quarta-feira, 31 de agosto de 2005

Junta de Freguesia da Alta de Lisboa?


(Imagem retirada do site da SGAL)


E porque não, já que a Alta de Lisboa é um projecto pensado de raiz, com fronteiras bem definidas, com organismos (SGAL e UPAL) criados exclusivamente para construir e tratar de assuntos referentes a esta área urbana, pensar-se numa Junta de Freguesia da Alta de Lisboa?

Não pretendo ser bairrista e considerar mais importantes os assuntos da Alta de Lisboa do que os da Charneca do Lumiar ou da Ameixoeira. Mas parece-me que existem problemas comuns aos vários bairros que constituem a Alta de Lisboa, problemas de toda a espécie, fruto de uma drástica e repentina trasformação, que poderiam ser tratados de forma mais eficaz se os vários organismos envolvidos não tivessem um leque de preocupações dispersado noutros bairros com características sociais e urbanas diferentes. Relembro que a Junta de Freguesia do Lumiar, por exemplo, abrange não só parte da Alta de Lisboa, como também o Lumiar propriamente dito e Telheiras.

Não interessa que nome tem esta zona de Lisboa, se o nome Alta de Lisboa é apenas uma forma comercial de tornar mais atractiva ao cliente. A verdade é que se existe planeamento na construção de novos bairros em Lisboa é na Alta de Lisboa que o encontramos, e seria coerente criar uma organização celular (Hospital, Centro de Saúde, Super Esquadra, Escolas e Liceu, Junta de Freguesia) dedicada exclusivamente ao projecto.

Gostaria de recolher opiniões acerca desta hipótese. Se é vantajosa, se, por outro lado, poderá prejudicar os habitantes de outros bairros ou se não faz sentido de todo.

Ler o resto

terça-feira, 30 de agosto de 2005

Condomínio do Parque



Alguém sabe se está tudo a correr bem com o Condomínio do Parque? A entrega dos apartamentos está a decorrer dentro do previsto? Existem já muitos futuros moradores?

Ler o resto

segunda-feira, 29 de agosto de 2005

Reunião pública da JF do Lumiar, hoje, às 21h

Hoje, segunda feira, dia 29 de Agosto, às 21:00, será realizada mais uma reunião pública do executivo da Junta de Freguesia do Lumiar, local onde os moradores poderão intervir, expor as suas dúvidas, receios, e propor soluções para os problemas.

Relembro que a Alta de Lisboa não está abrangida apenas pela Junta de Freguesia do Lumiar mas também pelas da Charneca e da Ameixoeira. Será importante sabermos a breve termo quando estão marcadas as respectivas reuniões públicas.

Ler o resto

domingo, 28 de agosto de 2005

Jornal Público faz referência à criminalidade na Alta de Lisboa

Os problemas de segurança tão debatidos no blog Condomínio da Torre, aqui, foram alvo de notícia no Público de hoje, no suplemento Local. Sem link, porque é a pagar, deixo aqui apenas a entrada do texto. Se alguém tiver assinatura electrónica do jornal e queira fazer o favor de me enviar o texto, todos ficamos gratos.

Deixo apenas alguns pormenores:

parágrafo 18: "O PÚBLICO tentou obter estes dados [estatísticas da criminalidade na Alta de Lisboa] junto da Direcção Nacional da PSP, na terça-feira. Até ao fecho desta edição não obteve qualquer resposta."

parágrafo 20: "O PÚBLICO tentou ouvir a SGAL, bem como a UPAL - Unidade de Projecto do Alto do Lumiar (departamento da câmara incumbido de planificar o alojamento e os equipamentos do empreendimento), mas, apesar da insistência, ninguém se mostrou disponível para prestar esclarecimentos."

Estas entidades não são abstractas. Trabalham pessoas que recebem mensalmente, algumas pagas pelo Estado, para dar resposta a estes problemas. Fugir às questões, como tem acontecido demasiadas vezes, não lhes fica bem, desprestigia as causas que representam, desacredita o projecto, prejudica as pessoas que nelas confiaram.

Ler o resto

sábado, 27 de agosto de 2005

Debate Autárquicas 2005 - Sintra, na SIC Notícias

O debate das autárquicas da SIC Notícias para a Câmara Municipal de Sintra, (espantem-se!) a segunda maior do país, foi lamentável. Apenas três candidatos presentes, Fernando Seara (PSD), actual presidente da CMS, João Soares (PS) e Baptista Alves (CDU), por opção da SIC.

Pouco se discutiu. João Soares e Fernando Seara deram um triste e degradante exemplo de como não se deve discutir os assuntos. Interrompendo-se constantemente, raramente se deram oportunidade de esclarecer os eleitores quais as suas ideias, quais as dificuldades que os esperam e como pensam ultrapassá-las. Sintomática a postura que adoptavam quando Baptista Alves intervinha, respeitando a palavra. Sabem perfeitamente que a vitória será de um deles e confiam mais na táctica do ruído, esperando que os eleitores votem por afinidade e simpatia do que por esclarecimento.

Lá está. É pena que estas coisas não se decidam pela competência dos candidatos, equipas escolhidas e programas propostos. Com toda esta poluição retórica, com os milhares de cartazes de 24m2 cada vez mais próximos dos anúncios de automóveis, não se espere grande consciência de voto no dia 9 de Outubro.

Ler o resto

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

Ciclovias



Outra vez a Holanda. Apesar da densidade populacional e falta de espaço para expansão urbana, as ciclovias são uma constante em Amesterdão. Quase sempre bem delimitadas, com duas faixas de rodagem, são utilizadas por residentes e turistas. Existem várias lojas para alugar e arranjar bicicletas.

As ciclovias são um exemplo do aproveitamento das características geográficas de um país. A Holanda é quase toda plana, pelo que as deslocações de bicicleta são extremamente fáceis. As vantagens são inúmeras: por haver menos automóveis na cidade existe também menos poluição atmosférica e sonora, menos stress, e a saúde de quem anda diariamente de bicicleta é provavelmente melhor.



Vê-se todo o tipo de pessoas a andar de bicicleta. Turistas de mochila às costas, casais de idosos a passear, gente a trazer as compras do supermercado, raparigas de vestido e saltos altos a caminho de um jantar, empregados de escritório de fato e gravata com o portátil a tiracolo. O uso é generalizado.



Não há automóveis em cima dos passeios, mas qualquer poste ou gradeamento serve para acorrentar a bicicleta. Junto à Estação Central de comboios existe um enorme parque de bicicletas com três andares.

Não é só na cidade que existe espaço para ciclistas. Fui até uma vila a cerca de 20km de Amesterdão e rolei sempre em ciclovias.


Lisboa tem uma configuração geográfica demasiado acidentada para ter uma rede de ciclovias em toda a sua área, mas no eixo que vai desde a Alta de Lisboa, passando pelo Campo Grande, Avenidas Novas, Marquês do Pombal, Avenida da Liberdade até à Praça do Comércio seria perfeitamente possível andar confortavelmente de bicicleta sem ser um atleta de alta competição. Mas, sem ciclovias, andar de bicicleta em Lisboa é um exercício arriscado. Esta é mais uma infraestrutura que depende apenas da vontade política dos nossos autarcas.

P.S. Aqui fica um estudo da Comissão Europeia para o Ambiente, Cidades para Bicicletas, Cidades de Futuro. Seria bom que alguns autarcas das nossas freguesias o lessem. Mas mesmo que não o façam, esta é uma das propostas que podemos levar avante por meio de abaixo assinados, petições na Assembleia Municipal e de Freguesia. A Alta de Lisboa, por estar ainda em construção, pode ser o início de uma mudança de hábitos e mentalidades nos transportes da cidade.

Outros blogs que falam do assunto: Ambientalistas da Amadora, A-Sul e Massa Crítica.

Ler o resto

quinta-feira, 25 de agosto de 2005

Clima, pessoas, cidadania

As características climatéricas e geográficas condicionam largamente as possibilidades de um país. Querermos encher o Alentejo de campos de golf, como existem em Inglaterra ou na Escócia, por exemplo, é um disparate criminoso do ponto de vista ambiental. Mesmo que possa trazer proveitos económicos com o turismo, a água necessária para manter um campo de golf é imensa para um país que tem um clima quente e seco e que apenas recolhe 10% da água que cai do céu. Também é um erro não aproveitar o Sol que temos para secar a roupa e propor aos habitantes o uso de máquina de secar. São recursos naturais que são desperdiçados.

É realmente verdade, como foi dito num comentário, que a produtividade e riqueza é maior em países europeus com menos calor e horas de exposição solar, mas isso não nos impede de tentar contrariar essa tendência, aproveitando ao máximo as características geográficas que temos. De qualquer forma, tudo o que seja política fiscal, planeamento urbano ou florestal ou de sistema educativo não pode ser justificada com a fatalidade da temperatura média.

O planeamento urbano caótico que temos é um reflexo da nossa incapacidade de pensar a longo prazo. Quer queiramos quer não, está associado às características cívicas, humanas e profissionais que nos leva a ter os piores níveis de escolaridade ou a maior área florestal ardida da Europa. A justificação para esta catástrofe não é apenas climática.

Com os exemplos holandeses que tenho dado não pretendi apenas louvar o que é estrangeiro e maldizer com amargura o que é português. Continuo é a acreditar firmemente que se os cidadãos se juntarem podem alterar e intervir na construção das cidades, das florestas, do país, e melhorar a qualidade de vida de todos.

Termos consciência de bons exemplos e compará-los com a nossa realidade ajuda-nos a ter maior lucidez para exigir. O que falta é saber como intervir na máquina burocrática (juntas de freguesia, câmaras municipais, etc.) para as medidas necessárias serem tomadas.

A Associação de Moradores será um orgão fundamental de representatividade para estabelecer esse contacto. Encontro também cada vez mais virtudes e potencial na internet, nomeadamente nos blogs, para divulgação e congregação de ideias. Blogs e Associação de Moradores poderão coexistir de forma muito interessante.

Ler o resto

terça-feira, 16 de agosto de 2005

Amsterdão Norte

Toda Amesterdão impressiona pela harmonia entre edifícios e espaços verdes. Qualquer área não utilizada com edifícios, estrada, passeio ou ciclovia é destinada a um espaço verde. Se na zona histórica de Amesterdão isto é possível, a zona Norte de Amesterdão, construída em meados do séc. XX, surpreende pela quantidade de parques, jardins e bosques. Nesta zona existem edifícios com mais de dez andares, blocos construídos em linha, mas que distam cerca 100 metros entre si, devidamente rodeados de árvores.



Amsterdão depara-se neste momento com a necessidade de expansão, por haver maior procura do que oferta de habitação, e o tema tem sido alvo de aturada reflexão. É sintomático que não seja sequer equacionada sacrificar a enorme área de espaço verde que existe na periferia da cidade para construção de novas urbanizações. Aparentemente uma árvore na Holanda é tão sagrada como uma vaca na Índia.



E quanto mais tempo passa mais me interrogo pelas razões de termos o Portugal que temos, com as zonas históricas das cidade a serem desfiguradas para substituir alguns prémios Valmor por mamarrachos de 10 andares, as zonas novas a serem construídas sem qualquer planeamento, ao sabor dos interesses imobiliários e à velocidade da corrupção dos autarcas. Interrogo-me onde estarão as diferenças entre dois países, se nas leis, se na consciência cívica e estética que passa de geração em geração, se na preparação académica da sua população, ou numa cadeia de valores mais difícil de perceber, fundamentar e formar. Seja como for, a democracia na Holanda funciona em moldes semelhantes aos nossos, há pessoas eleitas para governar, planear e gerir as coisas durante um mandato limitado no tempo, mas as diferenças começam na qualidade dos eleitos e na vigilância constante dos eleitores.

O que faria um autarca português, com os seus vinte anos de carreira política, num país como a Holanda? Que profissão teria, até onde conseguiria chegar?

Ler o resto

sábado, 13 de agosto de 2005

Separação entre zona urbana e vias-rápidas


(Zona Norte de Amesterdão)

A Holanda dá-nos excelentes exemplos de urbanismo bem pensado. O critério é o respeito pela qualidade de vida dos cidadãos. Como ilustra a fotografia, as vias-rápidas estão separadas das zonas urbanas por placas protectoras e ainda uma densa parede de árvores.

Ler o resto

sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Plano de Urbanização do Alto do Lumiar

Recebi por email, de um morador da Alta de Lisboa, o Carlos Pereira, o link para o Diário da República onde foi publicado o PUAL. Não poderei agora lê-lo com atenção, mas aqui fica para quem quiser saber quais os planos originais para a Alta de Lisboa, perceber se têm sido cumpridos, se existem vazios legais que permitam deixarem de ser cumpridos, etc.

Ler o resto

sábado, 6 de agosto de 2005

Ora digam lá se isto não é uma utopia tornada realidade!

Em França, num clube que milita actualmente na 2ª divisão dos distritais, o Web Football Club, as decisões técnicas são tomadas pelo universo de utilizadores do site. Opções como a táctica, a equipa titular, os marcadores de penalties, o treino específico ao longo da semana, são votadas pelos internautas que seguem atentamente o clube e rendimento da equipa. A influência de cada treinador modifica-se com o acerto das opções tomadas. Assume-se que é uma sociedade de elites, onde alguns decidem mais que outros, mas porque decidem melhor e não por razões menos relacionadas com competência.



O 4º lugar num grupo de 12 na época transacta não foi suficiente para continuar a ascenção meteórica de divisão em divisão que o WFC tem tido nas últimas épocas. Mesmo assim, o saldo é excelente!

Mas o interesse desta questão não é desportiva.

O céu está carregado de fumo, o ar, pesado, é difícil de respirar. Portugal repete todos os verões o pesadelo dos incêndios florestais, o pesadelo de uma classe política incompetente, irresponsável e infantil na sua própria desresponsabilização. Pouco foi pensado ou precavido. Os discursos de pesar e promessas de medidas urgentes são repetidos segundo a minuta utilizada no ano anterior. As populações juram votar na oposição na próxima oportunidade, num protesto de buzinão, irado, sem propor soluções, sem consciência do logro do voto de reacção.

A escolha política é meramente clubística, sem critérios objectivos além dos afectivos. A devoção partidária é quase sempre herdada dos pais. Se existe vontade de contrariar os pais, o voto passa para o partido oposto, mas raramente é verdadeiramente pensado. Daí a crescente pobreza do discurso político, o ridículo a que os cartazes eleitorais chegaram, o vazio das propostas, as mentiras usadas sem qualquer pudor. As nomeações políticas desavergonhadas só possíveis pela inércia dos eleitores.

Daí também a estúpida necessidade de rotular as pessoas de serem de esquerda ou direita para simplificar a análise do discurso. Há dias vi a Alberta Marques Fernandes, no início de uma entrevista de 15 minutos, a perguntar ao José Sá Fernandes em que quadrante político se inseria. No início da entrevista, sem falar sequer das propostas da sua candidatura. Qual é a relevância? É como ajuizar a qualidade de um quadro ou sinfonia sabendo de antemão a autoria da obra, pelo argumento de autoridade, sem avaliar realmente a obra em si.

É mais fácil avaliar a competência de um treinador de futebol que de um autarca. A diferença de golos marcados e sofridos é mais do que objectiva. Seria um bom exercício de férias para todos nós pensarmos no que queremos realmente quando votamos para as autárquicas, as legislativas, europeias ou presidenciais. Para que o voto não seja meramente afectivo, como ser do Benfica ou do Sporting.

O nosso sistema político funciona realmente? Mesmo que seja o pior a seguir a todos os outros, é suficiente? Não é já tempo de pensarmos que a acção parte de nós? Que os senhores que são eleitos para o Estado têm responsabilidades perante nós? Quanto tempo mais vamos pactuar de forma estupidificante (ora o silêncio e alheamento, ora a revolta fácil do buzinão) com a corrupção, a incompetência e a vigarice da nossa actual classe política?

Uma solução como a do WFC pode não ser fácil de aplicar, pode até ter demasiados defeitos para ser benéfica, mas lá que dá vontade, dá!

Ler o resto

quinta-feira, 4 de agosto de 2005

União Desportiva da Alta de Lisboa



Este campo pelado é o estádio do Clube Desportivo da Charneca. Esteve para ser destruído. Mas em negociações entre a CML, UPAL e o CDC foi feita a proposta de fundir este com o Sporting Clube da Torre. Em troca o estádio é reestruturado com bancadas novas, balneários e piso sintético. O novo clube chamar-se-á União Desportiva da Alta de Lisboa.



Os sócios do CDC ficaram tristes com o desaparecimento do seu clube, fundado há mais de 70 anos, ate porque o CDC é bem maior que o SCT, mas conseguiram que as cores da camisola do UDAL se mantivessem azul e grená. Faz lembrar o Barcelona FC, e em Portugal só o Desportivo de Chaves as usa também!


Aqui, onde era o pelado do Sporting da Torre, estão a fazer as terraplanagens para a continuação da Avenida Eng. Kruz Abecassis que irá também ligar ao Eixo Norte-Sul. O UDAL, por fazer referência à Alta de Lisboa, será patrocinado pela SGAL.

Ler o resto

quarta-feira, 3 de agosto de 2005

A política pensada e planeada, ou mais uma forçazinha para um aeroporto faraónico com virtudes difíceis de entender

Referências de referências a interesses imobiliários inconfessáveis relacionados com a Alta de Lisboa, junto à Alta de Lisboa.

P.S. E seguindo a proposta do José Pacheco Pereira,


MICRO-CAUSAS:
PODE O GOVERNO SFF COLOCAR EM LINHA OS ESTUDOS SOBRE O AEROPORTO DA OTA PARA QUE NA SOCIEDADE PORTUGUESA SE VALORIZE MAIS A “BUSCA DE SOLUÇÕES” EM DETRIMENTO DA “ESPECULAÇÃO”?

"Respeito muito os signatários, mas há sociedades que valorizam mais a especulação e a análise, enquanto outras valorizam mais a busca de soluções."
(Manuel Pinho, Diário Económico, 28-07-07)


Todos nós ficaríamos mais informados e poderíamos discutir melhor, aceitando inclusive as razões do governo para tão vultuoso e controverso investimento. Não há nada a temer pois não? Não há segredos de estado, pois não? Não há razões para não se conhecerem, pois não? Até já deviam estar na rede. Eles devem estar feitos em suporte digital, é suposto. Por isso, ainda hoje podem ficar em linha, ou este fim-de-semana. Não há razões para demora.

Sugiro também, para no governo se ouvir melhor, que outros blogues e mesmo os meios de comunicação social possam todos os dias repetir a pergunta, o pedido, até ele ter a única resposta razoável. SFF.

Ler o resto

Construção do Eixo Norte-Sul







Está em fase adiantada de construção o túnel que liga o nó da Ameixoeira ao nó da Avenida Krus Abecassis. A dimensão impressionante desta estrutura de betão armado dificilmente se percebe nas fotografias. Alguém me sabe dizer se vão cobrir de terra o túnel depois de terminado, continuando a colina de São Gonçalo?

Outra das obras mais complexas do Eixo Norte-Sul, o viaduto sobre a Avenida Padre Cruz que irá concluir a ligação deste novo troço ao já existente desde Telheiras à ponte 25 de Abril, não teve ainda início, pelo que o usufruto desta importante ligação rodoviária da Alta de Lisboa ao centro da cidade só será possível daqui a muitos meses.

Ler o resto

terça-feira, 2 de agosto de 2005

Jardins de S. Bartolomeu - efeito estufa



O tema tem vindo a ser discutido aqui, e hoje recebi um muito amável email do Sérgio Sá a mostrar uma carta que irá enviar à SGAL pedindo esclarecimentos acerca das soluções para o efeito estufa dos Jardins de S. Bartolomeu. Como me foi autorizado a dar eco aqui dessa carta, optei por transcrevê-la integralmente para que todos possamos acompanhar o processo.

Aproveito também para saudar a iniciativa do Sérgio que a todos nós ajuda na compreensão do problema.


Exmos Srs,

Na qualidade de promitente comprador de uma fracção no empreendimento Jardins de S. Bartolomeu, venho por este meio solicitar o seguinte esclarecimento.

Tenho-me vindo a aperceber com crescente preocupação que o período de exposição solar a que estão sujeitas as fachadas do empreendimento em referência é elevado o que, apesar das reconhecidas vantagens que se lhe reconhece, possui igualmente alguns efeitos menos positivos.

Como é do Vosso conhecimento, as fracções dos Jardins de S. Bartolomeu possuem uma ampla superfície vidrada, sobretudo na fachada virada a sul, a qual substitui na totalidade a parede.

Tendo presente este facto, é de prever que a referida exposição resulte num aquecimento excessivo, sobretudo durante os meses de verão. Assim sendo, é de prever que muitos condóminos, entre os quais me incluo, venham a procurar minorar os impactos desta exposição solar, nomeadamente através da instalação de aparelhos de ar condicionado.

Acontece que, tanto quanto me é dado saber, o edifício não possui a infra-estrutura necessária para a instalação deste tipo de equipamentos, o que, infelizmente, não obsta a que os condóminos procurem resolver o seu problema, nomeadamente recorrendo às fachadas exteriores para alojar as unidades de refrigeração.

Como é de imaginar, esta não é uma solução que me pareça agradar à SGAL em particular nem tampouco aos condóminos de uma forma geral, uma vez que não só é ilegal como desvirtua as fachadas do edifício, elemento estético que, a par de outros, terá tido o seu peso na decisão das famílias de investir nos Jardins de S. Bartolomeu.

Assim sendo, gostaria que me esclarecessem sobre a possibilidade actual de implementação da infra-estrutura necessária à instalação de ar condicionado nas fracções, designadamente a instalação de todo o circuito de refrigeração.

Mais gostaria que me informassem sobre os moldes em que tal iniciativa poderia ocorrer, e muito concretamente, sobre a disponibilidade da SGAL para participar activamente neste processo.

Não sendo possível a implementação da referida infra-estrutura, gostaria que me informassem sobre que outras soluções poderiam ser tidas em conta para minorar o impacto referido, nomeadamente qual a viabilidade de alterar as fachadas por forma a possibilitar a colocação das unidades externas de refrigeração sem dano estético, e qual a disponibilidade da SGAL para colaborar nessa solução com os futuros moradores.

Certo que o presente pedido de esclarecimento será alvo da Vossa maior atenção, endereço os melhores cumprimentos,

Sérgio Sá


P.S. Recebi também uma fotografia de um nosso futuro vizinho, o João Baptista, de uma fracção do 9º andar, onde a superfície de vidro duplica, com a agravante de não existir a pala exterior para limitar a incidência directa do Sol.

Ler o resto

segunda-feira, 1 de agosto de 2005

Ainda o Parque Oeste


25 de Junho de 2005


15 de Julho de 2005


31 de Julho de 2005

Ler o resto

domingo, 31 de julho de 2005

Recreativo Águias da Musgueira



O Recreativo Águias da Musgueira é uma das principais agremiações desportivas da Alta de Lisboa. A sua nova sede, no Condomínio da Torre, tem no 1º andar uma vasta colecção de troféus conquistados ao longo de mais de 40 anos de existência (fundação em 1 de Maio de 1963).

Actualmente estão em funcionamento as secções de boxe, luta greco-romana, atletismo e ginástica de manutenção, mas é o futebol que ocupa a maior fatia de atletas do clube. Com equipas desde os benjamins, com 12 anos, até aos séniores, a disputar a 1ª divisão da distrital de Lisboa, o Águias da Musgueira enquadra nas suas equipas antigos moradores da Musgueira e conta já também com novos habitantes da Alta de Lisboa.

O presidente do clube é o António Quadros, um homem de mil ofícios e muitas histórias para contar. Viveu na Musgueira antiga, antes do projecto da Alta de Lisboa lhe tomar lugar, foi pugilista, depois treinador, deu e dá grande ajuda ao boxe Cruz Vermelha, passou também dez anos como presidente do Clube Desportivo da Charneca, foi vogal da Junta de Freguesia do Lumiar.

Com o novo complexo desportivo o Águias terá as condições que nunca teve para desempenhar um papel importante nas camadas jovens do bairro. Segundo António Quadros, o clube está receptivo a propostas de eventuais interessados para novas modalidades.

Condições de sócio:
Cartão de sócio e jóia: 7,5€ (levar fotografia para o cartão)
Cota mensal: 1,5€

Participação gratuita em todas as actividades do Recreativo, mensalidade simbólica nas escolinhas de futebol, entrada gratuita nos jogos do Águias realizados no Complexo Desportivo da Alta de Lisboa.

Morada: Rua Tomás del Negro 6B
Telefone: 21 7530470

Ler o resto

sexta-feira, 29 de julho de 2005

Preocupantes atrasos nas escrituras da Colina de S. Gonçalo



A Colina de S. Gonçalo é neste momento um local de emoções distintas. Por um lado a alegria imensa de quem faz a mudança para a nova casa, para o novo bairro, por outro a desilusão e desgaste de quem vê os dias passar sem que a vistoria e escritura sejam marcadas. Testemunhos desta lentidão a ver AQUI.

Alguém me pode dizer quem ganha com isto? Os futuros moradores obviamente que não, ficando em situações de muito difícil gestão, entre a saída da antiga habitação e a entrada sucessivamente adiada na nova. A SGAL apenas recebe a grande fatia do pagamento no acto da escritura, portanto, para além da péssima imagem de desleixo e desrespeito pelas pessoas (não utilizo propositadamente o termo clientes, acho que a situação é mais grave que uma mera relação comercial) não vejo o que possa beneficiar também com esta situação.

Alguém resolve este mistério?

Ler o resto

quarta-feira, 27 de julho de 2005

Complexo desportivo cada vez maior!



Está a ser finalizado o campo de treinos do nosso complexo desportivo. Será essencial para a equipa do Recreativo Águias da Musgueira realizar uma boa época!

Ler o resto

segunda-feira, 25 de julho de 2005

Parque Oeste avança depressa



Vê-se ao centro a construção de uma pérgola que será coberta com plantas trepadeiras.



Uma alameda onde os álamos são substituídos por palmeiras é uma palmareda?



O primeiro nível do espelho de água do Parque Oeste. A passagem da água para os restantes níveis será feita através de pequenas cascatas.



A primeira cascata é junto ao caminho pedonal que atravessa a Alta de Lisboa.



Nalguns pontos da parte nascente do Parque já se nota a relva a crescer.

A primeira fase de construção do Parque Oeste acaba neste ponto, onde começa o grande lago. Futuramente será construída a faixa do Parque que servirá de barreira natural entre a Alta de Lisboa e o Eixo Norte-Sul. Prevê-se que finalizem as obras do parque e o abram ao público em Setembro.

Ler o resto

sexta-feira, 22 de julho de 2005

Não temos os abrigos mas temos os Mupis!


(Fotografia de Pedro Ornelas)

Esta fotografia do Pedro Ornelas, retirada deste post de o céu sobre Lisboa, outro dos meus blogs preferidos, mostra-nos o que representam para o munícipe lisboeta algumas das contrapartidas do protocolo celebrado entre a CML e a JCDecaux.

No entanto, uma leitura atenta ao documento assinado pelas duas partes revela-nos que para a lei ser cumprida não basta estar escrita. Ora vejam lá o ponto 5:

5. No âmbito da legislação em vigor, e nos termos dos critérios e princípios aí estabelecidos, tal mobiliário urbano deve ser adequado e integrado com as características gerais da cidade e por isso deve ser limitado, organizado e regulado, por forma a evitar a ocupação excessiva e desordenada dos espaços públicos ou afectados ao domínio público municipal

Ler o resto

Abrigos das paragens de autocarro

Em resposta ao email enviado à Carris a propósito da ausência de abrigos nalgumas paragens de autocarro, como se vê aqui, o Provedor do Cliente respondeu hoje, avançando um pouco em relação ao que houvera dito ao Rodrigo:


Considerando o teor do e-mail que nos enviou, o qual agradecemos, esclarecemos que a colocação de abrigos nas paragens, na cidade de Lisboa é da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa, através das suas concessionárias de abrigos. Iremos, assim, endereçar a reclamação à autarquia

Contudo, informamos que a área em causa, integrada na chamada "Alta de Lisboa", não tem ainda os arruamentos finais, decorrendo ainda situações de obras que poderão alterar a circulação e localização de paragens dos autocarros.

Sempre ao vosso dispor, apresentamos os melhores cumprimentos.

O Provedor do Cliente


Ou seja, a responsabilidade da colocação dos abrigos é da CML. Esta celebrou em tempos um contrato com a JCDecaux para colocar abrigos nas paragens de autocarro, entre outros equipamentos de utilidade pública, em troca de placards de publicidade (Mupis) espalhados por Lisboa.

O facto de a Alta de Lisboa não ter ainda os arruamentos finais não nos é desconhecido. Prevê-se a conclusão deste enorme projecto para 2015, se não houver atrasos, e a política de incentivo à utilização de transportes públicos não deverá ficar adiada até lá. Mesmo em arruamentos não definitivos, que serão alterados, por exemplo, daqui a um ano, justifica-se pelo menos um abrigo provisório que traga conforto durante a espera dos utentes.

Esperemos então pela resposta da CML.

Ler o resto

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Árvores nos passeios



Estava há tempos para referir este texto de um dos meus blog preferidos, a barriga de um arquitecto. Aborda as consequências sociais que elementos urbanísticos como a largura dos passeios e a inclusão de árvores podem ter.

Neste Verão quente e seco, onde já arde o pouco que ainda resta para arder, é fundamental reflectir nestes pormenores que podem fazer toda a diferença numa cidade, para chegarmos à conclusão que devemos todos ser exigentes para que as cidades não percam a ligação à vida, à natureza. Uma cidade sem árvores, impermeabilizada pelo alcatrão, morta com o cimento, é uma cidade sem qualidade de vida. E já é tempo de todos nós exigirmos voltar a ter uma cidade saudável, onde viver seja um prazer e não um local feito à medida de interesses sectoriais, sem preocupação com as pessoas.

Nalgumas ruas da Alta de Lisboa a inclusão de árvores foi correctamente pensada, como é o caso da fotografia acima, mas infelizmente este exemplo não é geral. O que vos proponho é que encontremos locais onde a solução poderia ser melhor, para depois podermos propor a alteração.

Ler o resto

terça-feira, 19 de julho de 2005

Árvores

"O que faz falta são mais jardins públicos com árvores, uma boa política de investimento na estrutura verde urbana. Não se pode continuar a tapar o sol com a peneira. Neste momento estão a fazer-se estacionamentos a que chamam jardins porque se põe relva por cima. Faz-se muita publicidade quando se planta uma árvore, mas depois arrancam-se 30. As árvores na rua fazem muita falta porque a sua inexistência provoca problemas climáticos como um aumento da temperatura da cidade. Aquilo a que se assiste é cada vez mais uma dizimação das zonas verdes públicas, enquanto algumas das privadas são abusivamente delapidadas. Há uma série de exemplos negativos, como Monsanto, que tem sido constantemente cortado, ou o Parque Eduardo VII, do qual raparam uma fatia para construir o túnel do Marquês, um projecto feito em cima do joelho que vai colocar mais automóveis dentro de Lisboa."

Carlos Severo - Arquitecto (in Público: O que faria para melhorar Lisboa?/19 Julho 2005)


Obrigado Aníbal!

Ler o resto

Evolution do Parque Oeste


25 de Junho de 2005


15 de Julho de 2005

Ler o resto

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Outras perspectivas




Aqui ficam outras perspectivas da malha que engloba o Parque S. João de Brito, Evolution e Dolce Farniente.

Ler o resto

domingo, 17 de julho de 2005

Pressão imobiliária


(Edifícios Dolce Farniente, junto ao Parque das Conchas)


A questão já foi trazida há tempos pelo Pedro, mas resolvi lembrá-la de novo. Na parte Sul da Alta de Lisboa a densidade de construção é enorme. Não é este o ideal de cidade que devemos procurar, ruas estreitas para edifícios altíssimos.

Uma regra usada no planeamento urbanístico consiste em estabelecer como altura máxima de um edifício a largura da rua. Ou seja, uma pessoa, do outro lado da rua, para ver céu, não terá que inclinar a cabeça mais que 45º.

Não sei se esta regra vigora como lei em Portugal, se está contemplada no PDM de Lisboa, e se o que se passa no local apresentado na foto é normal.

Ler o resto

sexta-feira, 15 de julho de 2005

Complexo Desportivo





Está praticamente concluído o primeiro de dois campos de futebol do complexo desportivo da Alta de Lisboa. Dotado de uma bancada e equipado com relva sintética, este campo será utilizado já na próxima época oficial, de 2005/2006, pelas equipas de infantis, iniciados, juvenis, juniores e seniores de futebol do Recreativo Águias da Musgueira.

Este conjunto de infraestruturas englobará ainda mais um campo de futebol, um pavilhão polivalente para prática de futsal, basquetebol, hóquei em patins, andebol, voleibol e ginástica, uma zona de piscinas com três tanques, um deles com medidas oficiais e outros dois dedicados à aprendizagem. Servirá também de sede às Federações Portuguesas de Ginástica e de Esgrima.

Quando finalmente me tornar morador da Alta de Lisboa, este será o meu 2º complexo desportivo. O primeiro adquiri-o no Liceu. Jogava futebol de forma patética.

Ler o resto

quinta-feira, 14 de julho de 2005

Estendais



Apesar da imagem fazer parecer o contrário, a maior parte dos edifícios da Alta de Lisboa não está preparada com estendais para secar roupa. Alegadamente existe uma lei que proíbe a existência de estendais. Os arquitectos, por opção estética e encorajados pela lei, acabam por não encontrar qualquer solução no exterior do prédio para uma necessidade que se espera básica. Também dentro de casa, sobretudo em apartamentos com áreas mais reduzidas, torna-se difícil, pouco prático e eficaz estender roupa.

A solução proposta por construtores e arquitectos das casas é a compra de uma máquina de secar roupa. Mas isto levanta outras questões:

- Num país como Portugal, onde a energia é cara e o nível de vida baixo, faz sentido não aproveitar um recurso natural como o Sol?

- Concordando com a preocupação estética, não seria possível encontrar uma solução de compromisso?

- A fotografia mostra o bloco de habitação social do Condomínio da Torre. Será razoável pedir a algumas pessoas que têm como rendimento mensal cerca de 400€ a compra de uma máquina que custa quase tanto? E o aumento da factura de electricidade seria comportável?

Ler o resto

terça-feira, 12 de julho de 2005

Percurso para o Mercado das Galinheiras


(imagem retirada do LisboaInteractiva)

Nesta vista aérea temos a amarelo o percurso para o Mercado das Galinheiras, desde a Rotunda Cardeal D. António Ribeiro, passando pela Avenida 7, junto ao condomínio Colina de S. Gonçalo, indo para Norte, junto ao antigo campo de futebol das Águias da Musgueira. O mercado está assinalado a vermelho. Funciona aos Domingos, desde as oito da manhã até pouco depois do almoço. Um mercado essencial para muitos dos moradores da Alta de Lisboa, com excelentes produtos hortícolas, vendidos pelos produtores.

Ler o resto