consciência de voto no dia 9 de Outubro.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2005

Ciclovias



Outra vez a Holanda. Apesar da densidade populacional e falta de espaço para expansão urbana, as ciclovias são uma constante em Amesterdão. Quase sempre bem delimitadas, com duas faixas de rodagem, são utilizadas por residentes e turistas. Existem várias lojas para alugar e arranjar bicicletas.

As ciclovias são um exemplo do aproveitamento das características geográficas de um país. A Holanda é quase toda plana, pelo que as deslocações de bicicleta são extremamente fáceis. As vantagens são inúmeras: por haver menos automóveis na cidade existe também menos poluição atmosférica e sonora, menos stress, e a saúde de quem anda diariamente de bicicleta é provavelmente melhor.



Vê-se todo o tipo de pessoas a andar de bicicleta. Turistas de mochila às costas, casais de idosos a passear, gente a trazer as compras do supermercado, raparigas de vestido e saltos altos a caminho de um jantar, empregados de escritório de fato e gravata com o portátil a tiracolo. O uso é generalizado.



Não há automóveis em cima dos passeios, mas qualquer poste ou gradeamento serve para acorrentar a bicicleta. Junto à Estação Central de comboios existe um enorme parque de bicicletas com três andares.

Não é só na cidade que existe espaço para ciclistas. Fui até uma vila a cerca de 20km de Amesterdão e rolei sempre em ciclovias.


Lisboa tem uma configuração geográfica demasiado acidentada para ter uma rede de ciclovias em toda a sua área, mas no eixo que vai desde a Alta de Lisboa, passando pelo Campo Grande, Avenidas Novas, Marquês do Pombal, Avenida da Liberdade até à Praça do Comércio seria perfeitamente possível andar confortavelmente de bicicleta sem ser um atleta de alta competição. Mas, sem ciclovias, andar de bicicleta em Lisboa é um exercício arriscado. Esta é mais uma infraestrutura que depende apenas da vontade política dos nossos autarcas.

P.S. Aqui fica um estudo da Comissão Europeia para o Ambiente, Cidades para Bicicletas, Cidades de Futuro. Seria bom que alguns autarcas das nossas freguesias o lessem. Mas mesmo que não o façam, esta é uma das propostas que podemos levar avante por meio de abaixo assinados, petições na Assembleia Municipal e de Freguesia. A Alta de Lisboa, por estar ainda em construção, pode ser o início de uma mudança de hábitos e mentalidades nos transportes da cidade.

Outros blogs que falam do assunto: Ambientalistas da Amadora, A-Sul e Massa Crítica.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2005

Clima, pessoas, cidadania

As características climatéricas e geográficas condicionam largamente as possibilidades de um país. Querermos encher o Alentejo de campos de golf, como existem em Inglaterra ou na Escócia, por exemplo, é um disparate criminoso do ponto de vista ambiental. Mesmo que possa trazer proveitos económicos com o turismo, a água necessária para manter um campo de golf é imensa para um país que tem um clima quente e seco e que apenas recolhe 10% da água que cai do céu. Também é um erro não aproveitar o Sol que temos para secar a roupa e propor aos habitantes o uso de máquina de secar. São recursos naturais que são desperdiçados.

É realmente verdade, como foi dito num comentário, que a produtividade e riqueza é maior em países europeus com menos calor e horas de exposição solar, mas isso não nos impede de tentar contrariar essa tendência, aproveitando ao máximo as características geográficas que temos. De qualquer forma, tudo o que seja política fiscal, planeamento urbano ou florestal ou de sistema educativo não pode ser justificada com a fatalidade da temperatura média.

O planeamento urbano caótico que temos é um reflexo da nossa incapacidade de pensar a longo prazo. Quer queiramos quer não, está associado às características cívicas, humanas e profissionais que nos leva a ter os piores níveis de escolaridade ou a maior área florestal ardida da Europa. A justificação para esta catástrofe não é apenas climática.

Com os exemplos holandeses que tenho dado não pretendi apenas louvar o que é estrangeiro e maldizer com amargura o que é português. Continuo é a acreditar firmemente que se os cidadãos se juntarem podem alterar e intervir na construção das cidades, das florestas, do país, e melhorar a qualidade de vida de todos.

Termos consciência de bons exemplos e compará-los com a nossa realidade ajuda-nos a ter maior lucidez para exigir. O que falta é saber como intervir na máquina burocrática (juntas de freguesia, câmaras municipais, etc.) para as medidas necessárias serem tomadas.

A Associação de Moradores será um orgão fundamental de representatividade para estabelecer esse contacto. Encontro também cada vez mais virtudes e potencial na internet, nomeadamente nos blogs, para divulgação e congregação de ideias. Blogs e Associação de Moradores poderão coexistir de forma muito interessante.

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terça-feira, 16 de agosto de 2005

Amsterdão Norte

Toda Amesterdão impressiona pela harmonia entre edifícios e espaços verdes. Qualquer área não utilizada com edifícios, estrada, passeio ou ciclovia é destinada a um espaço verde. Se na zona histórica de Amesterdão isto é possível, a zona Norte de Amesterdão, construída em meados do séc. XX, surpreende pela quantidade de parques, jardins e bosques. Nesta zona existem edifícios com mais de dez andares, blocos construídos em linha, mas que distam cerca 100 metros entre si, devidamente rodeados de árvores.



Amsterdão depara-se neste momento com a necessidade de expansão, por haver maior procura do que oferta de habitação, e o tema tem sido alvo de aturada reflexão. É sintomático que não seja sequer equacionada sacrificar a enorme área de espaço verde que existe na periferia da cidade para construção de novas urbanizações. Aparentemente uma árvore na Holanda é tão sagrada como uma vaca na Índia.



E quanto mais tempo passa mais me interrogo pelas razões de termos o Portugal que temos, com as zonas históricas das cidade a serem desfiguradas para substituir alguns prémios Valmor por mamarrachos de 10 andares, as zonas novas a serem construídas sem qualquer planeamento, ao sabor dos interesses imobiliários e à velocidade da corrupção dos autarcas. Interrogo-me onde estarão as diferenças entre dois países, se nas leis, se na consciência cívica e estética que passa de geração em geração, se na preparação académica da sua população, ou numa cadeia de valores mais difícil de perceber, fundamentar e formar. Seja como for, a democracia na Holanda funciona em moldes semelhantes aos nossos, há pessoas eleitas para governar, planear e gerir as coisas durante um mandato limitado no tempo, mas as diferenças começam na qualidade dos eleitos e na vigilância constante dos eleitores.

O que faria um autarca português, com os seus vinte anos de carreira política, num país como a Holanda? Que profissão teria, até onde conseguiria chegar?

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sábado, 13 de agosto de 2005

Separação entre zona urbana e vias-rápidas


(Zona Norte de Amesterdão)

A Holanda dá-nos excelentes exemplos de urbanismo bem pensado. O critério é o respeito pela qualidade de vida dos cidadãos. Como ilustra a fotografia, as vias-rápidas estão separadas das zonas urbanas por placas protectoras e ainda uma densa parede de árvores.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Plano de Urbanização do Alto do Lumiar

Recebi por email, de um morador da Alta de Lisboa, o Carlos Pereira, o link para o Diário da República onde foi publicado o PUAL. Não poderei agora lê-lo com atenção, mas aqui fica para quem quiser saber quais os planos originais para a Alta de Lisboa, perceber se têm sido cumpridos, se existem vazios legais que permitam deixarem de ser cumpridos, etc.

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sábado, 6 de agosto de 2005

Ora digam lá se isto não é uma utopia tornada realidade!

Em França, num clube que milita actualmente na 2ª divisão dos distritais, o Web Football Club, as decisões técnicas são tomadas pelo universo de utilizadores do site. Opções como a táctica, a equipa titular, os marcadores de penalties, o treino específico ao longo da semana, são votadas pelos internautas que seguem atentamente o clube e rendimento da equipa. A influência de cada treinador modifica-se com o acerto das opções tomadas. Assume-se que é uma sociedade de elites, onde alguns decidem mais que outros, mas porque decidem melhor e não por razões menos relacionadas com competência.



O 4º lugar num grupo de 12 na época transacta não foi suficiente para continuar a ascenção meteórica de divisão em divisão que o WFC tem tido nas últimas épocas. Mesmo assim, o saldo é excelente!

Mas o interesse desta questão não é desportiva.

O céu está carregado de fumo, o ar, pesado, é difícil de respirar. Portugal repete todos os verões o pesadelo dos incêndios florestais, o pesadelo de uma classe política incompetente, irresponsável e infantil na sua própria desresponsabilização. Pouco foi pensado ou precavido. Os discursos de pesar e promessas de medidas urgentes são repetidos segundo a minuta utilizada no ano anterior. As populações juram votar na oposição na próxima oportunidade, num protesto de buzinão, irado, sem propor soluções, sem consciência do logro do voto de reacção.

A escolha política é meramente clubística, sem critérios objectivos além dos afectivos. A devoção partidária é quase sempre herdada dos pais. Se existe vontade de contrariar os pais, o voto passa para o partido oposto, mas raramente é verdadeiramente pensado. Daí a crescente pobreza do discurso político, o ridículo a que os cartazes eleitorais chegaram, o vazio das propostas, as mentiras usadas sem qualquer pudor. As nomeações políticas desavergonhadas só possíveis pela inércia dos eleitores.

Daí também a estúpida necessidade de rotular as pessoas de serem de esquerda ou direita para simplificar a análise do discurso. Há dias vi a Alberta Marques Fernandes, no início de uma entrevista de 15 minutos, a perguntar ao José Sá Fernandes em que quadrante político se inseria. No início da entrevista, sem falar sequer das propostas da sua candidatura. Qual é a relevância? É como ajuizar a qualidade de um quadro ou sinfonia sabendo de antemão a autoria da obra, pelo argumento de autoridade, sem avaliar realmente a obra em si.

É mais fácil avaliar a competência de um treinador de futebol que de um autarca. A diferença de golos marcados e sofridos é mais do que objectiva. Seria um bom exercício de férias para todos nós pensarmos no que queremos realmente quando votamos para as autárquicas, as legislativas, europeias ou presidenciais. Para que o voto não seja meramente afectivo, como ser do Benfica ou do Sporting.

O nosso sistema político funciona realmente? Mesmo que seja o pior a seguir a todos os outros, é suficiente? Não é já tempo de pensarmos que a acção parte de nós? Que os senhores que são eleitos para o Estado têm responsabilidades perante nós? Quanto tempo mais vamos pactuar de forma estupidificante (ora o silêncio e alheamento, ora a revolta fácil do buzinão) com a corrupção, a incompetência e a vigarice da nossa actual classe política?

Uma solução como a do WFC pode não ser fácil de aplicar, pode até ter demasiados defeitos para ser benéfica, mas lá que dá vontade, dá!

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quinta-feira, 4 de agosto de 2005

União Desportiva da Alta de Lisboa



Este campo pelado é o estádio do Clube Desportivo da Charneca. Esteve para ser destruído. Mas em negociações entre a CML, UPAL e o CDC foi feita a proposta de fundir este com o Sporting Clube da Torre. Em troca o estádio é reestruturado com bancadas novas, balneários e piso sintético. O novo clube chamar-se-á União Desportiva da Alta de Lisboa.



Os sócios do CDC ficaram tristes com o desaparecimento do seu clube, fundado há mais de 70 anos, ate porque o CDC é bem maior que o SCT, mas conseguiram que as cores da camisola do UDAL se mantivessem azul e grená. Faz lembrar o Barcelona FC, e em Portugal só o Desportivo de Chaves as usa também!


Aqui, onde era o pelado do Sporting da Torre, estão a fazer as terraplanagens para a continuação da Avenida Eng. Kruz Abecassis que irá também ligar ao Eixo Norte-Sul. O UDAL, por fazer referência à Alta de Lisboa, será patrocinado pela SGAL.

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quarta-feira, 3 de agosto de 2005

A política pensada e planeada, ou mais uma forçazinha para um aeroporto faraónico com virtudes difíceis de entender

Referências de referências a interesses imobiliários inconfessáveis relacionados com a Alta de Lisboa, junto à Alta de Lisboa.

P.S. E seguindo a proposta do José Pacheco Pereira,


MICRO-CAUSAS:
PODE O GOVERNO SFF COLOCAR EM LINHA OS ESTUDOS SOBRE O AEROPORTO DA OTA PARA QUE NA SOCIEDADE PORTUGUESA SE VALORIZE MAIS A “BUSCA DE SOLUÇÕES” EM DETRIMENTO DA “ESPECULAÇÃO”?

"Respeito muito os signatários, mas há sociedades que valorizam mais a especulação e a análise, enquanto outras valorizam mais a busca de soluções."
(Manuel Pinho, Diário Económico, 28-07-07)


Todos nós ficaríamos mais informados e poderíamos discutir melhor, aceitando inclusive as razões do governo para tão vultuoso e controverso investimento. Não há nada a temer pois não? Não há segredos de estado, pois não? Não há razões para não se conhecerem, pois não? Até já deviam estar na rede. Eles devem estar feitos em suporte digital, é suposto. Por isso, ainda hoje podem ficar em linha, ou este fim-de-semana. Não há razões para demora.

Sugiro também, para no governo se ouvir melhor, que outros blogues e mesmo os meios de comunicação social possam todos os dias repetir a pergunta, o pedido, até ele ter a única resposta razoável. SFF.

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Construção do Eixo Norte-Sul







Está em fase adiantada de construção o túnel que liga o nó da Ameixoeira ao nó da Avenida Krus Abecassis. A dimensão impressionante desta estrutura de betão armado dificilmente se percebe nas fotografias. Alguém me sabe dizer se vão cobrir de terra o túnel depois de terminado, continuando a colina de São Gonçalo?

Outra das obras mais complexas do Eixo Norte-Sul, o viaduto sobre a Avenida Padre Cruz que irá concluir a ligação deste novo troço ao já existente desde Telheiras à ponte 25 de Abril, não teve ainda início, pelo que o usufruto desta importante ligação rodoviária da Alta de Lisboa ao centro da cidade só será possível daqui a muitos meses.

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terça-feira, 2 de agosto de 2005

Jardins de S. Bartolomeu - efeito estufa



O tema tem vindo a ser discutido aqui, e hoje recebi um muito amável email do Sérgio Sá a mostrar uma carta que irá enviar à SGAL pedindo esclarecimentos acerca das soluções para o efeito estufa dos Jardins de S. Bartolomeu. Como me foi autorizado a dar eco aqui dessa carta, optei por transcrevê-la integralmente para que todos possamos acompanhar o processo.

Aproveito também para saudar a iniciativa do Sérgio que a todos nós ajuda na compreensão do problema.


Exmos Srs,

Na qualidade de promitente comprador de uma fracção no empreendimento Jardins de S. Bartolomeu, venho por este meio solicitar o seguinte esclarecimento.

Tenho-me vindo a aperceber com crescente preocupação que o período de exposição solar a que estão sujeitas as fachadas do empreendimento em referência é elevado o que, apesar das reconhecidas vantagens que se lhe reconhece, possui igualmente alguns efeitos menos positivos.

Como é do Vosso conhecimento, as fracções dos Jardins de S. Bartolomeu possuem uma ampla superfície vidrada, sobretudo na fachada virada a sul, a qual substitui na totalidade a parede.

Tendo presente este facto, é de prever que a referida exposição resulte num aquecimento excessivo, sobretudo durante os meses de verão. Assim sendo, é de prever que muitos condóminos, entre os quais me incluo, venham a procurar minorar os impactos desta exposição solar, nomeadamente através da instalação de aparelhos de ar condicionado.

Acontece que, tanto quanto me é dado saber, o edifício não possui a infra-estrutura necessária para a instalação deste tipo de equipamentos, o que, infelizmente, não obsta a que os condóminos procurem resolver o seu problema, nomeadamente recorrendo às fachadas exteriores para alojar as unidades de refrigeração.

Como é de imaginar, esta não é uma solução que me pareça agradar à SGAL em particular nem tampouco aos condóminos de uma forma geral, uma vez que não só é ilegal como desvirtua as fachadas do edifício, elemento estético que, a par de outros, terá tido o seu peso na decisão das famílias de investir nos Jardins de S. Bartolomeu.

Assim sendo, gostaria que me esclarecessem sobre a possibilidade actual de implementação da infra-estrutura necessária à instalação de ar condicionado nas fracções, designadamente a instalação de todo o circuito de refrigeração.

Mais gostaria que me informassem sobre os moldes em que tal iniciativa poderia ocorrer, e muito concretamente, sobre a disponibilidade da SGAL para participar activamente neste processo.

Não sendo possível a implementação da referida infra-estrutura, gostaria que me informassem sobre que outras soluções poderiam ser tidas em conta para minorar o impacto referido, nomeadamente qual a viabilidade de alterar as fachadas por forma a possibilitar a colocação das unidades externas de refrigeração sem dano estético, e qual a disponibilidade da SGAL para colaborar nessa solução com os futuros moradores.

Certo que o presente pedido de esclarecimento será alvo da Vossa maior atenção, endereço os melhores cumprimentos,

Sérgio Sá


P.S. Recebi também uma fotografia de um nosso futuro vizinho, o João Baptista, de uma fracção do 9º andar, onde a superfície de vidro duplica, com a agravante de não existir a pala exterior para limitar a incidência directa do Sol.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2005

Ainda o Parque Oeste


25 de Junho de 2005


15 de Julho de 2005


31 de Julho de 2005

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