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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Ligação do Campo Grande à 2ª circular

Aqui de cima vê-se no canto superior esquerdo o estádio do eterno rival do Benfica, logo abaixo e até ao canto superior direito, onde se encontra uma espécie de bússola com os pontos cardeais alinhados à esquadria com a imagem, percorre a Av. Marechal Craveiro Lopes, mais conhecidoa por 2ª circular. No canto inferior esquerdo temos a Cidade Universitária, com a Alameda da Reitoria a atravessar o grandioso Jardim do Campo Grande pela Avenida do Brasil. Nesta, seguindo para nordeste, encontra-se à direita o Bairro de Alvalade (no canto inferior direito da imagem) e à esquerda três lotes de terreno com aspectos e funções distintas: um baldio, o Hospital Júlio de Matos, e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

Diz-se há muito, que havia planos para fazer passar neste baldio uma estrada que ligasse o Campo Grande à Av. Marechal Craveiro Lopes, mais conhecido por 2ª circular. Um projecto que obviamente seria acompanhado por uma operação urbanística que compusesse a malha. A este momento alguns dirão novamente: "Mas que te isto a ver com a Alta de Lisboa? Não é este blog apenas e só sobre o bairro a que se refere no título?". Corroborando um argumento desde sempre apresentado neste blog, de que a Alta de Lisboa só crescerá saudável se souber ler a restante cidade para melhor se lhe ligar, juntamos aqui mais uma nota que deve estar por certo em cima da mesa do Sr. Vereador do Urbanismo, Arqº Manuel Salgado.


Criar esta ligação têm inúmeras vantagens:

1- Resolve o enorme problema de escoamento automóvel da ligação do Campo Grande à 2ª circular.

2- Para a ligação à 2ª circular, não precisa de se preocupar com a engenharia necessária. Encontrará na SGAL e UPAL os projectos mais do que aprovados para a famosa Porta Sul. Um enorme nó rodoviário que pretende ser muito mais do isso, com ligações pedonais, ciclovias, e espaço previsto também para edifícios de serviços. Este nó fará também a ligação à Av. Santos e Castro e ao Eixo Central que atravessará a Alta de Lisboa.

3- E quem paga as obras deste nó? A SGAL, em nome do contrato inominado que fez com a CML para criar o projecto da Alta de Lisboa.

4- E para que serve a Av. Santos e Castro com 90% do troço concluído, esperando apenas e só que a CML cumpra a palavra dada há anos? Para nada. Estando concluída, aliviará a 2ª circular de muito do trânsito do interior da Cidade que pretende seguir para a A1. A Av. Santos e Castro ligará a 2ª circular ao Eixo Norte-Sul.

5- Requalificará um enorme lote de terreno, com uma valorização urbanística enorme, que poderá fazer amealhar para os cofres falidos da edilidade lisboeta uma quantia preciosa para aplicar na manutenção e melhoramento da Cidade de Lisboa.

6- Retirará muitos automóveis do Campo Grande, melhorando substancialmente a qualidade do ar e devolvendo ao Jardim uma fruição mais agradável.

Aqui ficam umas imagens deste terreno baldio:












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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Eixo Norte-Sul congestionado?

Segundo fonte do CDS-PP ao Destak, a situação no novo troço (Lumiar/CRIL) por vezes é «caótica», sendo que há carros que o fazem a 140 km/hora, para depois serem obrigados a travar abruptamente em zonas como a Calçada de Carriche.

Os deputados lembram que, num mês, o último troço do Eixo Norte-Sul foi atravessado por 640 mil viaturas, o que o torna uma das vias mais utilizadas no País, e frisa que, do seu início até à zona do Lumiar, tem-se verificado «desrespeito reiterado» da velocidade, bem como congestionamento grave, nos dias úteis e de manhã, em todas as vias de acesso ao Eixo N-S e acessos e saídas da Segunda Circular.

O tempo anteriormente gasto para sair da zona de Carnide, Telheiras e Lumiar «multiplicou».



Não sou eu que o digo, é a notícia que saiu hoje no Destak. Caros leitores, confirmam isto? Que balanço fazem do novo troço do Eixo Norte-Sul, 40 dias depois da sua inauguração?

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domingo, 18 de novembro de 2007

Os mesmos duas vezes

A pompa e a circunstância do costume nos discursos oficiais da cerimónia de assinatura do contrato de adjudicação da conclusão da CRIL.

De acordo com o Portugal Diário, "A conclusão do troço final da CRIL permitirá desviar do eixo norte-sul 40 mil carros por dia e outros 12 mil da calçada de Carriche, segundo uma apresentação das Estradas Portugal, divulgada hoje na cerimónia de assinatura do contrato."

Há coisa de um mês, noutra cerimónia de circunstância e pompa (desta vez mais merecida - assinalava-se a conclusão de uma empreitada e não a aposição de autógrafos num contrato de prestação de serviços) o presidente da mesma empresa pública citado pelos jornais, afirmava que 22.500 veículos seriam desviados da 2ª Circular para o Eixo Norte-Sul.

Neste pingue-pongue de tira e põe, nesta contabilidade de vasos comunicantes, neste autista e interesseiro modo de apresentar as vantagens, fica-se com a sensação que, se a CRIL retira à Norte-Sul mais veículos que esta retirou à 2ª Circular, então a Norte-Sul perderá a sua relevância como descongestionadora do trânsito da 2ª Circular - principal argumento apresentado na sua inauguração, se não me falha a memória, para justificar a construção deste último troço. Perdendo esta relevância, então bastaria ter-se concluído a CRIL para libertar o trânsito da 2ª Circular, complementando-se esta obra com a ainda adiada Av. Santos e Castro.

Ou seja, um bocadinho mais de atenção e menos inércia mental teria poupado alguns euros ao erário público.

É uma chatice ver o tempo confirmar os nossos argumentos quando já não há hipótese de defenestrar pela janela da história o "medonho" que nos colaram à janela.

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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Obras mal acabadas

Eixo Norte-Sul, ontem, dia 24 de Outubro de 2007, duas semanas após a abertura ao tráfego.

Na minha máquina fotográfica, que é daquelas pequeninas, só couberam 4 homens, mas ao todo eram muitos mais.

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quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Voam, mas voam baixinho


Que o lambebotismo foi sempre uma imagem de marca das camadas inferiores do poder já era de há muito conhecido no anedotário político nacional. Que esse particular uso da língua foi sempre gravoso para o sentido da vista também foi desde sempre comprovável pela corrente negação da realidade a que essa atitude muitas vezes obrigava.

Felicitar o chefe pela última inauguração ainda é compreensível. Ignorar as cautelas com que o seu ex-número dois e actual presidente da Câmara brindou a inauguração de mais uma auto-estrada no interior da cidade faz parte de quem se preocupa mais em manter o brilho perante a autoridade presente do que em pensar com consciência no futuro.

Mas não será abusar da tolerância dos seus concidadãos considerar que a existência de uma auto-estrada em viaduto sobre uma área urbana consolidada melhora as "condições ambientais da Cidade"? As condições ambientais da cidade??? Ó meu amigo que este ditirambo lhe melhore as suas condições dentro do partido ainda acredito, agora as da cidade? Ou será que o Lumiar e a Alta de Lisboa não fazem parte desta cidade? Ou será que se esqueceu de que, como coordenador da Secção do Ps do Lumiar, Ameixoeira e Charneca, deve alguma consideração aos seus vizinhos?

E porque é que há uma palavra de preocupação para o infrequentado polidesportivo e para o manhoso mercado e nenhuma para os moradores?

PS - Antes que o representante eco´lógico para o Lumiar da coligação CDU se venha pôr em bicos dos pés nos comentários a publicitar a abstenção dos seus pares, publicito-a eu. Mas deixo já uma pergunta: abstenção porquê se defendiam nas últimas eleições intercalares a conclusão urgente deste troço?

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terça-feira, 16 de outubro de 2007

Moção apresentada por Cidadãos por Lisboa pela segurança no Eixo Norte-Sul com aprovação unânine

A leitura do último parágrafo deste post, como o Vereador Manuel João Ramos aqui comentou, levou os Cidadãos por Lisboa a apresentar ontem uma moção na Assembleia Municipal, entretanto aprovada por unanimidade.

Diz a moção:

1 - Street racing no novo troço do Eixo Norte-Sul

Considerando que:

Após a inauguração do último troço do Eixo Norte-Sul, no passado dia 10 de Outubro, começou já esta via a atrair os chamados “street racers”, especialmente na zona do viaduto sobre o Lumiar, sobrepondo-se o som das viaturas transformadas à eficácia das barreiras sonoras e provocando grande número de reclamações por parte dos moradores da zona;

Venho por este meio propor que:

A Câmara Municipal de Lisboa delibere, não só uma apertada fiscalização desta via por parte da PSP, como a instalação urgente de medidas de controlo e abrandamento de velocidade em permanência.

Lisboa, 12 de Outubro de 2007

Os Vereadores
“Cidadãos por Lisboa”
Manuel João Ramos



Esta leitura atenta dos blogs revela de parte dos Cidadãos por Lisboa uma postura louvável de querer servir a população, procurando conhecer os seus problemas e actuando para a sua resolução. Um bom exemplo para todos os que se esquecem rapidamente do significado de «causa pública».

Aproveito para alertar que o street racing existe também na Alta de Lisboa, com ocorrência frequente na Av. Nuno Krus Abecassis e na Rua Helena Vaz da Silva. Não sendo especialista na matéria, proponho para resolução imediata e eficaz deste problema que põe em causa a segurança dos moradores a implementação de passagens de peões desniveladas, com cerca de 20cm de altura, como existem em milhares de cidades europeias e muitas portuguesas também. Não faço ideia se é a melhor solução, se agrada à maioria dos moradores, mas não tenho dúvidas que o street racing seria impossível.

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quinta-feira, 11 de outubro de 2007

De Dei After


A sorte para eles é que estas coisas em Portugal são muito espuma dos dias, no dia seguinte já ninguém se lembra (na verdade, nem mesmo no momento em que são proferidas deixam muita impressão) dos números que foram atirados ao vento para justificar as opções. Melhor ainda, ninguém se apercebe de que os mesmos variam com o emissor, às vezes com a hora da emissão. Um ouvido mais atento ficará sem perceber se foi a citação que saiu mal ou se deveu a correcção à intervenção atempada de um assessor mais atento.

Uma volta rápida pela comunicação social dá-nos uma visão dos "números" do Eixo Norte-Sul. Eu ouviu o sr. ministro antes da chegada do chefe para a inauguração falar do 80.000 veículos que seriam desviados da 2ª Circular para o Eixo Norte-Sul. Tanto o Jornal de Notícias quanto o Expresso citam o presidente das Estradas de Portugal para afirmar que 22.500 (ou 22.000... apesar se ser uma citação há uma variação de 500 automóveis) serão desviados da mesma via.

O que justifica esta diferença? Será que o ministro pensava em termos de meia-semana? Ou será que foi o seu proverbial entusiasmo por estas questões (jámé! jámé!) que o levou a exagerar?


Mas exagero por exagero, citemos o valor anunciado para esta obra: 73,6 milhões de euros a que se acrescenta o valor (não divulgado) das expropriações a cargo da CML (terão sido pagas?) e, provavelmente, os arranjos exteriores e reconstruções (veremos se faziam parte desta empreitada). O que, convenhamos, é um balúrdio para 4,3 km de uma via que só vai retirar 20.000 carros por dia de... onde quer que eles estavam. E é um balúrdio suficiente para manter caladinhos os habitantes prejudicados pela implantação da coisa à frente de suas casas: não fizeram as Estradas de Portugal o especial favor de colocar tabiques de absorção sonora e asfalto especial?

Antes que a histeria habitual dos que não suportam dar dois passos na rua sem pegar no carrinho comprado com tanto esforço comece a inundar a caixa de comentários, deixem-me acrescentar que, aparentemente, não estou só na condenação deste elefante creme. Se os jornalistas não se enganaram a ouvir, até o insuspeito Presidente da Câmara se declarou embaraçado com esta via. De acordo com o Público, o presidente da Câmara de Lisboa considera que, apesar de essencial para a melhoria do trânsito, a conclusão do Eixo Norte-Sul pode gerar "efeitos perversos em matéria de circulação": o regresso dos congestionamentos à Segunda Circular, quando os automobilistas perceberem que ali se passou a circular melhor. "Para evitar isto é fundamental uma grande aposta na prioridade à alteração do modo de transporte individual para o transporte colectivo", observou António Costa.

Eu bem sei que é fácil falar depois do trabalho feito e que esta posição precisa dos factos para a tornar coerente. É um princípio, no entanto. E, aparentemente, uma mudança de paradigma no modo de gerir esta cidade.

NOTA FINAL - Esperemos que o último argumento adiantado por José Sócrates na resposta a António Costa (ser verdadeiramente chocante que esta obra tenha levado 20 anos a completar) não tenha sido a razão principal para a decisão de a terminar no presente. A ser assim, ainda veremos um dia destes o primeiro-ministro a inaugurar o boulevard previsto há 120 anos para ligar Santa Apolónia ao Castelo de S. Jorge. Isso é que seria um acontecimento digno de vulto senhor genheiro!


NOTA ADICIONAL - Afinal nem todos andam distraídos dos discursos oficiais. Aparentemente seduzidos pelo anúncio de que, a partir de agora, seria mais rápido chegar à A1 (e, consequentemente, à Ponte Vasco da Gama), alguns street racers já experimentaram esta madrugada a velocidade de ponta das suas máquinas no viaduto sobre o Lumiar. Diz quem acordou que o som do tunning se sobrepôs claramente à eficácia das barreiras sonoras.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

UM TRISTE TIGRE


Hoje é dia de banda e foguetório. O palanque que acolherá os altos dignatários já se encontra montado, estrategicamente colocado face ao verdejante parque Oeste

(suficientemente perto para apadrinhar o conceito de uma cidade ecológica, suficientemente longe para ocultar dos media o estado de abandono a que o votou uma descuidada gestão camarária). Longe do Lumiar-passado. Perto da Alta de Lisboa-futuro.



Como sempre num país de festas, a aparência será superior à substância. Todos os olhos criticamente apreciarão os reluzentes vidros/muralhas acústicas, as seis-faixas-seis que permitirão um tão rápido (até ao departamento de trânsito montar mais um radar) escoamento do tráfego suburbano, os iluminados túneis que permitiram poupar um morro ao desgastante deslizar dos automóveis. Poucos ou nenhuns repararão (ou tudo farão para ignorar) nas ligações de esgoto por terminar,

na balbúrdia que ainda se mantém no Lumiar,

no Mercado que falta reconstruir,



nas instalações provisórias esquecidas por uma fiscalização da ASAE,


na ausência de concretização da projectada alteração viária do centro do Lumiar (o que se passa com isto? onde pára o projecto? terá sofrido alterações face à não-expropriação da estação de serviço?).

Os discursos seguirão juntos ao lugar-comum. A Norte-Sul que é uma mais-valia para a cidade de Lisboa. A 2ª Circular que ficará livre de engarrafamentos. Os cidadãos que chegarão num instante ao centro da cidade. A Alta de Lisboa que ficará mais perto do ideal projectado. Publicitado. Prometido.

Será mesmo assim?

Começado a ser projectado há quase 20 anos com a ambição de desviar o trânsito de passagem do centro da cidade, o Eixo Viário Norte-Sul perdeu parte da sua importância com a construção de várias infra-estruturas que lhe foram posteriores em concepção mas que o ultrapassaram em realização. O trânsito regional e nacional passou a ser primeiro dividido e mais tarde quase todo desviado para a ponte Vasco da Gama e, recentemente, para a nova A13 directa a Santarém. A Radial de Benfica permite a ligação directa ao IC19 e – para quando a sua conclusão? – à CRIL.

Do trânsito insuportável de veículos pesados e ligeiros de passagem quanto resta nos tempos de hoje? Não o suficiente para justificar tanta obra, não o suficiente para justificar uma auto-estrada em viaduto sobre uma zona urbana consolidada.

A Norte-Sul é, hoje em dia, uma via suburbana de ligação da cidade aos dormitórios da outra-banda e de Odivelas a Loures. Um modo de chegar mais rapidamente aos engarrafamentos de acesso à Ponte 25 de Abril, à 2ª Circular e à Avenida Padre Cruz.

A partir da sua conclusão o que mudará? Muito pouco. Continuarão as filas na saída para a ponte. Continuarão as filas para a saída da Avenida Padre Cruz (uma vez que a saída em túnel para a mesma desapareceu do projectado). A 2ª Circular passará a estar menos cheia (será?) e o trânsito desviado continuará a parar junto ao acesso à A1. Telheiras verá o centro mais desimpedido.

E a Alta? A Alta verá alterar-se o perfil dos seus engarrafamentos, pelo menos nos primeiros dias. Naturalmente, muitos sentirão a tentação de experimentar o novo acesso, abandonando a problemática ligação por Calvanas, a muito entupida saída pelo parque Europa desde a inauguração do colégio de S. Tomás e as muito caóticas, paradas e sofridas saídas pelo Lumiar e Ameixoeira. A Avenida Krus Abecasis, com as suas duas faixas encher-se-à rapidamente a partir das duas retardadoras rotundas para onde igualmente confluirá o trânsito agora em sentido contrário vindo da Ameixoeira e Lumiar. Trocou-se uma fila por outra. E dado que a Norte-Sul continuará com as mesmas alternativas de ligação ao centro da cidade, os moradores da Alta, mais satisfeitos porque percorreram mais rapidamente os quilómetros iniciais, encontrarão as mesmas filas entediantes de sempre. Mantém-se a filosofia habitual nos acessos da cidade: mais auto-estradas para se chegar mais depressa aos engarrafamentos.

À Alta não bastará a abertura dos três acessos previstos no Plano de Urbanização (Portas Norte e Sul e Ligação ao Eixo Norte-Sul) porque estes conduzirão inevitavelmente, mais quilómetro menos quilómetro, a engarrafamentos. A solução para os moradores da Alta passa pela implementação de uma área de serviços suficientemente atractiva que permita a médio prazo a parte dos seus moradores encontrar trabalho perto da residência e, mais importante, pela implementação de uma rede de transportes públicos rápidos com uma oferta superior à do transporte privado individual. Eléctricos de superfície. Metropolitano. Tudo soluções menos dispendiosas que esta. Tanto a curto quanto a longo prazo.

E quanto ao Lumiar, esse filho esquecido? Ao Lumiar resta-lhe esperar pela conclusão das obras cá em baixo, enquanto as palmas se esbatem, lá em cima.

Ao Lumiar resta-lhe ter esperança que seja – finalmente! – efectuado um rearranjo rodoviário que resolva o problema do duplo cruzamento da Alameda das Linhas de Torres com a Estrada da Torre e com o acesso à Padre Cruz.


Ao Lumiar resta-lhe olhar resignado para o edifício da Junta de Freguesia acachapado sob o mastodôntico viaduto.

Ao Lumiar resta-lhe esperar pela reabilitação do mercado velho já que a verba não sobrou para a construção de um novo mercado com potencial para chamar os novos residentes da Alta (e, tanto quanto sei, não está previsto nenhum para a mesma, para além do Continente do costume a colocar na malha 5) e rezar para que a ASAE não encerre as instalações provisórias.

Ao Lumiar resta-lhe cobrir os ouvidos ao tráfego constante que passará por cima das suas cabeças, fechar aos olhos os viaduto que lhe desvirtuou as vistas

e tapar o nariz ao mau ar que lhe chega dos escapes dos que passam apressados para o engarrafamento seguinte.



E esquecer, esquecer as vistas curtas dos que os governam e que tão pouco pensam na qualidade de vida de alguns dos seus cidadãos.

PS- Já agora uma palavra de apreço para todos os executivos da Junta de Freguesia (do Lumiar, da Alta de Lisboa) que souberam manter um silêncio salomónico durante o processo. Ao longo de todos estes anos, nem uma palavra publicada sobre esta temática, nem uma tomada de posição, nem um protesto pela destruição do centro do Lumiar, nem uma proposta para a requalificação da zona das demolições naqueles boletins de propaganda que chegam tarde e a más-horas às caixas de correio. É obra!

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O Viver na Antena 1 para falar do Eixo Norte-Sul

O Viver foi contactado por Mário Galego, do programa Portugal em Directo da Antena 1, para dar a sua opinião acerca das vantagens e prejuízos que o novo troço Eixo Norte-Sul trará ao Lumiar e Alta de Lisboa.

A nós juntaram-se outras pessoas do Lumiar, moradores, uma senhora que tem uma banca de jornais e o dono de um café. As opiniões são várias.



Durante dois anos andámos a discutir esta nova auto-estrada. As vantagens que traz para os moradores da Alta de Lisboa, que até hoje saíam para Lisboa por ruas demasiado estreitas para tanto fluxo, ou para os residentes dos Concelhos de Loures e Odivelas que entopem diariamente a Calçada de Carriche. As vantagens para a viabilidade da Alta de Lisboa, tão sedenta de trunfos que a façam vencer a guerra do mercado imobiliário.

Mas o Eixo Norte-Sul tem também um lado mau, que ficará indissociável a toda a classe política que protelou mais de 20 anos esta obra. Ao perder-se a oportunidade de a fazer em túnel, tornou-se inevitável para a sua conclusão invadir uma malha residencial já estabelecida no Lumiar há mais de 30 anos, substituindo para sempre a vista de árvores e outros prédios por uma auto-estrada de 6 faixas a funcionar 24 horas por dia. Poluição sonora, atmosférica e visual. O sacrifício de uns lisboetas para benefício de outros. Justifica-se?

Hoje é dia de festa, com muitos discursos e foguetes. Virão inúmeros políticos à Alta de Lisboa para passear pelo viaduto do Eixo Norte-Sul e comer croquetes e rissóis. Mostrar-se-ão orgulhosos com a obra feita. Mas algum deles gostaria de viver a partir de hoje no Lumiar, com a janela do quarto virada para uma coisa a que chamam progresso?

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terça-feira, 9 de outubro de 2007

O troço do eixo norte-sul que abre amanhã

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Amanhã abre finalmente ao trânsito o último troço do IP7 que liga a CRIL (zona do túnel do Grilo) a Elvas, isto para aplicar os termos técnicos.
O troço em questão (Av. Padre Cruz – CRIL) pertence ao eixo norte-sul que é uma auto-estrada que percorre todo o concelho de Lisboa, desde a ponte 25 de Abril até à CRIL.
O “Viver” pretende fazer um pequeno balanço sobre as vantagens e desvantagens da abertura deste troço de auto-estrada urbana no dia-a-dia dos habitantes da região de Lisboa. Para isso, a redacção do “Viver”, pede a colaboração dos seus leitores através do envio de fotografias e/ou de pequenos textos (devidamente identificados) que ilustrem as vantagens ou desvantagens da existência desta via. Esta informação será publicada no blog ao longo das próximas semanas. Poderão enviar a correspondência para viveraltadelisboa@gmail.com

O "Viver" agradece desde já a colaboração de todos.

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sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Evolução do Eixo Norte-Sul

O "Viver" foi mais uma vez fazer uma pequena reportagem acerca do estado de evolução da construção do último lanço do eixo norte-sul. Sabendo o que se passa com os atrasos na construção das acessibilidades da Alta de Lisboa, é natural que a abertura ao tráfego desta via seja olhada como uma forma de contornar as dificuldades diárias do trânsito automóvel. A SGAL lançou uma nova campanha de promoção dos andares ainda não vendidos com base na expectativa da melhoria dos acessos (de automóvel) à Alta de Lisboa. Na rotunda D. António Ribeiro está exposto este anúncio:

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De facto, os preços de um T3 na Colina de S. Gonçalo estão mesmo baixos. Nada como uma subida nas taxas de juro para abafar um pouco os efeitos da especulação imobiliária!

A actividade de construção do último troço do eixo norte-sul é frenética! Não pára nem aos domingos nem aos feriados como hoje, dia 5 de Outubro. A comparação entre 5 de Agosto e 5 de Outubro mostra bem o ritmo de desenvolvimento desta obra:

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5 de Agosto (fotografia de Mário Oliveira)

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5 de Outubro


O asfaltamento do viaduto do Lumiar está quase terminado e a julgar pelo número de operários especializados a trabalhar é bem possível que a obra esteja terminada dentro de uma ou duas semanas:


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Quando o eixo norte-sul abrir toda a zona envolvente vai sentir grandes alterações nos ritmos de circulação automóvel. A rede de azinhagas e de cruzamentos perigosos das freguesias da Ameixoeira, da Charneca e do Lumiar não está preparada para receber um aumento colossal de automóveis em circulação. Seria bom ter apostado num plano paralelo que melhorasse o transporte público, no sentido de promover uma ligação eficaz com as estações de metropolitano mais próximas. Com o espaço disponível teria sido possível criar ruas ou faixas exclusivas para o transporte público bem como melhorar os caminhos pedonais. Ao invés disto, a nova auto-estrada, vai certamente atrair muitos mais automóveis para o centro urbano de Lisboa.

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domingo, 23 de setembro de 2007

Reflexão sobre um tema urbano recorrente

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Eixo norte-sul no cruzamento com a Avenida Padre Cruz

A propósito do tema da última semana ter sido dedicado à mobilidade nas cidades europeias aqui fica uma pequena reflexão acerca da mobilidade em Lisboa e os efeitos do eixo norte-sul.
Já aqui foram referidas as grandes vantagens e desvantagens desta nova auto-estrada que atravessa Lisboa de norte a sul. Como grandes vantagens destaca-se a maior facilidade de acesso a algumas zonas do norte da cidade que actualmente estão rodeadas de maus acessos rodoviários. É possível, que a partir do momento em que esta via entre em funcionamento na sua totalidade, passe a haver um decréscimo significativo do elevado número de automóveis nas ruas de muitos bairros lisboetas situados a norte da 2.ª circular. Todavia, a abertura desta grande via de entrada em Lisboa irá, certamente, atrair mais automóveis para o centro da cidade. Ora, como o espaço que existe dentro de uma cidade é limitado, é natural que piorem alguns dos engarrafamentos habituais. Outro grande problema é o aumento da poluição sonora e atmosférica provocado pelo crescente ritmo de entrada de veículos movidos a combustível fóssil. Mais emissão de gases nocivos significará pior qualidade de vida para as populações da região da grande Lisboa. A par deste desenvolvimento, orientado para o aumento da circulação automóvel, deveria haver um plano em execução que cuidasse da chamada mobilidade ecológica (ou menos poluente) de pessoas e bens no interior da malha urbana. De facto, a grande maioria das deslocações urbanas são de curta distância, muitas vezes não ultrapassando os 6 km! Para estes pequenos trajectos deveria ser criada uma boa rede de transportes públicos não poluente baseada, por exemplo, numa rede de eléctricos modernos, que circulasse em ruas livres do pesado trânsito do automóvel particular. A par disto deveriam ser criados locais seguros onde grande parte das pessoas pudesse deixar o seu automóvel. O pagamento do estacionamento deveria dar acesso ao transporte público em todas as redes sem mais encargos. Assim, as nossas ruas poderiam ter mais passeios, mais árvores e talvez deixassem de ser perigosas para grande fatia da população urbana que não tem automóvel. Isto soa a utopia, mas o que é certo é que a escassez cada vez maior de recursos está, a pouco e pouco, a limitar o nosso crescimento económico baseado num aumento exponencial do consumo de matérias-primas e energia. Sem o desenvolvimento das técnicas de reciclagem e sem a redução do consumo exagerado de hidrocarbonetos fósseis a humanidade não irá longe neste século XXI.

Aqui ficam algumas fotografias que mostram o estado de desenvolvimento do último troço do eixo norte-sul em construção. Datam de 23 de Setembro de 2007, primeiro dia de Outono. A pressão para terminar a obra é tanta que os trabalhos prosseguem ininterruptamente, mesmo aos domingos.

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Placa informativa na saída do nó da Ameixoeira no sentido sul-norte

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Aspecto geral do eixo na zona do nó da Ameixoeira (ao fundo vê-se o Lumiar)


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Parte inferior do viaduto do Lumiar do eixo norte-sul


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Protecções sonoras no início do viaduto do Lumiar (lado da Ameixoeira - nascente)


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Aspecto geral do viaduto do Lumiar (lado poente)


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Pormenor dos acabamentos do último troço betonado


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Último troço betonado ainda com parte da estrutura de sustentação
(cruzamento com a Alameda da Linhas de Torres)



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Pormenor do cruzamento com a Alameda das Linhas de Torres


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Viaduto no atravessamento da Av. Padre Cruz (do lado de Telheiras)

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domingo, 9 de setembro de 2007

Eixo Norte-Sul quase completo

Estamos a cerca de 2 meses da abertura do último troço do eixo norte-sul. Lá para Novembro é provável que este novo troço de auto-estrada urbana seja percorrido diariamente por um elevadíssimo número de automóveis, à semelhança do que acontece hoje na segunda circular.

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Estará a malha urbana adjacente aos nós de saída e entrada desta auto-estrada preparada para receber um acréscimo significativo de automóveis?

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Parece-me que não...

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sexta-feira, 10 de agosto de 2007

O eixo viário que divide o Lumiar

Aqui está uma imagem bem elucidativa da forma como o eixo Norte-Sul divide o Lumiar ao meio.

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Os agradecimentos vão para o Mário Oliveira que teve a gentileza de me enviar esta excelente fotografia obtida por ele no dia 5 de Agosto de 2007.

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terça-feira, 7 de agosto de 2007

Eixo Norte-Sul - Algumas achegas

Há muito tempo, estava prevista a ligação do Eixo Norte-Sul à Avenida Padre Cruz em túnel - eu vi o projecto. Aparentemente foi abandonado, provavelmente por razões orçamentais.
O estudo prévio para este troço foi realizado em 1996 e penso que o desenvolvimento do mesmo terá sido efectuado com base num traçado pensado muito mais cedo. O Alto do Lumiar era já uma ideia a ganhar forma e a necessitar de bons acessos e as preocupações ambientais que permitiriam garantir o sossego aos moradores do Lumiar ainda não tinham atingido o estatuto de politicamente correcto que têm hoje em dia. Terá sido o "bom senso" a ditar não haver justificação para os custos que um túnel implicaria.
Este "desprezo" pelo bem particular em detrimento do "bem comum" é patente de uma forma muito clara nas conclusões do respectivo Estudo de Impacto Ambiental elaborado em 2004. Nas suas conclusões, todos os aspectos benéficos estão associados à melhoria da circulação na Avenida Padre Cruz bem como à da fuidez dos acessos à Alta de Lisboa enquanto nos aspectos negativos apenas se encontram citados os impactos... na paisagem e nos edifícios que se pretende demolir (já demolidos). Nem uma palavra sobre os moradores a quem, necessariamente, o ruído de seis faixas de circulação automóvel rápida deveria afectar. A quem a construção de um viaduto na proximidade das suas habitações deveria afectar. Nem uma palavra sobre a negatividade de manter construções (como são o Mercado e a Junta de Freguesia) sob um emissor de ruído tão grande como será o viaduto.
De uma hipocrisia calculada (ou sendo consequência de uma pirueta intelectual para justificar positivamente o projecto do cliente) é o capítulo final:
"Da análise efectuada, conclui-se que os impactes negativos decorrentes da implantação da via serão compensados pelos benefícios que esta trará, particularmente se forem cumpridas todas as recomendações patentes no presente estudo, complementadas pelos projectos de medidas de minimização, nomeadamente o Projecto de Protecção Sonora e Projecto de Integração Paisagística, que acompanham o presente EIA."
Ora pois. Não há nada como uns opacos tapumes coloridos a adicionar ao alto do cinzento e altaneiro tabuleiro para transformar uma dôr de cabeça num benefício para a nação.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Eixo Norte-Sul

O outro eixo em construção é o norte-sul. A opção de construção em viaduto está dividir o Lumiar em duas metades. O aspecto visual é terrível para quem habita próximo desta mega auto-estrada. As fotografias falam por si e representam o estado de evolução das obras no dia 5 de Agosto de 2007.

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