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terça-feira, 27 de maio de 2008

E se todos enviássemos emails para a CML?

Por sugestão de vários leitores e colaboradores do Viver, propõe-se que quem se sinta insatisfeito com os atrasos do projecto da Alta de Lisboa, com o desinteresse e autismo da CML, envie um email para o Sr. Presidente da dita, o Dr. António Costa.

Existem vários modelos de carta nos comentários do post anterior, amavelmente disponibilizados por quem já tomou a iniciativa. O Viver enviou a que se segue mais abaixo. Quem a quiser copiar esteja à vontade, quem preferir outro texto e deseje propô-lo aos vizinhos, faça o favor de o deixar nos comentários. Mas escrevam qualquer coisa, enviem os mails, insurjam-se. A união faz a força.



"Exmo. Sr. Presidente Dr. António Costa,

Como certamente saberá, o projecto da Alta de Lisboa foi lançado pela edilidade que actualmente preside, já há muitos anos. Foram feitas promessas, criadas expectativas, conquistadas pessoas que viabilizassem um projecto que tem tudo para ser um sucesso urbanístico e social, uma rara oportunidade de construir Lisboa de forma sustentável, mas que, infelizmente, tem sido votada ao abandono pela sua autarquia, com a conivência de muitos dos Vereadores eleitos. O problema não é da cor política que está no poder, é mais profundo que isso. O problema é falta de visão estratégica para Lisboa, de visão de futuro, de entendimento do que pode ser uma cidade em rede, e também de ausência de pudor por desrespeitar compromissos anteriormente assumidos. Os constantes atrasos e desleixos que a Alta de Lisboa tem sido vítima da CML não seriam mais prejudiciais se houvesse dolo de vossa parte.


Queira por isso, V. Exa., inteirar-se rapidamente da lista de atrasos deste projecto, pronunciar-se e demarcar-se dessa política passiva dos seus antecessores, e reconquistar a confiança de 35.000 lisboetas que aqui habitam. O Viver na Alta de Lisboa - BI cívico presta uma homenagem ao seu Vereador do Urbanismo, extensível a todo o seu executivo, aqui:
http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2008/05/tortura-do-atraso.html


Respeitosamente,
Viver na Alta de Lisboa - BI cívico

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segunda-feira, 19 de maio de 2008

David e Golias

É louvável e raro ver um blog com ligações partidárias conseguir fazer uma crítica que atinge também os seus pares. Foi o que fez o PS Lumiar, coligindo todos os destinatários das suas reclamações desde há um ano para cá e contabilizando as respostas obtidas. De uma lista com mais de trinta entidades e cargos políticos, apenas seis responderam aos emails com perguntas, protestos ou sugestões.

Um cidadão isolado perante esta barreira muda e arrogante deixa cair muito facilmente os braços, desistindo de exigir, pelas vias e mecânica institucional que a sociedade lhe impôs, uma rua, bairro ou cidade mais saudável e aprazível para viver e criar os seus filhos. É por isso que os mais lúcidos, mas que se sentem fracos perante este muro gigante, se unam para multiplicar as suas forças.

Encontrar causas comuns e juntar quem as defenda é a solução face ao actual sequestro de acção que a CML nos remeteu. O Todos pela Alta pretende ser uma dessas soluções. A primeira reunião correu muito bem, mas para que as coisas sejam bem feitinhas é preciso algum trabalho antes de apresentarmos a todos uma proposta de plano de acção. Fomos onze pessoas, na reunião de Sábado. Um pouco menos do que as 32.000 que alegadamente vivem na Alta de Lisboa, mas todos com vontade de crescer e chegar a mais gente. Todos sem vontade de desistir. Porque desistir ou esperar que seja o vizinho a resolver-nos o problema não tem piada nenhuma e é coisa de banana.

Para terminar, para fazer o contraponto dos blogs políticos do Lumiar, e ainda neste tema, o CDU Lumiar refere que os portugueses passam os primeiros 139 dias de trabalho do ano só a pagar os impostos. Este esforço compensa o serviço prestado?

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quarta-feira, 14 de maio de 2008

As respostas da SGAL (G)

G. FREGUESIA
G.1. Lisboa – como o resto do país –, apresenta um quadro de distribuição de freguesias assimétrico quer em relação a áreas quer em relação ao número de habitantes. Independentemente da discussão mais abrangente da reforma do sistema de organização autárquica do país, considera que a divisão administrativa actual da Alta de Lisboa por três freguesias permite uma gestão eficaz do espaço e das populações? Deverá considerar-se a longo prazo a criação de uma nova freguesia, correspondendo grosso modo – com acertos de pormenor nos seus limites – à área objecto de urbanização, aquando da reforma das freguesias olisiponenses? É, pelo contrário, urgente a criação de uma nova freguesia?



Resposta da SGAL:

G - FREGUESIA

A SGAL considera que a existência de Juntas de Freguesia dinâmicas, interessadas e participativas melhora globalmente a cidade e em particular a Alta, sendo vontade da SGAL estreitar e intensificar sempre o relacionamento com elas.



Na expectativa de que possamos ter contribuído para esclarecer alguns dos aspectos abordados, queremos reiterar a nossa total disponibilidade para, em ligação e colaboração com todos os interessados, encontrar e concretizar as soluções que melhor possam responder aos legítimos anseios de todos os que já hoje vivem na Alta de Lisboa.

Entretanto, aproveitamos a oportunidade para apresentar os nossos melhores cumprimentos,
Comissão Executiva

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terça-feira, 13 de maio de 2008

Todos pela Alta - A reunião, Sábado, dia 17, 11h

Para todos os interessados e disponíveis, a data que reúne maior adesão pelos que mostraram até hoje interesse, acabou por ser o próximo Sábado, dia 17 de Maio, pelas 11h. O local de encontro será na Mediateca do Centro Social da Musgueira, que muito simpaticamente nos disponibilizou o espaço. Se houver dúvidas sobre como lá chegar digam qualquer coisa que se arranja um mapa.

Esta ideia do Todos pela Alta surgiu como resposta a alguma desilusão cívica de moradores da Alta e Lisboa. É importante perceber e sentir que cada um de nós pode fazer algo mais pelos locais onde vive do que apenas lamentar a falta de sorte. E é importante que todos percebamos que as forças de cada um de nós serão mais eficazes juntas do que isoladas. Porque nenhum de nós tem disponibilidade total para estas coisas, porque podemos dividir o trabalho, porque juntos pensaremos melhor, porque nos vamos sentir também menos sós e frágeis neste confronto com o autismo e arrogância institucionais. Porque o tempo joga contra a Alta de Lisboa, o último projecto urbanístico pensado coerentemente em Lisboa, mas constantemente sabotado pela incompetência, preguiça e interesse de alguns.

Procurar-se-á diagnósticos, soluções, medidas, meios de alerta, formas de pressão. Estão ao alcance de todos. Os que vierem serão bravos, os que não puderem agora que se juntem depois.

As inscrições continuam, e continuarão, abertas a todos os moradores, instituições, associações, ou outros que não me estou a lembrar agora. Já sabem, ponham o vosso nome na caixinha de comentários e enviem um mail cá para a redacção.

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segunda-feira, 12 de maio de 2008

As respostas da SGAL (F)

F. REABILITAÇÃO E INTEGRAÇÃO SOCIAL
F.1. Genericamente, qual a sua posição face à reabilitação e realojamento dos bairros degradados – concorda com a dispersão dos seus moradores por edifícios situados em bairros de venda livre ou considera melhor no interesse de todos – realojados incluídos – a manutenção das relações de vizinhança, do tipo de habitação (maioritariamente térrea) e do núcleo que os anteriores bairros constituíam (acrescentando-lhes, obviamente, todas as condições de habitabilidade e autosustentação previstas por lei e garantidas pelo bom-senso)?

F.2. O Centro Social da Musgueira tem tido um papel essencial na integração social da população carenciada adolescente, na formação de crianças e no apoio a idosos e excluídos. A qualidade e validade do seu projecto social e educativo têm sido comprovadas pelas centenas de visitas oficiais e oficiosas de responsáveis políticos e económicos que teve ao longo dos últimos anos. No entanto, as suas instalações estão decrépitas, sendo o único conjunto de edifícios pertencentes à antiga Musgueira que ainda se mantêm de pé, mercê dos atrasos na aprovação do projecto do novo edifício e início da respectiva empreitada. Quer comentar?

F.3. Recentemente, a realização na Quinta das Conchas de uma mega-exposição evocativa das memórias do bairro, importante para reunir e promover o convívio entre populações, foi inviabilizada pela exigência, por parte da CML, do pagamento de uma taxa de utilização dos espaços verdes incomportável para as instituições não-governamentais organizadoras. Defende a manutenção da aplicação de uma taxa única sobre a utilização de espaços de lazer independentemente do sujeito, a sua aplicação tendo em consideração o mesmo ou, pura e simplesmente a sua anulação, em nome de uma maior fruição destes espaços?



A resposta da SGAL:

F - REABILITAÇÃO E INTEGRAÇÃO SOCIAL

Desde a primeira hora que foram criadas condições para que se verifique uma plena integração dos moradores que foram realojados em novas habitações. Começando pela qualidade dos edifícios de habitação, passando pela construção de equipamentos e zonas verdes, pelo apoio financeiro a diversas instituições e colectividades locais, ao apoio a jovens estudantes através das bolsas Nuno Krus Abecasis, a SGAL tem dado, e continua a dar, contributos muito diferenciados para que a operação da Alta de Lisboa seja um sucesso em todas as vertentes.

A este propósito lembramos que a SGAL foi distinguida em 2007 com o Prémio INH/IHRU do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana pela construção das 47 moradias destinadas aos moradores de Calvanas.

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

As respostas da SGAL (E)

E. SERVIÇOS
E.1. O PUAL materializa um ratio habitação/serviços de 3/1. Pensando quer em termos de cidade quer em termos de viabilidade da urbanização, concorda com esta proporção? Até ao presente não se encontra edificada qualquer das zonas previstas para serviços. No seu entender, em que momento deverá ter inicio a construção de escritórios? Tem conhecimento de eventuais impedimentos para a sua concretização? Quais e o que está a ser feito para a sua eliminação?



A resposta da SGAL:

E - SERVIÇOS

A Alta de Lisboa, pela sua concepção global e integrada, pode e deve contribuir para que Lisboa se constitua como uma Cidade cuja competitividade e modernidade, a façam aparecer como pólo de atracção de investimentos inovadores e criadores de mais-valias para as suas populações.

A SGAL, consciente da importância da implantação de serviços para diferenciar e valorizar a Alta, está a desenvolver todos os esforços para avançar com os escritórios e a área comercial da malha 5, bem como com os escritórios e hotel da malha 22.1, sendo, para isso, fundamental que a CML possa disponibilizar/libertar os terrenos que permitam construir em tempo os respectivos acessos.

A SGAL está, pois, fortemente empenhada e determinada a viabilizar a curto prazo a implementação de mais comércio e sobretudo serviços na Alta, estando a desenvolver diligências junto de entidades públicas e privadas com esse objectivo.

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terça-feira, 6 de maio de 2008

As respostas da SGAL (D)

D. EQUIPAMENTOS
D.1. Como pensa que devem ser geridos os principais equipamentos já construídos e a construir na Alta de Lisboa? Devem continuar a ser geridos apenas pela Câmara, ou devem ser estabelecidas parcerias, nomeadamente com a SGAL e/ou com terceiros(privados ou instituições que operem na zona), em condições a acordar para sua gestão?

D.2. Concorda com o tipo de equipamentos previstos e com as dimensões dos mesmos? No caso dos Centros Culturais, um deles situado no Eixo Central em frente ao Parque Oeste, verifica-se que a volumetria e as áreas previstas são, no presente, claramente insuficientes para esses equipamentos, em particular se se pretender que um deles seja uma Sala de Espectáculos podendo assim atingir um público mais vasto. Na sua opinião, perante esta incompatibilidade, deverão ser reunidas condições para a viabilização do Centro ou deverá ser mantido o rigor do planeado, inviabilizando-se assim esta infra-estrutura?


A resposta da SGAL:

D - EQUIPAMENTOS

Genericamente, no que respeita aos equipamentos, tendo em conta o prazo já decorrido desde a elaboração do PUAL, a SGAL entende que será útil (e necessário) repensar, não só a rede, como também a concepção dos equipamentos previstos, para além de estudar modelos de gestão que tenham em conta a evolução dos últimos 20 anos e que possam garantir um melhor serviço às populações.

Também neste caso, a disponibilidade da SGAL é total para colaborar na construção de soluções que garantam a satisfação desses requisitos.


No que respeita aos Centros Culturais, pode dizer-se que se mantém o interesse e vontade já manifestados para encontrar solução para esses equipamentos. Sinal desse interesse é a
possibilidade considerada para vir a ser projectado pelo Arqtº Siza Vieira um Centro Cultural que, certamente, constituiria um projecto de enorme qualidade.

Foi aliás, nessa óptica, e estando consciente da importância desse equipamento, que a SGAL considerou a contratação de um arquitecto com a qualidade e o renome do Arqtº Álvaro Siza Vieira. É, entretanto, um assunto que continua em aberto.

A SGAL, está, por conseguinte, à disposição da CML para, de forma activa e no quadro mais amplo da gestão de equipamentos, colaborar no sentido de encontrar um modelo financeiro, jurídico e urbanístico que ajude a CML a ultrapassar dificuldades que, eventualmente, surjam.

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

As respostas da SGAL (C)

C. INFRAESTRUTURAS
C.1. No caso das infra-estruturas realizadas e das quais a Câmara já tomou posse, entende que projectista e executante ainda farão parte das entidades com quem dialogar, na resolução de problemas de concepção /adaptação? Deverá o diálogo ser feito apenas com moradores e utentes? Deverão ser os serviços os únicos participantes no delinear das soluções, cabendo a última e única palavra decisória aos responsáveis políticos?


Resposta da SGAL:

C - INFRAESTRUTURAS

A SGAL está, como sempre esteve, pronta para, em colaboração e articulação estreita com a CML, resolver todos os problemas que surjam com as infraestruturas já realizadas e recebidas pela CML, de forma a encontrar soluções que permitam corrigir situações e melhorar a oferta aos seus Clientes.

Em nenhum momento a SGAL, ou os projectistas por si contratados, recusaram qualquer colaboração. Desde o momento da concepção dos projectos, em que têm sido introduzidos, a pedido da CML, inúmeros ajustamentos, até ao momento da sua concretização/execução, em que as obras são acompanhadas e fiscalizadas pela CML, a disponibilidade da SGAL tem sido e será sempre total.

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sexta-feira, 2 de maio de 2008

As respostas da SGAL (B)

B. ACESSIBILIDADES
B.1. Considerando o tipo de desenvolvimento que defende para a cidade e para a região, concorda genericamente com o prescrito no PUAL (e resumidamente apresentado acima) em termos das infraestruturas rodoviárias previstas? Deverá a Câmara, em relação a estas, independentemente da concordância ou não dos actuais responsáveis, honrar os compromissos assumidos no passado ou considera que é perfeitamente legítimo a cada poder pôr em causa decisões anteriores chegando ao extremo de as anular?

B.2. Para além de constituir uma circular à urbanização e de ser um acesso directo e independente ao centro de distribuição de mercadorias, a Avenida Santos e Castro, com as suas três faixas em cada sentido, constitui, em paralelo com o eixo Norte-Sul, uma importante via de escoamento do trânsito de entrada e saída da cidade, contribuindo para aliviar a sobrecarregada 2ª Circular, tendo assim a sua conclusão, mais do que um interesse local, um interesse citadino. Em relação ao anunciado verifica-se um atraso de 3 anos e, pior, existe uma aparência de desinteresse por parte da autarquia em resolver os problemas que impedem a prossecução dos trabalhos. Concorda com esta ideia? O que se dispõe a fazer para desbloquear esta situação?

B.3. A ligação entre a referida avenida e a 2ª Circular denominada “Porta Sul” encontra-se consubstanciada num projecto que, não contendo, na opinião de todas as partes envolvidas, a solução ideal, tem a virtude de resolver todas as questões emergentes de uma tal intervenção e está pronto a ser executado. Aparentemente anuncia-se um adiamento sine die da obra para revisão total das opções tomadas. Tem conhecimento desta posição da CML? Concorda com ela? É legítimo o adiamento de
prazos – com o que o mesmo comporta de continuação dos problemas – quando se discorda das opções tomadas pela vereação anterior?

B.4. No caso de não existirem objecções ao projecto aprovado para a “Porta Sul” e considerando as restrições orçamentais actuais, deverá esta obra ser prioritária ou defende que a mesma terá de esperar por um maior desafogo financeiro da autarquia?

B.5. Os arruamentos da zona apresentam algumas deficiências quer ao nível da gestão quotidiana (por exemplo, falta de pintura das passadeiras) quer ao nível do aperfeiçoamento das soluções existentes (necessidade de protecção dos peões no cruzamento do Eixo Pedonal com as vias de maior tráfego, cruzamentos rodoviários perigosos). Para alguns destes casos foram apresentadas propostas em sessão de Câmara, algumas retiradas por terem sido consideradas “pouco dignas” com a promessa,
por parte de alguns vereadores, do assunto ser resolvido de modo abrangente ao nível da cidade. Até hoje, nem ao nível dos serviços, nem ao nível dos vereadores eleitos foram apresenta as/propostas soluções. Quer comentar?



Resposta da SGAL:

B - ACESSIBILIDADES

Tal como já referido, a SGAL tudo tem feito para cumprir, na íntegra, o contratualmente estabelecido, procurando corresponder ao solicitado pela CML. Para o efeito foi sempre desenvolvendo, em articulação permanente com os departamentos da CML, as soluções urbanísticas mais adequadas, tendo em conta as legitimas expectativas de todos aqueles que já vivem na Alta e, naturalmente, os interesses da Empresa.

Projectos como a Av. Eng. Santos e Castro, a Porta Sul/Nó de Calvanas e a ligação ao Campo Grande e o Eixo Central, pelo seu carácter estratégico, quer urbanístico, quer empresarial, são essenciais ao desenvolvimento da Alta e, como tal, condição indispensável para que esta área constitua, de facto, uma zona de oportunidade para a cidade de Lisboa.

Por isso se torna tão importante poder iniciar e/ou concluir essas obras.

É fundamental que a CML dê acesso aos terrenos em que as mesmas estão projectadas, de acordo com o estabelecido no PUAL, para que a SGAL possa cumprir o seu programa de construção.

A SGAL não pode, por si só, avançar com a construção de qualquer obra – a participação efectiva e activa da CML, seja na aprovação dos projectos, seja na autorização das obras, é condição sine qua non para dar início e assegurar a continuidade e conclusão das obras, quer na qualidade de parceira contratual, quer na de autoridade municipal.

Os casos acabados de citar representam, aliás, em todo o processo, exemplo do que tem sido o esforço da SGAL para cumprir o Contrato e corresponder às solicitações da CML. De facto e apenas para dar ideia das dificuldades que é necessário ultrapassar, refira-se, a título de exemplo:

  • A construção da Av. Santos e Castro foi objecto de concurso público internacional, lançado pela CML em 1996, cuja adjudicação nunca chegou a ser feita e que acabou por ser anulado em Agosto de 1999. A SGAL, utilizando o mesmo traçado e localização usados para o concurso internacional , lançou, em Julho de 2001, a pedido da CML, um concurso para a concepção/construção daquela Avenida, cujas obras, depois de prolongadas diligências conjuntas CML/SGAL, em que foram analisados e aprovados todos os detalhes do projecto e cumpridos todos os procedimentos, tiveram autorização para arrancar em Outubro de 2004.

Ou seja, a Av. Santos e Castro, via reconhecidamente estruturante para o equilibrado desenvolvimento do Projecto da Alta, foi iniciada pela CML em 1996, foi interrompida pela CML em 1999, foi relançada pela SGAL em 2001 (o concurso), foi prosseguida pela SGAL em 2004 (as obras) e hoje, 2008, continua por concluir, porque a SGAL não tem acesso a algumas parcelas de terreno cuja libertação é da responsabilidade da CML!

Isto é, doze anos depois de ter sido iniciado o processo de construção e de ter sido investido, até agora, um montante próximo dos 32 milhões de Euros, não foi ainda possível pôr ao serviço da população uma via que, não podem restar dúvidas a ninguém, todos consideram de elevada importância (e necessidade!).

Não querendo enfatizar os elevados encargos financeiros suportados, não é difícil compreender as extremas dificuldades que a SGAL, nestas circunstâncias, enfrenta para poder planear a sua actividade e, naturalmente, para dar resposta satisfatória aos seus Clientes. Finalmente e perante estes factos não será lícito perguntar:

Quando será possível concluir a Av. Santos e Castro?


Como, infelizmente, o processo relativo à Porta Sul parece seguir o mesmo caminho, embora não tenha, ainda, tantos anos de avanços e recuos como a Av. Santos e Castro (ver carta, em anexo, enviada pela SGAL à CML, em 31 JAN 2008) parece oportuno pedir a atenção para a necessidade de fazer avançar rapidamente esse processo, para que, daqui a doze anos não estejamos novamente a referir se não será lícito perguntar:

Quando será possível concluir a Porta Sul?


E tudo isto apenas para voltar a reiterar a vontade da SGAL de prosseguir no caminho da cooperação estreita com a CML, de quem, devemos assinalar, sentimos haver também esse espírito.

De qualquer modo, é bom acentuar, na medida em que lhe tem sido permitido, a SGAL tem realizado um enorme esforço financeiro para lançar a construção de infraestruturas, de que são exemplo a Av. Santos e Castro e o Eixo-Central que, lamentavelmente, não têm tido o desenvolvimento programado por não haver acesso aos terrenos onde estão implantados.

Não é, por isso, demais insistir no carácter estratégico, mesmo determinante, que uma colaboração estreita entre a CML e a SGAL, em particular em tudo o que permita a definição clara e as decisões em tempo útil, sobre os factores que influenciam directamente o planeamento e a realização das obras e, consequentemente, a actividade da CML e da SGAL.

A SGAL, pelo seu lado, não cessa de reafirmar a sua disponibilidade para que sejam encontradas formas de colaboração que privilegiem a adopção de soluções concretas em desfavor de procedimentos que levantam problemas em vez de encontrar soluções. Também aqui importa realçar que, havendo, na base, uma parceria público-privada, só é possível avançar desde que se possa obter a colaboração activa, e em tempo útil, da CML e, naturalmente, da SGAL.

De referir o esforço em curso no que respeita a proporcionar, no breve prazo, espaço público com qualidade, as passadeiras sobreelevadas, a sinalética, o eixo pedonal, as ciclovias, exemplos de apostas inequívocas que a SGAL quer ver concretizadas já este ano, estando para isso a desenvolver todas as diligências junto da CML para conseguir esse objectivo.




Carta anexa, enviada pela SGAL à CML em 31 de Janeiro de 2008

Destinatário
C.M.L. - UPAL
Rua Manuel Marques, 6 - H
Edificio Odense
1750-171 Lisboa





Data: 31.01.2008
Nª Ref.: 10000000000119499

Assunto: Nó de Calvanas / Porta Sul



Exmos. Senhores,

Em 16 de Janeiro de 2007, através da nossa carta com a Ref.ª CDV20070116_1105, a SGAL enviou à CML – UPAL a proposta de adjudicação da construção do Nó de Calvanas, com um prazo estimável de 9, 5 meses.

Tal adjudicação foi mais um passo num longo processo e resultou de um pedido formulado pela CML para que esta obra, de fulcral importância para a Alta de Lisboa, embora situada fora da área de execução contratual da SGAL, fosse por esta concretizada, no âmbito das contrapartidas de substituição previstas no Contrato CML /SGAL.

Aliás, da alteração efectuada, em Dezembro de 2006, ao Contrato Inominado celebrado entre a CML e a SGAL em Dezembro de 1984, passou a constar explicitamente, no respectivo número 12 do Artigo 4.º – A, que a “A CML reconhece expressamente o carácter essencial da realização das obras de ligação do Campo Grande à zona das Calvanas, incluindo a rotunda urbana da 2ª Circular, com vista à natural comunicação da parte fulcral do empreendimento à cidade, obrigando-se ambas as partes a colaborar estreitamente com vista à sua concretização em tempo útil.”

Quanto a este aspecto, sempre será de referir que constitui prerrogativa da SGAL enquanto promotor do Projecto definir e concretizar o que se poderá considerar como “tempo útil”, de acordo com as necessidades específicas do projecto, as particularidades do seu desenvolvimento, e a importância desta infra-estrutura para o sucesso e viabilidade do mesmo. É neste contexto que cabe à SGAL apresentar anualmente o Plano Parcelar.

Assim, em observância ao princípio de cooperação entre as partes, subjacente ao aludido Contrato Inominado, e na prossecução da já referida disposição categórica, ao longo dos anos foram sendo desenvolvidas inúmeras soluções, tendo-se chegado em 2005 a uma solução que mereceu consenso dos vários serviços da CML e aprovação por parte do Exm.º Vice-Presidente da CML, Prof. Carmona Rodrigues em 19.04.2005 e da Exm.ª Vereadora Eduarda Napoleão, em 17 de Maio de 2005, solução essa sustentada, nomeadamente, por um parecer da Tis.pt, consultora da CML e da SGAL para a Alta de Lisboa.

Aliás, desde 1998 que têm sido desenvolvidas pela SGAL diversas soluções urbanísticas e criadas naturais e legitimas expectativas de concretização desta importante infra-estrutura.

Relembremos alguns desses passos:

- Em 16 de Setembro de 1998, a SGAL envia uma comunicação, com a Ref.ª 1334/98, ao Exmo. Sr. Presidente da CML, pela qual, realçando o entendimento supra exposto, solicita o início dos estudos com vista à concretização do Nó de Calvanas e da ligação ao Campo Grande, propondo inclusivamente a execução directa dessas obras;

- Em 29 de Setembro de 1998, o Exmo. Sr. Presidente da CML comunica, em resposta à missiva supra referida, que o indicado assunto havia sido remetido à consideração dos Exmos. Srs. Vereadores, Vasco Franco, responsável pelo pelouro da Habitação, e Machado Rodrigues, responsável pelo pelouro do Trânsito e Infra-Estruturas Viárias;

- Em 23 de Abril de 1999, a SGAL envia uma comunicação ao Exmo. Vereador Vasco Franco, pela qual submete novamente a matéria à apreciação do mesmo, manifestando o interesse e disponibilidade em colaborar na execução das obras da Porta Sul e Avenida Santos e Castro, as quais deveriam ser, no entendimento da SGAL, integradas. Para o efeito, propõe, a realização de um estudo prévio da Porta Sul, submetendo uma proposta subscrita pelo Exmo. Sr. Arquitecto Eduardo Leira. Termina a SGAL por solicitar que a CML comunique a sua concordância com os objectivos referidos na referida proposta, com a contabilização como contrapartidas de substituição e com a metodologia a seguir no desenvolvimento dos trabalhos;

- Em 17 de Setembro de 1999, o Exm.º Vereador Vasco Franco – na altura Presidente da CML em exercício – responde à SGAL e reafirma “a importância estratégica de que se reveste as obras em causa”, solicitando a elaboração pela SGAL de um programa base, que se estudassem diversas alternativas, nomeadamente, o eventual prolongamento da Av. de Roma, e o prolongamento ao Campo Grande, o eventual faseamento do desnivelamento de Calvanas, a elaboração de um anteprojecto contemplando as diversas especialidades envolvidas e aceitando “por adequada, merecendo o acordo, que quer o projecto, quer as obras, sejam contabilizadas como contrapartidas de substituição de realojamento previstas no contrato CML-SGAL, após serem prévia e definitivamente acordados os valores em causa”.

- Em 4 de Novembro de 1999, a SGAL na sequência de uma reunião nos Paços do Concelho, envia um memorando preparado pelo Arq. Eduardo Leira, bem como uma proposta de trabalhos a realizar, realçando que da referida reunião resultou o entendimento unânime de que o prolongamento do Eixo, a Rotunda sobre a 2.ª Circular, a ligação ao Campo Grande e a articulação com a Av. Santos e Castro constituiriam um projecto único e integrado, podendo todavia ser executado por fases;

- Em 18 de Maio de 2000, o Exm.º Vereador Vasco Franco tecendo algumas considerações às propostas apresentadas, reafirma “ser adequada a contabilização dos custos dos projectos e das obras como contrapartidas de substituição de realojamento nos termos do contrato entre a CML e a SGAL”;

- Em 28 de Julho de 2000, a SGAL envia ao indicado Vereador, uma Nova Proposta do Arq. Eduardo Leira que contempla os pressupostos anteriormente colocados pela CML, solicitando que esta desse o seu acordo à referida proposta;

- Em 16 de Agosto de 2000 a CML, através da COPRAD, comunica à SGAL que por despacho do Exm.º Senhor Vereador Vasco Franco, a proposta de honorários para a execução do estudo havia merecido aprovação;

- Em 8 de Maio de 2003, por despacho do Exm.º Presidente da CML, Dr. Pedro Santana Lopes, é aprovada a proposta de metodologia apresentada pela UPAL tendente a desbloquear a situação de impasse a que se havia chegado e que proponha uma solução (denominada solução Eng. Reis) que reunia o consenso dos vários departamentos da CML e que em termos de enquadramento urbanístico tinha por base a solução apresentada pelo Arq. Eduardo Leira;

- Em 15 de Maio de 2003, a UPAL comunica à SGAL a concordância e aprovação pela CML da continuidade dos estudos e soluções apresentadas, solicitando-se a concretização e formalização da entrega do estudo/solução que reuniu o consenso dos vários departamentos da CML;

- Em 7 de Janeiro de 2004, é entregue pela SGAL o anteprojecto para o Nó de Calvanas, que vem a ser aprovado em 19 de Abril de 2005, pelo Exm.º Vice-Presidente Carmona Rodrigues e em 17 de Maio de 2005, pela Exm.ª Vereadora Eduarda Napoleão, a qual mantém a 2,ª Circular, desenvolve novas passagens inferiores para a Rotunda e é caracterizada por uma grande proposta de paisagismo singular como estrutura de Porta da Cidade;

- Em 2006, é apresentado o Anteprojecto do Nó de Calvanas apenas com as infra estruturas e um nó viário sem ligação com o Campo Grande, mas com a garantia de no futuro a poder concretizar;

- Em 29 de Março de 2006, a UPAL envia à SGAL, o formato digital da base topográfica com vista ao desenvolvimento do Projecto de Execução da Rede Viária da Porta Sul;

- Em 13 de Abril de 2006, a SGAL envia à UPAL cópias das cartas de consulta enviadas aos três empreiteiros que haviam sido escolhidos pela CML: Alves Ribeiro, TGA e Ferrovial, tendo em vista a empreitada de Concepção Construção da Rede Viária da Rotunda Sul /Nó de Calvanas, com base no anteprojecto aprovado pela CML;

- Em 21 de Abril de 2006, a UPAL comunica à SGAL que o “procedimento da consulta às firmas foi efectuado conforme acordo mutuo UPAL/SGAL de maneira célere, que muito nos agradou” e que seria necessário actuar do mesmo modo para a execução do esgoto na Azinhaga das Murtas. Terminava considerando vantajoso que as firmas convidadas a apresentar proposta fossem as mesmas, pois uma eventual adjudicação conjunta poderia diminuir os custos;

- Em 17 de Maio de 2006, a UPAL comunica à SGAL que “conforme acordado entre a UPAL/SGAL e dado tratarem-se de contrapartidas de substituição foram consultadas 3 empresas em 13 de Abril de 2006”, e que em virtude de ter sido “pedida uma prorrogação do prazo até 19 /06/2006, solicita-se a consulta a mais um empreiteiro, Tecnovia”;

- Em 16 de Janeiro de 2007, a SGAL envia à UPAL o relatório da análise das propostas a concurso, bem como cópia das referidas propostas, tendo em vista a adjudicação final nos termos do Contrato Inominado; A UPAL nunca responde a esta carta;

- Em reunião realizada em 28 de Novembro de 2007, o Exm.º Vereador Manuel Salgado manifestou a opinião de achar preferível não adjudicar a obra e de recuperar uma outra solução, igualmente do Arq. Leira, anterior àquela que veio a ser aprovada pela CML em 2005, apresentada em Novembro de 2003, conhecida por “Pêra” e que incorporava um Macro Edifício Multiusos;


Tivemos agora conhecimento que a CML pretende lançar um concurso internacional tendo em vista a construção do Nó de Calvanas.

Independentemente do mérito das soluções, quer viária/urbanística, quer jurídica, que não importa agora discutir, a SGAL tendo por base o enquadramento factual supra descrito, entende que:

O carácter estratégico, quer urbanístico, quer empresarial, que esta obra assume, leva-nos a considerá-la essencial ao desenvolvimento da Alta de Lisboa e, como tal, condição indispensável para que esta área com cerca de 300 hectares e onde residem mais de 30.000 pessoas, constitua uma zona de oportunidade para a cidade de Lisboa, conseguindo vencer a “barreira” da 2.ª Circular e fazendo uma ligação privilegiada à cidade já consolidada, estando prevista quer no PUAL (Plano de Urbanização do Alto do Lumiar) quer no PDM de Lisboa, constituindo por esse motivo um compromisso contratual da CML e da SGAL, de acordo com o Art. 4.ºA, n.º 12 do Contrato Inominado, conforme supra referido.

A SGAL tudo tem feito para cumprir o contratualmente estabelecido, procurando corresponder ao solicitado pela CML, tendo desenvolvido, em articulação permanente com os departamentos da CML que entenderam intervir, inúmeras soluções urbanísticas e procurado encontrar soluções financeiras e jurídicas que, respeitando a legalidade e o Contrato, permitam salvaguardar as legitimas expectativas, quer da SGAL, quer de todos aqueles que já vivem na Alta de Lisboa.

A solução aprovada em 2005, que reunia as premissas consideradas decisivas, garantindo por completo a concretização da futura ligação ao Campo Grande, constituiu indiscutivelmente um passo decisivo neste longo processo, com cerca de 10 anos.
Neste contexto, e porque a orientação agora, aparentemente, assumida, constitui um retrocesso completo no processo de concretização do Nó de Calvanas/Porta Sul, com todos os prejuízos que isso arrasta, vimos solicitar a V. Ex.ªs que nos seja facultada a orientação que consubstancie o entendimento da CML sobre o assunto, de forma a podermos responder aos nossos clientes/residentes na Alta de Lisboa quanto à calendarização da construção dos eixos principais viários de ligação à Alta de Lisboa e em particular do referido Nó.

Sem outro assunto de momento queremos reiterar, uma vez mais, a nossa total disponibilidade para, em estreita articulação com V. Ex.ªs, encontrar e concretizar soluções que, salvaguardando os interesses das Partes, melhor possam responder aos legítimos anseios de todos os que já hoje estão confrontados com constrangimentos que há muito deviam estar ultrapassados, pelo que apresentamos os nossos melhores cumprimentos,

De V. Exas.
Atentamente
SGAL - Sociedade Gestora da Alta de Lisboa, SA.
Director Geral

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quarta-feira, 30 de abril de 2008

As respostas da SGAL (A)

A. ASPECTOS GERAIS
A.1. Deverá o poder camarário voltar a intervir na cidade a uma escala como a atingida no Plano de Urbanização do Alto do Lumiar (PUAL) ou defende, pelo contrário, que à Câmara caberá apenas um papel fiscalizador, deixando à iniciativa privada o monopólio da urbanização da cidade?

A.2. Em termos genéricos, considera que uma urbanização com as dimensões, as pretensões e a localização periférica em relação à cidade que o Alto do Lumiar tem, é benéfica face ao que defende como estratégico para a cidade de Lisboa? No caso negativo, sendo poder, como pretende resolver a contradição – ajustando pragmaticamente a teoria à realidade do já construído ou adaptando o que falta construir ao que defende? De que maneira?


Resposta da SGAL:

Exmos Senhores,

Em resposta à v/ comunicação, de que pedimos nos relevem o atraso na resposta, permitimo-nos começar por informar que a SGAL tem mantido, em permanência, junto da CML, as diligências que contratualmente lhe são permitidas, no sentido de conseguir avançar com a concretização, em tempo, do Projecto Alta de Lisboa. Como certamente compreenderão, não nos parece ajustado, no quadro das relações SGAL/CML, dar conhecimento geral dessas diligências.

Como vai aparecer evidenciado ao longo deste texto, a SGAL não pode, por si só, fazer avançar o desenvolvimento da Alta – a CML é, obrigatoriamente, como parceira contratual e como autoridade municipal, também parte directamente interveniente e responsável pelo lançamento e concretização de qualquer projecto, obra ou actividade a realizar na Alta de Lisboa.

Relativamente às questões concretas levantadas, a SGAL entende transmitir o seguinte:

A - ASPECTOS GERAIS
O Projecto em curso na Alta de Lisboa é resultado de uma parceria público-privada entre a CML e a SGAL, cujo objecto é o desenvolvimento integral de uma área com cerca de 300 hectares, que compreende a construção de Infraestruturas e Equipamentos, para além de edifícios com usos diversificados, formalizada num contrato (Contrato Inominado), celebrado na sequência de um concurso internacional, ganho pela SGAL.

O Contrato pressupõe um investimento das duas Partes (a SGAL em obras, a CML em cedência de terrenos).

A SGAL realiza obras de urbanização (infraestruturas, equipamentos, espaços públicos, …) adquirindo, no momento em que as inicia, o direito a receber da CML lotes de terreno correspondentes ao valor dessas obras. A valorização, quer das obras, quer dos terrenos, está estabelecida contratualmente e indexada, segundo fórmula explicitada no Contrato, à evolução dos preços.

A SGAL executou, até ao momento, obras no valor aproximado de 320 M€ correspondentes a cerca de 81% do total, enquanto a CML apenas transmitiu para a SGAL lotes de terreno correspondentes a cerca de 56%.

Existem atrasos muito significativos, quer na transmissão de lotes da CML para a SGAL, quer na libertação, por parte da CML, dos terrenos necessários ao desenvolvimento das obras de urbanização (infraestruturas, equipamentos, áreas públicas, …) resultando daí grande parte dos graves inconvenientes hoje existentes que afligem as populações e causam elevadíssimos prejuízos à Empresa, para além de atrasarem o desenvolvimento do Empreendimento.

A SGAL, apesar de todas as dificuldades, em particular as resultantes dos atrasos na libertação de terrenos para desenvolvimento das infraestruturas e na transmissão de terrenos para construção de venda livre, continua empenhada em assegurar, como previsto no Contrato, o desenvolvimento integral, e em tempo, do Empreendimento, sendo claro exemplo disso os enormes investimentos já feitos.

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terça-feira, 29 de abril de 2008

Eis-ias!

E dez semanas depois do envio do documento Alto do Lumiar - que futuro?, chegam finalmente as respostas de um dos principais actores do projecto, a SGAL. Estão organizadas pelas famílias de perguntas (A a G) e serão publicadas a partir de amanhã, com essa separação.

Recorde-se que as perguntas foram enviadas para todos as forças políticas da CML e AML, para as JF's abrangidas pela Alta de Lisboa, para a SGAL e também ex-Presidentes da CML. Até agora, apenas chegaram à nossa redacção as respostas do Vereador Manuel Salgado, as dos Cidadãos por Lisboa, e, hoje, as da SGAL. Tirem os leitores as ilações quanto ao interesse e capacidade de reflexão por parte da maioria dos agentes decisores da cidade de Lisboa sobre este projecto.

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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Todos pela Alta, 2º round

Mais uma chamada para os leitores que se queiram juntar ao grupo já formado. Um grupo constituído por moradores, associações, instituições e movimentos que têm como convicção comum a validade do Plano de Urbanização do Alto do Lumiar para Lisboa, e que nutrem ainda uma réstea de esperança, vontade e inteligência para procurar soluções para os preocupantes atrasos do projecto, os silêncios cobardes e respostas vazias que CML e SGAL, principais actores deste projecto, têm dedicado à última parte da cidade projectada com coerência e saber.

Mais uma semana a juntar vontades. Na sexta-feira, envia-se um mail a combinar reunião.

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Alto do Lumiar, que futuro? - CpL e Manuel Salgado respondem (G)

G. FREGUESIA
G.1. Lisboa – como o resto do país –, apresenta um quadro de distribuição de freguesias assimétrico quer em relação a áreas quer em relação ao número de habitantes. Independentemente da discussão mais abrangente da reforma do sistema de organização autárquica do país, considera que a divisão administrativa actual da Alta de Lisboa por três freguesias permite uma gestão eficaz do espaço e das populações? Deverá considerar-se a longo prazo a criação de uma nova freguesia, correspondendo grosso modo – com acertos de pormenor nos seus limites – à área objecto de urbanização, aquando da reforma das freguesias olisiponenses? É, pelo contrário, urgente a criação de uma nova freguesia?


Resposta dos Cidadãos por Lisboa:





Resposta do Arqº Manuel Salgado, Vereador do Urbanismo, eleito pelo PS:

O relatório do PUAL aponta para uma reestruturação da divisão administrativa da área de intervenção do Plano apontando para uma única junta de freguesia. Contudo não é no âmbito do Plano que esta questão deverá ser debatida ou decidida. A reorganização administrativa da cidade e o redesenho dos limites das freguesias tem sido uma questão muitas vezes colocada e pouco debatida.

Existem em Lisboa e nos municípios adjacentes várias propostas locais de redefinição dos limites das freguesias (por exemplo na zona da Expo) e mesmo de integração de certas freguesias noutros concelhos (por exemplo Moscavide).

Não sendo uma prioridade a definição de uma nova estrutura administrativa da cidade, não se deverá deixar de equacionar o desajuste da actual divisão à realidade da gestão do espaço e da optimização de recursos financeiros e humanos.

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domingo, 27 de abril de 2008

Alto do Lumiar, que futuro? - CpL e Manuel Salgado respondem (F.3.)

F.3. Recentemente, a realização na Quinta das Conchas de uma mega-exposição evocativa das memórias do bairro, importante para reunir e promover o convívio entre populações, foi inviabilizada pela exigência, por parte da CML, do pagamento de uma taxa de utilização dos espaços verdes incomportável para as instituições não-governamentais organizadoras. Defende a manutenção da aplicação de uma taxa única sobre a utilização de espaços de lazer independentemente do sujeito, a sua aplicação tendo em consideração o mesmo ou, pura e simplesmente a sua anulação, em nome de uma maior fruição destes espaços?


Resposta dos Cidadãos por Lisboa:




Resposta do Arqº Manuel Salgado, Vereador do Urbanismo, eleito pelo PS:

A gestão do espaço da Quinta das Conchas é da responsabilidade da CML/DMAU, sendo as condições gerais de utilização regulamentadas pela Câmara. Naturalmente que qualquer situação de apoio específico a determinadas actividades pode ser individualmente analisada pelos pelouros respectivos.

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sábado, 26 de abril de 2008

Alto do Lumiar, que futuro? - CpL e Manuel Salgado respondem (F.2.)

F.2. O Centro Social da Musgueira tem tido um papel essencial na integração social da população carenciada adolescente, na formação de crianças e no apoio a idosos e excluídos. A qualidade e validade do seu projecto social e educativo têm sido comprovadas pelas centenas de visitas oficiais e oficiosas de responsáveis políticos e económicos que teve ao longo dos últimos anos. No entanto, as suas instalações estão decrépitas, sendo o único conjunto de edifícios pertencentes à antiga Musgueira que ainda se mantêm de pé, mercê dos atrasos na aprovação do projecto do novo edifício e início da respectiva empreitada. Quer comentar?


Resposta dos Cidadãos por Lisboa:




Resposta do Arqº Manuel Salgado, Vereador do Urbanismo, eleito pelo PS:

Quanto ao Centro Social da Musgueira informa-se que o PUAL não prevê a relocalização do mesmo. Porém, e atendendo ao reconhecimento por parte do município das valências sociais que o Centro opera junto da população, a CML propôs a sua relocalização na Malha 2- Bairro da Cruz Vermelha. No entanto, actualmente a Associação dos Moradores da Rua Queiroz Pereira questiona a dimensão do Centro. O Projecto de Arquitectura está aprovado.

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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Alto do Lumiar, que futuro? - CpL e Manuel Salgado respondem (F.1.)

F. REABILITAÇÃO E INTEGRAÇÃO SOCIAL

F.1. Genericamente, qual a sua posição face à reabilitação e realojamento dos bairros degradados – concorda com a dispersão dos seus moradores por edifícios situados em bairros de venda livre ou considera melhor no interesse de todos – realojados incluídos – a manutenção das relações de vizinhança, do tipo de habitação (maioritariamente térrea) e do núcleo que os anteriores bairros constituíam (acrescentando-lhes, obviamente, todas as condições de habitabilidade e autosustentação previstas por lei e garantidas pelo bom-senso)?


Resposta dos Cidadãos por Lisboa:




Resposta do Arqº Manuel Salgado, Vereador do Urbanismo, eleito pelo PS:

F1.
A estratégia de realojamento subjacente ao PUAL é a de não haver uma segregação das populações realojadas sendo que deverá haver uma ponderada redistribuição dos fogos de realojamento e de venda livre.

Face à necessidade de se proceder ao urgente realojamento da população foram primeiramente edificados diversos conjuntos habitacionais, que serão enquadrados/envolvidos por edifícios de venda livre, contribuindo assim para a integração social das famílias realojadas e despromovendo situações de gueto e de segregação social.

As condições de habitabilidade dos edifícios/fogos de realojamento respeitaram a legislação em vigor à data.

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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Alto do Lumiar, que futuro? - CpL e Manuel Salgado respondem (E)

E. SERVIÇOS
E.1. O PUAL materializa um ratio habitação/serviços de 3/1. Pensando quer em termos de cidade quer em termos de viabilidade da urbanização, concorda com esta proporção? Até ao presente não se encontra edificada qualquer das zonas previstas para serviços. No seu entender, em que momento deverá ter inicio a construção de escritórios? Tem conhecimento de eventuais impedimentos para a sua concretização? Quais e o que está a ser feito para a sua eliminação?


Resposta do Arqº Manuel Salgado, Vereador do Urbanismo, eleito pelo PS:

Após a concretização do realojamento (operação essencialmente concluída em 2003) foi estabelecida como estratégia, a par da habitação venda livre, a execução das infra-estruturas estruturantes e áreas âncoras com vista a fomentar a atractivamente e dinâmica da nova malha urbana, nesta mediada foram desenvolvidas as operações urbanística para as M5, a M22.1/22.2, o Complexo desportivo, e os Grandes parques urbanos.

Os grandes equipamentos desportivos e parques urbanos encontram-se parcialmente edificados. Os processos urbanísticos das referidas malhas estão em conclusão prevendo-se o início de obra no presente ano.

Em suma, 20% da área total de construção preconizada no PUAL está afecta a comércio/serviços. Os grandes núcleos de serviços terão de ter um suporte de infra-estruturas viárias que garantam a sustentabilidade dos empreendimentos.

No âmbito da revisão do PUAL está ser equacionado o aumento da área de serviços em detrimento da área habitacional.

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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Alto do Lumiar, que futuro? - CpL e Manuel Salgado respondem (D.1. e D.2.)

D. EQUIPAMENTOS D.1. Como pensa que devem ser geridos os principais equipamentos já construídos e a construir na Alta de Lisboa? Devem continuar a ser geridos apenas pela Câmara, ou devem ser estabelecidas parcerias, nomeadamente com a SGAL e/ou com terceiros(privados ou instituições que operem na zona), em condições a acordar para sua gestão?

D.2. Concorda com o tipo de equipamentos previstos e com as dimensões dos mesmos? No caso dos Centros Culturais, um deles situado no Eixo Central em frente ao Parque Oeste, verifica-se que a volumetria e as áreas previstas são, no presente, claramente insuficientes para esses equipamentos, em particular se se pretender que um deles seja uma Sala de Espectáculos podendo assim atingir um público mais vasto. Na sua opinião, perante esta incompatibilidade, deverão ser reunidas condições para a viabilização do Centro ou deverá ser mantido o rigor do planeado, inviabilizando-se assim esta infra-estrutura?



Resposta dos Cidadãos por Lisboa:





Resposta do Arqº Manuel Salgado, Vereador do Urbanismo, eleito pelo PS:

D. Equipamentos
A cidade é construída por todos e para todos. Em prol dos fins planeados e na perspectiva do interesse público cabe-nos gerir todas as sinergias que se mostrem eficazes à prossecução dos mesmos.

Sempre que se verifique evolução das condições sócio-económicas que estão subjacentes e fundamentam as opções definidas no plano justifica-se a sua alteração ou mesmo revisão.

A área de construção prevista no PUAL para os equipamentos Escolares, de Acção Social e Cultural tem-se mostrado insuficiente para cumprir os requisitos técnicos aplicáveis ao programa funcional dos respectivos equipamentos i.e., no caso dos equipamentos Escolares e de Acção Social verifica-se que para cumprir os parâmetros regulamentados no item capacidade em conformidade com os requisitos funcionais aplicáveis supera-se (portanto incumpre-se) a área de construção regulamentada.


Dimensionamento da rede:

Desde a elaboração do Plano verificou-se uma revisão/actualização das Normas de programação e caracterização (Standards urbanísticos) das redes de equipamentos colectivos como é o caso específico da Rede de Equipamentos de Saúde.
A Direcção-Geral de Saúde, ARSLVT, entidade com a responsabilidade de promoção dos respectivos equipamentos, dispensa-se de executar os equipamentos que não se enquadrem nas necessidades inventariadas nos termos das normas de programação em vigor.

De acordo com o que tem vindo a ser afirmado pela ARSLVT e confirmado pelo Departamento de Planeamento Estratégico (DPE), face aos standards urbanísticos em vigor, a rede de equipamentos de Saúde, programada no PUAL, está sobredimensionada.

A ARSLVT prevê a execução de uma única Extensão de Centro de Saúde das 11 programadas.

Também relativamente ao Serviços / infra-estruturas e em face às alterações tecnológicas ocorridas a EPAL e a TLP atestam a dispensa das infra-estruturas programadas.

Em síntese constata-se que a programação e dimensionamento das redes de equipamentos assentam em critérios que tem vindo a ser objecto de revisão/actualização, a saber:
  • Alteração da legislação especifica aplicável ao dimensionamento e caracterização dos equipamentos de ensino, saúde e acção social;
  • Actualização do recenseamento populacional – censos de 2001, o que permitiu uma caracterização sócio-cultural do universo populacional em presença.


D1.
É fundamental que os equipamentos sejam plenamente utilizados e vividos, pelo que na sua gestão devem ser acolhidas múltiplas formas de utilização. Cabe, no entanto, aos serviços da Câmara receptores dos equipamentos municipais dinamizar essas múltiplas formas de usufruto.

D2.
Ao longo do tempo, as políticas de planeamento e gestão dos equipamentos públicos vão sofrendo alterações, sendo que em determinados momentos se pretendem muitos equipamentos de pequena dimensão e noutras alturas se prefere concentrar energias em poucos equipamentos de maior dimensão – é o que sucede no presente plano com os equipamentos de saúde.
É necessário que o Plano saiba evoluir, para conformar essas alterações estratégicas sem perda de rigor e validade enquanto instrumento urbanístico.

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terça-feira, 22 de abril de 2008

Alto do Lumiar, que futuro? - CpL e Manuel Salgado respondem (C.1.)

C. INFRAESTRUTURAS
C.1. No caso das infra-estruturas realizadas e das quais a Câmara já tomou posse, entende que projectista e executante ainda farão parte das entidades com quem dialogar, na resolução de problemas de concepção /adaptação? Deverá o diálogo ser feito apenas com moradores e utentes? Deverão ser os serviços os únicos participantes no delinear das soluções, cabendo a última e única palavra decisória aos responsáveis políticos?

Resposta dos Cidadãos por Lisboa:




Resposta do Arqº Manuel Salgado, Vereador do Urbanismo, eleito pelo PS:

C. Infra-estruturas
Na cidade todos os agentes são relevantes para o processo de diagnóstico e solução dos problemas. Tratando-se de uma operação de iniciativa municipal caberá à CML concertar soluções e empreender a respectiva execução.

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segunda-feira, 21 de abril de 2008

Todos pela Alta

Face às tomadas de posição e ao voluntarismo de alguns dos comentadores que gostariam de ver uma atitude mais activa dos moradores da Alta, convidamos desde já todos aqueles que se sentirem dentro desse espírito a enviar-nos um mail para combinarmos um encontro para delinear estratégias e acções.

A Alta de Lisboa é o maior plano de urbanização alguma vez feito em Portugal. O seu insucesso é o insucesso de um país, de uma população. É a assunção da nossa incapacidade para nos organizarmos, para programarmos, para levarmos uma ideia até ao fim. É o falhanço do planeamento das cidades, dos governos e das populações que não souberam exigir aos seus governantes qualidade e responsabilidade de governação.

A Alta de Lisboa encontra-se num ponto sem retorno, as oportunidades estão a perder-se, o tempo joga a desfavor. É necessária união entre os moradores para conseguirmos que este projecto se viabilize. É necessário pressionar a CML e SGAL para que tenham uma postura mais transparente, para que se cumpra da calendarização do projecto.

Este desafio está aberto a todos, moradores, associações e instituições.

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