Sergei Prokofiev compôs a sua primeira sinfonia aos vinte e cinco anos, numas férias, como exercício académico ou divertimento pessoal, um desafio de escrever uma obra longe do piano, inspirando-se no rigor formal de Haydn, o mais clássico dos compositores. Chamou-lhe, por isso, "Sinfonia Clássica".
Respeitando a orquestração da época (violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, 2 flautas, 2 oboés, 2 clarinetes, 2 fagotes, 2 trompas, 2 trompetes e tímpanos), a escrita não resiste a incorporar o idioma musical do início do séc. XX, causando em muitos ouvintes uma sensação divertida de música travestida. Leonard Bernstein conta que quando ouviu pela primeira vez esta obra agarrou-se à barriga de tanto rir com o bom humor de Prokofiev.
A mim não dá vontade de rir, mas provoca-me um sorriso e uma sensação de felicidade inabalável. A "Sinfonia Clássica" de Prokofiev tem uma frescura e uma energia revigorante que me continua a contagiar da mesma forma como da primeira vez que a reconheci e quis saber o que era. Lembro-me que foi num Sábado, numa manhã sossegada de Fevereiro, com uma luz linda e calorosa a entrar pela casa onde vivia com os meus pais, há muitos, muitos anos.
Esta versão, com Filarmónica de Viena, é dirigida por Valery Gergiev, um maestro que ensaia pouco por acreditar que demasiados ensaios tiram espontaneidade a esse organismo vivo que é a orquestra. Por oposição a esta filosofia de trabalho, podem ver Sergio Celibidache a ensaiar a mesma obra com Filarmónica de Munique. Para além das diferenças artísticas entre os dois maestros, nota-se que Gergiev pretende fazer com o gesto, em concerto, o que Celibidache transmite por ideias e palavras em dezenas de ensaios. Duas formas opostas de trabalhar, mas ambas com resultados brilhantes.
Bom Fim de Semana para todos!
Respeitando a orquestração da época (violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, 2 flautas, 2 oboés, 2 clarinetes, 2 fagotes, 2 trompas, 2 trompetes e tímpanos), a escrita não resiste a incorporar o idioma musical do início do séc. XX, causando em muitos ouvintes uma sensação divertida de música travestida. Leonard Bernstein conta que quando ouviu pela primeira vez esta obra agarrou-se à barriga de tanto rir com o bom humor de Prokofiev.
A mim não dá vontade de rir, mas provoca-me um sorriso e uma sensação de felicidade inabalável. A "Sinfonia Clássica" de Prokofiev tem uma frescura e uma energia revigorante que me continua a contagiar da mesma forma como da primeira vez que a reconheci e quis saber o que era. Lembro-me que foi num Sábado, numa manhã sossegada de Fevereiro, com uma luz linda e calorosa a entrar pela casa onde vivia com os meus pais, há muitos, muitos anos.
Esta versão, com Filarmónica de Viena, é dirigida por Valery Gergiev, um maestro que ensaia pouco por acreditar que demasiados ensaios tiram espontaneidade a esse organismo vivo que é a orquestra. Por oposição a esta filosofia de trabalho, podem ver Sergio Celibidache a ensaiar a mesma obra com Filarmónica de Munique. Para além das diferenças artísticas entre os dois maestros, nota-se que Gergiev pretende fazer com o gesto, em concerto, o que Celibidache transmite por ideias e palavras em dezenas de ensaios. Duas formas opostas de trabalhar, mas ambas com resultados brilhantes.
Bom Fim de Semana para todos!
Olá Tiago!
ResponderEliminarNão tenho conhecimentos de música clássica mas acredita que gostei muito de ouvir este video. Obrigada por este momento diferente.
Não gosto e não percebo porque é que este blog tem estes posts.
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